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Música

Lendária

Pauline Black, vocalista do grupo de ska The Selecter, em Curitiba

Britânica de 55 anos é fonte de inspiração para artistas como Amy Winehouse e Lilly Allen
  03/03/09 às 10:59  |  Redação Bem Paraná
Os shows de março de 2009 marcam a primeira visita ao Brasil de Pauline Black (of The Selecter), em meio as comemorações do Dia Internacional da Mulher e, também, dos 30 anos da 2 Tone Records, um dos selos musicais mais importantes da história da música, responsável pelo surgimento de Specials e Madness. Curitiba será a segunda cidade a receber a turnê nacional. Antes, a britânica se apresenta em Porto Alegre (11) e depois da capital paranaense segue para São Paulo (14), Rio de Janeiro (15) e Brasília (16). Pauline Black cantará os sucessos do Selecter, acompanhada de músicos brasileiros Felipe Machado, Lipe Torre e Rodrigo Cerqueira, do Firebug, quinteto de rocksteady paulistano.

Fique por dentro da programação do show.

A artista britânica Pauline Black, 55 anos, é líder e vocalista do The Selecter, lendário grupo inglês da geração 2 Tone do ska - de grupos como Specials, Madness, Bad Manners e Beat. Mulher e ativista da geração de Chrissie Hynde (Pretenders) e Debbie Harry (Blondie) entre outras, é fonte de inspiração para artistas como Amy Winehouse e Lilly Allen. A frente do Selecter registrou dois álbuns excepcionais, recheados de ska, reggae e punk rock. “Too Much Pressure” (1980) ficou 19 semanas entre os top-5 das paradas britânicas, com os hits “Too Much Pressure”, “Missing Words” e “On My Radio”. “Celebrate The Bullet” (1981) impactou a Inglaterra com o sucesso homônimo.

Em busca de novos horizontes musicais e pessoais, Pauline deixou o Selecter em 1982 e iniciou carreira como atriz e apresentadora de TV. Seu retorno ao Selecter aconteceu em 91, com extensas turnês pelo Japão, Europa e Estados Unidos. Pauline Black (of The Selecter) foi apontada no ano de 2005 pela renomada revista Rolling Stone como o melhor grupo da 2 Tone Records.

Sobre a banda

Amy Winehouse declarou certa vez - num momento de sobriedade - que seu próximo trabalho teria muito ska, como aqueles do Selecter. Enquanto o álbum novo não vem ela já adiantou as influências num concorridíssimo EP, lançado somente em vinil, cujo preço já atinge mais de 50 pounds no Ebay. O que muitos desconhecem é a paixão da britânica pelo gênero de origem jamaicana, principalmente pelas bandas do selo inglês 2 Tone (que ela homenageia no seu show com versões para “Hey Little Rich Girl”, dos Specials, entre outros). Se não fosse Pauline Black ter iniciado essa aproximação entre o ska e o pop britânico, nem Amy, nem Lilly Allen, fãs confessas de Pauline Black, estariam dando hoje seu recado.

Pauline Black é uma mulher símbolo da sua geração. No final dos anos 70 e começo dos 80 liderou o The Selecter, banda britânica formada em Coventry, considerada uma das mais importantes da sua época. Pauline marcou seu tempo, dividindo o cenário com grupos de peso, como Specials e Madness, e também com outras bandas contemporâneas, como The Clash, Sex Pistols, UB40, Gang Of Four, Pretenders, de Chrissie Hynde, e o Blondie.

A voz inflamada e postura única chamavam atenção para o The Selecter de Pauline. Não havia no topo das paradas de sucesso muitos grupos liderados por mulheres, muito menos bandas multirraciais, com presença quase majoritária de negros. Poucos grupos compostos basicamente por imigrantes haviam conseguido façanha semelhante ao Selecter. Eram tempos do National Front nas ruas da Inglaterra, e de uma era de grande recessão econômica, quando Margaret Thatcher ainda buscava reconstruir a economia inglesa. Em meio a esse turbilhão Pauline subia aos palcos com canções bem sacadas e atuais (como era costume entre os grupos da 2 Tone) e arrasava, como na letra de “Everyday” (“...things are getting worse....times so hard...”), que descrevia bem o momento vivido.
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