Prepare-se, Lula: mais um processo à vista

6 outubro, 2017 às 17:44  |  por José Pedriali

Prepare-se, Lula: mais um processo à vista

 

Na tentativa desesperada de se safar da prisão por causa da cobertura que recebeu da Odebrecht como “agradecimento” por seus serviços prestados à empreiteira, Lula e seus advogados, ladinos como ele, urgiram 26 recibos de aluguel com falhas grotescas.

 

A acusação é uma das duas que estão em julgamento por Sergio Moro. A outra se refere a um terreno, comprado pela mesma Odebrecht, e destino a sediar o Instituto Lula.

 

Resultado da malandragem: o Ministério Público enviou os recibos, mais o contrato de aluguel, assinado pela finada Marisa Letícia e confeccionado pelo advogado-chefe de Lula e seu compadre Roberto Teixeira (também encalacrado na questão dos recibos) para serem periciados pela Polícia Federal.

 

As falhas na elaboração dos recibos são grotescas; datas inexistentes, erros ortográficos em série, formatação idêntica, etc. Não bastasse isso, o “laranja” utilizado na transação, Glaucos da Costamarques, admitiu ter assinado os recibos de uma vez só, quando estava internado num hospital de São Paulo, a pedido de Teixeira. Admitiu jamais ter recebido aluguéis até a prisão de seu primo e mentor de sua inclusão na maracutaia, José Carlos Bumlai, ocorrida em novembro de 2015. Bumlai foi laranja de uma transação fraudulenta que rendeu R$ 12 milhões ao PT e, em contrapartida, um contrato de US$ 1,6 bilhão para o grupo Schain junto à Petrobras.

 

Tudo incida que a fraude nos recibos e contrato de locação (já que não houve locação e sim mera simulação) será constatada. E, então, a “viva alma mais honesta deste país” juntará à sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro, aos seis processos criminais a que responde e às seis frentes de investigação a que está submetido por crimes correlatos, mais este crime: falsificação de documentos, fraude processual e obstrução à Justiça.

E tudo isso à toa, já que sua condenação nesse processo é tão certa como um dia que sucede o outro. O rastreamento que a Polícia Federal fez das duas transações – setor de propinas da Odebrecht e dos laranjas utilizados no esquema e da movimentação bancária e documentos de Lula e Marisa – não deixa dúvida: Lula era o beneficiário do terreno e da cobertura.

 

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