Sou fã do UFC. Mas tenho saudades do Pride e do K-1
Sou fã do UFC. Não perco uma edição. Mas tenho saudades do Pride e do K-1
Todos os esportes são gerenciados por entidades. Mas nenhum esporte é tão refém de uma marca como é o MMA em relação ao UFC. Mesmo com o esforço de ex- lutadores e pequenos empresários para realizar os eventos nacionais, estes ainda soam amadores comparados ao maior evento do mundo. É claro que estamos falando de um espetáculo com quase 20 anos de trabalho, mas nunca podemos nos esquecer de que a ideia foi brasileira. O que faltou é o que sobra para os americanos. Como fazer tudo virar um grande show.
Com os cassinos à disposição e um investimento milionário, o UFC é sem dúvida o sonho de qualquer lutador de MMA. O contrato com a entidade é garantia de visibilidade e gera patrocínios e muito apoio. Seguindo os passos dos precursores brasileiros, hoje milhares de atletas enchem as academias com um sonho à frente. Possivelmente seja o segundo esporte no coração dos brasileiros e é, com certeza, o esporte que mais cresce no mundo. Com pouca visibilidade, muitos eventos são realizados com frequência pelo mundo, mas os podemos considerar underground. Ninguém já começa por cima. É preciso conquistar vitórias seguidas para chamar a atenção dos promotores e empresários, e aí, sim, ter uma chance nos eventos maiores.
Mas quando teremos um evento brasileiro realmente grande? Não desmerecendo os nacionais, reveladores de talentos, no país temos a necessidade de grandes eventos com grandes nomes. Com a necessidade de erguer grandes arenas e estádios para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, o Brasil vai finalmente ter estrutura para grandes públicos. Em Curitiba, por exemplo, finalmente sairemos do nostálgico, mas precário Palácio de Cristal do Círculo Militar do Paraná e enfim poderemos abrigar grandes eventos na Arena, que ainda não está pronta. Mesmo com as críticas do uso de dinheiro público, Curitiba finalmente poderá abrigar uma edição do UFC ou qualquer outro que por aqui aporte. Mas, com ídolos locais como Wanderlei Silva, Anderson Silva e Maurício Shogun, será impossível não lotar.
O fato é que quando o UFC para, a impressão é que o mundo do MMA para junto. As grandes notícias e matérias são substituídas apenas por declarações e provocações entre os lutadores, talvez para promover uma luta ou para preencher o vazio que fica quando no fim de semana não tem luta. O Brasil precisa de outros grandes eventos, com grandes lutadores. Faz falta um show que una lutadores com nome, mas que não tem contrato com o UFC. Existe um mar de lutadores que gostariam de um bom contrato, independentemente de onde seja. E falo de lutadores consagrados, como Nick Diaz e Rampage Jackson, por exemplo. O que importa é a visibilidade, vendas e grandes lutas. Será que um dia teremos um evento que faça frente ao UFC ou seremos reféns pra sempre de seus princípios?
Veja a nova abertura com trilha sonora do mestre Hanz Zimmer. Sensacional




