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Uma nova geração de donas de casa

Algumas mulheres abriram mão da carreira para trabalhar em casa sem ganhar um tostão
  08/06/09 às 10:06  |  Agência Estado
(foto: Reprodução)
"Não sou dona de casa, sou mãe em tempo integral", falam em coro as mulheres que deixaram o mercado de trabalho para se dedicar à educação dos filhos. Antes de a maternidade bater em suas portas, essa ideia jamais passaria por suas cabeças. Afinal, aprenderam desde crianças a investir na formação e carreira, livrando-se da dependência dos maridos, o que era comum no tempo de suas mães.

Embora tenham optado por esse caminho, deixando para trás boas posições profissionais, todas recusam a pecha de "dona de casa", que se tornou quase um palavrão. "O termo é carregado de preconceito", diz a engenheira de computação Alinye Amorim Yamada, de 29 anos. "Associam a faxineira ou a alguém sem qualificação."

Opinião parecida tem a ex-modelo e ex-empresária Luciane Trapp, de 27 anos. "Basta falar que é dona de casa para as pessoas olharem para você com pena, ou acharem que você é inútil ou folgada por não ajudar o marido com as despesas." A ex-coordenadora de Recursos Humanos, Laís Rosa, de 24 anos, também não se sente bem no posto de "mulher do lar", pois sempre ouviu da sua própria mãe que "dona de casa é empregada doméstica de filhos e marido".

Ainda, a arquiteta Fernanda Passos, de 29 anos, recusa-se a preencher fichas e cadastros com a expressão que no passado já foi considerada motivo de orgulho entre as recém-casadas.

Apesar dessa conotação negativa, foram elas que abriram mão da carreira para trabalhar em casa sem ganhar um tostão. Mas não antes de terem pensado e avaliado todos os prós e contras dessa decisão tão difícil. E aí está uma das grandes diferenças em relação às donas de casa de antigamente.
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