Bateu, levou

16 dezembro, 2014 às 15:41  |  por Gustavo Kipper

A batalha entre Júnior Cigano e Stipe Miocic ainda rende críticas ao brasileiro, que mais uma vez, foi duramente castigado em outra batalha de cinco rounds.

Apesar da vitória por decisão, Júnior Cigano deixou novamente a sensação de que apanha muito. O brasileiro tem queixo duro. Para quem assistiu o combate, percebeu que foi uma guerra. Uma luta de boxe, entre pesos-pesados, porém nas regras do MMA. Inclusive com luvas de menor espessura.

Essa postura de Cigano em lutar boxe vinha funcionando até suas últimas lutas contra Cain Velasquez. A partir daí, vem levando muitos golpes duros e saindo bem machucado, levando suspensões médicas de seis meses. O brasileiro não chutou, não usou seu jiu-jitsu e não tentou nenhuma vez colocar o croata para baixo. O resultado foi uma luta franca de 25 minutos e muitos golpes na cabeça.

Para termos uma noção, nas duas últimas lutas contra Cain e nessa contra Miocic, Cigano levou 255 golpes na cabeça. Muito mais do que levou em todas as partes do corpo, em todas as suas lutas no UFC. Infelizmente isso pode trazer um futuro sombrio para o brasileiro, que pode ser vítima de problemas neurológicos por causa de tanta pancada.

A arte do boxe ou do MMA é golpear sem ser golpeado. Alguns atletas são mestres nisso e conseguem diminuir muito o impacto dos golpes que chegam ao tronco e cabeça. Floyd Mayweather e Lyoto Machida são exemplos de atletas que sabem bater sem apanhar, por mais que isso às vezes represente  uma postura evasiva. Outros atletas já ficaram mais conhecidos por se expor mais que os outros e por terem suas carreiras marcadas por cortes e olhos roxos. Wanderlei Silva e Maurício Shogun são exemplos de lutadores ofensivos que batem, mas apanham demais. Júnior Cigano entrou nesse time. Milagre não ter sido nocauteado ou quebrado nada.

Agora treinando na Nova União, esperava-se que sua estratégia de luta fosse aprimorada. Porém, tudo que ouvimos foi Luiz Dórea gritando as mesmas coisas que sempre gritou. Faltou Dedé Pederneiras ficar no comando. Cigano precisa repensar sua estratégia para não apanhar tanto, isso se quiser ter uma carreira longa. É claro que em uma batalha de cinco rounds entre pesos-pesados é coisa pra maluco.

Justamente por esse motivo tem que melhorar sua defesa. Isso vale também para a equipe Nova União, que tem tido atletas bastante machucados após os combates. Verdadeiras guerras, é fato, mas muita cara estragada. Renan Barão foi amassado por Dillashaw; José Aldo venceu, mas saiu muito machucado. Claudia Gadelha foi roubada, mas também apanhou bastante. Agora Cigano, que novamente saiu deformado.

Nessas horas é impossível não se lembrar de Royce e Rickson Gracie. Não fugiam da porrada e conseguiam impor sua técnica. Raramente saiam sangrando, com o rosto inchado. Se o objetivo é vencer, por que não por um atalho? No caso de Cigano, do ponto de vista do show, é claro que foi sensacional. Do ponto de vista da carreira do atleta, batalhas como essa não podem ser frequentes. Caso contrário, veremos um dia nossos ídolos sofrendo como Muhammad Ali, com Parkinson ou pior.

Bater sem apanhar deveria ser a meta dos lutadores. Até nos filmes isso não costuma acabar bem. Rocky fez duelos épicos. Mas, o filme deixa claras as sequelas e limitações que os golpes na cabeça podem trazer com o tempo.

Lendas do boxe: Joe Calzaghe

9 dezembro, 2014 às 15:17  |  por Gustavo Kipper

Joseph Willian Calzaghe, mais conhecido como Joe Calzaghe, nasceu em 23 de março de 1972, em Londres, Inglaterra. Sua mãe era do País de Gales, para voltou quando o garoto tinha apenas 2 anos de idade. Conhecido com o orgulho de Wales, foi campeão pela WBO, IBF, WBC, WBA & The Ring pelos supermédios e meio- pesados.

Calzaghe detém o maior reinado na história dos supermédios: manteve seu cinturão da WBO por longos dez anos, realizando 21 defesas de cinturão com sucesso. Aposentou-se em 2009 (36 anos) com o título de lutador com o maior tempo como campeão entre todos os lutadores ativos.

Joe Calzaghe é um dos únicos supercampeões que terminaram a carreira invicto. Faz parte do hall da fama do boxe.

Assista alguns combates de Joe Calzaghe:

(campeão pela WBO).

(defendeu WBO e conquistou o IBF & The Ring pelos supermédios).

(defendeu o WBO, IFB & The Ring. Conquistou o WBA super e WBC).

(conquistou o The Ring pelos meio- pesados).

(manteve o The Ring pelos meio- pesados).

Detalhes que fazem a diferença

8 dezembro, 2014 às 15:05  |  por Gustavo Kipper

Com grandes lutas, o UFC realizou mais um grande evento e caminha para um fim de ano vitorioso, apesar das turbulências com contusões e cancelamentos que incomodaram bastante em 2014.

As lutas principais eram decisivas e valiam o cinturão. A tensão era visível desde as pesagens, um dia antes. E, mais uma vez, a balança pode ter feito a diferença para Johnny Hendricks. O americano não conseguiu lutar nos últimos rounds e foi surpreendido pela decisão dos árbitros.

A preparação de Hendricks pareceu correta, porém, como admitiu, ele gosta de comer. O ex-campeão dos meio-médios chegou ao começo da preparação quase um peso-pesado. São muitos quilos para tirar. Fez a diferença. Robbie Lawler que não tinha nada a ver com isso. Apesar de ter perdido dois rounds, não baixou a cabeça. Chegou mais inteiro na hora da decisão e venceu a luta. Com merecimento, Lawler torna-se o novo campeão dos meio-médios. Nessas horas ficamos imaginando que esse título vai passar por muita gente, agora que Georges St Pierre se aposentou.

Anthony Pettis mostrou por que é o campeão dos leves. Com excelente técnica e muita paciência, o showtime soube atacar na hora certa e se aproveitou da afobação de Gilbert Melendez, para vencer sua primeira defesa do cinturão. Ainda na coletiva, o russo Khabib Nurmagomedov já fez o desafio, aceito de imediato pelo campeão. Porém, o próximo desafiante do campeão ainda não está definido. Com a vitória sobre Ben Henderson, o brasileiro Rafael dos Anjos também está na fila e pode surpreender. O russo ainda se recupera de lesão e só deve voltar a lutar em maio de 2015.

Lutas em alto nível são vencidas no detalhe. Na alimentação, corte de peso, preparação mental. Não só treinando as artes marciais. Johnny Hendricks mostrou que não estava preparado suficientemente para manter o cinturão. Mesmo treinando com um campeão olímpico, e orientado por nutricionistas da moda, Johnny deixou a desejar. Lawler queria mais.

Entre os pesos-leves, o detalhe foi a paciência. Mesmo perdendo o primeiro round, Pettis se manteve atento às brechas proporcionadas por Melendez, que caminhava pra frente, mas não conseguia agredir nem colocar pra baixo. Foi questão de tempo para Pettis colocar na guarda e encaixar uma guilhotina perfeita. Foi a primeira vez que Gilbert Melendez foi finalizado.

Todos os grandes campeões conheciam como ninguém os detalhes e se preocupavam exaustivamente com eles. Georges St Pierre era obcecado por eles. Anderson Silva se aproveitava deles para dar show. E Jon Jones sabe como ninguém machucar os outros nos detalhes. Mais do que treino, a inteligência é critério obrigatório para manter cinturões por longo tempo.

UFC 181: Hendricks vs Lawler II

5 dezembro, 2014 às 13:10  |  por Gustavo Kipper

UFC 181

A aguardada revanche entre o campeão dos meio-médios Johnny Hendricks e o desafiante Robbie Lawler será neste sábado (06), em Las Vegas.

O primeiro confronto foi marcado por muito equilíbrio, com os dois atletas buscando a trocação. Uma guerra sangrenta. Os dois tiveram grandes momentos na luta, porém o campeão ganhou força no round final e levou o cinturão por decisão unânime dos juízes. A luta com Lawler foi a primeira disputa de cinturão após a aposentadoria de Georges St Pierre, que vagou o título.

Dificilmente a luta será mais agressiva que a primeira. Hendricks, que entrou no octógono apenas quatro meses após a derrota para St Pierre, parecia não ter se recuperado totalmente do combate. Muito pesado, as dietas para alcançar o peso esgotam o campeão. Ainda no começo da luta, machucou o braço e ficou completamente limitado para usar seu wrestling. Desta vez, teve oito meses para se preparar. A lesão no bíceps precisou de uma pequena cirurgia, mas agora o campeão está de volta.

Robbie Lawler é um lutador muito versátil e perigoso. Se o campeão não entrar cem por cento ligado,será fatalmente surpreendido. Acredito que a luta não tem favorito, mas Lawler esteve muito perto de conquistar seu objetivo. O desgaste pesou. Agora, sem dúvida, estará preparado para 25 minutos intensos. Treinando na American Top Team, na Flórida, venceu suas últimas lutas de forma contundente, contra Jake Ellemberger e Matt Brown.

O card está excelente. Na mesma noite, outra disputa de cinturão. Agora pelo peso-leve. O campeão Anthony Pettis defende o título contra Gilbert Melendez, na luta entre os treinadores da 20.ª versão do The Ultimate Fighter. Após uma edição dramática, até porque apenas mulheres participaram, os dois lutadores prometem dar a alma. Mesmo com muito respeito, a rivalidade, que já vinha do Strikeforce, ganhou corpo e o ar da guerra está no ar. Ambos são atletas completos, com excelente trocação e jogo de chão. O campeão leva vantagem, mas Melendez tem a mão pesada. Lutaça!

Esta é uma daquelas edições imperdíveis, com duas disputas de cinturão, além de outros grandes combates e nomes. Espero que daqui pra frente continue assim.

Assista o Countdown to UFC 181:

UFC 181

6 de dezembro de 2014, em Las Vegas (EUA)

CARD PRINCIPAL

Peso-meio-médio: Johny Hendricks x Robbie Lawler

Peso-leve: Anthony Pettis x Gilbert Melendez

Peso-pesado: Travis Browne x Brendan Schaub

Peso-galo: Raquel Pennington x Ashlee Evans-Smith

Peso-leve: Tony Ferguson x Abel Trujillo

CARD PRELIMINAR

Peso-galo: Urijah Faber x Francisco Rivera

Peso-médio: Eddie Gordon x Josh Samman

Peso-meio-pesado: Corey Anderson x Justin Jones

Peso-pesado: Todd Duffee x Anthony Hamilton

Peso-galo: Matt Hobar x Sergio Pettis

Peso-pena: Clay Collard x Alex White

Invicta F.C 10

4 dezembro, 2014 às 17:41  |  por Gustavo Kipper

Conhecido por promover eventos apenas para lutadoras, o Invicta F.C vem ganhando projeção e abriga grandes nomes do MMA feminino.

Nesta sexta (04) acontece mais uma edição do Invicta F.C. Desta vez, a cidade escolhida é Houston, no estado americano do Texas. Na luta principal, a disputa do cinturão do peso-átomo, até 47,6kg. A campeã Michelle Waterson (12-3) enfrenta a brasileira Herica Tiburcio (8-2).

O Invicta F.C foi o grande responsável pelo sucesso da vigésima edição do The Ultimate Fighter, que está no ar nos Estados Unidos. O evento cedeu as atletas para a competição, que premia a campeã com o título do peso-palha no UFC. Uma das semifinalistas do TUF 20, Carla Esparza, é a atual campeã da categoria. A brasileira Cris Cyborg é a atual campeã no peso-pena.

Confira o card completo do Invicta F.C 10

Atomweight Title Fight: Michelle Waterson (12-3) vs. Herica Tiburcio (8-2)

Bantamweight: Tonya Evinger (14-5) vs. Cindy Dandois (5-1)

Flyweight: Andrea Lee (2-0) vs. Roxanne Modafferi (16-11)

Flyweight: Jennifer Maia (9-3-1) vs. DeAnna Bennett (5-0)

Featherweight: Charmaine Tweet (6-4) vs. Faith van Duin (4-1)

Featherweight: Peggy Morgan (2-2) vs. Andria Wawro (3-1)

Strawweight: Alexa Grasso (5-0) vs. Alida Gray (4-1)

Atomweight: Jinh Yu Frey (2-1) vs. Cassie Robb (0-2)

Flyweight: Rachael Ostovich (1-1) vs. Evva Johnson (1-0)

http://invictafc.com/

https://www.facebook.com/InvictaFights?fref=ts

Parceria UFC x Reebok promete revolucionar o MMA

3 dezembro, 2014 às 17:52  |  por Gustavo Kipper

A parceria anunciada nessa terça-feira (02) promete mudar completamente a relação dos atletas com seus patrocinadores. O contrato inédito de exclusividade prevê o desenvolvimento de materiais esportivos para todos os atletas, incluindo materiais para treinos e para a aquisição de fãs.

Com o acordo entre as marcas UFC e a gigante esportiva Reebok, os lutadores ficam impedidos de estamparem a marca de seus patrocinadores nos eventos oficiais, que incluem o evento principal, a semana da luta, pesagens e conteúdo produzido pelo UFC e em outros eventos oficiais do UFC. O cartaz com as marcas também não poderá mais ser usado no Cage. Até mesmo os corners terão que vestir uniforme apropriado. Serão distribuídos kits para as equipes e lutadores. A regra passa a valer na semana da luta (International Fight Week) do dia 6 de julho de 2015.

Para os atletas que estão no início da carreira, a notícia chega em boa hora, tendo em vista a dificuldade de conseguir patrocínios razoáveis para suas carreiras. Com isso, o lutador pode se dedicar apenas aos treinamentos e lutas. Por outro lado, atletas renomados que têm contratos com outras empresas esportivas ou grandes marcas podem ser prejudicados, caso o valor oferecido seja inferior ao que deseja pagar a Reebok.

Segundo o UFC, o valor dos patrocínios vai ser ajustado conforme o lugar que cada um ocupa no ranking. Coincidência ou não, a parceria vem após a quebra de contrato de John Jones com a Nike. Jones e a Reebok já estavam namorando.

Pensando do ponto de vista esportivo, se feitos da forma adequada, os uniformes podem no futuro melhorar o desempenho dos atletas, além de deixar o esporte mais padronizado do ponto de vista visual e competitivo. Alguns campeões do UFC como Anthony Pettis e Johnny Hendrics irão ajudar na criação dos materiais.

A maioria dos esportes olímpicos tem certa padronização nos uniformes. Seleções e confederações selam parcerias com gigantes esportivas em moldes muito parecidos com o que sugere o novo modelo de negócio. Sem contar o lucro com a venda e licenciamento dos mais variados tipos de produtos, do boné ao protetor bucal.

A parte social também foi apresentada. Parte dos lucros obtidos com a venda dos produtos será repassada à ONG Luta pela Paz, que usa as artes marciais e a educação para ajudar na formação de jovens carentes que foram expostos ao crime e à violência Com sede em Londres e no Rio de Janeiro, a ONG foi fundada pelo ex-boxeador Luke Dowdney.

Sem dúvida, muito lutador vai torcer o nariz para o contrato. A novidade, de certa forma, atrapalha consideravelmente a relação dos lutadores com seus patrocinadores, que terão suas exposições diminuídas drasticamente. As empresas que investem no MMA terão que encontrar soluções para aumentar a visibilidade, recorrendo a outras mídias disponíveis. Sem dúvida, é uma mudança significativa que busca também distanciar o UFC cada vez mais de seus concorrentes.

Tyson Fury

1 dezembro, 2014 às 11:39  |  por Gustavo Kipper

A batalha de eliminação entre os pesos-pesados Dereck Chisora e Tyson Fury, para conhecermos o próximo adversário de Wladimir Klitschko, acabou tornando-se uma vitória fácil para Fury, que dominou amplamente todo o combate até a interrupção por desistência, no décimo round.

Tyson Fury, o inglês de Manchester, tem 26 anos e ainda está invicto em 23 lutas, sendo 17 por nocaute. Com 2,06m de altura, Tyson Fury torna-se a maior ameaça ao reinado de Wladimir Klitschko, que detém quase todos os cinturões dos pesados (WBA, WBO, IBF).

Fury venceu também, em suas últimas lutas, Kevin Johnson e Steve Cunninghan, em combates de eliminação para os títulos do WBC e da IBF. Com a vitória sobre Dereck Chisora, Tyson Fury também venceu a eliminação do WBO e conquistou o título britânico e europeu. Agora é o primeiro desafiante de Klitscko, pela lógica.

Pelo título do WBC, o campeão canadense Bermane Stiverne defende seu cinturão contra o americano invicto Deontay Wilder, em janeiro de 2015, no MGM Grand.

Reveja os principais combates que movimentaram a categoria dos pesos-pesados:

Campeões do Bellator

28 novembro, 2014 às 16:36  |  por Gustavo Kipper

Nem só de UFC vive o MMA. O Bellator, criado em 2008 pelo CEO Bjorn Rebney, vem crescendo em um ritmo frenético e conquistando um grande público ao redor do mundo.

As competições têm formato de torneios. O vencedor do torneio torna-se automaticamente o desafiante número um de sua categoria, além é claro de levar um cheque de U$ 100.000.

O Brasil tem dois campeões no Bellator: Douglas Lima nos leves e Patrício Pitbull nos penas.

Conheça os campeões do Bellator:

Peso- pesado: Vitali Minakov (14-0)

Peso meio- pesado: Emanuel Newton (25-7)

Peso médio: Brandon Halsey (8-0)

Peso meio- médio: Doublas Lima (26-5)

Peso- leve: Will Brooks (15-1)

Peso- pena: Patrício Pitbull (22-2)

Ronda Rousey vs Cris Cyborg

27 novembro, 2014 às 14:10  |  por Gustavo Kipper

Poucas rivalidades no MMA são tão intensas e verdadeiras como a da americana Ronda Rousey e a brasileira Cris Cyborg.

Mesmo sem nunca terem se enfrentado e nem ao menos terem pertencido à mesma organização, as duas atletas realmente não se gostam, deixando a rivalidade de Ronda com Miesha Tate quase uma amizade.

Será mesmo que Ronda tem medo de Cyborg? E por que ela fica tão irritada quando tocam no assunto de uma possível luta? Há alguns anos podemos ver no boxe uma situação muito parecida. O maior astro do boxe mundial, o supercampeão Floyd Mayweather, Jr., tem uma enorme dificuldade em lidar com o tema Manny Pacquiao.

A luta que todos aguardam já esteve muito perto de acontecer, mas Floyd inventa todas as desculpas possíveis para não enfrentar o filipino. Só há uma maneira de o medo ser superado. Milhões de dólares em dinheiro vivo comprariam a frustração de sua única derrota. O dinheiro é seu ponto fraco. Qual será o ponto fraco de Rousey?

Atletas olímpicos estão acostumados com competições e todo o tipo de pressão. Ronda Rousey não tem medo de Cris Cyborg. Ao contrário, se pudesse a matava com as próprias mãos, como já mencionou recentemente. Se eu acredito que Cris Cyborg pode dar uma surra em Ronda Rousey e ser campeã do UFC, é claro que acredito. Acho inclusive possível.

O problema é que Ronda está em um patamar muito alto como marca. Algo que Cris precisa evoluir. A construção da imagem como marca pessoal é longo. Ronda traçou o caminho perfeito. Olimpíadas, UFC e cinema. É uma estrela nos Estados Unidos, e só vai aliar sua marca pessoal a projetos em que acredita. Assim como Mayweather. Ou seja, muita grana.

Cris terá um caminho complicado. Precisa reverter a imagem negativa do caso de doping. Precisa perder peso pra descer de categoria e, mais do que tudo, vencer uma boa sequência de lutas até o ponto em que seja impossível segurar sua ida ao UFC. Lá dentro, vai ter que se credenciar dentro do octógono, algo que ela sabe fazer como ninguém.

Ronda Rousey é capaz de escolher suas próximas adversárias. Não que isso signifique escolhas fáceis. Ao contrário, Ronda vem enfrentando as melhores. Inclusive outra atleta olímpica como Sarah McCann. Venceu todas com extrema facilidade. Ronda vai querer essa luta o dia em que Cyborg tiver tantas vitórias no UFC que seu sucesso fique insuportável. Assim a proposta que receberá pela luta será a maior da história do MMA feminino.

É sem dúvida a luta que todos gostaríamos de ver um dia. Mas esse, sem dúvida, não é o melhor momento. Cris Cyborg precisa subir alguns degraus importantes nos próximos dois anos. Não pode nem pensar em derrota no Invicta F.C, para poder chegar ao UFC. Sua trocação é imbatível, mas Ronda apresenta dificuldades extremas no grappling, especialmente quando cai por cima. Fato comum, tendo em vista seu nível no judô.

Infelizmente corremos o risco de não assistir nenhuma das duas lutas, por motivos muito parecidos. A batalha das marcas é mais lucrativa que a batalha de lutadores, apenas. Luta é negócio desde que Sugar Ray Robinson descobriu o poder da negociação.

Supercampeões mundiais invictos

25 novembro, 2014 às 17:11  |  por Gustavo Kipper

Seletos são os lutadores de boxe que conseguem ser campeões mundiais invictos. Mais que isso, alguns são detentores de mais de um cinturão e parecem não ter adversários.

Antigamente éramos acostumados apenas com os pesos-pesados, como Ali, Foreman, Tyson, Lenox Lewis. Todos foram supercampeões. Todos um dia invictos. Porém, hoje as maiores estrelas do boxe não são pesos-pesados.

Veja quem são os supercampeões mundiais de boxe invictos que dominam o boxe profissional.

(vitórias|empates |derrotas |sem resultado) nocautes

Serguei Kovalev (26-0-1-0) 23

Campeão mundial dos meio-pesados pela WBA, IBF e WBO.

Andre Ward (27-0-0-0)14

Campeão mundial dos supermédios pela WBA, ex campeão WBC e IFC (perdeu WBC por não atuar)

Gennady Golovkin (31-0-0-0) 28

Campeão mundial pela WBA e campeão interino pelo WBC.

Floyd Mayweather, Jr. (47-0-0-0) 26

Campeão mundial dos médio-ligeiros pela WBA, WBC e campeão mundial meio-médio pela WBA, WBC.

Danny Garcia (29-0-0-0) 17

Campeão mundial dos super-leves pela WBA e WBC.

Guillermo Rigondeaux (14-0-0-0) 9

Campeão mundial dos super-galos pela WBA e WBO.