Jair Cirino: “Esperávamos isso, um árbitro de qualidade” (foto: Franklin de Freitas)
Leandro Pedro Vuaden, árbitro gaúcho que pertence ao quadro da Fifa. Esse é o nome que a CBF definiu para mediar a partida decisiva entre Coritiba e Fluminense, neste domingo, às 17 horas. A responsabilidade não é pouca. Resultados paralelos à parte, o jogo vai definir qual deles fica na elite do futebol nacional e qual deles cai para a Série B. Para a diretoria coxa-branca, a escolha foi satisfatória. Porém, o retrospecto do clube paranaense em jogos com Vuaden no apito não é dos melhores.
“Foi uma escolha de um juiz ranqueado. Esperávamos isso, um árbitro de qualidade”, disse ontem o presidente do Coritiba, Jair Cirino dos Santos, que foi ao Rio de Janeiro conversar com o presidente da comissão de árbitros, Sérgio Corrêa, pedir uma arbitragem idônea. “É um árbitro à altura da responsabilidade da tarefa que terá”, completou Cirino.
O currículo de Vuaden corrobora a opinião de Cirino. O árbitro, embora tenha pouco tempo de atuação nas principais divisões do País, já pertence ao quadro da Fifa. Em 2008, foi indicado como um dos três melhores do Brasileirão, algo que já não aconteceu neste ano. A principal característica do gaúcho é deixar o jogo correr, mais ao estilo visto na Europa, sem marcar qualquer faltinha. “Exatamente. Já fizemos esse levantamento”, falou Cirino. “O que queremos é que as coisas se resolvam no campo”.
O Coritiba, porém, não tem se dado bem em jogos apitados por Vuaden no Couto Pereira. Em seus partidas, incluindo Brasileirão, Série B e Copa do Brasil, houve apenas uma vitória — 2 a 0 sobre o São Paulo, exatamente neste ano. No mais, foram duas derrotas e três empates (ver quadro).
Neste ano, o Coritiba já reclamou do estilo “deixar jogar” de Vuaden. Ele apitou o duelo contra o Botafogo, no Couto Pereira que terminou 2 a 2. E foi criticado por não ter marcado um pênalti do goleiro Castillo no coxa-branca Marcos Aurélio. Àquela altura, 20 minutos do segundo tempo, o placar estava 1 a 1. Se o pênalti fosse apontado (e convertido), e o time paranaense tivesse vencido por causa disso, a situação seria outra. O Coritiba estaria com 46 pontos, em vez dos 44 atuais, e sem preocupações com o rebaixamento. Mas Cirino absolve Vuaden por aquele lance. “Acho que aquilo foi um lance de difícil interpretação”, afirmou. “Estamos com confiança absoluta na lisura e na competência do árbitro”.