Coxa
Médico preside evento sobre cirurgia
Setenta especialistas em medicina esportiva de todo o Brasil e do exterior estarão em Curitiba
 16/09/09 às 22:37
Setenta especialistas em medicina esportiva de todo o Brasil e do exterior estarão em Curitiba para a Jornada Sul-Brasileira de Cirurgia do Joelho. O evento será no Hotel Bourbon, nesta sexta-feira (das 9 às 18 horas) e sábado (das 9 às 13 horas), e é presidido pelo dr. Lúcio Ernlund, que há 12 anos chefia o departamento médico do Coritiba. Um dos participantes da Jornada será o médico norte-americano Brian Cole, coordenador médico do Chicago Bulls, time de basquete da liga profissional dos Estados Unidos em que jogava o astro Michael Jordan. O tema será “Da Prevenção ao Tratamento: a Busca do Joelho Saudável”. “Vamos trocar informações e discutir os avanços da cirurgia nos últimos anos”, disse Ernlund, um dos maiores especialistas em cirurgia de joelho no país. A evolução das técnicas cirúrgicas é inegável. Para se citar um exemplo: há exatos 50 anos, o ponta-esquerda Zagallo, da seleção brasileira campeã mundial em 1958, sofreu uma lesão séria nos meniscos e chegou a ser desenganado para o futebol. Persistente, passou por uma operação, em que teve o joelho aberto de lado a lado. Levou quase dez meses para voltar a jogar. Hoje, a mesma cirurgia não deixa mais que três pequenos furinhos como cicatriz e o jogador não leva mais que um mês para voltar aos gramados. A atenção se torna especial para o mundo do esporte porque, apesar do avanço da medicina esportiva, o joelho é um dos pontos do atleta que mais sofre lesões sérias — portanto, um dos que exige maior índice de intervenções cirúrgicas. A ruptura de ligamento cruzado anterior, por exemplo, acometeu jogadores de Coritiba (Keirrison, Pedro Ken), Atlético (Nei, Dagoberto) e Paraná Clube (Luís Henrique, zagueiro). Essa lesão, uma das mais temidas pelos jogadores, leva de seis a oito meses para a recuperação total. E o trabalho do médico, ao contrário do que se imagina, não termina quando ele fecha os pontos da cirurgia. É preciso um acompanhamento regular após a operação, o que inclui fisioterapia diária e reforço muscular. “Se não for assim, o resultado fica péssimo”, afirma Ernlund.
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