Arquivos da categoria: Renan Souza

Valentino: The Last Emperor, por Renan Souza

23 novembro, 2014 às 08:30  |  por Hellen Albuquerque

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Poucos são os documentários relativos à moda que nos mostram mais a fundo o universo e a vida de um determinado estilista ou o processo criativo de uma grande marca. E, esses poucos que assisti até hoje, são surpreendentes e válidos como conhecimento da causa e entendimento do que se está exposto nas vitrines.

Valentino: O Último Imperador, retrata nos seus 96 minutos de filmagem os últimos anos de trabalho do estilista Valentino Garavani, a comemoração dos seus 70 anos e os 45 anos de dedicação à moda. Desde o pequeno estúdio que aprendeu a costurar na França até os desfiles nos grandes eventos da moda mundial, Valentino não se apegava às tendências e aos momentos. Mais novo, deslumbrava-se com as musas do cinema de Hollywood e sonhava em um dia vestir Greta Garbo e Elizabeth Taylor. “Eu amo a beleza, não é minha culpa”.

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Minucioso, detalhista e extremamente exigente, do seu processo criativo totalmente manual, passando pelas provas de roupa às vezes críticas, ao desfile final das coleções, Valentino literalmente imperava. Tudo deveria estar perfeitamente alinhado, ajustado e pregado. Assim foi com os seus vestidos e devido a parceria com Giancarlo Giammetti – sócio, confidente e amante – com a sua marca. Questionado do que seria a Maison Valentino depois de Valentino, este fez uma alusão a célebre frase de Luís XV e respondeu sem mais: “Depois de mim, o dilúvio”.

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Oscar de la Renta, por Renan Souza

22 outubro, 2014 às 21:00  |  por Hellen Albuquerque

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“Há sempre um elemento emocional em qualquer coisa que você faça”, disse Oscar de la Renta. Nesta semana, Oscar, aos 82 anos, perdeu sua batalha contra o câncer e deixou um vácuo e um marco no mundo da moda. Dominicano de São Domingos, Óscar Aristides de la Renta Fiallo, iniciou o seu casamento com a moda quando se mudou para a Espanha – a princípio para estudar arte na La Real Academia de Bellas Artes de San Fernando – e apresentou os seus croquis à esposa do embaixador dos Estados Unidos no país. Encantada, fez uma encomenda de um vestido longo de debutante para sua filha, Beatrice Cabot Lodge. Foi aí que surgiu o primeiro vestido de De la Renta e o registro do seu nome na mídia, ao estampar a capa da Life Magazine.

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Ainda na Europa, Oscar passou pelas maisons Balenciaga e Lanvin. Mais tarde veio a se fixar em Nova York, onde permaneceu até sua morte. Foi depois de uma conversa com a então diretora da Vogue Americana, Diana Vreeland, que o aconselhou a trabalhar para Elizabeth Arden, que ele decidiu ir aos Estados Unidos e onde seu nome ganhou força. Em 1965 iniciou a marca que levaria a sua assinatura e lançou a primeira coleção de prêt-à-porter feminina. Com um DNA colorido, feminino e sempre sofisticado, admirado por seus vestidos de noite e noivas, tanto a linha de alta costura como no prêt-à-porter, o estilista logo ganhou o guarda-roupa de várias celebridades e influentes políticas. Dentre elas, Jacqueline Kennedy, Nancy Reagan, Hillary Clinton e Michelle Obama. A última noiva que Oscar vestiu foi Amal Alamuddin, hoje Sra. Clooney. Na última imagem, ambos foram clicados por Annie Leibovitz na prova do vestido.

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Oscar de la Renta não ousava fazer roupas casuais. O seu feeling era os vestidos que faziam as mulheres de bom gosto sonhar. A regra preciosa: “Não passar inobservado, mas raramente exagerar com formas ou cores incomuns”. Na sua passarela e nos red carpets a monotonia não tinha vez. O seu último desfile e sua última semana de moda traduzem tudo isso.

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Beleza a granel, por Renan Souza

18 setembro, 2014 às 08:12  |  por Hellen Albuquerque

A Organização Mundial de Saúde define saúde como sendo o bem estar físico, social e mental. Quem vai em busca de um procedimento cirúrgico estético, apesar de algumas pessoas acharem o fim mexer naquilo que a natureza nos deu, mantêm e preserva a forma de se obter saúde. Segundo dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, o Brasil é o primeiro no ranking dos países que mais executam invasões estéticas por habitante, turbinar o bumbum hoje em dia é a campeã. O país, entre 2009 e 2012, teve um aumento no número de cirurgias em 120%; ganhou 1,5 milhão de novos recauchutados em 2013; e no ranking, deixou os Estados Unidos comendo poeira.

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Mas, até onde a busca incessante para se encaixar nos padrões de beleza ditados pela sociedade são benéficos à saúde e até que ponto nossa beleza pode ser comprada?

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Para promover uma crítica direta ao conceito contemporâneo de beleza das mulheres, “Supervenus” é uma animação que discute de forma simples e irônica estas questões. Lançado em 2013, o curta do diretor francês Frederic Doazan apresenta um antigo desenho anatômico feminino sendo completamente transformado por procedimentos estéticos radicais como cirurgias, lipoaspirações, remoções de próteses e aplicações de botox. Por fim, temos um corpo completamente danificado, tamanhas as intervenções. Trata-se de uma curiosa perspectiva sobre o tão explorado tema da beleza real, mas que pode se tornar artificial.

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Ode ao Devorê, por Renan Souza

23 agosto, 2014 às 15:24  |  por Hellen Albuquerque

O termo Devorê ou Devoré, no francês, significa literalmente devorar. Também chamado de tecidos Burnout (ou tecido etch), a técnica tem origem na França e começou sendo usada comercialmente em vestuário de moda entre os séculos 19 e 20, possivelmente como uma alternativa menos custosa ao uso da renda, por exemplo. Em 1920, esse modo de trabalhar com a roupa ganhou fama e vestidos de festa e xales eram então produzidos. Quem definitivamente popularizou o uso do devorê, introduzindo-o em sua linha de criação de moda, foi o estilista britânico Jasper Conran por volta de 1980 e 90.

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O processo consiste na utilização de produtos químicos corrosivos que destroem as fibras do tecido à base de celulose – tais como viscose, algodão, rayon – deixando intactas as fibras de origem animal ou sintéticas, formando-se assim as transparências e relevos. Parece fácil, mas não é qualquer tecido que pode ser tratado assim, isso para que não surjam buracos indesejados na produção. O produto químico pode ser aplicado por meio de impressão ou à mão livre, e adicionando pinturas, desenhos e cores ao tecido, diferentes texturas podem ser criadas. No veludo, que é um tecido mais grosso, o produto químico entra em contato somente com a superfície, traçando desenhos em alto relevo bem interessantes. A “malha podrinha”, como se diz de algumas peças, é elaborada também dessa forma.

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A estilista Glória Coelho vem trabalhando com o Devorê em algumas temporadas, propondo com seus geometrismos e minimalismos, uma pegada bem High tech às roupas.

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Outra marca bem bacana e que desde seu início explora a técnica de Devorê, é a paulistana Trendt. Com o conceito de simplicidade x complexidade, as camisetas nascem da sua forma quadrada, mas não deixam de transmitir a técnica bem elaborada e a estética estabelecida de sua construção. Com um acabamento não tradicional para uma t-shirt e um shape muito bem estruturado, a meu ver, a marca preza pelo conforto e ao mesmo tempo traz um ar moderno, urbano e diferente às peças.

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O estilo New wave setentinha de Mette Lindberg, por Renan Souza.

7 agosto, 2014 às 11:04  |  por Hellen Albuquerque


Quando abriu um dos shows de Amy Winehouse em 2008, Mette Lindberg alavancou sua carreira como vocalista e líder da banda dinamarquesa The Asteroids Galaxy Tour. Outro momento importante para a banda, foi participar do comercial da Heineken em 2011 com a baladinha The Golden Age como trilha. Presente na música, inconfundível no estilo, Mette de cara registra sua marca, que são as pontas da sua franjinha delicadamente viradas para cima num estilo blondie girl, somente seu. Com influências da música dos anos 60 e 70 em suas melodias, de som forte, psicodélicas e de grooves acentuados, não era de se estranhar que o estilo fosse refletido em suas roupas. Passando também pelo Pop, pelo Soul e Indie Rock, ela sabe brincar e transmitir através de suas combinações, cores e texturas, todas essas influências.

Por vezes, revendo as suas fotos, Mette ora lembra-me a vocalista da banda Blondie, Debbie Harry, ora a “Bang Bang” Nancy Sinatra. Esta viveu a música dos anos 60, com um vestir mais comportadinho, de vestidos mini larguinhos e acinturados, como os de Twiggy; Debbie, nos anos 70, platinada e com suas cores rebeldes. Essas referências cabem todas no guarda roupa de Mette Lindberg, basta olhar.

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Nada como um estilo musical bem definido, para criar ambiência e fornecer inspiração no universo da moda. Os anos 70 são inesgotáveis, além de memoráveis, tornando-o um espaço propício para seleção e atualização do visual. A sonoridade do new wave, convenhamos, tem um quê de charme descontrolado e extravagante capaz de se converter em leituras glamourosas para o look. Essa pegada está traduzida nos brilhos, paetês, combinação de cores (color blocking), estampas de animais, texturas, bodies, macaquinhos, hot paints e ombreiras. Exagero. Mais é mais. Aos olhos e feeling de Mette, muito bem explorados e usuais para os dias de hoje.

Para compor, é claro que se deve prezar o bom senso, e a palavra chave para qualquer estilo é equilíbrio, fazendo com que a produção fique agradável aos olhos. Não basta colocar, por exemplo, uma legging animal print com uma blusa também animal print, a não ser que você tenha uma festa temática New wave para mais tarde. O interessante é retomar a década e o estilo sem parecer forçado. Uma camisa color blocking por dentro de uma hot paint de zebra ficaria bem mais atual e usável. Exagero, pode, mas com prudência.

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Moda é criatividade: spikes, por Renan Souza

24 julho, 2014 às 09:42  |  por Hellen Albuquerque

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Há tempo que os spikes e as tachas são referência para quem quer criar e dar um ar mais rock ‘n roll à vestimenta. O uso dessas pecinhas pontiagudas se consolidou com o nascimento do movimento Punk Rock nos anos 70. Com o conceito de contracultura, de ideologia libertária e a subversão às normas que a sociedade impunha na época, o estilo Punk trouxe a ideia da roupa desleixada, do artesanal, do próprio do it yourself, carregado de calças rasgadas, jeans justos, jaquetas de couro, lenços, moicanos e muitos spikes.

Mas, ao contrário do que se realmente pensa, a arte de adornar as roupas com spikes, tachas e rebites vem de muito mais tempo, com os motoqueiros donos da famosa Harley-Davidson. Como a Harley é uma moto feita manualmente – isso até hoje – e devido aos impactos e movimentos das engrenagens, os parafusos acabavam se soltando e por serem muito caros, os motoqueiros guardavam para recolocá-los depois. E onde eram armazenados esses parafusos? Nas jaquetas de couro, item indispensável para um motoqueiro que se preze. Eles perfuravam a roupa com os parafusos soltos e com esse hábito, acabaram criando um estilo que persiste até hoje.

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Os spikes agregam às jaquetas, camisetas, calças, sapatos e trazem, além de uma pegada mais agressiva e rock ‘n roll, um ar mais descolado e moderninho. A customização é muito fácil, existem 2 tipos de spikes, um precisa de uma máquina especial para ser colocado, como nos calçados e em tecidos mais grossos; e o outro tem dentinhos que serão dobrados por dentro da peça perfurada. Um pouco de tempo e criatividade são necessários e vocês terão um look novo no guarda-roupa.

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Aproveitando a alta e para testar um diferencial, neste novo “DIY”, o Blog Indumentária vai ilustrar essa ideia e customizar um suéter. Este foi encontrado em uma loja de departamentos por R$49,90 e já possuía um quê a mais pelo detalhe da lã e pelo tecido pregado nos ombros. Os spikes foram comprados na loja Altero. Imagine peças para colares, brincos, cintos, pulseiras e afins, vocês encontram tudo lá.

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O próximo passo foi levar à costureira, expor a criatividade e o resultado vocês conferem no ensaio a seguir. Aproveite e siga o @blogindumentaria.

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Praça de Bolso do Ciclista: um lugar para todos, por Renan Souza

14 julho, 2014 às 07:20  |  por Hellen Albuquerque

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O Blog Indumentária foi visitar o local onde está sendo construída a Praça de Bolso do Ciclista e conversar com alguns dos idealizadores do projeto, Goura Nataraj e Yasmin Reck. Goura é filósofo, professor de yoga e como cicloativista, faz parte da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçú. Yasmin é designer, ao se envolver com o movimento da bike auxilia na parte cultural da Praça.

Em 2012, iniciou-se uma parceria entre o Governo e a Associação dos Ciclistas do Alto Iguaçú – Ciclo Iguaçú – que representa todos os ciclistas e suas demandas. “O projeto surgiu a partir de uma carta proposta enviada a todos os candidatos a prefeitos naquele ano, em que eram citados 10 pontos a respeito da ciclomobilidade. Após a eleição, foi firmada a promessa e como símbolo, doado o espaço para o levante da Praça de Bolso do Ciclista”, afirmou Yasmin. O intuito era que a Praça ficasse pronta para o Fórum Mundial da Bicicleta em 2013,  mas devido a burocracias as obras não iniciaram. Sem a concretização do projeto, foi permitida  a pintura das paredes em volta do terreno. A californiana Mona Caron presenteou o espaço com sua arte, e sua pintura se tornou moldura para que a Praça de Bolso do Ciclista ganhasse vida.

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Optando pela não intervenção direta do Poder Público no começo das obras, devido o atraso de burocracias e licitações, foi proposto um mutirão, tornando a construção colaborativa. A Prefeitura aceitou tal levante, doando parte do material proveniente do seu acervo e a partir daí, todos poderiam colocar a mão na massa. O projeto foi desenhado por um arquiteto que fazia parte do movimento, recebendo interferências de todos. O que demonstra uma diferente interação com a própria cidade, propondo uma atitude ativa da população frente a suas demandas.

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“A escolha do local foi bem natural e espontânea”, afirmou Goura. Bem em frente à Bicicletaria Cultural e esquina à Rua São Francisco, onde ciclistas se encontram e passam a todo momento, o espaço onde a Praça está sendo construída veio bem a calhar. Durante os finais de semana de movimentação e trabalho, as pessoas que por ali transitam e moram, podem acompanhar várias outras atividades. Dentre elas, oficinas de mosaico, pavimentação, jardinagem, grafite, shows de música, gastronomia e até astronomia. Durante o seu processo de crescimento a Praça vive, ela não é só concreto.

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Goura também menciona o fato da ocupação do espaço público pelas pessoas, “Umas das ações que temos feito é a vaga viva, que é ocupar a vaga do estacionamento do carro e criar nessa vaga, ou seja, uma área morta e usurpada, uma área de convívio, um espaço agradável, uma mini praça”. A obra não tem prazo para término, “é bom que se abra a ideia de obra, pois obra tem prazo para acabar e a construção da praça em forma de mutirão não é um fim e sim um meio. O grande ganho está no durante, pois se firma a conscientização urbana”, disse Yasmin.

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Um salve aos envolvidos. Cria-se a Praça de Bolso do Ciclista, mas acima de tudo, exercita-se o poder de cidadania.

Praça de Bolso do Ciclista

Rua São Francisco, nº 0

Vá de bike!

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Fotos: Hellen Albuquerque.

Portal Fashion Culture Brasil, por Renan Souza

29 junho, 2014 às 15:46  |  por Hellen Albuquerque

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Em tempos de Copa do Mundo, em que os olhares estão todos voltados para o País do Futebol e os possíveis ganhadores desse mundial, a moda nacional se antecipa mais uma vez. Aproveitando a deixa, nasceu o Portal Fashion Culture Brasil, fruto de um projeto vencedor no grupo Moda do Eixo Brasil Criativo, promovido em concurso pelo MinC – Ministério da Cultura/2014. Representado e idealizado por dois grandes nomes da produção de moda paranaense, Nereide Michel e Paulo Martins, além da colaboração de cada principal jornalista de moda das cidades envolvidas, o Fashion Culture Brasil traz o que cada cidade sede no Mundial tem de melhor nos segmentos moda e cultura.

No portal, todas as imagens estão linkadas na página principal e levam o espectador à uma experiência de sensações e olhares sobre o que comer, ver e visitar. Relacionado à moda, um estilista de referência de cada região é mostrado, bem como seu endereço e seus canais de comunicação. Não menos importantes, os designers autorais, suas idéias e conceitos, têm um espaço significativo em todo site. E, para acompanhar o que cada região está vestindo nas ruas, um breve street style. No link “Moda como Cultura”,  alguns dos maiores estilistas nacionais, que disseminam o regionalismo no qual estão inseridos e têm como base para suas criações os modismos, cultura e costumes de sua naturalidade.

 “Em um mundo globalizado é essencial valorizar a identidade local, para que esta inspire produtos diferenciados e atrativos para o mercado nacional e internacional. A identidade é um dos pilares da economia criativa”, afirma Nereide em material para a imprensa.

O Fashion Culture Brasil veio para ficar, fazer diferença e afirmar que o Brasil não vive só de futebol e carnaval, mas também de moda. Vale o passeio e a apreciação.

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Urbanidades, por Renan Souza

20 junho, 2014 às 02:25  |  por Hellen Albuquerque

Urbanidade: s.f. Qualidade ou caráter de urbano. Objeto, ação ou fenômeno que ocorre nos espaços urbanos (cidades). / Fig. Cortesia, delicadeza, polidez.

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A urbanidade que a cidade proporciona, com seus arranha-céus, avenidas, ruas e ruelas, praças e parques, pontes e viadutos, torna-se tão acolhedora e toma conta do sujeito antes mesmo que ele perceba. Quando pensamos a respeito, já estamos inseridos e adjetivados como “urbanos”. A minha história começa em uma cidade pequena do interior, Jaguariaíva, e minha naturalidade é quase um trava-línguas, portanto Jaguariaivense.  Aos 18 anos caio nessa Curitiba grandiosa, de tantas qualidades e defeitos. Com sua gente de feição serrada, quase incomunicável e intocável, aberta quando lhe convém. No meio de tantos, sempre há alguém para trocar uma idéia, e na surpresa, não é daqui. Moramos na cidade de quatro estações, onde a mudança de tempo repentina vira tema de conversa na portaria do prédio e nos elevadores. Receber um sorriso e um bom dia do outro se torna quase impossível e avançar o seu espaço para perguntar algo é quase um atentado. A cidade vira luz nas festas de fim de ano e tem fama de ecológica por seus muitos verdes. E é com o comportamento dos seus e de si, que ela mostra o seu “ser urbano”.

 Dia desses, uma colega de trabalho comentou que me achava uma “pessoa urbana”. Mas o que é, de fato, ser/agir de tal maneira? Urbanos, somos um conjunto, cada qual com suas idéias, conceitos, ações, formas de falar, de se comportar, de vestir. Somos e agimos individualmente, mas no final das contas o propósito é único e o que prevalece é o bem coletivo. Temos acesso. Ao teatro, ao show, às exposições, à saúde melhorada, à educação continuada, ao transporte dito moderno (mas já caótico), às novidades, à leitura, aos grupos e tribos, aos modismos. Moldados pelos fatores externos e internos, tornamo-nos indivíduos, mas não menos Urbanos.

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Fotos: Hellen Albuquerque

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Inch of Gold no Brasil por Renan Souza

9 junho, 2014 às 10:46  |  por Hellen Albuquerque
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Curitiba recebeu este mês a correntaria Inch of Gold. O nome já ilustra a ideia da marca, que é a venda por centímetros de jóias folheadas a ouro 18k e prata de lei, ainda, com pérolas e cristais aplicados. As correntes estão dispostas em carretéis, onde os clientes podem escolher, a seu gosto e necessidade, o modelo e tamanho da peça. Prontamente, podem ser confeccionados colares, correntes, pulseiras, gargantilhas, tornozeleiras, cintos e outras possibilidades mais.

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O Blog Indumentária esteve no coquetel de lançamento e foi recepcionado pelas proprietárias Gianara e Maria Alice. De acordo com a campanha e com as palavras de uma das proprietárias, o título “Você Pode” traz o conceito que a cliente pode tudo ao adquirir uma peça da Inch of Gold. Ela pode idealizar, criar, compor e principalmente, ousar.

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Outro diferencial é a consultoria de imagem e estilo que é prestada ali mesmo, antes da compra. A consultora, Iara Pinotti, auxilia e faz um diagnóstico do perfil e imagem do cliente ou de quem receberá o produto e afirma: “Não é simplesmente a escolha de uma peça qualquer. O contorno do rosto, o tom de pele, as roupas que a pessoa está usando e o que gosta, são características fundamentais para a escolha da joia ideal”.

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Serviço
Inch of Gold – Park Shopping Barigüi
Piso térreo – (41) 33286323

Yara Pinotti
Consultoria de Imagem
Remodelação
(41) 99017663
pinottiyara@gmail.com

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