Ex-senador Gim Argello é preso em nova fase da Lava Jato

12 abril, 2016 às 15:44  |  por Karlos Kohlbach

Folha de São Paulo

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (12) a 28ª fase da Operação Lava Jato, que tem como alvos o ex-senador do Distrito Federal Gim Argello (PTB) e a construtora OAS.

O ex-parlamentar foi preso preventivamente. A PF cumpre ainda dois mandados de prisão temporária –Paulo César Roxo Ramos e Valério Neves Campos, ambos ligados ao ex-parlamentar– e cinco mandados de condução coercitiva (condução compulsória por agentes policiais): Jorge Argello Junior, filho do político, os executivos da OAS Roberto Zardi, Gustavo Nunes da Silva Rocha e Marcos Ramalho (antigo secretário de Léo Pinheiro) e o funcionário da empreiteira Dilson Cerqueira.

Os policiais federais cumprem ainda 14 mandados de busca e apreensão –entre eles, em um escritório da OAS, em São Paulo. Além de São Paulo, as medidas estão sendo cumpridas no Rio de Janeiro, em Taguatinga e em Brasília.

No Rio, agentes da PF cumpriram um mandado de busca e apreensão no escritório da Invepar, concessionária responsável pela gestão do aeroporto internacional de Guarulhos e do metrô da cidade do Rio. A OAS tem uma participação de 24,4% na Invepar.

A operação investiga doações feitas por empreiteiras para evitar convocações nas CPIs da Petrobras. Um dos responsáveis por fazer essa mediação foi o lobista Julio Camargo, que prestava serviços para a Toyo Setal. Há cerca de um mês ele confirmou que atuou nessa frente aos procuradores da Lava Jato. Disse que levou a oferta, que recebeu de políticos, ao conselho de diretores da Toyo, que aprovou a transação.

Segundo a PF, um integrante da CPI da Petrobras no Senado e da CPI mista da estatal teria “atuado de forma incisiva no sentido de evitar a convocação de empreiteiros para prestarem depoimento, mediante a cobrança de pagamentos indevidos travestidos de doações eleitorais oficiais em favor dos partidos de sua base de sustentação”.

Gim Argello era o vice-presidente da Comissão, que funcionou em 2014. O ex-senador era próximo da presidente Dilma –os dois já foram parceiros de caminhadas.

Em dezembro, ele prestou depoimento à PF em Brasília após ser acusado pelo dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, de ter atuado para blindar construtoras na CPI. Delator na Lava Jato, Pessoa disse ter pago R$ 5 milhões a aliados do ex-parlamentar.

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