PT se insurge contra “medidas coercitivas” da PF. Por que tal mudança?

6 outubro, 2017 às 13:43  |  por José Pedriali

Um dos argumentos falaciosos que o PT utilizou para tentar livrar a barra de sua gangue no início da Lava Jato foi enaltecer as operações da Polícia Federal nos governos petistas.

 

Alimentado pela central de informações petistas, os blogs financiados pelo partido por vias transversas comparavam as operações da PF – parte delas feita com espalhafato – com as do governo FHC. Contabilizam para FHC 48 operações, número raquítico diante das 2.226 realizadas de 2003 a 2014 (informação da Agência PT).

 

Filmagem dos detidos algemados e espremidos entre os agentes federais era comum. As “medidas coercitivas” faziam parte da propaganda petista.

 

Moral da história: que bonzinhos eram esses petistas, que combatiam coim rigor o crime enquanto o até então seu maior adversário FHC, personificação dos tucanos, desdenhara os criminosos!

 

Bastou o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina Luiz Carlos Cancillier de Olivo suicidar-se após ser detido pela PF (foi liberado em seguida) e afastado do cargo sob a suspeita de envolvimento num esquema milionário de desvio de verbas federais para o PT e afins se insurgirem contra as “medidas coercitivas” adotadas pela PF!

 

A deputada Maria do Rosário, do PT do Rio Grande do Sul, notória defensora de assassinos truculentos, quer convocar o diretor-geral da PF para depor sobre tais “medidas coercitivas”.

 

Por que essa reviravolta? Por que tamanha incoerência?

 

Porque o ex-reitor (que Deus o tenha amparado nos instantes finais de sua existência) militou na extrema-esquerda durante os anos de chumbo (1964-1985), foi líder de um sindicato controlado pela CUT e era simpatizante do PT. Era um “companheiro”, portanto.

 

Simples assim!

 

Os petistas alegam que o ex-reitor foi exposto “à execração pública”. Ora, que moral (com licença, dona Gleisi, para imitá-la), tem o PT para defender a honra do finado se uma de suas especialidades é justamente destruir a reputação de adversários? Os dossiês falsos sobre conta secreta de FHC no Caribe e de propina a José Serra quando ministro da Saúde são apenas dois casos urdidos pela central de infâmias do PT

 

E com mais esse gesto, o que restou dessa organização criminosa travestida de partido político o torna ainda mais repugnante.

 

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