Arquivo de dezembro, 2011

Exame genético identifica predisposição a doenças

9 dezembro, 2011
18:47

Atualmente existem testes de diagnóstico biomolecular que utilizam saliva ou amostra de sangue capilar do paciente para diagnosticar – ou excluir do rol de possibilidades – vários distúrbios ligados a Nutrigenômica ou a erros metabólicos. “São cerca de 40 testes. O sistema é simples, rápido, seguro e pouco invasivo, já que a coleta do material biológico não requer esforços do paciente nem do profissional. Estes exames de Nutrigenômica foram aprovados pela Sociedade Médica, aumentando a sua confiabilidade e trazendo respaldo para seu uso clínico”, observa o nutrólogo Maximo Asinelli.
Entre as vantagens dos testes genéticos é a confirmação das suspeitas clínicas, a precisão e a rapidez do diagnóstico, a eficácia do tratamento e a compreensão sistêmica de tudo o que acontece no corpo humano. “Os resultados são apresentados em forma de um laudo detalhado, que potencializam a avaliação médica e possibilitam ao paciente conhecer mais sobre seu próprio organismo. Assim sua adesão ao tratamento é ainda melhor, com menos chances de resistência”, considera.
Este tipo de teste genético está sendo realizado com exclusividade no sul do Brasil pela Clínica Asinelli, precursora do GENOTEST (marca registrada dos testes biomoleculares da EoCyte, empresa especializada em Medicina Personalizada) na região. “Nosso trabalho começa na minha clínica em Curitiba, mas a meta é abranger outras regiões do Paraná e quem sabe expandir ainda mais os negócios. Este tipo de exame é promissor e será em breve uma realidade para todos os pacientes e profissionais da área da saúde”, afirma.
Dentro da Nutrigenômica os testes biomoleculares podem identificar predisposição a sobrepeso, obesidade, doença celíaca (intolerância a glúten) e deficiência da enzima lactase (intolerância a lactose). “O exame ainda contribui para diagnosticar a doença se ela já estiver instalada, excluir a patologia em pacientes sintomáticos e determinar o perfil genético do paciente para confirmar o diagnóstico ou eliminar a possibilidade do mal conforme as informações obtidas por meio do sangue capilar ou da saliva. Com base nos dados encontrados o tratamento é feito de maneira totalmente personalizada”, evidencia.
No caso da obesidade o médico ainda tem condições de avaliar o desenvolvimento e a evolução do transtorno no paciente, determinar o risco do surgimento da doença – em adultos e crianças – e analisar as chances de comorbidades relacionadas à predisposição do problema. “O teste genético ainda é capaz de fornecer dados sobre doenças herdadas, como Doença de Huntington, e distúrbios metabólicos da mitocôndria, como Diabetes Mellitus e surdez. Este exame utiliza a mais alta tecnologia e tem sensibilidade de 100%”, acrescenta o especialista, que também faz parte da Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN), da Sociedade Latino Americana de Alimentação e Nutrição (SLAN) e da Sociedade Brasileira de Alimentos Funcionais (SBAF).

 

 

Genética pode ajudar no tratamento para obesidade

5 dezembro, 2011
18:44

Teste genético utiliza saliva e sangue capilar para identificar predisposição a doenças, tornando diagnóstico mais rápido e preciso.

Cientistas do mundo inteiro se dedicam ao estudo do corpo humano e a cada descoberta existem novas chances de encontrar respostas a questões que incomodam médico e pacientes. Qual é a interação dos nutrientes dos alimentos com os componentes do corpo humano? Como diagnosticar a doença celíaca mais rapidamente? Como combater a obesidade de uma maneira mais eficaz? As respostas para estas e outras perguntas estão mais perto de serem desvendadas e o segredo está nos genes.
O corpo humano possui mais de 100 trilhões de células, que são formadas por 23 pares de cromossomos, cada par com uma fita dupla (o famoso DNA). As fitas são compostas pela adenina (A), timina (T), citosina (C) e guanina (G) – substâncias químicas que fazem combinações entre si, sendo que a A se junta sempre com a T e a C só forma par com a G, são as chamadas bases nitrogenadas. “São as diferentes combinações entre estas substâncias que irão determinar o código genético de cada organismo. Uma célula pode ter mais de três bilhões de combinações”, explica o nutrólogo Maximo Asinelli.
Asinelli ressalta que o gene é uma unidade do DNA e é possível extrair informações preciosas sobre o corpo humano a partir desta pequena amostra do código genético. “Com a análise do gene o médico pode compreender as características hereditárias do paciente e as interações entre a alimentação, os hábitos de vida e os genes. O principal objetivo é auxiliar na prevenção de doenças e prescrever tratamentos cada vez mais personalizados, levando em consideração todas as particularidades da genética do paciente”, destaca o médico, proprietário e diretor da Clínica Asinelli.