Data venia: temos o pior STF da história

27 outubro, 2017 às 18:16  |  por José Pedriali

Se Rodrigo Janot foi o “pior procurador-geral da história”, como o definiu o ministro Gilmar Mendes, a atual composição do STF o faz merecedor de igual título.

Janot, de fato, foi um péssimo procurador. O fim de sua passagem pelo comando do Ministério Público foi melancólico: duas denúncias ineptas contra o presidente da República baseadas numa delação malandra e retribuída com a indulgência plenária ao delator, um criminoso confesso.
Essa aberração foi precedida da delação de Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, que continha informações do mesmo teor e obtidas com a mesma finalidade.
Um ministro sem qualificação, nomeado para o cargo para proteger o PT, que lhe dera emprego.
Outro com laços de amizade familiar com o então presidente da República.
Ambos – Dias Toffoli e Lewandowski – retribuíram a nomeação agindo, no julgamento do mensalão, como eficientes advogados de defesa dos réus. E, no julgamento de Dilma pelo Congresso, Lewandowski avalizou a aberração jurídica de manter os direitos políticos de uma cassada!
Uma ministra advinda do Ministério do Trabalho com a qual a “presidenta” tinha simpatia e afinidade ideológica. Rosa Weber soube – e sabe – retribuir.
Não apenas a voz remete a um ator de filme de terror: suas decisões parecem seguir o mesmo padrão. É Marco Aurélio, reiteradamente voto vencido. Um sadomasoquista assumido!
Gilmar Mendes: o mais falastrão e espalhafatoso, dado nos últimos meses a decidir uma coisa hoje e revogá-la amanhã. Assumidamente antipetista, descaradamente aecista: um militante de toga!
José Roberto Barroso: tido como um dos maiores constitucionalistas do país e que não se vexa de submeter a Constituição à sua militância judicial.
Mendes e Barroso protagonizaram ontem um bate-boca em plenário, exigindo a intervenção da presidente Carmen Lúcia, que por pouco não estendeu a mão entre ambos e ordenou cuspisse primeiro o mais valentão!
Por sorte temos o provecto Celso de Mello, que não joga para a plateia, Fachin – que põe as leis acima de suas simpatias políticas -, a equilibrada Carmen e o roqueiro Luiz Fux: esfuziante no falar e vestir, mas ponderado e didático nas decisões. Alexandre Moraes, o neófito, reluz não apenas por sua lustrosa calvície, mas pela limpidez de seus argumentos.
São maioria os que se afinam com a missão do STF, que é zelar pela observância da Constituição. Mas o grupo dissonante refulge pelo espalhafato, contaminando todo o grupo.

O STF, infelizmente, não é uma banda de rock. Se o fosse, teria o desempenho mais cacofônico e ruidoso das bandas de rock, cuja especialidade é justamente essa: cacofonia e ruído!

1 Comentários

Uma ideia sobre “Data venia: temos o pior STF da história

  1. Parreiras Rodrigues

    Pedrialli: Algum pirangueiro das barrancas do Paranazão, “anarfa de pai e mãe até a quinta geração, comenta nesse momento nalguma rodinha de cachaça final de tarde nalgum boteco de Porto Rico que “essa desgraça só e conserta com concurso público”. O dono do boteco, palheiro no canto da boca, emenda: “Desde os tribunais de conta dos municípios e estados”.

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