O Tribunal Eleitoral de Honduras registrou mais de 300 observadores internacionais para as eleições do domingo (29), mas elas acontecerão sem supervisores da Organização dos Estados Americanos (OEA) e da União Europeia (UE). O Centro Carter dos Estados Unidos, que costuma participar de eleições como observador de caráter técnico, disse em comunicado que não participará do processo hondurenho porque não foi instalado em Honduras um governo de unidade nacional, como havia sido acertado no pacto de San José-Tegucigalpa.
A OEA e a UE costumam enviar observadores a eleições em países latino-americanos e eles começam seu trabalho meses antes dos pleitos. "Se eles vierem, serão bem-vindos. Se não vierem, o processo eleitoral continua em 29 de novembro" disse em entrevista à Associated Press, nesta semana, o magistrado Dénis Gómez Rodríguez, juiz suplente do Supremo Tribunal Eleitoral de Honduras e coordenador dos observadores.
María Aguiluz, advogada do Centro para a Justiça e o Direito Internacional, disse que "o rechaço dos organismos, incluída a OEA, já é uma indicação de que não existe disposição para legitimar uma situação que a maioria da comunidade internacional considera ilegítima". "É uma prática aceita que nas eleições, os observadores internacionais confirmem a transparência", acrescentou.
Gómez, no entanto, diz que existem grupos de observadores de entidades como o National Democratic Institute, dos Estados Unidos, e representantes de colégios eleitorais do Paraguai, México, El Salvador e Santa Lucía.