Sarney admite entraves para união PT-PMDB
Senador reconhece que em alguns estados, aliança é difícil e Dilma deverá ter dois palanques
 24/11/09 às 20:42
Afinado com o discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o senador José Sarney (PMDB-AP), presidente do Senado, admitiu ontem que PT e PMDB devem subir em palanques diferentes em alguns Estados nas eleições do próximo ano. Defensor da candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, à sucessão presidencial, Sarney observou que, devido a grande extensão do País, as realidades políticas são muito diferentes entre os Estados. “Eu acho que sempre a unidade dos partidos não é feita por unanimidade. Ainda mais uma coligação, é muito difícil. Eu acho que o Brasil é muito grande, as realidades políticas nos Estados são muito diferentes umas das outras. Eu acho que isso é um fenômeno natural que ocorre em todas as eleições e que vai ocorrer nesta também”, disse o senador. Esta semana o presidente Lula já havia dito que as divergências entre PT e PMDB nos Estados não poderiam ser impeditivas para a campanha de Dilma Rousseff, e, portanto, a ministra deverá ter dois palanques em alguns Estados. Ao contrário do que deseja o presidente, PT e PMDB deverão lançar candidatura própria no Acre, Bahia, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. “Não tenho mais ilusão quando se trata das disputas locais. Por mais que a gente oriente as pessoas que o que deve prevalecer é um projeto nacional, normalmente o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalecem as questões dos Estados”, afirmou o presidente. “O que é importante é que, se houver divergência na base aliada nos Estados, isso não seja impeditivo para a ministra Dilma ter dois ou mais candidatos”, completou Lula.
RÁPIDA Serra O governador de São Paulo, José Serra (PSDB) minimizou ontem a sua queda na pesquisa divulgada na última segunda-feira pela Confederação Nacional do Transporte (CNT). Questionado sobre os índices do deputado federal Ciro Gomes (PSB), o tucano foi incisivo: “Acho que não tem nada a ver. Ele (Ciro) não vai fazer nada que o Lula não queira. Isso é jogo político e não tem consequência nenhuma”, afirmou o tucano.
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