Mãe é expulsa de primeira classe porque bebê chorava muito

5 janeiro, 2017 às 10:01  |  por Josianne Ritz
reprodução/Facebook

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A blogueira de moda Arielle Noa Charnas embarcou num voo da Delta Airlines de Nova York para Los Angeles com o marido e a filha de 9 meses, em 29 de dezembro. Mas antes mesmo de decolar, uma comissária de bordo pediu a ela que fosse para a parte de trás do avião porque outros passageiros da primeira classe estavam chateados e reclamando do choro da bebê.
Arielle contou que comprou os assentos na primeira classe para que a filha Ruby pudesse dormir num espaço mais confortável, mas quando a menina começou a chorar os outros passageiros ficaram olhando de cara feia para ela e a aeromoça pediu para ela ir sentar no fundo do avião. “Eu comecei a chorar porque eu estava muito estressada e ansiosa e em vez de a comissária ser útil e compreensiva ela agravou a situação”, disse a blogueira, que se recusou a sair do lugar. A situação toda foi relatada numa publicação no Instagram onde mais de 22 mil pessoas curtiram e comentaram indignadas com a postura da companhia aérea. Um porta-voz da Delta disse à revista “People” que “os atendentes de voo da Delta são treinados para fornecer transporte seguro e excelente atendimento aos clientes. Apoiamos totalmente todos os passageiros que viajam na classe de serviço para a qual pagaram”. A mãe embalou a filha pelo avião e a menina, finalmente, se acalmou. “Durante a decolagem, Ruby adormeceu no meu ombro”, contou a mãe para a “US Weekly”.

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Bebê de 2 anos salva irmão gêmeo preso debaixo de cômoda

3 janeiro, 2017 às 09:19  |  por Josianne Ritz

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Um bebê de apenas 2 anos salvou a vida de seu irmão gêmeo, após a cômoda do quarto deles cair em cima do menino. Brock Shoff estava brincando quando o móvel desabou e, de maneira impressionante, o irmão Bowdy calculou a melhor forma e conseguiu retirá-lo. O vídeo, divulgado pelo pai dos bebês Ricky Shoff no domingo, no Facebook, é um alerta para os pais porque bebês podem morrer em acidentes assim. “Estava um pouco hesitante sobre este post. Mas sinto que não é só para trazer a consciência, mas também é incrível. Estamos tão gratos pelo vínculo que estes irmãos gêmeos compartilham. Sabemos que Bowdy não estava sozinho em mover a cômoda de Brock. E me sinto abençoado que ele está bem. Por favor, certifique-se de todos as suas cômodas estão aparafusadas e fixadas à parede. Por favor, compartilhe”, escreveu o pai ao compartilhar o registro impressionante.

 

 

Veja os nomes mais populares no Brasil em 2016

5 dezembro, 2016 às 09:02  |  por Josianne Ritz
Divulgação

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Os pais brasileiros são decididos quando o assunto é o nome dos filhos. Levantamento do site BabyCenter revela que 41,4% decide o nome do filho assim que descobre o sexo da criança.  Outros 22,4% são mais audaciosos ainda e escolhem o nome antes mesmo de engravidar e 22,7% no começo da gravidez. Só 11,2% deixa para decidir o nome no final da gravidez. E pasmem! Ainda têm os  1,8% que decidem o nome após o nascimento da criança.

Ainda de acordo com a pesquisa BabyCenter,  31,8% dos entrevistados acham selecionar o nome foi uma tarefa fácil, enquanto 25,7% disseram que foi complicado.

A sondagem, que ouviu 3.249 pessoas e ainda revelou a lista de nomes mais populares de 2016. Miguel e Alice são os campeões.

Veja abaixo a lista dos dez nomes de menino que fizeram mais sucesso ao longo do ano:

Miguel
Arthur
Davi
Bernardo
Heitor
Gabriel
Pedro
Lorenzo
Lucas
Matheus

Abaixo, a lista dos dez nomes de menina mais populares do ano:

Alice
Sophia
Laura
Valentina
Helena
Isabella
Manuela
Júlia
Luiza
Lívia

* O ranking de nomes de bebê do BabyCenter é elaborado todo ano desde 2009, com base no cadastro dos usuários do site e do aplicativo gratuito. Foi elaborado com base em 163 mil cadastros de bebês nascidos em 2016.

 

O nascimento de uma escola Waldorf

28 novembro, 2016 às 18:43  |  por Paula Bertoli

 

Que família não quer ver desabrochar seus filhos em todo seu potencial? Que mãe não entende, no momento em que o filho nasce, que quem tem que aprender tudo sobre tudo é ela? Que a criança nasce com um corpo frágil e indefeso sim, mas isso é para que a mãe perceba como a vida pode estar por um triz!

Assim que aprendemos a reverenciar o presentinho recém-chegado às nossas mãos, tudo começa a fluir mais leve. Estar na presença deste ser minúsculo, embora grandioso, passa a ser puro deleite. E vivemos uma verdadeira metamorfose pessoal e familiar. Tudo é re significado e não resta pedra sobre pedra das certezas pré-existentes.

Foi nesta busca insana por tentar proporcionar um ambiente adequado para que o brotinho de gente (que veio carregado com uma dose extra de personalidade) pudesse aproveitar toda luz e energia que trazia consigo, que eu cheguei à Pedagogia Waldorf. Artur já tinha 5 anos, ele já tinha frequentado outras praias aparentemente sem grandes prejuízos, mas eu ainda estava em busca de algo. Assim que tomei contato com a Pedagogia Waldorf, tudo aconteceu muito naturalmente, como as coisas tem que ser. Eu me reconheci nesta pedagogia. Não fui conquistada ou fisgada por ela, eu era ela! Quase todas as coisas pelas quais eu vinha brigando estavam resguardadas por uma tribo. Alguém já tinha enxergado os mesmos problemas, já tinha estudado a essência do ser humano e já estava querendo alimentar suas almas.

Colocar o Artur num jardim de infância Waldorf foi uma das experiências mais emocionantes da minha curta, porém intensa, trajetória de mãe. Eu achava que ele estava bem antes da escola Waldorf. Mas, depois de 30 dias na nova escola eu pude ver o que é uma criança que está bem. Sabe criança sendo criança? Subindo em árvore, escalando batente de porta, brincando na lama, inventando coisas. Diminuiu muito a ansiedade, diminuiu muito a vontade de comprar brinquedo novo, diminuiu muito a preocupação com a aparência, diminuiu muito a competição. Foi lindo! E só de lembrar dessas coisas acontecendo diante dos meus olhos, tenho vontade de chorar.

Hoje ele já tem 8 anos e já está terminando o 2º ano do ensino fundamental, estuda na – até então – única escola de Ensino Fundamental Waldorf do Paraná. Mas, em 2017 teremos novidades!

É que alguns pais, apaixonados pela Pedagogia Waldorf, se associaram em 2014 e foram agregando novos pais…  Eu soube do movimento no início deste ano e me aproximei. Inicialmente participando de algumas palestras, depois participando de um curso chamado “Poética da Docência – reflexões sobre o sujeito formador” e finalmente me associei. Desde então, a familia toda começou a respirar o processo de fazer nascer uma escola. Nos conectamos a esta energia e nos sentimos parte deste projeto.

Em novembro de 2016, somos aproximadamente 60 pessoas. Essa galera está prestes a abrir a 2ª Escola Waldorf de Ensino Fundamental do Estado, só para poder oferecer esta pedagogia para mais crianças. Esta escola, como a outra, será sem fins lucrativos, associativa, e está sendo construída pelo trabalho voluntário das famílias associadas. Alguém com experiência em fundar escola? Não! Alguém com garantias de que será um sucesso? Não!

Mas tem muita energia boa no projeto, muita gente linda trabalhando duro, e muita criança feliz correndo pelo quintal da sede da escola. Espero que em breve, esta sementinha possa mostrar a que veio e possamos encontrar jovens saídos de seus bancos que sejam responsáveis, conscientes, seguros e com capacidade de realização.
;)

As escolas Waldorf de Curitiba:
www.escolaturmalina.org.br
www.graosaber.com.br

Se eles não amarem não vão cuidar!

29 agosto, 2016 às 16:39  |  por Rafaelle Mendes

No dia 4 de julho, eu publiquei o texto “Tire seu filho da caixa”. E, ao fim dele lancei o seguinte desafio:

 “(…) E pra mostrar que é possível fazer isso lanço aqui o desafio. Durante 30 dias eu e meu pequeno vamos mostrar que dá sim pra aumentar o contato com a natureza de forma lúdica e feliz! Quem quiser pode acompanhar pelo insta: @rafafamendes e participar da brincadeira com a hastag #contatoverde.  Valendo! (Quando acabar volto aqui pra contar o que aconteceu!!! )”.

Pois bem – passaram-se exatos 55 dias desde então – como prometido eu vim aqui pra contar o resultado:

Dia 1 – plantamos feijão, linhaça e alpiste em copinhos. (Noah, que nunca tinha feito isso, achou interessante e duvidou que as sementes fossem mesmo crescer só com água) 

Dia 2 – Colhemos diferentes folhas e expliquei para que elas serviam, se eram comestíveis, etc. (Ele aprendeu a falar trapoeiraba, uma panc abundante no nosso quintal)

Dia 3 – Dia de observar as plantas dos copinhos (pra nossa surpresa as sementes de linhaça brotaram por primeiro! ) e também foi dia de desenhar plantinhas, e as eleitas foram o trio de suculentas que enfeitam a soleira da janela!

Dia 4 – Juntamos pedrinhas e ficamos conversando sobre de onde vem as pedras, o que dá pra fazer com pedras e pensem em alguém entretido por um bom tempo até conseguir fazer uma torre com elas. :)

Dia 5 – Participamos de uma Roda de Conversa sobre Permacultura e Veganismo. Não, não sou vegana mas, sou permacultora – não sabe o que significa isso? Exercite a curiosidade!Dê um “google” e descubra o que é =) 

Dia 6 – foi de curtir no parque. E a história das pedrinhas rendeu tanto que temos um novo colecionador!

Dia 7 – foi dia de observar nossos bebês no copinho! Feijão tá devagar, o alpiste começou a brotar e a linhaça, minha gente, tá linda! <3

Essa interação estava linda, e eu achava que tudo ia bem e que 30 dias seria moleza. =)

Porém, esse foi o último dia em que consegui fazer o que havia me proposto. E me assustei, entristeci e refleti porque NÃO CONSEGUI CHEGAR NEM NA METADE DELE. (Confesso, nunca um fracasso me fez pensar tanto quanto esse).

Isso me acendeu uma imensa luz vermelha, e vou explicar por quê. Eu cresci indo todo fim de semana pro sítio, depois fui morar nele. Fiz parte do movimento escoteiro por 6 anos e fui ensinada a respeitar, amar e cuidar da natureza e com a Permacultura aprendi que também faço parte dela. Hoje eu moro em casa, tenho um lindo – e produtivo – quintal, entre as tantas coisas que faço está um Programa de Educação Ambiental que visa ampliar o contato com a natureza no ambiente escolar por meio da Permacultura, minha família e eu temos muito mais contato com verde que a maioria das pessoas. E eu não consegui desenvolver, por 30 dias, atividades que fizessem meus meninos aumentarem seu contato com a natureza. (Me senti péssima, de verdade!)

Aí, eu penso que:

Se eu, que tenho a vida como descrevi acima, não consegui cumprir o desafio, como fazem as famílias que moram em apartamento? E as que trabalham 40 horas semanais (ou mais)? E as que não tem quintal? E as que não tem acesso por conta de qualquer outra coisa?

E todas essas perguntas me deram um medo, imenso, daqueles de dar frio na espinha, sabem?

Porque a gente só aprende a amar e proteger aquilo que conhece, e se nossas crianças de hoje não tem contato com a natureza não vão aprender a amá-la, muito menos a protegê-la.  E isso compromete em muito, diga-se de passagem, todo o futuro das próximas gerações, entendem?

Precisamos fazer algo para que isso se transforme. E precisamos fazer já!

Não podemos não mudar o mundo!

Até mais.

Eu não recebo Bolsa Família e a falta de empatia com as mães pobres

14 julho, 2016 às 13:40  |  por Rosiane Correia de Freitas

Mãe pobre, mas pode chamar só de mãe

Ser mãe não é fácil. É cansativo, é estressante e é um fator de exclusão social e econômica. Se você é mãe, provavelmente sabe disso tudo, não é? Você sentiu no saldo da conta o quanto é caro ter um bebê. Já deixou de ser chamada pra eventos sociais, ou viu o quanto as pessoas se sentem incomodadas com peito, com fralda, com vômito e outras coisas comuns do dia a dia com uma criança. Já se angustiou quando a criança ficou doente e você teve que ligar para o chefe para avisar que não vai poder trabalhar porque não há quem fique com o bebê.

Apesar de tudo isso você é uma boa mãe. Fez escolhas, abriu mão de muita coisa em nome das crianças e da família. Se tornou uma profissional mais eficiente e mais dedicada e deu conta de tudo. Até mesmo de ir além do esperado, emendando a gravidez com a pós-graduação, as aulas de idiomas e a dedicação a todo tipo de oportunidade ofertada pela empresa.

Nada do que você tem foi dado de mão beijada. Afinal você trabalha muito. Sacrifica o tempo que poderia estar com as crianças para que elas tenham o que precisam. Poderia ser mais fácil se seu emprego pagasse um pouco melhor, se as horas de trabalho não fossem tão longas, se o marido fizesse a parte dele no cuidado com a casa e os filhos, se a vida não fosse tão cara e se você pudesse contar com a ajuda da família.

No entanto, você é guerreira. Sempre foi, não é? Enquanto os outros saiam para festar você estudou, ajudou em casa, trabalhou para pagar o curso de inglês. Toda a sua vida seguiu o script correto. Você estudou, se formou, batalhou aquele emprego bacana. Você nunca foi de esbanjar nada. Desde o primeiro contracheque cuidou direitinho das finanças, separou aquele dinheirinho para comprar um carro e dar de entrada na casa própria.

Quando engravidou, você já estava com uma vida profissional estável, a casa própria garantida, o carro pago e o marido. Porque você nunca, jamais considerou engravidar fora do casamento, né? Desde que começou a transar você foi extremamente cuidadosa com o anticoncepcional e ainda sempre exigiu camisinha, mesmo quando o namorado, marido, ficante insistiram para transar sem “por é muito mais gostoso”.

Não era gostoso, né? Porque você tinha era pavor de engravidar e ser como as outras, aquelas que ficaram para trás com um filho no colo ao invés do diploma na parede. Deusmelivreeguarde de “dar o golpe da barriga”, como tantas outras. Não, você é guerreira. Você não quer nada de ninguém. Tudo que você tem é resultado direto do teu trabalho.

Apesar daquela promoção não ter saído, apesar de você ter se divorciado e do ex-marido não pagar a pensão, apesar da maior parte do teu salário ir para pagar a creche, o médico e as roupas das crianças, você não pede esmola nem usa tua situação para receber arrego de ninguém. Não, você trabalha muito, você não deve nada para ninguém.

Você não é como as outras mães. Aquelas do “golpe da barriga” que vivem da pensão. As que são sustentadas pelos pais. As que recebem Bolsa Família. Não, você não é vagabunda. Você trabalha. Muito.

Pois é, o problema é que não é bem assim, né?

Primeiro porque você sabe que, assim como te julgam sem te conhecer, sem pagar as tuas contas, você não deveria julgar as outras mães. “Ah, mas ela recebe Bolsa Família”. Pois bem, vamos lá. O Bolsa Família é um programa de transferência de renda para pessoas na extrema pobreza e na pobreza. Do ponto de vista econômico, isso significa pessoas com renda mensal por pessoa de até R$ 85 (extrema pobreza) ou até R$ 170,00 (pobreza). R$ 85 reais por pessoa, por mês. Pensa nisso por um momento.

“Ah, mas a minha vida também não é fácil”. Verdade. Mas existe difícil e existe quem vive o mês com R$ 85,00. E não é só isso: quem vive na extrema pobreza, em geral, mora em lugares com menos estrutura, em casas nem sempre adequadas (em termos mais claros: casas com frestas, sem piso, sem coleta de esgoto, sem nenhum tipo de aquecimento e que, quando chove inunda ou tem goteiras), e não tem nenhum tipo de poupança ou bem.

Não entendeu? Bom, vamos traduzir: isso quer dizer que mães pobres não tem carro pra vender nem casa própria e que quando elas ficam sem dinheiro, não existe a quem nem a o que recorrer. Pobre não tem limite do cartão nem cheque especial. Ou seja, quando não tem dinheiro não tem comida, não tem remédio, não tem casa. As pessoas passam fome e elas vão pra rua, porque mesmo os barracos mais insípidos custam dinheiro.

“Ah, mas ela engravidou porque quis”. Bom, pode ser. As pessoas são livres para tomar decisões sobre a própria vida. Mas quando você atribuiu os infortúnios da mãe pobre a decisão dela de engravidar você quer dizer que gente pobre não deveria ter filhos? Ou, indo mais longe, que não deveria transar (porque, sabe, quem transa, mesmo que tomando cuidado, pode sempre engravidar. Como a Tia Maroca dizia, a única forma 100% segura de não engravidar é não transar)?

No passado esse tipo de pensamento era tão, tão forte que existem dezenas de relatos de esterilização de pobres em todo o mundo. Aconteceu no Peru do Fujimori, na Índia e já foi sugerido inúmeras vezes no Brasil (uma delas por um dos filhos do Bolsonaro). (Alerta de correção: a versão original dizia equivocadamente Chile onde está escrito Peru).

O problema é que forçar uma população inteira a não ter filhos é um desrespeito a um princípio constitucional: o de que todos somos iguais. Chato, né? #ironia

Mas já que estamos nesse papo, isso é também corroborar uma cultura que sempre culpa a mulher “por querer engravidar”. Como se ter filhos fosse algo pertencente só as mulheres. Mas não é, né? E isso acontece com todas as mulheres, seja com sua amiga classe média que engravidou na faculdade, seja com a outra amiga que se divorciou depois que os filhos nasceram e o com a mãe pobre.

Ou seja, quando você fala que “não recebe Bolsa Família” tá dando uma baita cusparada na própria cara, né? Porque tá respaldando todas aquelas pessoas que também te culpam por “não ter segurado o marido”, “por ser a ex-mulher louca que quer pensão”, “por não querer trabalhar mais 100h por semana depois que os filhos nasceram”, “porque se largou depois da gravidez”, e sabe-se lá mais que outra culpa as mulheres precisam carregar.

Sim, a sua vida não foi fácil. Olha, mas a de ninguém é. Mas ela podia ser melhor, não? Pra todas nós.

Existe outra razão para você parar de implicar com as políticas públicas de auxílio a famílias pobres: elas não tem como objetivo ajudar os adultos. Elas são pensadas para as crianças. Sim, o Bolsa Família não é para a fulaninha que você acha que deu o “golpe da barriga”. Ele é para o filho da fulaninha que talvez, graças aos R$ 85,00 mensais do programa (sim, R$ 85. Pense nisso) não vá ter desnutrição e coma pelo menos uma refeição por dia.

“Ah, mas não pode dar o peixe, tem que ensinar a pescar”. Bom, crianças pequenas são incríveis, mas elas não sabem pescar e não vão aprender tão cedo. Também fica bem difícil caçar a própria comida desnutrido, né? #ironia.

Sabe, acho que, no fundo, essa crítica insistente de mães contra mães é fruto de algo maior e pior: nós mulheres somos criadas para competir umas com as outras. A gente se mede o tempo todo, né? Eu sou mais bonita que a fulana, sou mais rica, meu marido é melhor. Talvez venha daí a necessidade de dizer que alguém é pior, que não merece nada, nem atenção, nem solidariedade.

O problema é que nós, mães classe média, entendemos as angústias e o sofrimento das mães pobres. E nós temos a voz e o poder político e econômico para ajudá-las. E isso vai nos ajudar também. Nós também queremos creches boas para nossos filhos e que não custem um rim. Nós também queremos uma licença maternidade decente e licença paternidade também, pra que os homens, desde o nascimento do bebê, dividam as tarefas conosco. A gente quer que o mercado de trabalho ofereça condições decentes de trabalho para mães e pais, com possibilidade de carga horária reduzida e trabalho remoto.

Não ser solidária com quem tem filhos e é pobre é reforçar um sistema que explora e agride quem é mais fraco. Mas nada de bom deriva disso. Por que não podemos juntas construir um mundo melhor? Vamos juntas?

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Criançada de férias!

12 julho, 2016 às 08:07  |  por Caroline Neves Garib Carollo

CAROLINE NEVES GARIB CAROLLO

Contato - carollngc@me.com

 

Férias!!! A importância de se preparar para as férias com a criançada e não deixar a coisa rolar sem controle.

Não precisa se descabelar, precisamos nos organizar. Primeiro, se vocês não puderam viajar ou fazer algo muito interessante, não se culpe, a vida está corrida mesmo. Principalmente porque nós não estamos de férias. As crianças ficam ansiosas e na expectativa de fazer algo novo e diferente.

Então vamos lá, quais as nossas opções?

Muitas escolas oferecem colônias de férias, com vários temas educativos e bastante criativos, como aulas de músicas e culinária. As crianças são estimuladas com várias brincadeiras, trabalhando toda a sua imaginação e também com jogos que estimulam o dividir e esperar a sua vez. Curtiram coisas novas com crianças da sua idade, fazendo novas amizades e curtindo coisas novas juntos. Criança gosta de brincar com crianças.

Existem várias opções de atividades nas férias, oficinas de artes, música, atividades de psicomotricidade, oficinas de culinária, contação de histórias, oficinas de origamis, teatro, fotografia e até aulas de robótica.

Certo e agora vem a dúvida, crianças não precisam descansar? Dar um tempo nas agendas cheias de atividades do ano todo?

A resposta é sim, mas a proposta das colônias de férias e oficinas temáticas são exatamente essa, trabalhar tudo aquilo que durante o ano não é possível, devido a rotina de estudos e atividades desenvolvidas pelos nossos pequenos.

Outras alternativas seriam procurar atividades físicas como futebol, aulas de tênis natação, vôlei, ou qualquer atividade que seja do interesse da criança. Nada de curso de matemática intensivo.

Vamos deixar a parte da criatividade aflorar e gastar bastante as energias. Assim as crianças estão relaxando, trabalhando a criatividade e curtindo as férias.

Isso facilitaria o reingresso na escola. Não devemos esquecer que mesmo nas férias precisamos combinar horários e manter várias regras. Sendo necessário combinar horários de ir para cama, banho e tudo mais, claro que essa rotina vai ser bem mais flexível, mas ela precisa existir. Manter a rotina é extremamente importante para a saúde física, mental e emocional. Então, os pais precisam promover um dia a dia mais regrado.

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Crianças que preferem ficar em casa, podem acabar ansiosas e precisam ser controladas, nada de ficar o dia inteiro no computador, tablet ou vídeo game. É um alivio para os pais quando eles ficam paralisados por horas na frente dos eletrônicos, mas o preço é muito caro. Todos os dias recebo no consultório crianças depressivas, compulsivas e muito ansiosas. Com vários problemas de saúde causados por essa compulsão tecnológica. Criança precisa gastar energia, criar coisas e não ficar só reproduzindo estratégias de jogos. Jogos esses que devemos ficar de olho e saber sobre o que se trata. É isso aí ter filhos dá trabalho. Mas se não se dedicar a eles, o trabalho será triplicado.

E comer em horários errados e só guloseimas? Uma pipoca assistindo filme, pão de queijo ou bolo de chocolate feito na hora para o lanche da tarde está liberado, mas não fazer isso em todas as refeições todos os dias. Férias saudáveis, com boas atividades e ótimas horas de sono fazem muito bem a saúde física e emocional deles, facilitando o processo de voltar as aulas e as atividades do segundo semestre. Papais precisamos ser fortes e não ceder a chantagem de nossos filhos, o que por sinal eles são especialistas. Sabem direitinho os nossos pontos fracos e como conseguirem tudo na hora que estamos exaustos, mas se não colocarmos ordem vamos pagar um preço muito alto com esse comportamento infantil. É comum hoje ver crianças que são os reis e rainhas da casa. Ditando ordens e mandando em seus pais. Porque será que isso esta acontecendo? Crianças tiranas? Muitos papais passam pouco tempo de suas vidas com seus filhos e acabam se sentindo culpados pelas ausências tentando recompensar seus filhos. Isso é a pior forma possível de agir com eles. (Farei um post sobre esse tema).

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Então nas férias, nada de ser o rei ou a rainha da casa, só porque não pode viajar ou fazer algo muito sonhado nessas férias.

As férias também pode ser o momento de começar a ensinar nossos filhos a organizar as suas coisas e aprender algumas atividades domésticas. Pode ser uma grande brincadeira inserir as crianças nas atividades da casa. Cozinhar com eles pode ser muito divertido. Procurar como fazer brinquedos com sucatas, contar histórias, comer bolo de chocolate, assistir filmes infantis, faz bem para a família inteira. Agora vamos lá se agilizar e curtir essas semanas com as nossas alegrias.

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Mães e futuras mamães de hoje!

5 julho, 2016 às 13:36  |  por Caroline Neves Garib Carollo

CAROLINE NEVES GARIB CAROLLO

Contato - carollngc@me.com

 Quando falamos de mamães que trabalham fora, cuidam da casa, do marido, da ração do cachorro, dos descuidos das secretárias do lar, das comidinhas saudáveis, das agendas escolares, dos programas da criançada, do cabeleireiro, da academia, do supermercado, do leva e trás das crianças, aulas de natação, aulas e mais aulas, do seu trabalho, dos problemas do trabalho e dos problemas da casa toda ….. ufa!!! Tarefa de grandes guerreiras hoje.

Se trabalhar e fazer todas as coisas da casa já não era assim tão fácil, imagina com a chegada de um bebe que vai precisar apenas 24 horas do dia dela. Sim isso vai tirar essa mamãe do sério. Sentimentos de culpa, de incapacidade e de medo são muito comuns. Porque é óbvio que esta mamãe vai ter que abrir mão de muitas coisas, deixando-as de lado temporariamente. Sem falar das grandes alterações hormonais que o corpo sofre. É comum algumas crises emocionais nesse período. (Escreverei um futuro post sobre isso)

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Antes da chegada de um bebe é preciso não se preocupar apenas com as coisas que ele vai precisar usar, como o quartinho, roupas e tudo mais. É preciso pensar com quem você vai poder contar nesse momento.

Sim você é uma grande guerreira e vai dar conta de tudo, mas no início vai precisar de ajuda, principalmente se teve que passar por uma cesárea. Você estará se recuperando de uma cirurgia e amamentando o seu bebe ao mesmo tempo. Você mamãe que esta lendo sabe muito bem disso, do quanto um banho tranquilo pode fazer toda a diferença.

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Mas e agora? Quem você confiaria o bebe?

Quem tem mãe, irmã ou alguém da família que pode contar perfeito. E quem não tem? O que fazer agora?

Primeiramente não existe uma resposta que salve todo mundo. Existe o que funciona melhor para cada família em determinado momento. A realidade da família e da criança que vão determinar o que será o melhor em cada determinado momento.

Os papais podem tirar 20 dias de licença paternidade, auxiliando e curtindo esse momento ao lado da mamãe e do bebe. Mas como isso nem sempre acontece, porque os gastos da família aumentam consideravelmente e alguns pais não podem se afastar das suas funções por tanto tempo, precisamos contratar desde já uma babá ou uma enfermeira para auxiliara a mamãe nas tarefas com o bebe. Alguém dentro do orçamento. Se levarmos em consideração tudo isso antes de planejar aumentar a família, vai ser tudo mais claro e fácil. Fazer uma poupança para os primeiros anos de vida do bebe é muito importante. Se a mamãe não tem ninguém da família por perto que pode ajudar nos primeiros meses de vida do bebe, vai precisar custear isso. E todos sabemos que não é barato.

Muitas pessoas acham que ter babas ou alguém para ajudar é desnecessário. O que é desnecessário é ver uma mamãe desequilibrada emocionalmente e esgotada. O vínculo mãe e bebe é algo magnífico e saudável para a formação do emocional deste bebe. Mamãe saudável bebe saudável. Bebe que não dorme a noite, não mama direito porque a mãe não consegue produzir leite, agitado, desequilibra a família toda. O que era para ser um momento mágico acaba se tornando um pesadelo. Isso sim é muito desnecessário.

Fica claro que ninguém é de ferro, precisamos nos organizar e delegar tarefas para que a vida da família siga enfrente. As mães são os pilares da casa e sempre serão.

E agora está na hora de voltar para o trabalho, o que eu faço?

Escolinha? Babá? Avó? Tia?, aí aí aí …, e os sentimentos de insegurança, frustração e medo, voltam. Como deixar o meu bebezinho com outra pessoa sem que esteja junto? Quem seria a pessoa que poderia ficar com ele? Com quem me sinto mais segura?

Muitos questionamentos voltam a tirar o sossego das mamães. A partir dos 4 meses a criança já pode ser matriculada em uma escola específica para desenvolver e estimular o desenvolvimento dela. O processo de socialização e adaptação ocorre tranquilamente quando a mãe esta convencida que esta é a melhor maneira de sentir segura, que esta é o melhor lugar para deixar o seu bebe. Os sentimentos da mãe passam diretamente para o filho. A insegurança da mãe pode fazer a criança não se adaptar na escola e sentir-se abandonado. Gerando um mal-estar na família.

Esta escolha deve ser exclusivamente da mãe, só ela vai saber aonde é o melhor lugar para o seu bebe.

Algumas mães sentem mais tranquilas voltando a trabalhar apenas meio período para poder se dedicar ao bebe e ao trabalho sem culpa. Acredito ser a forma mais saudável para os dois. Sendo assim para a família toda.

As avós precisam ser avós, educar e dar limites é tarefa dos pais. Casa de avós é lugar de dormir fora do horário, comer doces antes do almoço, assistir televisão ate dormir, brincar no Ipad à vontade e tudo mais que em casa é proibido.

 

E as babás podem ficar no trabalho com as mães, ou em casa se forem de extrema confiança. E assim mamães sobrevivem saudáveis e criam filhos saudáveis.

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Mães e futuras mamães de hoje!

Quando falamos de mamães que trabalham fora, cuidam da casa, do marido, da ração do cachorro, dos descuidos das secretárias do lar, das comidinhas saudáveis, das agendas escolares, dos programas da criançada, do cabelereiro, da academia, do supermercado, do leva e trás das crianças, aulas de natação, aulas e mais aulas, do seu trabalho, dos problemas do trabalho e dos problemas da casa toda ….. ufa!!! Tarefa de grandes guerreiras hoje.

Se trabalhar e fazer todas as coisas da casa já não era assim tão fácil, imagina com a chegada de um bebe que vai precisar apenas 24 horas do dia dela. Sim isso vai tirar essa mamãe do sério. Sentimentos de culpa, de incapacidade e de medo são muito comuns. Porque é óbvio que esta mamãe vai ter que abrir mão de muitas coisas, deixando-as de lado temporariamente. Sem falar das grandes alterações hormonais que o corpo sofre. É comum algumas crises emocionais nesse período. (Escreverei um futuro post sobre isso)

Antes da chegada de um bebe é preciso não se preocupar apenas com as coisas que ele vai precisar usar, como o quartinho, roupas e tudo mais. É preciso pensar com quem você vai poder contar nesse momento.

Sim você é uma grande guerreira e vai dar conta de tudo, mas no início vai precisar de ajuda, principalmente se teve que passar por uma cesárea. Você estará se recuperando de uma cirurgia e amamentando o seu bebe ao mesmo tempo. Você mamãe que esta lendo sabe muito bem disso, do quanto um banho tranquilo pode fazer toda a diferença.

Mas e agora? Quem você confiaria o bebe?

Quem tem mãe, irmã ou alguém da família que pode contar perfeito. E quem não tem? O que fazer agora?

Primeiramente não existe uma resposta que salve todo mundo. Existe o que funciona melhor para cada família em determinado momento. A realidade da família e da criança que vão determinar o que será o melhor em cada determinado momento.

Os papais podem tirar 20 dias de licença paternidade, auxiliando e curtindo esse momento ao lado da mamãe e do bebe. Mas como isso nem sempre acontece, porque os gastos da família aumentam consideravelmente e alguns pais não podem se afastar das suas funções por tanto tempo, precisamos contratar desde já uma babá ou uma enfermeira para auxiliara a mamãe nas tarefas com o bebe. Alguém dentro do orçamento. Se levarmos em consideração tudo isso antes de planejar aumentar a família, vai ser tudo mais claro e fácil. Fazer uma poupança para os primeiros anos de vida do bebe é muito importante. Se a mamãe não tem ninguém da família por perto que pode ajudar nos primeiros meses de vida do bebe, vai precisar custear isso. E todos sabemos que não é barato.

Muitas pessoas acham que ter babas ou alguém para ajudar é desnecessário. O que é desnecessário é ver uma mamãe desequilibrada emocionalmente e esgotada. O vínculo mãe e bebe é algo magnífico e saudável para a formação do emocional deste bebe. Mamãe saudável bebe saudável. Bebe que não dorme a noite, não mama direito porque a mãe não consegue produzir leite, agitado, desequilibra a família toda. O que era para ser um momento mágico acaba se tornando um pesadelo. Isso sim é muito desnecessário.

Fica claro que ninguém é de ferro, precisamos nos organizar e delegar tarefas para que a vida da família siga enfrente. As mães são os pilares da casa e sempre serão.

E agora está na hora de voltar para o trabalho, o que eu faço?

Escolinha? Babá? Avó? Tia?, aí aí aí …, e os sentimentos de insegurança, frustração e medo, voltam. Como deixar o meu bebezinho com outra pessoa sem que esteja junto? Quem seria a pessoa que poderia ficar com ele? Com quem me sinto mais segura?

Muitos questionamentos voltam a tirar o sossego das mamães. A partir dos 4 meses a criança já pode ser matriculada em uma escola específica para desenvolver e estimular o desenvolvimento dela. O processo de socialização e adaptação ocorre tranquilamente quando a mãe esta convencida que esta é a melhor maneira de sentir segura, que esta é o melhor lugar para deixar o seu bebe. Os sentimentos da mãe passam diretamente para o filho. A insegurança da mãe pode fazer a criança não se adaptar na escola e sentir-se abandonado. Gerando um mal-estar na família.

Esta escolha deve ser exclusivamente da mãe, só ela vai saber aonde é o melhor lugar para o seu bebe.

Algumas mães sentem mais tranquilas voltando a trabalhar apenas meio período para poder se dedicar ao bebe e ao trabalho sem culpa. Acredito ser a forma mais saudável para os dois. Sendo assim para a família toda.

As avós precisam ser avós, educar e dar limites é tarefa dos pais. Casa de avós é lugar de dormir fora do horário, comer doces antes do almoço, assistir televisão ate dormir, brincar no Ipad à vontade e tudo mais que em casa é proibido.

E as babás podem ficar no trabalho com as mães, ou em casa se forem de extrema confiança. E assim mamães sobrevivem saudáveis e criam filhos saudáveis.