Arquivos da categoria: Geral

Doutor Explicadinho sinaliza: condenação de Lula será mantida em segunda instância

12 dezembro, 2017 às 12:06  |  por José Pedriali

Rony Rios celebrizou um dos personagens mais chatos de “A Praça é Nossa”: o Senhor Explicadinho, aquele de porte empertigado e vestido como dândi, de gestos contidos e repetitivos, que dava o maior cansaço ao interlocutor por exigir informações detalhadas (“quero tudo explicadinho”), nos seus “míííííííííínimos detalhes”, sobre o que o outro falara.

A Lava Jato revelou o Doutor Explicadinho, personificado pelo advogado de Lula Cristiano Zanin, genro do compadre e sócio em empreendimentos ocultos do ex-presidente, Roberto Teixeira. Distingue-se do personagem caricato pelas características ainda mais histriônicas, acrescidas às mencionadas: postura empolada e pele facial tão lisa que parece besuntada com banha de porco. Ele – o personagem real – não se cansa (e não se dá conta do ridículo) de exigir os “míííííííííínimos detalhes” de tudo o que pedem e fazem os juízes encarregados de julgar a “viva alma mais honesta deste país”, rótulo que Lula, réu em nove ações penais, dá a si próprio.
Doutor Explicadinho arrola até 80 testemunhas por processo – entre eles ex-chefes de Estado estrangeiros -, para depois dispensar uns e convocar outros (tudo para ganhar tempo), exige original de documentos usados pela defesa, requer perícia dos registros do setor de propinas da Odebrecht, indispõe-se contra testemunhas da acusação, investe contra os promotores e juízes, etc. E participa, com a maior cara de pau (a banha porcina refulge nessa hora), da fraude grotesca dos recibos de aluguel da cobertura de São Bernardo, da mesma forma como participou da confecção dos “projetos” de Luiz Cláudio, o caçula de Lula, para tentar comprovar porque o garoto recebeu milhões de empresas beneficiadas pelas medidas provisórias do papai…  Luiz e papai são réus na Operação Zelotes.
E agora se saiu com esta: quer “tudo muito bem explicadinho, nos míííííííííínimos detalhes”, dos recursos julgados e em vias de ser pelo Tribunal Regional de Porto Alegre, ao qual está subordinado o juiz Sérgio Moro, que condenou Lula a nove anos de prisão pelo caso do tríplex. O pedido foi feito após a revelação, na semana passada, de que o relator do recurso, desembargador João Pedro Gebran Neto, havia concluído o seu voto em 100 dias, 60 menos que o habitual. Recorrendo à Lei de Acesso à Informação, o Doutor Explicadinho quer saber por que, afinal, o recurso foi julgado tão rapidamente.
Doutor Explicadinho sinaliza, assim, que tentará segurar (sem a menor chance de êxito) o ritmo do julgamento, quando deveria se rejubilar pelo andamento que, se for mantido pelo revisor, terá desfecho em breve. O ritmo do tribunal não é ofensivo à Justiça, e sim fiel a ela, pois, segundo Rui Brbosa, “justiça atrasada não é justiça, senão injustiça qualificada e manifesta”.

Ao se insurgir contra a fluidez do processo – que deveria ser regra e não exceção -, o Doutor Explicadinho, recordista em derrotas nos tribunais desde que assumiu a defesa do padrinho da esposa, manda a mensagem de que a condenação de seu cliente ilusre será mantida nos seus “míííííííííínimos detalhes”, acrescidos de outros, igualmente “muito bem explicadinhos”, que deverão ampliar sua pena.

O obstinado Roberto Fú(trica) ataca novamente

5 dezembro, 2017 às 14:10  |  por José Pedriali

A mais nova investida do vereador londrinense Roberto Fú (PDT) em sua cruzada obstinada contra o governo do estado é a proposta de anulação do contrato do município com a Sanepar, assinado no ano passado, que renova a concessão dessa empresa por mais trinta anos.

A Sanepar é uma S.A. controlada pelo governo estadual e fornece água e esgotamento sanitário. A empresa opera em Londrina há mais de quarenta anos. Nos últimos anos, investiu mais de R$ 1 bilhão no município, duplicando a capacidade de captação e armazenamento de água e ampliando a rede e o tratamento do esgoto.
O que alega o vereador ao fazer proposta tão radical? Nada!
Pelo menos é o que consta do anteprojeto de lei, que submeteu à Comissão de Justiça, Redação e Legislação.
Em entrevista à imprensa, disse que têm sido recorrentes as reclamações ao serviço prestado pela empresa.
Isso é suficiente para romper o contrato (aprovado pela Câmara, ressalte-se), daí derivando uma indenização bilionária ao município, que, segundo ele, ficaria responsável por fornecer água e tratar o esgoto enquanto nova empresa não for contratada?
O município não pode fazer nem uma coisa nem outra. Não tem – e não terá nas próximas décadas – recursos para a indenização e não possui capacidade técnica para operar um serviço dessa envergadura.
“O senhor está de brincadeira!”, indignou-se Ricardo Spinosa, da Rádio Paiquerê FM, ao comentar a proposta de Fú. É compreensível a indignação do jornalista, mas o pior é que não é brincadeira: Roberto Fú, que declara que sua profissão é “vereador”, quando isso é mera condição, leva a sério o que faz. E o que faz é atender a seu eleitorado no varejo – coisas assim como poda de árvore, desentupimento de bueiro, recape de rua, etc. – e, para isso, precisa dizer amém ao prefeito de turno. Mesmo que seja um corrupto como Barbosa Neto, que o tratava na ponta da bota (o critiquei aqui, ele recorreu à Justiça e perdeu).
Servil ao prefeito, Fú posa de valentão em relação ao governo do estado. Ora para denunciar que um viaduto vai cair (alarmismo injustificado), ora para exigir mais passarelas… e como o viaduto não caiu e as passarelas foram construídas ou estão em vias de ser (não por causa dele e sim por estarem no projeto) passou a investir contra a Sanepar. Por isso e mais aquilo, e agora exigindo a revogação da renovação do contrato.

Sua proposta não tem a menor chance de ser aprovada pela Comissão de Justiça. Mas, de futrica em futrica – desde que o alvo esteja longe dele -, Roberto Fú ganha seus quinze minutos de fama. Mesmo que em vão.

Aliança com Requiâo: a eutanásia eleitoral de Osmar

4 dezembro, 2017 às 11:00  |  por José Pedriali

Não bastasse preservar o maior inimigo de sua pretensão de conquistar o Palácio Iguaçu, o PT, com o qual se mantém coligado apesar de todos os pesares – e estamos falando de uma aliança com a maior organização criminosa de que se tem notícia -, o ex-senador Osmar Dias (PDT) buscou esta semana o apoio do senador Roberto Requião, primeiro na fila para se expulso do PMDB por sua contumaz sabotagem ao governo de Michel Temer.

Requião é o símbolo da truculência – não dialoga; impõe e xinga – e do atraso ideológico: defensor da ditadura venezuelana e do MST; da escória política e ideológica, enfim.

Isolado em sua busca pelo governo, Osmar – não à toa apelidado “Urtigão” por seu semblante amarrado e pela barba volumosa – não poderia ter dado passo mais em falso do que este. Pois abraçou o afogado, já que o estreitamento de sua relação com o PT fez de Requião – que encerra no ano que vem seu mandato – ainda mais rejeitado num estado massivamente contrário a esse partido.

A aliança com Osmar, que repetiria a dobradinha de 2010, derrotada por Beto Richa, favorece apenas Requião, que busca ampliar sua área de apoio. O senador radicalizou seu discurso para manter a fidelidade da esquerda, limitada aos sindicatos controlados pela CUT, professores do ensino médio manipulados pela APP e universitários ditos “independentes”. Osmar representa a esquerda “light” cobiçada pelo senador.

Formalizada no final da semana passada e propagada por Requião nas redes sociais como uma união de forças em busca de um programa conjunto de governo, a aliança de Osmar com o rebelde pemedebista representa sua segunda derrota para ele. A primeira foi em 2006, nas urnas, na disputa pelo Iguaçu Esta, por antecipação. Uma autêntica eutanásia eleitoral!

A pergunta que Galindo fez… e não respondeu

30 novembro, 2017 às 19:36  |  por José Pedriali

O jornalista Rogerio Galindo, da Gazeta do Povo, aborda em sua coluna “Caixa Zero” um tema que ganha consistência: “E se Alvaro Dias resolver disputar o governo do Paraná?”

Elucubrações daqui e dali, Galindo não responde à pergunta: o que acontecerá se o senador e ex-governador Alvaro Dias atropelar o irmão Osmar, que articula sua candidatura ao Palácio do Iguaçu, mandar às favas os pretendentes ao apoio de Beto Richa – Cida Borghetti e Ratinho Júnior – e pisotear sua pretensão de concorrer à Presidência da República, que não consegue ultrapassar o patamar dos 5% de intenção de voto?
Reeleito senador com 80% dos votos, Alvaro – que completará em 2018 meio século de vida pública sem sequer uma condenação – será o próximo governador do Paraná!
Elementar, meu caro Galindson…

O relativismo moral do ex-procurador

30 novembro, 2017 às 19:22  |  por José Pedriali

O ex-procurador da República Marcello Miller declarou à CPI da JBS que não cometeu “nenhum crime”, mas fez uma “lambança” ao interceder pelos irmãos Batista, que buscavam um acordo de delação, antes de deixar o Ministério Público.

 

Disse ele: “Eu acho que o que aconteceu foi o seguinte: ao refletir sobre a situação, analisei que não havia crime e não havia ato de impropriedade, mas não me atentei para as interpretações que poderia suscitar. Não me atentei”.

 

O Ministério Público proíbe que seus membros defendam interesses particulares no exercício do cargo.

 

Então fiquemos assim: qualquer ladrão, qualquer assassino, qualquer criminoso de colarinho branco tem a partir de agora o direito de alegar que “fiz uma lambança”, pois, “ao refletir sobre a situação, analisei que não havia crime”, mas “não atentei para as interpretações que poderia suscitar. Não atentei”.

 

O problema, portanto, não está no ato; está na interpretação que possam fazer dele…

 

A tese de Miller é absurda e escancara o relativismo moral que contamina a sociedade e as instituições.

Osmar Dias e seu Calcanhar de Aquiles: o PT

28 novembro, 2017 às 10:21  |  por José Pedriali

O ex-senador Osmar dias (PDT) está em peregrinação pelo Paraná para consolidar sua candidatura ao governo do Estado.

Osmar tem um currículo excelente, no entanto com uma nódoa indelével: além de senador profícuo, foi um excelente secretário de Agricultura na gestão de seu irmão Alvaro (1987-1990). A mancha é a aliança com o PT, que resultou em sua nomeação como diretor de crédito rural do Banco do Brasil. Para retribuir, participou ativamente das campanhas de Dilma Rousseff.
Ele sabe que este é o seu Calcanhar de Aquiles – mais de 80% dos paraenses se declaram contrários ao PT. E o está protegendo desde agora para resistir aos ataques que se intensificarão caso viabilize sua candidatura.
Em entrevista à Folha de Londrina de hoje, afirmou: “Eu não nego a minha história (…) “Agora (…) Será que quem apoiou o Aécio Neves está orgulhoso disso? Tem diferença de quem comete ato de corrupção no PT ou no PSDB?”
Osmar precisa rever urgentemente seu argumento. É frágil, contém um embuste moral e o incrimina ainda mais: ele esteve ao lado do PT até o fim, apesar da Lava Jato, apesar das denúncias contra Lula, apesar do desastroso desgoverno de Dilma e de suas “pedaladas” criminosas, que resultaram em seu impeachment. O eleitor de Aécio não sabia de sua vida tortuosa, que só veio a público alguns meses atrás, três anos depois que quase se elegeu presidente. O eleitor do Aécio se indignou e se rebelou contra ele. Osmar continua aliado ao PT…
Sua contraofensiva fajuta revela que seu maior problema não é o Calcanhar de Aquiles esgarçado: é o cordão umbilical que o mantém atado ao PT.

Procura-se o “novo”. Seja o que for

23 novembro, 2017 às 19:21  |  por José Pedriali

O desgaste da classe política é tamanho que até o apresentador de tevê Luciano Huck começa a despontar como candidato viável à presidência da República.

Sua ascensão coincide com a decadência de João Doria, o “astro” do início do ano que se apresentava – e assim era visto por milhões – como o único capaz de sepultar o ciclo perverso do lulopetismo. Doria virou farinha no rastro da “farinata” que ele apresentava como a solução mágica para a fome dos desvalidos. (João Doril: tomou farinata e… sumiu!)
Saravá! Creioemdeuspai! Que país é esse, afinal?
É compreensível que a opinião pública esteja enfarada de tanta notícia ruim envolvendo nossos políticos – e bote notícia ruim nisso -, mas acreditar num empresário de sucesso que chega à Prefeitura de São Paulo e em seguida num apresentador sem carisma e cuja maior façanha foi criar as personagens pornôs Tiazinha e Feiticeira e, mesmo assim, cassar-se com a princesa Angélica!
Pesquisa divulgada hoje pelo “Estadão” mostra que Huck é o mais bem avaliado entre 20 nomes apresentados – todos políticos, exceto ele – para disputar a presidência.
Uma façanha, que indica que o brasileiro está em busca do “novo”, seja o que for, seja quem for.
Os políticos tradicionais que estão com as candidaturas lançadas, ou que pensam em lançá-la, terão que saracotear para não serem trucidados pelo eleitor. Que, nesse caso, personifica o monstrengo verde do velho seriado “O Incrível Hulk”, disposto a arrebentar com tudo e todos que encontrasse pela frente.
A eleição será daqui a um ano. O prestígio de Huck se consolidará ou se transformará em farinha?
Impossível prever. “O Incrível (eleitor) Hulk” encontrará outro “novo” caso Huck tenha o mesmo fim de Doria…

As últimas horas de 44 marinheiros

22 novembro, 2017 às 18:02  |  por José Pedriali

Puerto Madryn, na Patagônia argentina, é uma aprazível e moderna cidade que nesta época do ano superlota de turistas do mundo todo, ávidos por um dos maiores espetáculos do mundo. Vizinha da Península Valdéz, fatura com as baleias jubarte, lobos, leões e elefantes marinhos, focas e pinguins, que, após o impiedoso inverno antártico, refestelam-se na tepidez de suas praias, sem se importunar com a presença – mantidas as devidas distâncias – de uma multidão de curiosos.

O ambiente em Puerto Madryn hoje é outro: local de encontro dos parentes da tripulação do submarino San Juan, desaparecido há um mês, e do comando das operações de resgate, assiste a uma dramática contagem regressiva. Se os 44 tripulantes do San Juan, que incluem a primeira submarinista argentina, Eliana Maria Krawczyik, ainda estiverem vivos, só lhes restam, na melhor das hipóteses, algumas horas de vida. A estimativa de duração de oxigênio coincide com o tempo em que o submarino está desaparecido.
O San Juan viajava de Ushuaia, a cidade mais austral do mundo, para Mar del Plata, sua base, quando emitiu o último sinal. Estava a 300 metros da costa e o mar, revolto. Doze países, entre eles o Brasil, estão mobilizados para localizar o submarino. Nada até agora, mesmo que as condições climática tenham melhorado.
Eliana, 35 anos, oficial, é de Oberá, segunda maior cidade da província de Misiones, vizinha ao estado do Paraná. A cidade tem 60 mil habitantes e se destaca pela agroindústria – e pelas 60 igrejas. Cujos sinos em breve, salvo milagre, estarão dobrando por ela e seus companheiros.

Hauly mantém lliderança entre os melhores deputados do país

22 novembro, 2017 às 17:03  |  por José Pedriali

Ranking dos Políticos, elaborado pela ONG Politicos.org, aponta, pela segunda vez consecutiva este ano, o paranaense Luiz Carlos Hauly (PSDB) como o melhor deputado federal. E o põe na segunda colocação do Congresso, onde desponta a senadora Ana Júlia (PP-RS).

Hauly obteve 219 pontos, considerando-se quesitos tais como presença em plenário, fidelidade partidária, utilização da cota parlamentar, atividades em geral e qualidade legislativa – entre outros projetos, é o relator da reforma tributária, que defende desde que chegou à Câmara, em 1991. Considera também os processos judiciais a que o político responde. Hauly e Ana Júlia (227 pontos) não respondem a nenhum.
O segundo paranaense mais bem avaliado no ranking geral é o deputado Rubens Bueno (PPS), com 182 pontos (11º colocado). O terceiro – 32ª colocação geral – é Alex Canziani (PTB), com 135 pontos.
Os quatro melhores deputados federais são tucanos. Além de Hauly, Daniel Coelho (PE), João Gualberto (BA) e Fabio Sousa (GO). Os piores deputados federais são os paranaenses Zeca do PT (458º), com128 pontos negativos, e Enio Verri (488º), também do PT, com – 184 (seria esta avaliação mais uma investida da “conspiração golpista” que tirou o PT do poder?)
No Senado (ver abaixo), o paranaense Alvaro Dias (Podemos) está entre os primeiros colocados e Gleisi Hoffman (PT) entre os últimos. O peemedebista Roberto Requião tem pontuação negativa.

Gleisi, a lesa-pátria: quanto mais gasta, menos produz

22 novembro, 2017 às 14:39  |  por José Pedriali
A senadora Gleisi Hoffmann, “presidenta” nacional do PT, é um espanto em constante evolução. Devota incondicional do credo petista, de seus santos de pau oco e cofre cheio e adoradora da divindade máxima da Honestidade Lula da Silva, usa o cargo em benefício do partido e seus aliados – e de si própria, como indicam as ações a que responde por corrupção.
Eleita pelo Paraná, dá as costas ao estado e ao país, pois legisla de acordo com o seu credo incondicional. Relatou com fidelidade canina a nova redação do tratado internacional de Itaipu, para, a pedido de Lula, elevar o valor da energia que o Paraguai, então sob a presidência do companheiro Lugo, vende ao Brasil. Como chefe da Casa Civil, fez o que pôde e mais um pouco para bloquear a concessão do Proinveste para o Paraná, comandada pelo inimigo tucano Beto Richa. O empréstimo só foi liberado (o Paraná foi o último estado a recebê-lo) após ação judicial.
Não bastassem essas e outras aberrações, incluiu em seu pacote de emendas parlamentares R$ 400 mil para o MST (que nem entidade jurídica é) e a Rede Brasil, canal de tevê da CUT. É um caso de polícia: dinheiro público destinado a aliados do PT!
Não bastassem essas e outras aberrações, Gleisi consegue ser ao mesmo tempo, entre os senadores do Paraná, a que gasta mais e a que produz menos. Nesse último quesito, está entre os que apresentam pior desempenho no país.
A ONG Políticos.org acaba de apresentar o ranking dos parlamentares e dá a Gleisi a acabrunhante pontuação de -112. A avaliação considera presença nas votações, uso da cota parlamentar em comparação com os colegas, processos judiciais e qualidade legislativa. Pois ela teve -2 em presença, zero em uso da cota, -40 em processos, -5 em outros (fidelidade partidária e ações múltiplas) e -65 em qualidade parlamentar.
Compare-se esse score com seus gastos deste ano, expostos no portal da transparência do Senado: R$ 385 mil em aluguel de escritório, viagens e despesas em geral. Seu staff é composto por 41 pessoas. O montante não inclui seu salário (R$ 33 mil brutos) e de assessores (alguns com mais de R$ 20 mil).
Roberto Requião (PMDB) é o segundo maior gastador: R$ 316 mil. Tem 32 assessores, entre eles uma sobrinha (contratar parentes faz parte de sua trajetória…). Sua pontuação no ranking dos políticos não é nada abonadora: -25 pontos: 4 em presença, 6 em cota parlamentar, -80 em processos judiciais (outra especialidade dele), 10 em “outros” e (ufa!) 35 em qualidade legislativa.
Para decepção de seus colegas da bancada paranaense, Alvaro Dias (Podemos) tem 94 pontos de avaliação positiva, assim distribuídos: 10 em presença, 14 em cota parlamentar, 0 em processos (não responde a nenhum, daí a neutralidade), -15 em “outros” (a mudança contínua de partidos pesou) e – ranjam os dentes requianistas e petistas – 85 positivos em qualidade parlamentar.
Contribui para sua pontuação o total de gastos: R$ 129 mil (R$ 100 mil somente em passagem). Tem 34 assessores. Ou seja, Alvaro, o mais bem avaliado senador do Paraná, gastou três vezes menos que Gleisi, a mais mal avaliada, e 2,4 vezes menos que Requião, também com pontuação negativa. Economia, nesse caso, é sinônimo de produtividade.
Contra números não há argumentos: Gleisi, cuja condição a faz merecedora de presidir o partido mais deletério da história deste país, é uma lesa-pátria!
Para o bem geral da Nação, seu mandato – sem a menor chance de ser renovado – está chegando ao fim. Triste fim.
Postado há  por