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Política

Distrito Federal

Arruda demite assessor que denunciou suposto esquema de propina

Envolvido em escândalo, governador do DF diz que não vai renunciar
  27/11/09 às 20:44  |  Agência Estado

O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), demitiu na sexta-feira (27) o secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, responsável pela coleta das provas que levaram à Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. E afastou temporariamente dos cargos os secretários José Luiz Valente (Educação) e José Geraldo Maciel (Casa Civil), além de Fábio Simão (chefe de gabinete) e Omézio Pontes (assessor de imprensa). Estes últimos estão sendo investigados pela PF.

Arruda informou, por intermédio de sua assessoria, que não pretende renunciar ao mandato e que é candidato à reeleição no ano que vem. Pessoalmente, ele decidiu só se pronunciar a respeito da operação depois de conhecer o inquérito da Polícia Federal. A ação dos policiais resultou na apreensão de documentos e computadores em gabinetes, casas de deputados distritais, secretários do governo e até no anexo da residência oficial do governador, que fica na cidade-satélite de Águas Claras, a 20 quilômetros do Plano Piloto.

A assessoria do governador informou que ele não foi informado oficialmente dos objetivos da operação e que Arruda não estava na residência oficial no momento em que a Polícia Federal chegou ao local. Ao contrário de governadores que o antecederam, Arruda não mora na mansão. E ontem, conforme a assessoria, tinha reservado o dia para fazer consultas na perda que operou há uma quinzena. Os assessores informaram ainda que a PF não entrou no gabinete do governador que fica na residência oficial.

Já o secretário da Educação, José Luiz Valente, em nota, informou que houve busca e apreensão em sua casa e no seu gabinete. "Estou à disposição do Departamento de Polícia Federal para o que for necessário, mas me reservo ao direito de só me pronunciar publicamente sobre o assunto quando tiver informações completas do que se trata", afirmou ele, na nota.

Já o deputado Leonardo Prudente chegou a convocar uma entrevista coletiva, mas depois a desmarcou. Seus assessores informaram que ele só falará depois de se informar melhor sobre o assunto.

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