Countdown to UFC 187: Chris Weidman vs. Vitor Belfort

19 maio, 2015 às 10:21  |  por Gustavo Kipper

Sábado (23) o brasileiro Vitor Belfort pode fazer história e se consagrar campeão do UFC novamente. A primeira vez foi lutando nos meio-pesados.

Assista o vídeo promocional : Countdown to UFC 187: Chris Weidman vs. Vitor Belfort

 

 

Calendário de lutas do UFC

14 maio, 2015 às 09:53  |  por Gustavo Kipper

UFC Fight Night: Frankie Edgar vs. Urijah Faber. Sábado, 16 de maio. Manila (Filipinas).

UFC 187: Johnson vs. Cormier. Disputa do cinturão dos meio-pesados. Sábado, 23 de maio. Las Vegas (EUA).

Weidman vs. Belfort. Disputa do cinturão dos médios.

UFC Fight Night: Condit vs. Alves: Sábado, 30 de maio. Goiânia (Brasil).

UFC Fight Night New Orleans: Tim Boetsch vs. Dan Henderson. Domingo, 7 de junho. New Orleans (EUA).

UFC 188: Velásquez vs. Werdum. Disputa do cinturão dos pesados. Sábado, 13 de junho. Cidade do México (México).

UFC Fight Night: Jedrzejczyk vs. Penne. Sábado, 20 de junho. Berlim (Alemanha).

UFC 189: Aldo vs. McGregor. Disputa do cinturão dos penas. Sábado, 11 de junho. Las Vegas (EUA).

UFC Fight Night: Mir vs. Duffee. Quarta-feira, 15 de julho.

UFC Fight Night: Dillasgaw vs Barão 2. Disputa do cinturão dos galos. Sábado, 25 de julho. Chicago (EUA).

UFC 190: Rousey vs. Correia. Disputa do cinturão dos galos feminino. Sábado, 1º de agosto. Rio de Janeiro (Brasil).

http://www.ufc.com.br/media/ufc-187-a-new-light-heavyweight-champion-will-rise

 

Lutas emocionantes reacendem polêmica

11 maio, 2015 às 16:33  |  por Gustavo Kipper

Para muitos a luta entre Mayweather e Pacquiao foi frustrante. A maioria dos fãs esperavam mais ação. Outros passaram a respeitar Floyd, que mais uma vez, se mostrou um nível acima e venceu a luta. Após o combate, muitos reclamaram que o boxe não era mais o mesmo. Outros foram além, e afirmaram que o MMA era maior que o boxe, como o brasileiro Júnior Dos Santos. O nível de agressividade possivelmente tenha sido o termômetro, tendo em vista que a técnica fora totalmente ignorada.

No sábado passado, o mexicano peso-médio Saul Canelo Álvarez mostrou que o boxe pode ser técnico, mas também agressivo e violento, nocauteando o americano James Kirkland, de forma avassaladora. Comparada a luta de Mayweather com Pac-Man parece outro esporte. Mas é sempre bom lembrar que Mayweather já derrotou Canelo, o fazendo parecer um amador, em 2014. Foi a única derrota do mexicano, que possivelmente enfrente Miguel Cotto ou Gennady Golovkin, pelos cinturões da WBA ou WBC.

Na mesma noite, o croata Stipe Miocic destruiu o neozelandês Mark Hunt, quebrando o recorde do UFC, por ter desferido incríveis 361 golpes. Se fosse um lutador qualquer, teria o matado. Mas como Hunt aguenta muita pancada, sobreviveu até o quinto round. Inclusive o árbitro do combate foi criticado por ter perguntado a Hunt se ele queria continuar, ao invés de parar a luta.

De qualquer maneira, eu definitivamente não gostaria de estar na peledos dois atletas derrotados nas lutas principais. Tanto o brutal nocaute de Kirkland, quanto o nocaute técnico de Hunt são um presente aos aficionados por sangue. Lutas emocionantes e com muita ação. A discussão de qual esporte é mais violento, ou mais emocionante, se perde na medida em que são esportes diferentes e os dois podem apresentar um alto grau de  dinamismo e emoção.

Fim de semana passado foi a prova de que eles não competem. Eles se completam e deixam os fins de semana mais agitados. São mais eventos, mais lutadores em ação e mais opções para quem acompanha o mundo das lutas. Nunca podemos nos esquecer que o MMA é um esporte muito novo, em completo desenvolvimento, enquanto o boxe é centenário, e chamado de nobre arte.

 

Venceu o melhor

4 maio, 2015 às 14:47  |  por Gustavo Kipper

A luta entre Floyd Mayweather Jr. e Manny Pacquiao atraiu a atenção do mundo todo, até mesmo daqueles que não são fãs da nobre arte. A vitória do americano trouxe à tona novamente a velha discussão que a decisão por pontos normalmente trás. Muita gente não concordou com a vitória de Floyd Mayweather.

A sensação de vitória que Pacquiao pode ter trazido a muita gente se deve ao estilo de luta do filipino, além, é claro, da evidente torcida da maioria. Sempre caminhando para frente, Pac-man tentava a todo momento encurralar o americano nas cordas. Quando o fazia, desferia combinações com uma velocidade absurda, dando a impressão de estar pressionando Floyd.

A verdade é que Mayweather é um gênio do contragolpe. Seu estilo de luta é um antídoto para o estilo de Pacquiao, além de ser notoriamente conhecido como o pesadelo dos canhotos. Mesmo nas cordas, Floyd conseguia se esquivar e bloquear todos os golpes de Pacquiao, além de encaixar algumas boas direitas ao longo do combate. A guarda baixa era a prova da confiança e concentração total.

A diferença de tamanho normalmente não atrapalha Pacquiao. Mas contra alguém com boxe superior ao seu, caso raríssimo, foi sendo frustrado ao longo dos rounds por não conseguir impor seu volume de luta. Ao contrário, Floyd, mesmo com postura defensiva, acertou os melhores golpes e os números não mentem.

A frustração de muita gente se deve ao fato de o boxe ser um esporte de luta, logo, espera-se muita ação, pancadaria, sangue e alguém nocauteado. Quando isso não acontece e seu atleta favorito é derrotado, o sentimento de frustração é ainda maior. O estilo defensivo de Floyd Mayweather não é emocionante, mas absolutamente técnico e competitivo.

O boxe é um esporte de contato. Não ser atacado e pontuar vencem rounds. No boxe olímpico é isso que conta. Pontuar sem ser acertado. Floyd subiu ao boxe profissional com essa característica. Raramente perde um round e marca seus pontinhos. No caso da luta do último sábado, nem achei uma luta tão difícil de julgar, salvo dois rounds muito apertados.

A segunda metade da luta mostrou que Floyd Mayweather é melhor que Manny Pacquiao. Talvez sempre tenha sido. Para Pac-man, mesmo andando pra frente e tentando arrancar a cabeça de Floyd, não foi o suficiente para chegar perto da vitória. Muitas piadas e críticas choveram em Floyd. Segundo muitos, Floyd correu a luta toda, não merecia ter ganhado.

O problema é que boxe não é briga. É um esporte marcado por pontos, como a esgrima. Gostando ou não do estilo de Floyd Mayweather Jr, ele deve ser respeitado. Invicto, venceu os maiores lutadores de sua época. Vai se aposentar provavelmente com 49 ou 50 vitórias. Entrega o que promete.

Para os amantes do boxe, a vida continua. Uma longa página da história já pode ser virada. Outros grandes campeões estão ativos e muita luta boa está por vir. Para aqueles que puderam sentir um pouco da emoção de uma grande luta, não desanimem. Nem sempre existe um Mike Tyson nocauteando todo mundo.

Era frustrante. Esperar até às duas da manhã para a luta acabar em trinta segundos. Sábado passado pudemos assistir 36 minutos de boxe de altíssima qualidade, ambos duelando até o fim. Não venceu o mais carismático, infelizmente. Mas venceu o melhor. Isso é o que vale para o esporte.

Floyd Mayweather Jr. e Manny Pacquiao se enfrentam pela supremacia do boxe

1 maio, 2015 às 16:41  |  por Gustavo Kipper
MayPac

MayPac

Floyd Mayweather Jr. e Manny Pacquiao se enfrentam pela supremacia do boxe Finalmente a luta mais aguardada do boxe moderno toma forma e acontece na madrugada deste sábado (02), no MGM Grand, em Las Vegas. Apertem os cintos! Chegou a hora!

Para muitos, Floyd Mayweather Jr. e Manny Pacquiao são os melhores boxeadores do século XXI, e agora fazem o grandioso duelo para definir quem é realmente o melhor, o mais completo, o mais genial.

Essa luta vem sendo costurada desde 2008, mas sempre algo travava e impedia o combate. Na maioria das vezes, Mayweather dificultava as coisas, deixando a impressão que não queria enfrentar Pacquiao. Em certa ocasião, o próprio Mayweather diz ter oferecido 40 milhões de dólares para Pacquiao, que teria recusado a oferta.

O fato é que Mayweather continua invicto e supremo, enquanto Manny Pacquiao foi derrotado duas vezes desde 2008, o que esfriou bastante a possibilidade de um dia a luta acontecer. Mas a sequencia avassaladora de vitórias de Manny causou uma chuva de críticas a Floyd, acusado de estar fugindo.

Agora, com 47 vitórias e nenhuma derrota em seu cartel, Mayweather espera fazer o último combate de sua brilhante carreira, deixando um legado conquistado apenas por um seleto grupo em séculos de tradição no boxe profissional.

Nenhum canal de esportes na TV aberta está autorizado a passar o combate. A luta poderá ser vista apenas em pay per view, e os números prometem quebrar todos os recordes. Mas o que mais impressiona é a habilidade, rapidez e forma física com que os dois se apresentam no momento. É um choque entre dois gênios sem nenhuma previsão do que pode acontecer.

Desde a luta entre Mike Tyson e Lennox Lewis o mundo do boxe não se une para um evento dessa magnitude. Em um evento conjunto entre a WBO e a Showtime, o mundo vai tremer quando soar o gongo.  A maioria da torcida é para o filipino Manny Pacquiao, o Pac Man, muito mais carismático. Dá a impressão de estar se divertindo muito mais que seu adversário, denominado “Money”, que acredita que acima do boxe, tudo é ganhar mais dinheiro.

Eu espero uma vitória de Pac Man para forçar uma revanche. Dificilmente Floyd vai querer se aposentar com um revés desse porte. Considerado azarão na bolsa de apostas, Manny pode chocar o mundo e fazer muita gente ganhar muito dinheiro, deixando Mayweather ainda mais furioso. Até porque seus amigos milionários, como Justin Bieber e 50 Cent, devem apostar grandes quantias no americano. Poderão ganhar até U$ 500.000,00.

Quem puder adquirir o evento e assistir não perca. Um evento desse tamanho acontece apenas de 50 em 50 anos. Duas vezes na vida se tiver sorte. A chance de a luta ser chata e sem movimentação é zero. Esperem por muita velocidade, tensão, e quem sabe, surpresa.

Mayweather está ganhando US$ 180 milhões pelo confronto, enquanto Pacquiao vai faturar US$ 120 milhões. Além disso estão em jogo os cinturões da WBA, WBC e WBO.

 

 

 

 

Fim da linha?

30 abril, 2015 às 11:32  |  por Gustavo Kipper

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O sonho acabou para Jon Jones. Ao menos por enquanto. O lutador americano, campeão da categoria dos meio-pesados do UFC, não conseguiu manter-se longe das confusões. Só que agora o buraco é mais embaixo.

Jon Jones está sendo acusado fugir do local do acidente, após atropelar uma mulher grávida, que está bem, mas quebrou um braço. Para piorar, a polícia encontrou vestígios de maconha e um cachimbo. Após pagar fiança, Jones foi liberado. Mas, seu pesadelo está apenas começando. Será julgado e poderá pegar até três anos de prisão. O UFC não se manifestou, porém já retirou Jones dos rankings de sua categoria e peso-por-peso. O melhor do mundo agora é José Aldo, que ocupou o lugar do americano.

Há poucos meses Jones foi flagrado no antidoping por uso de cocaína. Como o teste não foi em um período de preparação para nenhuma luta, escapou sem punição, apesar do péssimo exemplo. Mas agora é o fim da linha. Jones terá que sofrer a consequência de seus atos.

Um campeão de verdade, que ganha os valores que Jon Jones ganhou, deve ter uma conduta correta fora do octógono. É uma figura pública. Apesar de ninguém ter nada a ver com sua vida pessoal, na medida em que coloca a vida dos outros em risco, deve ser punido.

A divisão dos meio-pesados agora terá uma chuva de candidatos a ocupar o lugar de Jones, porém apenas dois podem chegar lá. Anthony Johnson e Daniel Cormier deveriam lutar para decidir quem será o novo campeão dos meio-pesados, após um longo reinado. Desde março de 2011, Jones dominou a categoria com oito defesas de cinturão.

A prisão tirou anos preciosos e quase arrasou a carreira de Mike Tyson. Espero que Jones tenha sobriedade e consiga dar a volta por cima para um dia voltar a ser o que já foi. Até lá, uma longa novela o aguarda.

The Ultimate Fighter Brasil 4

27 abril, 2015 às 14:39  |  por Gustavo Kipper

Cada edição do TUF Brasil é marcada por algum acontecimento que foge aos padrões normais de comportamento. Na passada foi a briga patética entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen. Nesta, o chocante doping de Anderson Silva.

Embora os fãs e os lutadores não tenham a chance de presenciar Anderson Silva como treinador, temos que admitir que a entrada dos irmãos Nogueira é bem-vinda. Especialmente porque Rogério Minotouro vai enfrentar Maurício Shogun na aguardada revanche. Na primeira, Shogun levou a melhor.

A saída de Anderson Silva abalou de certa forma os lutadores do time azul, que ainda não emplacou nenhuma vitória. Nem mesmo na brincadeira que premiou os vencedores com uma visita a estação de ski, acompanhados com as candidatas a ring girl do UFC.

A edição desse ano provavelmente não vai contar com as confusões e brigas descontroladas das primeiras temporadas. Shogun, apesar de estar descontraído, não tem muito perfil de bagunceiro. Os irmãos Nogueira também fazem o perfil respeitoso, então será tranquilo.

Quem tem a ganhar são os lutadores. Difícil mais uma vez é ficar acordado até a madrugada de segunda-feira. Ao menos a Globo não tem apelado com longos comerciais, deixando o programa fluir. Porém ainda é muito tarde. Passar pelo programa musical é mais difícil que a própria luta.

A sombra do que já foi

20 abril, 2015 às 14:55  |  por Gustavo Kipper

A derrota de Lyoto Machida para o americano Luke Rockhold, na noite de sábado, mostrou que não apenas Lyoto está longe de seu auge, quando foi campeão dos meio-pesados, quanto hoje existe muito mais competividade em todos os pesos.

O brasileiro foi duramente castigado. Inclusive não pôde comparecer à coletiva pós-luta, pois foi direto para o hospital fazer uma tomografia. A diferença de tamanho não foi só o diferencial do americano. Lyoto parecia lento, muito diferente do atleta que conquistou o cinturão. Luke estava voando.

Lyoto lutava melhor nos meio-pesados. Apesar de ter feito uma excelente dieta e não precisarperder muito peso para alcançar os 84 kg, limite de sua categoria atual, Lyoto perdeu poder de nocaute. É incrível como o tamanho dos lutadores vem aumentando ao longo dos anos, deixando as coisas muito mais difíceis. Lyoto Machida e Maurício Shogun já foram campeões dos meio- pesados. Hoje não têm chance alguma. Jon Jones, Anthony Johnson, Daniel Cormier e Alexander Gustaffson são enormes. Pesos-pesados disfarçados.

No peso-médio as coisas também estão indo para esse caminho. Luke Rockhold e Chris Weidman são atletas muito fortes para a categoria. Poderiam ser meio-pesados. Lyoto decidiu mudar de peso e agora também gastou sua munição sem resultados positivos. Venceu apenas atletas sem expressão e perdeu todas as lutas decisivas. Realmente a situação de Lyoto é muito complicada. Maurício Shogun, depois da luta contra Minotouro, pode ir para os médios e tentar a sorte. Corre o risco de também perder potência, mas tornou-se um atleta pequeno para sua categoria original, e ir para os médios, pode ser uma boa estratégia.

Já para Lyoto Machida, não vejo muita saída. Nos meio-pesados não teria chances e nos médios pode fazer boas lutas, mas nunca mais será campeão. Ainda há atletas bons para Lyoto enfrentar, mas devemos admitir que seu auge já passou. Não tem que provar mais nada a ninguém, e deve lutar apenas se ainda estiver se divertindo.

Fim de semana agitado para o boxe e o MMA

13 abril, 2015 às 15:50  |  por Gustavo Kipper

Gabriel Napão

Na volta de Crocop quem se deu mal foi Napão

O brasileiro Gabriel Napão não resistiu ao veterano Mirko Crocop e foi nocauteado, na tarde de sábado (11). Há oito anos Napão havia vencido Crocop com um chute alto fulminante. Mas na revanche, mesmo com dificuldades no início, a lenda do Pride mostrou que ainda é muito perigoso.

Napão começou melhor, acertando bons golpes e derrubando algumas vezes o croata. Em duas situações, conseguiu a montada, mas, a falta de agressividade e gana de Napão para finalizar a luta deram brechas para Mirko se recuperar a se levantar.

Com a derrota, Mirko Crocop mostra que ainda está no jogo e pode fazer bons combates. Napão mostrou o porquê de nunca ter chegado a ser um top da categoria. Com a trocação muito fraca e um jiu-jitsu ineficiente, seu futuro no UFC é incerto.

Garcia supera Peterson em luta que não valeu cinturão

Campeão dos superleves pela WBA, WBC e The Ring, o americano Danny Garcia superou o campeão pela IBF, Lamont Peterson, na noite de sábado, no Brooklyn, Nova York.

Em outra decisão polêmica dos juízes, Garcia, que não consegue mais bater o peso de sua categoria, saiu vencedor por 115 x 113. Melhor nos primeiros rounds, perdeu intensidade nos rounds finais e foi pressionado por Peterson, que demorou a mostrar serviço.

Mesmo com um bom combate, Lamont Peterson perdeu o cinturão da IBF, que agora está vago. Danny Garcia deverá subir de categoria, embora ainda tenha anunciado o fato oficialmente.

Lutadores como Marcos Maidana e Adrien Broner já lançaram o desafio a Garcia, que nunca perdeu um combate. Garcia seria esperto se mudasse sua dieta e conseguisse bater 140 lb novamente. No peso de cima vai sofrer e dificilmente será campeão.

Com o combate entre Mayweather e Pacquiao à vista, a categoria welterweight fica muito mais equilibrada.

 

 

Garcia vs Peterson e nenhum cinturão em jogo

9 abril, 2015 às 15:27  |  por Gustavo Kipper

Garcia vs Peterson

Com o aguardado combate entre Floyd Mayweather Jr. e Manny Pacquiao agendado para 2 de maio, parece que o mundo do boxe está paralisado esperando a luta do século. Porém, bons combates vão acontecer até lá, com disputas de cinturão e lutas polêmicas.

No próximo sábado (11), o campeão invicto do peso super-leve pela WBA, WBC e The Ring, Danny Garcia, enfrenta o campeão da IBF, Lamont Peterson, em uma luta que não vale unificação. A notícia de que a luta seria em um peso combinado de 143 lb deixou muitos fãs frustrados, inclusive Peterson, que garantiu que pode bater 140 lb.

Essa será a segunda luta do campeão em um peso combinado que não vale título. Sua última defesa de cinturão foi uma vitória em uma decisão extremamente controversa, lutando em Porto Rico, país de sua ascendência. A maioria da mídia especializada deu vitória ao desafiante Maurício Herrera. A última grande apresentação de Garcia foi em setembro de 2013, quando venceu Lucas Matthysse, no mesmo evento em que Mayweather venceu Canelo Alvarez.

Acredita-se, até pelas recentes declarações de Garcia, que ele não consegue mais bater o peso em que detém dois cinturões. Provavelmente, depois desse combate, será obrigado a mudar para o peso meio-médio e tentar recuperar o título contra atletas muito mais perigosos, como Manny Pacquiao, Floyd Mayweather Jr., Keith Thurman e Kell Brook. Todos adversários absurdamente difíceis.

Mesmo não valendo nenhum cinturão, a luta entre Danny Garcia e Lamont Peterson é pelo domínio da categoria dos super-leves. Quem vencer será indiscutivelmente o melhor. Mas, para Garcia, vale a chance de permanecer invicto e conseguir um title shot imediato quando subir de peso. Possivelmente contra o americano campeão da WBA, o também invicto Keith Thurman. Danny Garcia é um supercampeão. Mas terá um caminho árduo pela frente, caso queira se manter entre os cinco melhores boxeadores em todos os pesos, posição que já ocupa. Mas, a impossibilidade física de colocar em jogo suas conquistas, está afetando sua imagem e uma subida de peso não vai facilitar em nada sua vida.

Creio que finalmente veremos Garcia enfrentando lutadores realmente perigosos. Também não descarto um combate contra Mayweather ou Pacquiao, após o combate épico entre os dois. Inclusive uma revanche imediata ao derrotado é um fato quase certo, especialmente se Floyd perder. Mas em 2016 poderá ser um ano muito bom para Garcia, com grandes combates, grandes bolsas e muitas conquistas. Só depende dele.