Moro, o algoz de Lula. Até nas pesquisas eleitorais

2 outubro, 2017 às 16:46  |  por José Pedriali

Até parece roteiro de filme trash: o cara acusado de ser o mentor e chefão da quadrilha que promoveu o maior assalto aos cofres públicos, condenado à prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, réu em seis ações penais correlatas e investigado  em outra meia dúzia de casos cabeludos (e barbudos); responsável moral pela maior crise econômica de um país, pois, graças ao seu prestígio – foi presidente da República duas vezes – elegeu e reelegeu o pior chefe de governo de todos os tempos; mentiroso contumaz, líder de uma organização criminosa travestida de partido político… e eis que esse cara lidera as pesquisas para a Presidência da República!

Um terço dos eleitores o quer de volta. Um terço!
Até parece roteiro de filme trash, mas é o Brasil hoje: Lula da Silva, segundo mais uma pesquisa de opinião pública – desta vez o Datafolha –, lidera a corrida eleitoral do ano que vem, vencendo no primeiro e segundo turnos em todos os cenários, com uma exceção.
Lula tem impedimentos jurídicos sérios de oficializar sua candidatura, mas a pergunta é inevitável: como explicar tamanho disparate?
Por dois motivos, essencialmente:1)  porque a propaganda petista calou fundo na alma dos desavisados nordestinos, onde se concentra sua força eleitoral, e o sectarismo obnubilou a mente de seus simpatizantes, dispersos em todas as classes sociais e categorias profissionais.  E 2) porque não há um líder com tamanha popularidade como Lula capaz de fazer-lhe frente.
Marina Silva e Jair Bolsonaro empatam tecnicamente na segunda posição no gread, mas dão folgada vantagem ao líder. Outra temeridade do eleitor: Marina é uma incógnita em constante involução e Bolsonaro o retrocesso, pois seu universo mental é incapaz de ultrapassar os muros do quartel em que serviu.

Mas – hosana nas alturas! – nem tudo está perdido: o único nome, no momento, com potencial de vencer Lula num hipotético segundo turno é o juiz Sergio Moro, seu principal algoz na frente jurídica. Mesmo que Moro esteja inviabilizado para essa missão, resta o consolo de que a maioria dos brasileiros prefere quem encarna a Justiça em vez do seu oposto, a personificação do crime.

 

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