Não é só o Fringe que vive de cancelamentos. A Mostra Oficial do Festival de Curitiba também enfrentou este tipo de problema no primeiro final de semana. Duas apresentações foram canceladas, uma delas, Vestido de Noiva, dos Satyros, no Guairinha, parou no meio por conta de problemas técnicos com a parte multimídia. Primeiro, Mundo Gerald Thomas, que deveria ter duas peças em cartaz, no sábado e domingo,só teve uma, Terra em Trânsito. Rainha Mentira foi cancelada porque o diretor, que também responde pela iluminação, não conseguiu chegar em tempo de Nova York. Parte da platéia não foi informada do cancelamento na entrada e esperava noo intervalo, quando foi discretamente comunicada, individualmente. Segundo a produção explicou a iluminação é um dos pontos altos do espetáculo, que sem Thomas não poderia ser colocado em cena. Não foram cogitadas, até o fechamento desta edição, novas sessões para cumprir o que foi vendido. Já a palestra de Thomas, que deveria ter sido na sexta-feira, ficou para amanhã às 16 horas, no Teatro Positivo.
No domingo, o problema foi mais complicado e a peça Vestido de Noiva, que tinha o Guairinha lotado - de público e boas expectativas - parou depois de cerca de meia-hora de seus 80 minutos. Foi o tempo de começar a ambientação e os primeiros sinais de problemas vieram quando a luz do palco apagou, a da platéia acendeu e o diretor pediu compreensão para que o grupo fizesse nova tentativa, já que o projetor, peça imprescindível, não funcionava. Tensão no ar, mas a platéia atendeu ao pedido o que, no entanto, não adiantou e poucos minutos depois novamente o problema. Com o cancelamento confirmado a platéia começou a demonstrar insatisfação com comentários exaltados. A ponto de uma das atrizes voltar ao palco aos prantos dizendo que o problema não foi com os atores que estavam ali fazendo sua parte.
Uma voz, não identificada rebateu, dizendo que o problema não era com a estrutura do teatro. Ontem pela manhã, a produção do Festival de Curitiba confirmou uma sessão “especial”, ontem a noite mesmo. Quem não pôde assistir pode receber o dinheiro de volta ou escolher outra peça que queira ver. Uma pena, pois o começo da apresentação foi promissor.
Igualmente lamentável foi um suposto policial militar apontar uma arma para atores que faziam uma performance da peça Abajur Lilás, no Largo. Ninguém apoiou a atitude, mas algumas pessoas acharam a ação inadequada para o horário de circulação de crianças - e meio perdida, já que surgiu do “nada”.