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Cultura

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Teatro infantil a todo vapor

Diversidade e produção continuada, através de incentivo público
  11/04/08 às 16:22  |  Adriane Perin, do Jornal do Estado
Quem trabalha com teatro infantil em Curitiba tem notado o aumento de um público crítico. Casa cheia é resultado de platéia satisfeita. A diversidade e continuidade das produções contribuem para isso. Algo que ajuda a manter uma programação interessante, avaliam  produtores, é o apoio via incentivo fiscal que tranquiliza e diminui a pressão comercial, abrindo mais brechas para produções apuradas. Assim, clássicos, contemporâneos e textos inéditos voltados ao público infantil são cada vez mais vistos. Garantia de futuro também para o teatro, pois, com certeza quem aprende a gostar no início da vida vai levar o gosto para sempre.

“Existe, de modo geral melhora de qualidade e cada vez menos tentativas de imitar mega produções. O estímulo que vem de editais  para incentivo público a teatro ajuda a manter uma programação interessante”, observa Ruben Carvalho Silva, o Cauê, presidente da Associação de Teatro de Bonecos do Paraná. Com apoio para produzir, diz, os grupos podem se concentrar na qualidade do produto. “E ao fugir do padrão super produção cresce a diversidade estética. E também se tem mais estímulo a novos autores e textos, junto dos clássicos  que devem ser perpetuados”, emenda Cauê, que vê nisso também o reflexo da queda de qualidade da  televisão. O único porém é que os ingressos, principalmente de espetáculos incentivados poderiam ser mais baixos. “Um pai que leve filhos e sobrinhos paga muito caro para produções totalmente custeadas com  verba pública”, pondera.

Situação que o do Dr. Botica, conta o responsável pelo espaço, o bonequeiro Manoel Kobatchuk, resolve com tarifas diferenciadas e sessões gratuitas para comunidades que não têm condições de pagar. “Mas acho que as escolas tinham que fazer uma avaliação mais equilibrada na hora de selecionar, porque fazem um verdadeiro leilão, que nem sempre leva em conta que qualidade exige mais gastos”, argumenta. Para amenizar a questão, Regina Vogue, lança neste final de semana a carteirinha infantil, que com o pagamento de R$5 para sua confecção, dará “super descontos para menores de 12 anos”. A inspiração foi uma garotinha, Juliana, que foi a todos os espetáculos ano passado e ganhou  homenagem no final do ano. “Ia com a avó e ainda obrigou os pais a irem também. Isso é maravilhoso, temos que transformar o teatro infantil em uma coqueluche”.   O mais legal, prossegue ela, é que existe uma variedade de linhas de trabalho. Tem que ter teatro intelectual, de pesquisa, mas também aquele para relaxar”, defende. Entre as ações do espaço que leva seu nome, no Shopping Estação, está o Centro de Estudos para Teatro Infantil, que desenvolve linguagens. “ É toda um equipe envolvida. Não temos medo de mexer e remexer nos clássicos, mas também criamos a partir de temas de interesse da meninada de hoje”. Para ela o teatro ideal é o que pode ser degustado em família. “Nunca gostei de coisas infantilóides. E hoje mais do que nunca não podemos mastigar tudo e achar que a criança vai gostar, porque elas não querem isso. E, claro, a fantasia essa não pode faltar nunca”.
Todos aqui parecem saber que esse público não é bobo. “A exigência foi aumentando e ao menor sinal de um espetáculo duvidoso debulhavam reclamação na gente, as vezes até de forma agressiva”, conta Kobatchuk. “Criança quando não tá gostando não fica quieta e tem também o público que se manifesta não indo mais. Temos realmente que melhorar a qualidade a cada dia. O que muito bom”, completa João Luiz Fiani, que atualmente cuida de cinco salas.

O outro lado, alerta Kobatchuk, foi o aumento do número de gente interessada em explorar o filão. “A quantidade de gente despreparada também proliferou violentamente. Como se fazer teatro pra criança fosse salvaguardar a sobrevivência”. Mas, o saldo ainda é positivo: “Grupos sérios ganharam mais prestígio e são mais representativos”, assegura o bonequeiro do Botica.  Fiani  também cobra dos pais. “Deixam a responsabi lidade do levar ao teatro para as escolas, e  esquecem o quanto ele ajuda na formação do caráter de seus filhos”.  O momento, avalia, é crucial. “Ou se firma e forma um público fiel ou estaremos sempre fadados a depender do público espontâneo. Os pais não podem propor entre ir ao parque ou teatro”.

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Comentários (total: 1)
10/10/09 16:45
maria elizabete
O teatro infantil é de suma importância no desenvolvimento intelectual dos nossos pequenos,pois ajuda a memorizar,interpretar,tirar conclusões. Sou a favor que todas escolas se preocupassem em encentivar a frequência ao teatro...as artes de modo geral..por favor continuem,um dia vai valer a pena.