Mães – Equilíbrio para que te quero?

9 maio, 2017 às 16:55  |  por equipe do Blog Maluco Beleza

shutterstock_558658648

 * Daniella Forster 

Mais um Dia das Mães se aproxima e com ele algumas reflexões diante de uma vida cada vez mais exigente para as mulheres que tem inúmeras atribuições em suas vidas, sendo a maternidade repleta de questões e reflexões. A complexidade de nossa sociedade, associada aos momentos difíceis impostos pela vida como ela é, geram inúmeras percepções sobre o papel da maternidade e seu significado nos dias atuais.

Mães que trabalham são desafiadas diariamente no quesito equilíbrio em todas as suas possibilidades. Antes de Ser Mãe, a mulher É mulher, ou seja: tem seu próprio significado. Ela existe, tem seus próprios desejos e vontades. Ela sonha, tem a sua própria visão de futuro. Ela realiza, tem a sua própria dimensão no mundo que a envolve. Ela se reconhece, como aquela que tem seus próprios limites. O grande desafio de Ser Mãe é que ao gerar um SER que depende de quem ela É, existem inúmeros sentimentos e pensamentos que geram crises de identidade.

O modelo Mãe que trabalha não tem manual de instrução e não é uma fórmula que serve para todas as situações. Há casos e casos, tudo depende de quem é a Mãe, do equilíbrio entre o que ela conhece de si e como ela se reconhece. Já conversei com mães que trabalham que ressignificaram as suas vidas, adaptaram seus trabalhos, revisaram a sua proposta de carreira, reorganizaram a sua dinâmica familiar. O fato é que, inegavelmente, não há como tornar-se mãe sem desapegar-se de sua vida anterior, sem aprofundar-se em si mesma, em seu autoconhecimento, principalmente para identificar seus limites e buscar uma visão de como superá-los.

As mães que trabalham, de certa forma, querem tudo ao mesmo tempo, competência total em todos os papéis que desempenha. Gradativamente, a vida demonstra que tal opção é incompatível com a realidade e aí vem o desequilíbrio como resposta. Verbos como delegar, compartilhar, aprender e errar, tornam-se obrigatórios neste processo. No entanto, em contrapartida, culpar-se é uma condição observada frequentemente, sendo que relaxar é praticamente impossível.

Qual é a magia para buscar o equilíbrio? Aceitar o desiquilíbrio com amorosidade. Tudo na vida é um processo que se inicia em si mesmo, no próprio EU. Autoestima é essencial. Fases de dúvida, são propícias ao aprendizado e amadurecimento, contribuem para superar os desafios intrínsecos à maternidade. Compreender que não se pode controlar certas variáveis é fundamental. Aliás, entender que as vezes relaxar e saber esperar são as melhores opções diante das incertezas, é um diferencial.

Então para as mães: busquem o amor próprio! Aproveitem as alegrias que só a maternidade é capaz de oferecer! Relaxem diante da vida e permitam aos seus filhos verem no todo quem vocês são. A imperfeição é uma obra de arte quando exposta com autenticidade e desejo profundo de lapidação contínua. Jamais desistam de si mesmas, nem pelos seus filhos, afinal, lá na frente, eles precisarão saber ser e existir, independentemente de vocês.

Daniella Forster é psicóloga, mestre em Administração e especialista em coaching de carreira. É coordenadora do PUC Talentos, núcleo de empregabilidade da PUCPR.

0 Comentários

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>