Lula, o cadáver à frente de um exército de zumbis

25 janeiro, 2018 às 10:48  |  por José Pedriali

Devido à atualidade do tema e acerto de meu prognóstico (O TRF manteve a condenação e Lula e ampliou a pena de prisão paa 12 anos e um mês), republico postagem de 18 de dezembrosobre o destino de Lula e do PT

Lula se elegeu presidente da República em 2002 por encarnar o desejo do eleitorado de expurgar da vida pública os corruptos. Ao tomar posse, garantiu:
“Não permitiremos que a corrupção, a sonegação e o desperdício continuem privando a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência.”
Pelo andar da carruagem – e considerando-se certa a confirmação pelo TRF, devido à robustez das provas, da sentença do juiz Sergio Moro – teremos Lula como a antítese do que prometia ser uma vez conquistada a presidência da República. A julgar pela decisão do Diretório Nacional do PT, Lula não desistirá da candidatura, aconteça o que acontecer. Assim, o paladino da ética há 16 anos surgirá diante da opinião pública como um condenado por corrupção e lavagem de dinheiro debatendo-se inutilmente para voltar ao comando do país. Inutilmente, pois a lei é clara ao impedir a posse de um apenado que teve a sentença confirmada em segunda instância, mas deixa brechas para permitir que o criminoso dispute a eleição. São as idiossincrasias (ou idiotices mesmo) da legislação brasileira.
Assistiremos, portanto, a um cadáver político perorando, provavelmente com mais virulência do que antes, contra a Justiça, jurando a inocência que não possui e insuflando a opinião pública contra seus algozes. E prometendo fazer o mesmo que fez para conduzir o país ao desastre pelo qual é o responsável moral e político.
Triste, melancólico, trágico fim para um político que personificava a esperança e protagonizou a maior desilusão e traição da história política brasileira. Uma fraude de proporções dantescas: o arauto da ética de 2002 revelou-se o chefe da maior organização criminosa de todos os tempos, que fez o Estado refém e instrumento de seu poder diabólico. Nunca se roubou tanto, nunca se mentiu tanto, nunca se enganou tanto. Parodiando o discurso de posse de Lula, nunca se “privou tanto a população de recursos que são seus e que tanto poderiam ajudar na sua dura luta pela sobrevivência.”.
Em 1099, o nobre Rodrigo Dias de Viva, o lendário El Cid, foi amarrado morto na cela de seu cavalo com a espada presa numa das mãos para fingir que continuava no comando do intrépido exército castelhano em sua campanha contra a dominação muçulmana. Assustados, os invasores se dispersaram. Em 2018, o espectro de Lula estará amarrado na cela de sua candidatura e à frente de um exército brancaleone, caricatura de partido político que se mostrou uma voraz organização criminosa. Ao invés de dispersar os inimigos – que são a Justiça, a Verdade, a Ética –, o finado Lula os terá como nunca unidos contra a continuidade de sua farsa.
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