A doce vingança de Palocci contra Gleisi

21 setembro, 2017 às 23:33  |  por José Pedriali
Almoço na casa da senadora Gleisi Hoffmann e de seu companheiro conjugal Paulo Bernardo – então ministro das Comunicações -, em Brasília, selou a saída de Antônio Palocci da chefia da Casa Civil, em junho de 2011, um ano e meio depois de sua posse como o ministro mais poderoso do governo desastrado e desastroso de Dilma Rousseff.
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
O convidado ilustre do almoço era Lula. Gleisi e Bernardo fizeram a caveira de Palocci, cujo aumento patrimonial vertiginoso acabara de ser denunciado pela Folha de S.Paulo. O casal aplicou a Palocci o Código de (anti)Ética petista: não valia a pena fazer o governo Dilma sangrar por causa de um ministro que havia enfiado a mão no jarro em benefício próprio.
O casal, na realidade, estava de olho na vaga mais cobiçada da Esplanada: Gleisi ocupava seu primeiro cargo eletivo, e parecia realizada, mas Bernardo sentia-se desprestigiado depois de ter comandado o podero$o Ministério do Planejamento na maior parte do governo Lula. Seus olhos brilhavam com a perspectiva de voltar ao topo das decisõe$.
Lula saiu do encontro convencido de que, para poupar Dilma e (saberíamos disso seis anos depois) a si próprio, Palocci tinha que deixar a Casa Civil mas manter-se ligado informalmente ao governo e ao PT. Palocci renunciou aos holofotes para submergir na sombra das propinas bilionárias (para si, para o chefe e para o partido).
Para surpresa geral da Nação, Gleisi, e não de Bernardo, o mais cotado, assumiu o seu lugar. Surpresa e decepção, pois Gleisi revelou-se ainda mais incompetente que a incompetente (e corrupta) Erenice Guerra, que ocupara o cargo por seis meses no final do segundo mandato de Lula.
Palocci jamais perdoou Gleisi pela conspiração que resultou na sua saída da Casa Civil.
Ele afirma que parte dos R$ 50 milhões que a Camargo Corrêa deu ao PT como “gratidão” pelo arquivamento da Operação Castelo de Areia abasteceu a campanha de Gleisi ao Senado.
A denúncia de Palocci faz parte de um dos anexos da delação que ele negocia com o Ministério Público e foi revelada na edição desta semana da Veja. Se formalizada e acompanhada de indícios consistentes, agravará ainda mais a já aflitiva situação jurídica da senadora e “presidenta” do PT: Gleisi é ré por corrupção na Lava Jato, indiciada pela PF pelo mesmo crime, investigada sob a suspeita de ter se beneficiado dos milhões desviados dos servidores federais por seu companheiro Bernardo quando ministro do Planejamento e incluída pelo ex-procurador-geral Rodrigo Janot no “quadrilhão do PT”, organização criminosa segundo ele comandada por Lula e da qual, além de Dilma e outros figurões do partido – entre eles Palocci – faz parte Bernardo.
Se a denúncia não se comprovar, o estrago político já está feito, diminuindo ainda mais as chances de Gleisi se reeleger, caso o STF, numa hipótese remota, a inocente do crime de corrupção. A hipótese é remota pois a denúncia foi aceita unanimemente pelos membros da Segunda Turma, que julga os casos relacionados à Lava Jato.
Gleisi pode ter se esquecido do que fez contra Palocci. Ele jamais: e se vinga agora (o que estará preparando para Paulo Bernardo, suspeito de como ele “operar” proprinas para o PT e si próprio?)

Como é doce a vingança para quem a pratica. Quão amarga é para quem a recebe…

Decisão do Supremo equivale a inocentar Temer

21 setembro, 2017 às 19:32  |  por José Pedriali

A maioria do STF decidiu rejeitar o pedido da defesa do presidente Michel Temer, de devolver a segunda denúncia da PGR contra ele – desta vez por obstrução da Justiça, corrupção passiva, organização criminosa, etc. – sob o argumento de que a decisão de dar seguimento a ele compete à Câmara dos Deputados.

Dias Toffoli, num dos raros votos edificantes de sua carreira na Corte, aonde chegou graças à sua militância no PT, arguiu que os vícios contidos na denúncia eram suficientes para que o Supremo a devolvesse à PGR. Uma vez corrigidos, então a Corte a enviaria para a decisão dos deputados, aos quais compete autorizar ou não que um presidente da República seja investigado. Apesar da ressalva, Toffoli se juntou à maioria. Incrível!
A decisão do Supremo equivale a inocentar Temer.
Se a primeira denúncia era frágil por não apresentar ligação material ou testemunhal à ação criminosa atribuída a Temer (baseava-se na mala de dinheiro recolhida da JBS por Rodrigo Rocha Loures, homem de confiança do presidente, mas sem qualquer indicativo de que agira a mando dele) foi arquivada com facilidade, o que esperar da segunda?
A mesma coisa, por ser ainda mais mambembe do que a denúncia anterior, entre outras por essas razões: inclui fatos atribuídos a Temer antes de assumir a presidência, o que viola a Constituição, e usa trechos da delação de Sergio Machado, ex-diretor da Transpetro, que baseou a acusação da PGR de que o presidente e caciques do PMDB haviam conspirado contra Dilma para “barrar a Laja Jato”. Ora, essa denúncia não pôde ser comprovada pela Polícia Federal, que recomendou seu arquivamento e o cancelamento dos benefícios do acordo de delação de Machado.

A inépcia de Janot, o algoz de Temer, é, neste caso, o mais trunfo de sua vítima preferencial.

Gleisi, a coveira do PT, tem pressa em sepultar o defunto

19 setembro, 2017 às 19:21  |  por José Pedriali

A senadora Gleisi Hoffmann confirmou hoje meu prognóstico, feito assim que ungida por Lula para comandar o PT, de que sua missão era a de coveira do partido.

Em entrevista ao portal brasileiro do jornal espanhol El País, Gleisi disse que, se Lula for impedido, e nesse caso por ter sua condenação à prisão ratificada em segunda instância , de concorrer à presidência em 2018, o PT pode “boicotar” a eleição.
O partido, segundo Gleisi, não apenas deixaria de apresentar uma candidatura alternativa ao comando do país – o Plano B, personificado por Fernando Haddad -, como optaria pelo Plano C: deixaria de concorrer à Câmara dos Deputados e ao Senado. Plano C = Plano Caixão, Plano Cemitério!
A condenação de Lula em segunda instância é tão certa quanto o amanhã que sucede4rá o hoje. O PT não poderá, portanto, contar com ele.

Ora, ora, ora: partido sem representação na Câmara (que será renovada integralmente no ano que vem) e com quase nenhuma expressividade no Senado (a bancada, inexpressiva hoje, será reduzida à categoria de anã) perde a razão de ser! E, principalmente (no caso dos ávidos petistas), a fatia do milionário fundo partidário….

“Seria uma saída honrosa”, avalizaram alguns senadores do partido, segundo a BCC.
“Saída honrosa” nesse caso é a antecipação da morte (suicídio), inevitável com o impedimento  eleitoral de Lula (certo e inevitável), cuja defesa indefensável o partido abraçou para se manter vivo até o desligamento dos aparelhos.
A coveira do PT tem pressa em sepultar o defunto!

E a sombra da solidão se projeta sobre Lula

14 setembro, 2017 às 01:00  |  por José Pedriali

Onde estavam os 40% de nordestinos que, segundo as pesquisas, estão decididos a votar em Lula em 2018 para a presidência (se até lá ele não for preso)?

Onde estavam esses eleitores em potencial durante a caravana que ele acaba de realizar naquela região para consolidar e ampliar sua popularidade?
Não sei. Só sei que não estavam nos atos que o ex-presidente promoveu, atos dos quais participaram – as camisetas e bonés os denunciaram – somente os mortadeleiros financiados pela CUT e PT.
Onde estavam os apoiadores do ex-presidente hoje, antes, durante e depois do segundo depoimento de Lula ao juiz Sérgio Moro?
Se no primeiro, ao invés do prometido “exército vermelho”, compareceu a Curitiba cerca de cinco mil esfomeados, hoje nem um quinto desse número esteve na capital do Paraná para se solidarizar com a “viva alma mais honesta deste país”.
Os mortadeleiros o recepcionaram na Justiça Federal, mas, quando Lula terminou o depoimento, a turma havia debandado para comer – sanduba de mortadela com tubaína, é claro. E, então, o “maior líder popular da história do Brasil” teve de se recolher em um hotel até que o local previsto para seu discurso – a Praça Generoso Marques – começasse a receber a turma paga para aplaudi-lo. Demorou duas horas para isso acontecer, e quando aconteceu – ó tristeza, ó dor! – nem metade da claque estava no local. Barriga cheia, sabe como é… dá um sono!
Seu discurso durou… 15 minutos! Talvez o mais rápido discurso de Lula, o falador…
Lula, Lula: a sombra da solidão se projeta cada vez mais sobre suas esperanças!

Gleisi “enforca” trabalho para apoiar Lula, o condenado

13 setembro, 2017 às 23:05  |  por José Pedriali

Às 13h46 o Estadão informou: A senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), chegou há pouco ao prédio da Justiça Federal em Curitiba, onde Lula prestará depoimento, às 14h. A senadora está junto com os manifestantes numa rua próxima ao local.

Gleisi posou de bacana e ouviu o que não queria, segundo a Folha de S.Paulo: “Vai para a cadeia!”, gritou uma mulher que passava pela Justiça Federal. Gleisi é ré por corrupção e denunciada pela PF também por corrupção. Foi denunciada pelo procurador Rodrigo Janot como integrante do “quadrilhão do PT”.

Portanto, a petista – que deveria representar o Paraná – “enforcou” seus trabalhos no Senado, que tem expediente normal hoje, para apoiar um condenado pela Justiça e réu em seis processos.
Terá o dia descontado de seu salário polpudo? Se não, merece ser processada por apropriação indébita de dinheiro público.

Em tempo: também faltaram ao trabalho os senadores petistas Humberto Costa e Lindbergh Farias.

Lula, que culpou a mulher morta, agora culpa Palocci

13 setembro, 2017 às 22:33  |  por José Pedriali

No primeiro depoimento de Lula a Moro, o ex-presidente responsabilizou sua esposa Marisa, que já havia falecido, pelo interesse o tríplex do Guarujá.

No segundo, agora sobre um terreno e um apartamento doados pela Odebrecht, a culpa é de Palocci, que na semana passada admitiu que o ex-presidente recebeu propinas da empreiteira.
Lula sugeriu que Palocci mentiu para se livrar da prisão. “Ele está preso há mais de um ano, tem o direito de ser livre”, disse.
“Eu fiquei muito preocupado com a delação do Palocci, porque ele poderia ter falado ‘Eu fiz isso de errado, eu fiz isso’. Ele, espertamente, disse: ‘não é que eu sou santo’ e pau no Lula. ‘Não é que eu sou santo’, que é um jeito de você conquistar veracidade na tua frase. Eu fiquei com pena disso”, afirmou, segundo o Estadão. E, segundo a Folha de S.Paulo, Lula classificou Palocci de “frio, calculista e simulador”.

Trinta anos juntos, e só agora, uma vez delatado, Lula descobre esses defeitos do companheiraço.

 

Moro, o humorista que se esconde sob a toga

13 setembro, 2017 às 22:03  |  por José Pedriali

O juiz Sérgio Moro, rigoroso em suas sentenças, tem um grande senso de humor.: interrogou o Lula no dia 13 (número do PT), do mês 9 (Lula tem 9 dedos e foi condenado a 9 anos e meio de prisão). E hoje é o Dia Nacional da Cachaça. (Da internet)

A semana mais negra da história do PT

11 setembro, 2017 às 01:30  |  por José Pedriali

O PT foi apeado há pouco mais de um ano do poder – o poder que exerceu sem escrúpulos, traindo todos os seus compromissos –, mas conservava a esperança de retomá-lo com a eleição de Lula em 2018.

 

Essa esperança – tênue desde que a “viva alma mais honesta deste país” foi desmascarada pela Lava Jato e outros processos a que responde – sucumbiu à admissão, diante do juiz Sergio Moro, do ex-ministro Antônio Palocci de que Lula idealizou e gerenciou o maior assalto aos cofres públicos da história brasileira.

 

Não foi um “golpista”, termo que o PT emprega para qualificar seus opositores, qualquer que seja, após o impeachment de Dilma, que fez a delação mais devastadora contra Lula. Foi um militante de três décadas do partido, homem forte dos governos Lula e Dilma, operador do governo petista junto aos grandes empresários e, há poucos meses, qualificado pelo ex-presidente como um “homem inteligente”.

 

Nunca antes na história do PT um petista ousara tanto contra seu líder!

 

Calmo e com frases precisas, Palocci confirmou o PowerPoint do procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, que apontou Lula como epicentro do mais voraz e sistematizado esquema de corrupção de que se tem notícia.

 

O PowerPoint que tanta indignação causou aos petistas e ao seu líder, que chegou a pedir indenização de R$ 1 milhão a Dallagnol por sua apresentação!

 

O mesmo PowerPoint traduzido em linguagem jurídica pelo procurador-geral Rodrigo Janot na segunda-feira passada – dois dias antes do depoimento de Palocci – e que embasou a mais contundente denúncia contra o PT e seus líderes enviada ao STF. Janot denunciou o “quadrilhão do PT” como uma “organização criminosa” que se estruturou para assaltar os cofres públicos desde a posse de Lula na Presidência, em 2002. “Organização criminosa” liderada por Lula e composta por Dilma e outros seis cardeais do partido, incluindo Palocci e Gleisi Hoffmann, presidente do PT!

 

E na terça-feira – antes tarde do que nunca! – Janot apresentou outra denúncia contra o (para os petistas) inimputável Lula e (também para eles) a “presidenta inocenta” Dilma por obstrução da Justiça. Ele se referia à nomeação de Lula – impugnada pelo STF – para chefiar a Casa Civil, em 2016, e, assim, escapar das garras de Moro. Não bastasse isso, a delação dos diretores da JBS, vital para carimbar na testa de Temer “tão corrupto quanto nós petistas” foi suspensa pelo ministro Edson Fachin.

 

“Organização criminosa”, “obstrução de Justiça” e a confirmação de que Lula é um bandido – o mais dissimulado e devastador bandido dos Anais da bandidagem nacional e a pré-absolvição de Temer, o “golpista-mor”: tudo o que o PT mais temia aconteceu na semana passada – a semana da Independência do Brasil!

 

Só falta agora a prisão de Lula E isso é só uma questão de tempo. Pouco tempo…

Por que Janot excluiu Dirceu do “quadrilhão do PT”?

8 setembro, 2017 às 18:58  |  por José Pedriali

A denúncia do procurador-geral Rodrigo Janot de que Lula comandou uma “organização criminosa” que assaltou o país – denúncia seguida de outra, a de obstrução da Justiça -, envolve a ex-president@ Dilma, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari e os ex-ministros Gleisi Hoffmann, Paulo Bernardo, Edinho Silva, Guido Mantenha e Antônio Palocci.

Segundo Janot, esse grupo se estruturou antes ainda da posse de Lula na presidência para utilizar o poder em seu benefício  e do PT, desviando recursos públicos.
Janot calcula que o “quadrilhão do PT” embolsou pelo menos R$ 1,5 bilhão e exige, como compensação, a devolução de R$ 6,5 bilhões.
A denúncia, avassaladora para Lula e o PT, causa estranheza: por que foi feita no mesmo dia em que veio à tona a arapuca em que Janot caiu em relação aos criminosos confessos da JBS e a poucos dias do final do seu mandato.
Ora, se a organização criminosa comandada por Lula agia há tanto tempo, e seus crimes eram de conhecimento público a partir do mensalão, culminando com o petrolão, por que Janot esperou tanto tempo para denunciá-la?
Para encerrar seu mandato dando a aparência de ter agido com imparcialidade, comportamento desqualificado pelo açodamento com que acolheu delações furadas contra a cúpula do PMDB e o presidente Temer?
Não tem jeito: Janot reservou seu lugar na história como o procurador que tentou ocultar os crimes da organização criminosa chefiada por Lula por meio das denúncias contra os principais atores do afastamento do PT do poder – os chefões do PMDB.
Outra questão deve ser considerada – e ela não foi abordada até agora: por que Janot não incluiu José Dirceu no “quadrilhão do PT”? Ora, Lula e ele, quando chefe da Casa Civil, sistemarizaram o propinoduto, Dirceu chefiou o mensalão e, após deixar o governo, tornou-se um voraz arrecadador de propinas para si próprio. Dirceu foi condenado à prisão pelo mensalão e pela Lava Jato, que apurou que o “guerreiro do povo brasileiro” embolsou pelo menos R$ 40 milhões desviados de empresas públicas.

Então – eis a questão – por que Dirceu foi ser excluído do “quadrilhão do PT”?

Janot, Janot…

 

Confissão de Palocci lacra os caixões de Lula, Dilma et caterva

6 setembro, 2017 às 22:59  |  por José Pedriali

Em depoimento hoje ao juiz Sergio Moro, o ex-ministro e homem das sombras do PT Antonio Palocci admitiu que Lula e Dilma – e ele próprio e também o PT – receberam milhões em propinas de empreiteiras, notadamente da Odebrecht.

O depoimento do Palocci – o homem da língua plesa que a soltou hoje – integra o processo em que Lula é acusado de receber da Odebrecht, por vias tortas, um terreno destinado ao seu instituto e uma cobertura contígua à em que mora em São Bernardo.
A admissão de Palocci acontece um dia depois de o procurador-geral Rodrigo Janot denunciar o “quadrilhão do PT” por organização criminosa. O chefão seria Lula, e seus cúmplices Dilma, Palocci, Guido Mantega, João Vaccari Neto, Edinho Silva e o casal Gleisi Narizinho Hoffmann e Paulo Bernardo (ele se esqueceu de Zé Dirceu, por que será?).
Eles são acusados de embolsar R$ 1,5 bilhão em propina desde a posse de Lula na presidência, em 2003, ao fim do governo (desastroso) de Dilma.
A confissão de Palocci equivale ao prego na tampa dos caixões de Lula, Dilma et caterva.
Nem precisava mais nada para lacrá-los, mas Mantega, que fechou acordo de delação, quer ter a honra de tornar esses esquifes indevassáveis…