A hora de parar

28 julho, 2014 às 15:07  |  por Gustavo Kipper

A derrota de Antônio Rogério “Minotouro” Nogueira para Anthony Johnson, no último sábado (26), levantou mais uma vez a questão que aflige a maioria dos atletas profissionais: qual a hora de parar de competir?

Paulo Roberto Falcão disse uma vez que o jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar. Assim deve ser com a maioria dos atletas. Por menor que tenha sido seu sucesso, enfrentam com dificuldades o momento, muitas vezes acompanhado por certa depressão. Outros se reinventam, vão dar aulas, tornam-se comentaristas ou apenas seguem suas vidas.

No final de uma carreira vitoriosa, o atleta ainda fatura uma boa grana, mesmo não estando mais em sua melhor forma. Mas, no MMA, o lutador expõe drasticamente sua saúde, acreditando que ainda pode vencer. No caso de Minotouro, parado há mais de um ano, o nocaute deve fazê-lo repensar seus próximos combates, tentando preservar o máximo sua saúde. Ainda pode fazer boas lutas, mas contra atletas no mesmo nível de competição.

Não há dúvidas que lutas contra os tops da divisão estão completamente fora de cogitação. Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro, Wanderlei Silva e outras lendas do Pride F.C, a partir de agora, devem escolher lutas com outro apelo que não seja o cinturão. Lutas com outras lendas ou com atletas de mesma faixa etária e história no esporte devem ser cogitadas. Contudo, combates contra atletas da nova geração trarão derrotas amargas. É preciso conhecer os limites para o corpo não pagar no futuro.

O planejamento da carreira passa também por saber como sair de cena. Como realizar combates em bom nível, contra adversários a altura. Poucos conseguem chegar perto dos quarenta anos em nível de campeão. Anderson Silva conseguiu, mas sabe que agora é melhor fazer shows do que batalhas. As lendas brasileiras não precisam provar nada a ninguém. Merecem se despedir de sua vida de combates. Mas, definitivamente, a hora de mudar de atividade está perto. Uma nova geração vem por aí. Em breve serão seus filhos que estarão lá.

UFC on FOX 12

25 julho, 2014 às 22:26  |  por Gustavo Kipper

Acontece neste sábado (26), em San José, na Califórnia (EUA), mais uma edição do UFC on FOX. Destaque para a volta do brasileiro Antonio Rogério “Minotouro” Nogueira, que não luta desde a vitória contra Rashad Evans, no UFC 156, em fevereiro de 2013. A longa espera e muitas contusões fizeram muitos acreditarem que sua aposentadoria havia chegado, mas ele pode provar que ainda tem lenha para queimar.

Seu adversário é o perigoso Anthony Johnson. Agora lutando nos meio-pesados, parece ter fugido dos problemas com a balança e não precisará perder muito peso. Será uma luta difícil para Minotouro, mas seu boxe afiado e sua defesa de quedas podem lhe dar uma vitória por pontos.

A luta principal pode credenciar o vencedor a um title shot. Lawler, que já foi derrotado por Hendrics, pode conseguir outra chance se vencer Matt Brown. Brown vem de boas vitórias, inclusive derrotando o brasileiro Érick Silva. Mas a força e a trocação de Lawler lhe dão pequena vantagem. Matt Brown terá mais sucesso se tentar levar a luta para o solo.

CARD PRINCIPAL

Robbie Lawler vs. Matt Brown

Anthony Johnson vs. Antonio Rogerio Nogueira

Clay Guida vs. Dennis Bermudez

Josh Thomson vs. Bobby Green

CARD PRELIMINAR

Jorge Masvidal vs. Daron Cruickshank

Kyle Kingsbury vs. Patrick Cummins

Hernani Perpetuo vs. Tim Means

Michael De La Torre vs. Brian Ortega

Akbarh Arreola vs. Tiago dos Santos

Steven Siler vs. Noad Lahat

Andreas Stahl vs. Gilbert Durinho

Juliana Lima vs. Joanna Jedrzejczyk

Road to octagon:

O card dos sonhos

22 julho, 2014 às 13:12  |  por Gustavo Kipper

1 – Jon Jones vs Cain Velasquez

Enfim o combate entre os dois seres-humanos mais perigosos do MMA. Os dois poderiam lutar em em peso casado, com 100 kg, ou no peso-pesado, até 120 kg. Apesar da vantagem de tamanho, Jones poderia encontrar dificuldades com a trocação e o wrestling de Cain, que, com enorme poder de nocaute, poderia fazer o que ninguém fez; nocautear Jon Jones ou castigá-lo no ground and pound.

2 – José Aldo vs Anthony Pettis

Essa superluta já ficou perto de acontecer, mas Pettis sofreu lesão e a luta foi cancelada. O mais justo seria em um peso casado, de 68 kg. Apesar de levar vantagem pela envergadura, Anthony Pettis pode encontrar dificuldades com o muay-thai de Aldo, que usa chutes muito fortes. Mas seu poder de atacar e contra-atacar faria do combate uma batalha pelo nocaute, já que ambos adoram lutar em pé.

3 – Ronda Rousey vs Cris Cyborg

A mais aguardada luta da história do MMA feminino, essa seria a disputa pelo cinturão dos pesos galos. Praticamente invencível, Ronda, enfim, seria testada por outra campeã. Ronda possivelmente levaria a luta para o solo com seu judô, e caso acontecesse, possivelmente poderia acabar a luta ali. Mas Cris Cyborg é diferente. Difícil fazer previsões.

4 – Johnny Hendrics vs Robbie Lawler

O campeão Johnny Hendrics enfrentaria seu maior desafio, depois de Georges St Pierre. Uma batalha de cinco rounds com dois atletas com queixo duro. Venceria aquele que chegasse mais inteiro nos dois últimos rounds. Acho que Lawler poderia levar uma pequena vantagem, mas a mão pesada de Hendrics poderia alterar o rumo das coisas.

5 – Alexander Gustaffson vs Daniel Cormier

Com Jon Jones lutando no evento principal, sobrou para os dois decidirem quem é e o melhor lutador nos meio-pesados, em caso de Jones subir de categoria. Apesar de ser muito mais alto e ter muito mais alcance, Gustaffson enfrentaria um atleta que nunca perdeu nos pesados e nem nos meio-pesados. Daniel Cormier é um monstro e não me surpreenderia se vencesse sem precisar dos pontos.

6 – Fabrício Werdum vs Júnior dos Santos II

Seria a revanche dos sonhos de Werdum que foi nocauteado no primeiro confronto. Hoje Werdum melhorou muito a trocação, além de ter o jiu-jitsu como alternativa. Campeão mundial várias vezes, dessa vez o gaúcho levaria uma pequena vantagem.

7 – Vitor Belfort vs Lyoto Machida

Com um possível domínio de Chris Weidman, nos pesos-médios, os brasileiros fariam um duelo, já cogitado, pela possibilidade de entrar novamente em rota de colisão com o campeão. Nesse caso, uma vitória ou uma derrota são cruciais para a continuação de suas carreiras, pois já são considerados veteranos, com 37 e 36 anos.

8 – Frank Edgar vs Chad Mendez

Seria uma guerra de dois lutadores extremamente rápidos e com poder de nocaute enorme para seus pesos. Difícil imaginar uma luta tão equilibrada, e mais difícil ainda porque nunca lutaram entre si. Não faz tanto tempo que Edgar desceu de peso, após ter sido campeão dos leves. Muita ação e pancadaria, sem dúvida.

9 – Antonio “Pezão” Silva vs Josh Barnett

Essa luta seria praticamente um acerto de contas entre os dois gigantes, que já se provocaram diversas vezes. Barnett, inclusive, já fez piadas com algumas enfermidades do brasileiro, que costuma sair vitorioso contra desafetos. Porém a experiência e frieza de Josh poderiam fazer a diferença.

10 – Rory McDonald vs Hector Lombard

A nova sensação canadense poderia encontrar dificuldades com o jogo do cubano, que de forma nenhuma anda para trás. Medalhista olímpico de judô, Hector Lombard poderia levar perigo, caso chegasse perto de Rory. Com um controle quase perfeito da distancia e golpes rápidos, McDonald pode levar vantagem pelo condicionamento físico e envergadura.

UFC Fight Night e a estreia de Claudia Gadelha

16 julho, 2014 às 15:14  |  por Gustavo Kipper

Hoje, em Atlantic City, estado de New Jersey, acontece mais uma edição do UFC Fight Night. Com um card recheado de brasileiros, o evento promete ser bom. Na luta principal, o duelo do cowboy Donald Cerrone contra Jim Miller. Ambos vêm de vitória, portanto, o vencedor entra no caminho do title shot.

O brasileiro Edson Barbosa volta ao octógono após amargar uma frustrante derrota, por finalização, contra Donald Cerrone. O brasileiro dava show na trocação quando foi surpreendido e obrigado a desistir. Leonardo Macarrão, participante do TUF Brasil, volta ao UFC contra o perigoso Rick Story. Se vencer, surpreenderá muita gente. O paranaense John Lineker finalmente bateu o peso mosca e enfrenta o turco Alptekin Ozkilic. Lineker vem de derrota para o russo Ali Bagautinov, após quatro vitórias consecutivas.

O destaque é a estreia de Claudinha Gadelha. A atleta da academia Nova União entra pela primeira vez no octógono e vai inaugurar a segunda categoria de peso feminina: o peso palha, até 52 kg. A brasileira enfrenta Tina Lahdemaki. Invicta no MMA, é uma das promessas brasileiras e pode ser, em breve, a detentora do título da nova categoria.

UFC Fight Night: Cerrone vs Miller

Donald Cerrone x Jim Miller

Edson Barboza x Evan Dunham

Rick Story x Leonardo Macarrão

Justin Salas x Joe Proctor

John Lineker x Alptekin Ozkilic

Lucas Mineiro x Alex White

Gleison Tibau x Pat Healy

Jessamyn Duke x Leslie Smith

Hugo Wolverine x Aljamain Sterling

Yosdenis Cedeno x Jerrod Sanders

Claudinha Gadelha x Tina Lahdemaki

O UFC Fight Night começa às 19h30min.

Construídos para vencer

10 julho, 2014 às 16:48  |  por Gustavo Kipper

Definitivamente, o esporte brasileiro vive um de seus piores momentos. Um país que sempre enxergou no futebol a esperança de ser o melhor em algo, já que no resto as coisas nunca andaram bem, não pode mais se apegar a isso. O MMA acompanha o ritmo do futebol e mostra que muita coisa precisa mudar, antes que uma geração inteira de talentos seja perdida.

Ficamos vinte e quatro anos sem a taça do mundo. Nem mesmo isso foi capaz de tirar a autoestima do brasileiro, que, acostumado com vitórias, entrava em qualquer competição acreditando ser o favorito. Nessa época de seca, apenas Ayrton Senna da Silva fazia nossa bandeira tremular no ponto mais alto do pódio. Infeliz coincidência, sua morte veio acompanhada do título de 94. Com o passar dos anos vimos conquistas extraordinárias do vôlei, natação, ginástica, atletismo, judô e MMA. Ficou faltando apenas a medalha de ouro do futebol, em algum dos jogos olímpicos disputados. Isso é um enorme sinal negativo.

Todas as nossas conquistas, fora do mundo da bola, foram por obra e esforço dos próprios atletas, que com nenhum incentivo do governo federal precisaram realmente usar a palavra superação no sentido prático do dia-a-dia. No suor e no sufoco. Assim é com todas as modalidades. O choro dos jogadores no hino nacional denunciava isso. A vida sofrida a que cada um foi submetido. Embora seja o esporte com maior incentivo.

No MMA também não é diferente. A maioria dos campeões vindos do Brasil teve infância pobre e precisou sobreviver antes de conseguir um pouco de tranquilidade para treinar. A Copa do Mundo deixou evidente um problema que sempre nos assombrou. A dificuldade em realizar trabalhos de longo prazo que realmente tenham resultado em qualquer modalidade esportiva em que se queira chegar à excelência.

Tirando o vôlei com Bernardinho e José Roberto Guimarães, fica difícil lembrar outros exemplos. Algo sólido que sirva para muitas gerações. O time de futebol alemão, derrotado na Copa de 2006, é praticamente o mesmo que veio ao Brasil e nos humilhou. Aqueles garotos de vinte anos, agora com quase trinta, chegaram à maturidade e estão prontos. Se vão ganhar ou não, é detalhe. Um bom trabalho foi feito e isso é inegável. Se perderem, vão cair de pé.

Espero que essa tenha sido a derrota da prepotência, do comportamento eterno de que se ganha competição com nome, camisa, superstição e fé. Vencemos algumas vezes assim, quando o futebol ainda não era globalizado. Hoje não funciona mais. Sem estudo, competência, humildade e frieza não se ganha Copa. Não se ganha luta e não se ganha corrida.

No MMA vimos nossos campeões sendo destronados por uma nova geração. Uma nova mentalidade de treinos, estilo de vida e comportamento. Resultado de um trabalho de vários profissionais que utilizam todas as ferramentas disponíveis, inclusive a excelente formação a que o atleta foi submetido. A geração vitoriosa do MMA brasileiro está se aposentando. Nossos ídolos ficaram velhos e não podem mais lutar como antes. Quem ocupará seu lugar? Será que as academias e escolas que hoje treinam os futuros atletas têm condições de formar uma legião de campeões? Ou apenas aqueles realmente privilegiados pela genética poderão ter chances?

Investir em educação é também investir em esporte. O governo federal, independentemente de partido político, tem como obrigação criar centros de excelência e formação para as modalidades esportivas mais praticadas no país, e incentivar as modalidades menos praticadas. Trazer capital humano e intelectual do exterior se preciso e pensar nas próximas gerações.

Temo que a Olimpíada de 2016 evidencie ainda mais nossas limitações e possa representar outro fracasso esportivo do Brasil. Mas, se a vergonha for o único trampolim para esses dirigentes corruptos e incompetentes serem excluídos, e prevalecer uma nova forma de pensar e trabalhar, terá valido a pena.

Um dia poderemos pensar nas derrotas do MMA e do futebol como algo positivo. Sete gols não se apagam, mas podem construir uma nova história. Caso contrário, ficaremos submetidos ao fracasso e a assistir a festa dos outros. Seremos ultrapassados em tudo, como fomos no futebol e no MMA.

Marasmo

30 junho, 2014 às 15:02  |  por Gustavo Kipper

Há duas décadas o The Ultimate Fighting Championship (UFC) vem arrebatando uma legião de fãs ao redor do mundo e revelando os melhores atletas de lutas marciais do momento. A quantidade de ídolos e campeões que já entraram no octógono fez da franquia uma referência. Mas a grande quantidade de lutadores obriga o UFC a realizar cada vez mais eventos, com qualidade discutível.

Infelizmente, o marasmo chegou. Nem mesmo na época do extinto Pride F.C., quando o UFC estava à beira de falência, viu-se o nível cair tanto. Não me refiro nem ao nível técnico das lutas em geral, mas da qualidade dos eventos, que são cada vez mais superficiais e valem cada vez menos em termos de competição. Com quase 500 lutadores sob contrato, a franquia é obrigada a realizar eventos de menor importância na televisão aberta americana, para tentar valorizar algo que não empolga.

As edições do UFC Fight Night normalmente são chatas, com muitos lutadores desconhecidos e lutas amarradas. Somente quando há disputas por cinturão, nos eventos numerados, é que podemos ver lutas de grande nível. É muito lutador pra pouco evento. Só no sábado passado (28), foram dois. Um na Austrália, que foi transmitido quase 4 da manhã, e o outro à noite, nos Estados Unidos. Em época de Copa do Mundo, ficam muito pequenos.

Nem mesmo as edições do reality show (TUF) serviram para melhorar a imagem no Brasil. Adorado por muitos, o UFC virou alvo frequente de críticas. Duas lutas principais com os treinadores não aconteceram, virando extrema frustração. Coincidentemente, Wanderlei Silva estava nas duas. Na primeira edição, Vitor Belfort quebrou a mão nos treinamentos e abandonou o card. Na terceira edição, mais um papelão. Na briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen no programa, o brasileiro fraturou o punho. Além disso, fugiu do teste da comissão atlética de Nevada e não deverá lutar em Las Vegas tão cedo. O americano falastrão também decepcionou. Falhou no teste antidoping e decidiu se aposentar. Ou seja, não existia a menor possibilidade de a luta acontecer. Os dois cairiam no exame antidoping. Os dois estavam com medo.

Acontecimentos como esse, além das lesões que antecedem as lutas, fizeram o evento perder muita credibilidade. Quando uma grande luta é anunciada, sabemos que a chance de não acontecer é grande. Muita explicação demanda a aparição frequente de Dana White, que, sempre dono da razão, acaba por se promover mais do que promove seus atletas. Dana sabe usar como ninguém as redes sociais. O chefão está sempre postando vídeos, fotos com carros, aviões e mulheres. É a cara do UFC. Uma cara que todos já não querem ver muito. Os fãs querem ver grandes lutas e isso está cada vez mais raro.

O formato de ranking e competição muitas vezes não tem um critério definido e fica difícil imaginar como será a evolução de cada atleta em menos de dois anos. A ausência completa dos Grand Prix (GP´s), as competições formato mata-mata, muito usadas no Pride, em torneios, blindam alguns atletas de confrontos realmente perigosos. Isso facilita uma postura de fuga, como a de Jon Jones, que acredita ter o poder de escolher seus adversários. A nova safra é mimada, reclama demais.

Do ponto de vista dos brasileiros, os últimos anos não têm sido bons. Vimos Maurício Shogun, Júnior Cigano, Anderson Silva e Renan Barão perderem seus cinturões para americanos. Outros ídolos, como Minotauro, Minotouro, Wanderlei Silva e Shogun, não vivem bons momentos, com muitas derrotas e lesões.

Porém, nem tudo está perdido. Novas disputas de cinturão estão a caminho. No próximo sábado (05), Lyoto Machida busca o dos médios. Fabrício Werdum pode ser campeão dos pesados. Renan Barão pode vencer sua revanche, além da aguardada segunda parte da batalha entre Jon Jones e Alexander Gustaffson. Tomara que sirva de trampolim para uma nova fase de grandes espetáculos.

 

 

Ranking UFC atualizado para todos os pesos.

18 junho, 2014 às 10:15  |  por Gustavo Kipper

O UFC divulgou essa semana seu novo ranking.  mesmo sem lutar, Vitor Belfort ultrapassou Lyoto machida.

Confira como ficou as colocações dos principais atletas do evento:

ranking UFC

UFC 174

13 junho, 2014 às 20:20  |  por Gustavo Kipper

Disputado em Vancouver, no Canadá, neste sábado (14), o UFC 174 traz a disputa do cinturão dos pesos-moscas entre o campeão Demetrious Johnson, dos EUA, e o russo Ali Bagautinov. Outra luta da noite é entre o canadense Rory MacDonald e o americano Tyron Woodley. O vencedor entra na fila pelo title shot dos meio-médios. Único brasileiro no card, Rafael Feijão luta contra o perigoso americano Ryan Bader. Vindo de vitória contra Igor prokrajac, Feijão busca ganhar espaço entre os meio-pesados. Andrei Arlovski, da Bielorússia, marca sua volta ao UFC. O ex- campeão dos pesados enfrenta Brendan Schaub (EUA).

A edição promete outra batalha entre russos e americanos. Semana passada Ben Henderson sofreu para bater o russo Rustam Khabilov, campeão mundial de sambô. Os russos vêm ganhando espaço e em breve passarão os brasileiros em todos os pesos. Com muita tradição em competições de lutas em esportes olímpicos, demonstram uma técnica refinada de luta olímpica e marcam muitos pontos. A única chance de batê-los é por nocaute ou finalização. Por pontos fica difícil.

UFC 174

14 de junho de 2014, em Vancouver (CAN)
CARD PRINCIPAL

Demetrious Johnson x Ali Bagautinov
Rory MacDonald x Tyron Woodley
Ryan Bader x Rafael Feijão
Andrei Arlovski x Brendan Schaub
Ryan Jimmo x Ovince St. Preux
CARD PRELIMINAR

Kiichi Kunimoto x Daniel Sarafian
Valerie Letourneau x Elizabeth Phillips
Mike Easton x Yves Jabouin
Kajan Johnson x Tae Hyun Bang
Roland Delorme x Michinori Tanaka
Jason Saggo x Josh Shockley

 

Cotto desmonta Martinez e conquista o cinturão verde dos médios.

9 junho, 2014 às 16:58  |  por Gustavo Kipper

O pugilista porto riquenho Miguel Cotto venceu no último sábado (07), no Madison Square Garden, em Nova York, o argentino Sérgio Martínez, e conquistou o cinturão dos pesos médios pelo Conselho Mundial de Boxe (WBC). Esse é o quarto título de campeão mundial em quatro categorias de pesos diferentes.

Em uma luta espetacular, Cotto levou o campeão à lona 3 vezes, ainda no primeiro round. Visivelmente tonto Martinez sobreviveu, mas foi dominado por um desafiante concentrado, muito rápido e técnico. Seus golpes de esquerda fizeram a diferença e, no décimo round, a luta foi interrompida pelo árbitro central, que optou em preservar a integridade física do argentino, que reconheceu a superioridade do novo campeão.

Com boatos de que a guerra fria do boxe, entre os dois principais promotores de eventos do esporte, a Golden Boy e a Top Rank, vários combates já estão sendo especulados. Um confronto entre Miguel Cotto e Saúl Canel Álvarez foi cogitado pelo líder da Golden Boy, o ex- campeão e lenda, Oscar de La Roya.

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Cotto vs Martínez (www.thesweetscience.com)

UFC 173 e TUF Brasil 3.

26 maio, 2014 às 15:04  |  por Gustavo Kipper

Em um fim de semana movimentado pelo UFC 173 e pelas semifinais do TUF Brasil, acordamos na segunda-feira com um cinturão a menos.

Renan Barão perdeu o cinturão dos pesos-galos para T.J. Dillashaw. Companheiro de treinos de Urijah Faber e Chad Mendez, o atleta da equipe Alpha Male foi dominante. Quebrou uma invencibilidade de 32 lutas de Barão e conquistou o cinturão. Mais do que merecido: Dillashaw mostrou um jogo moderno, técnico, rápido e surpreendente.

Não ficar parado na frente de Barão. Com essa estratégia o americano anulou o ex-campeão. Usando bem as saídas diagonais, atacando sempre, chutando. Dillashaw machucou Barão ainda no primeiro round com um knockdown que mudaria os rumos da luta. A partir daí o brasileiro ligou o piloto automático e, irreconhecível, não achou o americano. Lento, sem explosão, sem equilíbrio. Sem as ferramentas que o consagraram. Não conseguia aplicar os chutes e joelhadas que são suas marcas registradas. Ficou vulnerável. Foi nocauteado.

Possivelmente qualquer outro lutador teria ficado pelo primeiro ou segundo round. Mas Barão lutou quase até o fim. Provou que, apesar do revés, é um campeão. Merece uma revanche imediata. O problema não está somente na preparação ou no mérito do americano. Passa também pelo excesso de confiança. Barão planejava manter o cinturão por mais dez anos. Deveria estar preocupado com a próxima luta. Sem dúvida essa derrota vai trazer Barão de volta a terra. Percebeu que não é invencível e tem grandes chances de recuperar o título perdido. Precisa mudar sua postura. Que sirva de lição para seu companheiro José Aldo, que fará a revanche contra Chad Mendez, no UFC 176, dia 2 de agosto, em Los Angeles.

Cormier é uma máquina

Daniel Cormier mostrou seu potencial de atleta olímpico e apagou Dan Henderson. Visivelmente maior, Cormier fez uma apresentação brilhante e anulou Henderson, que sobreviveu até onde pode. O atropelo terminou com uma finalização. Da maneira como lutou, caso Jon Jones vença a revanche contra Alexander Gustaffson, será o próximo desafiante. Invicto em duas categorias de peso diferentes, Cormier mostrou que há esperanças de alguém vencer Jones, algo considerado impossível há alguns dias.

A luta também se caracterizou pela discrepância de tamanho dos atletas. Tanto que Henderson anunciou que vai descer novamente para o peso-médio. Enquanto Cormier é um peso-pesado disfarçado. Isso fez muita diferença, apesar da resistência de Hendo, que, com 43 anos, parece não ter limites.

TUF Brasil 3

Chegou ao fim a terceira edição do The Ultimate Fighter Brasil 3. Com a liderança de Wanderlei Silva e Chael Sonnem foram definidas as finais, a serem disputadas no próximo sábado (31), no ginásio do Ibirapuera. Apesar do papelão protagonizado por Wand e Sonnen, os lutadores demonstraram muita disposição e profissionalismo. Estão de parabéns. Outros atletas também devem ser contratados, fazendo jus ao desempenho.

Confira o card das finais:

TUF Brasil 3 Final
31 de maio, em São Paulo
CARD PRINCIPAL
Peso-pesado: Fábio Maldonado x Stipe Miocic
Peso-médio: Vitor Miranda x Márcio Lyoto
Peso-pesado: Antônio Carlos “Cara de Sapato” x Warlley
Peso-meio-médio: Demian Maia x Alexander Yakovlev
Peso-pena: Rony Jason x Robbie Peralta

CARD PRELIMINAR
Elias Silvério x Ernest Chavez
Rodrigo Damm x Rashid Magomedov
Paulo Thiago x Gasan Umalatov
Kevin Souza x Mark Eddiva

Luta entre integrantes do TUF Brasil 3
Pedro Munhoz x Matt Hobar