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Economia

Mercado financeiro

Bovespa atinge maior pontuação desde setembro de 2008

O comportamento das ações da Vale deu sustentação ao índice, se sobrepondo às ordens de vendas
  27/07/09 às 18:01  |  Agência Estado
Pela terceira sessão consecutiva - ou a oitava vez em nove dias - a Bovespa teve novamente um fechamento em alta, em uma trajetória bastante volátil. A realização de lucros que tomou conta do pregão em várias ocasiões não encontrou forças para ir adiante. E isso abriu espaço para o Ibovespa, na finalzinho, enfim romper o patamar de 1º de junho, até então, o maior de 2009. A Bovespa fechou na pontuação máxima do ano, aos 54.548,99 pontos, também o maior nível desde os 55.162,1 pontos de 1º de setembro do ano passado. Na mínima pontuação do dia, o Ibovespa registrou 53.943 pontos (-0,94%) e, na máxima, os 54.886 pontos (+0,79%). No mês, acumula alta de 5,99% e, no ano, de 45,27%. O giro financeiro somou R$ 4,132 bilhões.

O comportamento das ações da Vale deu sustentação ao índice, se sobrepondo às ordens de vendas. Houve hoje a alta dos metais no exterior além de duas outras razões para justificarem as compras destes papéis: o 'atraso' de Vale em relação à Petrobras e a expectativa de que o acordo para o minério de ferro com as siderúrgicas chinesas tenha um desconto em torno de 28%, mesmo porcentual acertado com as japonesas. Vale ON terminou em +0,68% e PNA, em +0,78%.

No exterior, o comportamento das bolsas norte-americanas, foi bem animador. O Dow Jones terminou com alta de 0,17%, aos 9.108,51 pontos, o S&P subiu 0,30%, aos 982,18 pontos, e o Nasdaq avançou 0,10%, aos 1.967,89 pontos.

No Brasil, se Vale foi o que contou a favor para os ganhos da Bolsa, Petrobras e siderúrgicas jogaram contra. As ações da estatal do petróleo fecharam na contramão do petróleo, que avançou 0,48%, para US$ 68,38 no contrato para setembro. Em dia de volume não tão forte de negócios, os investidores, segundo operadores, podem ter escolhido realocar os recursos das carteiras, hoje escolhendo Vale em detrimento da Petrobrás.

Petrobras ON recuou 0,12%, e PN, 0,15%. Gerdau PN caiu 1,09%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,88%, e Usiminas PNA, 0,10%. CSN ON, na contramão, subiu 0,32%.

Câmbio - O dólar no mercado doméstico oscilou em terreno negativo e sustentou-se abaixo de R$ 1,90 pelo terceiro dia útil consecutivo. A realização de lucros nas Bolsas norte-americanas e na Bovespa durante parte da sessão não tirou disposição dos investidores em ofertar a moeda norte-americana dada a percepção de continuidade do fluxo cambial positivo no País.

No fechamento, o dólar no balcão estava na mínima do dia, com perda de 1,16%, a R$ 1,875 - menor valor desde 26 de setembro de 2008 (a R$ 1,8530). A taxa máxima na sessão foi de R$ 1,892 (-0,26%). A perda acumulada ante o real no mês elevou-se para -4,53% e, no ano, para -19,70%. Na BM&F, o pronto também terminou no piso da sessão, a R$ 1,8754, com recuo de 1,09%, sendo que a máxima foi de R$ 1,8913 (-0,25%). No mês, a moeda na BM&F apura queda de 4,41% e, no ano, de 18,92%. No mercado futuro, o dólar com vencimento em 1º de agosto de 2009 estava em R$ 1875,50 (-1,11%) às 17h53. As quedas das cotações à vista e no mercado futuro prosseguiram após o leilão vespertino de compra de moeda, em que o Banco Central fixou a taxa de corte em R$ 1,8815.

Juros - Os principais contratos de juros futuros começaram a semana em queda, dando continuidade ao movimento de sexta-feira, quando a divulgação do IPCA-15 de julho detonou um processo de correção para baixo nas taxas. A forte desaceleração do indicador de inflação - de 0,38% em junho para 0,22% em julho - ainda fez preço sobre os DIs hoje, assim como a redução da mediana das estimativas para a Selic em 2010, mostrada na pesquisa Focus do Banco Central. Ao final da negociação normal da BM&F, o DI janeiro de 2011 (81.725 contratos) caía de 9,81% para 9,77% e o DI janeiro de 2012 (59.295 contratos) projetava 10,84%, de 10,86% e 10,88% no fechamento e ajuste anteriores. A ata do Copom é o principal evento da semana, mas a agenda até lá é farta para testar a disposição do mercado em aplicar. Amanhã, o Banco Central informa a nota de crédito de junho, e, na quarta-feira, o desempenho das contas públicas também em junho. A nota de crédito dará informações relevantes para os prognósticos em relação ao ritmo de recuperação da economia.
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