A corrupção custou caro a Homero Barbosa: o presente e o futuro

28 setembro, 2017 às 11:49  |  por José Pedriali
Homero Barbosa Neto tinha um futuro esplendoroso: melhor aluno do curso de jornalismo – que cursou enquanto dava duro para se manter -, comandou programas de tevê de cunho popular, projetou-se, elegeu-se consecutivamente deputado estadual e federal e prefeito de Londrina.
Homero Barbosa Neto tinha um futuro esplendoroso. Preferiu trocá-lo pelo enriquecimento rápido e ilícito. Quando deputado estadual – ao se eleger tinha somente uma quitinete e muitas contas para pagar, era o que dizia -, comprou uma mansão e uma emissora de rádio. Quando deputado federal construiu uma sede portentosa para sua emissora. Elegeu-se prefeito de Londrina dois anos depois, e não concluiu o mandato: foi cassado por corrupção.
A corrupção custou caro a Homero Barbosa, que de tantose esquivar da verdade ao longo da vida pública ganhou o apelido de Barbóquio: responde pela suspeita de desvio de dinheiro na Assembleia Legislativa (Operação Gafanhoto) e na Câmara dos Deputados (Justiça Federa) e a um sem-número de processos por desvios que lhe são atribuídos quando prefeito. Foi condenado em vários e em alguns em segunda instância.
A administração (!) de Barbosa Neto foi a mais tumultuada e uma das mais perniciosas da história de Londrina – se não a mais!
Seu mandato foi interrompido em 2012. Impedido pela Lei da Ficha Limpa – para o bem geral da Nação – de continuar na vida pública, limitou-se a administrar a emissora de rádio, onde tem um programa matinal de cunho… religioso! A empresa, desde então, vai de mal a pior, pois não pode receber publicidade oficial ou de empresas públicas.
Todos os bens que acumulou estão embargados, alguns várias vezes, para garantir o ressarcimento de pelo menos parte do que é acusado de ter roubado.
O retorno de Homero Barbosa à tevê dois anos atrás, pela RIC, onde lhe foi dado o comando de um programa policial, foi uma das iniciativas mais temerárias e ruinosas de uma empresa: o programa perdeu audiência e anunciantes. Afinal, que credibilidade tem um condenado várias vezes por corrupção que brada contra os corruptos e aponta o dedo para os criminosos? Que empresa associaria sua marca a um elemento com ficha corrida tão volumosa?
O programa se chamava ‘Balanço Geral”. E balançou e balançou até o apresentador cair: está demitido!*

Homero Barbosa Neto tinha um futuro esplendoroso. Trocou-o pela corrupção. Só lhe resta o passado, desonroso passado – e as muitas pendências com a Justiça!

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