(foto: João Carlos Frigerio)
O acidente de carro no Mossungê que deixou o deputado Fernando Ribas Carli (PSB) gravemente ferido e dois mortos foi causado por veículos em velocidade acima do permitido. É o que informa o delegado da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), Armando Braga.
De acordo com o delegado, essa é a primeira informação "com 100% de certeza" sobre o acidente, após vistoria realizada nos carros envolvidos. Já velocidade exata dos veículos será divulgada somente após a realização da perícia, cujo laudo fica pronto em 15 dias.
Braga garante ainda que existe apenas uma testemunha do acidente e que a hipótese de racha, no qual o deputado estaria participando, não foi confirmada. "Essa testemunha me foi indicada pela imprensa e ainda será interrogada", afirmou. O delegado disse que outras pessoas que deram informações sobre o incidente teriam chegado no local depois da colisão entre os carros.
O deputado Fernando Ribas Carli sofreu traumatismo craniano grave, associado a múltilas fraturas crânio faciais e encontra-se em coma, com sinais vitais instáveis e respira com ajuda de aparelhos, segundo Hospital Evangélico. Ele passou por cirurgia na tarde desta quinta-feira (07).
Acidente - Carli Filho dirigia um Passat com placa de Guarapuava, que bateu violentamente contra um Honda Fit na Avenida Monsenhor Ivo Zanlorenzi, por volta da 1h de quinta-feira. Os dois ocupantes do Honda - Gilmar Rafael Souza Yared, 26 anos, e Carlos Murilo de Almeida, 20, morreram no local.
De acordo com a testemunha Leandro Lopes, em entrevista a rádio Band News, o acidente foi causado pela imprudência do motorista do Passat, o deputado Ribas Carli, e que não houve disputa de racha entre os motoristas. De acordo com o depoimento da vítima à imprensa, foi ele quem chamou o Siate para socorrer o deputado e os ocupantes do Honda.
"Quando apareci na esquina para atravessar a rápida, veio o Passat quase decolando, passou por mim, saiu do chão e foi por cima do Honda. Por causa do declive que existe na rua, ele saiu do chão. Mesmo que o Honda não estivesse lá, o motorista do Passat iria se perder", garante.