Dirigentes do Paraná Clube, na posse da nova diretoria: até times rivais estiveram na cerimônia (foto: Jonas Oliveira)
Roberto Cavalo não será o técnico do Paraná Clube em 2010. A nova diretoria, empossada ontem à noite, confirmou que ele está fora dos planos. “Já temos outro técnico, mas não vamos divulgar ainda para não atrapalhar as negociações”, afirmou o presidente Aquilino Romani, que comandará o clube no biênio 2010-2011.
Os nomes cogitados são Leandro Niehues, Gilberto Pereira e Edson dos Santos, o Neguinho. Niehues foi vice-campeão paranaense com o Corinthians Paranaense (J.Malucelli). Em seguida, acabou contratado para auxiliar-técnico do Atlético. Gilberto Pereira (ex-Coritiba e Londrina) está no Iraty. Neguinho, que já comandou o Paraná como interino, hoje é auxiliar-técnico de Silas, no Avaí.
O desentendimento com Cavalo, segundo fontes ligadas ao clube, seria em relação ao salário. O treinador teria pedido R$ 50 mil e a diretoria, oferecido R$ 35 mil. Ontem, o treinador negou essa informação e disse que se pedisse um valor como esse durante um campeonato estadual poderia “quebrar o clube”.
Segundo Cavalo, não houve acordo porque exigiu a permanência dos principais jogadores – os meias Davi e Rafinha, o atacante Marcelo Toscano e o goleiro Zé Carlos. A renovação de contrato com esses quatro jogadores está emperrada. Davi e Zé Carlos, que pertencem à LA Sports, podem entrar nos planos do Avaí. Rafinha é propriedade do São Paulo, que só aceita vendê-lo. Marcelo Toscano — 70% do Paulista de Jundiaí — dificilmente será emprestado novamente.
Dos 36 jogadores do atual elenco, 21 têm contrato encerrando em 2009. Dos titulares, apenas o lateral-direito Murilo tem contrato para 2010.
Ontem, após a posse, o vice de futebol, Aramis Tissot, pediu apoio de todas as pessoas ligadas ao clube. “O momento é de união. Precisamos que o Paraná tenha dinheiro para reverter a situação. Sem dinheiro, não podemos fazer nada. Ninguém é milagreiro”, declarou. “E essa história de por dinheiro do próprio bolso no clube, isso não existe. Vamos fazer uma coisa profissional”.
Tissot citou um exemplo de parceria que pode ajudar o clube. Segundo ele, a renovação de contrato do volante Luiz Henrique Camargo só foi possível porque um grupo de empresários, ligados ao Paraná, comprou 50% dos direitos econômicos do jogador e emprestou os direitos federativos ao clube.