Arquivos da categoria: Campeões

O domínio de Frank Edgar

23 novembro, 2014 às 17:08  |  por Gustavo Kipper

Na batalha para definir o possível adversário do brasileiro José Aldo, Frank Edgar dominou os cinco rounds contra Cun Swanson e conseguiu uma finalização nos últimos momentos do combate.

Com a vitória, Edgar ultrapassa Swanson no ranking dos pesos-penas e passa a ser o número #2, atrás apenas de Chad Mendes, recentemente derrotado pela segunda vez por José Aldo. A dúvida é se o UFC vai dar nova chance a Edgar, também já derrotado pelo brasileiro no title shot. Acho que uma luta entre Chad Mendes e Frank Edgar seria fantástica, mas Edgar pode estar a um passo de assinar a revanche.

O único empecilho para Edgar se chama Conor McGregor. A mais nova sensação do UFC vem incendiando a categoria com vitórias convincentes. Embora ainda não tenha enfrentado um atleta top 5, Conor tem luta marcada contra o alemão Denis Siver. Se vencer também deverá desafiar José Aldo.

Do ponto de vista dos negócios, uma luta entre Aldo x McGregor na Irlanda poderia ser absurdamente lucrativa. Além é claro da mega promoção que poderia ser feita. Aldo vs Edgar não seria novidade. Não venderia tanto. Mas do ponto de vista do ranking da categoria, Edgar estaria credenciado a desafiar Aldo novamente, com justiça. Até porque Aldo já venceu todo mundo e está dando outra volta.

Vamos aguardar os próximos capítulos. Porém, não me surpreenderia se Conor furasse a fila, como Chael Sonnen fez tantas vezes. Nos dias de hoje, ter a língua afiada faz tanta diferença quanto o boxe ou o jiu-jitsu.

UFC Fight Night: Edgar vs Swanson

22 novembro, 2014 às 09:11  |  por Gustavo Kipper

Acontece neste sábado (22), em Austin, Texas, mais uma edição do UFC Fight Night.

Na luta principal, o duelo entre #3 Frank Edgar e #2 Cub Swanson. O vencedor possivelmente enfrentará José Aldo, pelo cinturão dos pesos-penas. A divisão, que nunca ganhou muito destaque, agora está sem sua fase mais acirrada. Personagens como Conor McGregor agitaram a categoria, que promete grandes lutas para 2015.

Único brasileiro no card, Edson Barboza busca mais uma vitória, desta vez contra Bobby Green. Em sua última luta venceu Evan Dunhan por nocaute técnico. Com sua maior arma, castigou seu adversário com chutes nas pernas e no corpo. Barboza precisa embalar umas três, quatro vitórias seguidas para entrar no radar do title shot.

Tirando a luta principal e a do brasileiro, o card não é muito animador. Porém, o UFC tem muitos atletas que precisam trabalhar. Portanto, as edições do Fight Night acabam movimentando um pouco as categorias e dando chance de aparecer a atletas não tão bem ranqueados.

O UFC Fight Night começa às 23h horário de Brasília.

UFC: Swanson x Edgar

22 de novembro de 2014, em Austin (EUA)

CARD PRINCIPAL

Peso-pena: Frankie Edgar x Cub Swanson

Peso-leve: Edson Barboza x Bobby Green

Peso-mosca: Chico Camus x Brad Pickett

Peso-pesado: Oleksiy Oliynyk x Jared Rosholt

Peso-mosca: Joseph Benavidez x Dustin Ortiz

Peso-leve: Isaac Vallie-Flagg x Matt Wiman

CARD PRELIMINAR

Peso-pesado: Josh Copeland x Ruslan Magomedov

Peso-médio: Luke Barnatt x Roger Narvaez

Peso-leve: Nick Hein x James Vick

Peso-leve: Arreola Akbahr x Yves Edwards

Peso-palha: Kailin Curran x Paige VanZant

Peso-leve: Dooho Choi x Juan Puig

UFC: The time is now

19 novembro, 2014 às 16:41  |  por Gustavo Kipper

Em um superevento, pela primeira vez em sua história o UFC divulga todo o seu calendário para 2015.

Na busca de se diferenciar cada vez mais de seus concorrentes, o UFC resolveu tratar o esporte, principalmente do ponto de vista dos negócios, como são tratados outros esportes de grande público nos Estados Unidos. Assim como na NFL e NBA, foi apresentada a temporada toda de lutas, com as edições do UFC Fight Night, e com as edições numeradas com superlutas e disputas de cinturão. Para patrocinadores e pay per view, fica mais organizado.

Em uma apresentação que contou com a presença das maiores personalidades da franquia, como Anderson Silva, Vitor Belfort, Jon Jones, Ronda Rousey e Nick Diaz, em uma entrevista coletiva, os atletas e Dana White mostraram que o ano de 2015 será recheado de ótimos espetáculos. Além, é claro, de momentos divertidos, com Jones e Cormier se provocando, mas dessa vez de forma humorada.

Apenas no Brasil serão sete. Possivelmente um em Curitiba, na Arena da Baixada. Para os fãs de MMA, uma maior chance de acompanhar a carreira de seus lutadores prediletos. Além disso, foi lançado um aplicativo (http://m.ufc.com.br/apps) com o calendário, que pode ser baixado para celulares e tablets, aproximando o público da organização. Finalmente estão usando todos os recursos disponíveis.

Embora o card de todos os 45 eventos não tenha sido divulgado, saber as datas com antecedência foi algo inédito nos mais de 20 anos do UFC. É claro que haverá lesões e lutas canceladas, mas os shows deverão ter datas fixas. Preparem-se!

Assista ao evento do UFC: The time is now:

Calendário UFC 2015

calendario-ufc2015-twitter

Um futuro complicado para Shogun

10 novembro, 2014 às 15:42  |  por Gustavo Kipper

A derrota frustrante de Maurício Shogun, nesse sábado (08), em Uberlândia, foi um balde de água gelada para os fãs do MMA. Não apenas aos brasileiros, que ficaram acordados até as 4 da manhã de domingo, mas a todo mundo que acompanha o curitibano desde a época em que era o campeão do PRIDE.

Mas, antes de sair criticando o atleta, devemos entender todo o contexto que cercou a pífia apresentação do meio-pesado curitibano, em sua segunda derrota consecutiva, por nocaute. Com o passar dos anos, Shogun, que estreou no esporte muito novo, só ganhou massa óssea e muscular. Ele por natureza é um atleta pesado, embora só tenha 1,85 m de altura.

Uma nova geração de atletas, principalmente os americanos, invadiu o esporte. Sabemos que geneticamente os americanos levam certa vantagem, principalmente em relação a atletas mais pesados. O melhor exemplo é Jon  Jones, que na mesma categoria de Shogun varreu todos seus oponentes com seus incríveis 2,20 m de envergadura e 1,93 m de altura. O próprio Shogun provou desse veneno, ao perder seu cinturão para Jones levando uma verdadeira surra. Não achou Jones a luta toda.

Maurício Shogun é um atleta pesado para sua altura e muito pequeno para os novos desafios de sua divisão. Serão cada vez mais comuns pesos-pesados disfarçados de meio-pesados. Anderson Silva é um meio-pesado disfarçado de peso-médio que dominou a categoria por longos anos. Seu tamanho e envergadura lhe dão extrema vantagem. A conclusão a que chego é que Shogun precisa seguir o mesmo caminho que Lyoto já percorreu. Abaixar de peso e descer para os médios. Não apenas desidratar para a luta. Shogun já sofre um pouco para baixar para 93 kg.

Precisa fazer uma dieta caprichada, para abaixar seu peso para menos que 90 kg, e poder alcançar os 84, que é o limite da categoria. Somente nos médios Shogun pode ainda pode ter chance de brigar pelo cinturão ou fazer grandes combates. Com o tamanho atual dos atletas do meio-pesado, não vai ter chance nenhuma. Vai continuar desapontando seus fãs e passando vergonha. No próprio peso-médio já temos atletas grandes, então já sabemos que também não será fácil. Mas ao menos terá mais chances de soltar seu jogo, que há tempos não consegue. Outro fator que considero fundamental à sobrevivência da carreira de Shogun é sair completamente da sua zona de conforto e passar uns tempos morando nos Estados Unidos. Shogun chegou ao topo muito novo e nos dias de hoje é difícil fazer seu jogo evoluir. Morando em Curitiba, treinando em Curitiba e São Paulo, ele não sai de sua rotina habitual. Não sabe o inglês e perde a oportunidade de trocar conhecimento com atletas de outros países e modalidades. Atletas com nível olímpico.

Maurício Shogun precisa seguir o rumo que Lyoto seguiu. Fazer uma dieta, mudar de peso e ir para os Estados Unidos, especialmente Los Angeles, onde Rafael Cordeiro tem sua academia. Fabrício Werdum e Lyoto treinam por lá e o poderiam ajudar muito com sua adaptação. Deve alugar uma boa casa em um bom bairro e levar sua família toda. Somente com uma mudança radical no estilo de vida e rotinas poderá fazer Maurício Shogun vitorioso novamente.

A hora da verdade para Maurício Shogun

8 novembro, 2014 às 13:31  |  por Gustavo Kipper

Hoje, em Uberlândia (MG), no UFC Fight Night, Maurício Shogun tenta mais uma vez provar para o mundo que ainda está na elite do MMA.

Desde a fatídica derrota para Dan Henderson, na qual o brasileiro dominava amplamente o combate e foi surpreendido por uma bomba de direita de Hendo, que fraturou seu nariz, não vemos Shogun em ação. A derrota frustrante colocou mais uma vez em xeque a carreira do curitibano, que afirma não ter intenção de parar.

Acredito que as pessoas em geral esperam muito de Maurício Shogun, e as derrotas para Chael Sonnen e Dan Henderson as fizeram acreditar que o Shogun de antigamente, o Shogun do Pride, havia acabado. Porém, Shogun tem apenas 32 anos. É um atleta novo, comparado aos dinossauros que ainda habitam essa selva. Suas conquistas vieram muito cedo, e agora ele precisa evoluir cada vez mais, se quiser se destacar de novo.

O problema de Shogun já foi a parte física, e os camps de treinamento, contestáveis. Mas, hoje, seu maior problema é ele próprio. Seu boxe, afiado com Freddie Roach, melhorou consideravelmente. Seu jogo de chão vem sendo lapidado por Demian Maia. Não será mais pego de surpresa. Porém, a parte mental e estratégica deixa muito a desejar. Revendo as maiores conquistas de Maurício Shogun, podemos encontrar um elemento comum. O mestre das estratégias: Rafael Cordeiro. O líder da Kings MMA sabia como ninguém direcionar todo o potencial de Shogun, guiando-o durante o combate, transformando-o em uma arma letal. Sem Cordeiro, Shogun amargou derrotas importantes, por falta de um plano de luta eficiente.

Mesmo com a mudança repentina de adversário, creio que a dificuldade é a mesma. Jimmy Manuwa fraturou o pé, e o haitiano naturalizado americano Ovince St. Preux assumiu seu lugar. Mesmo com leve vantagem na altura, o canhoto St. Preux talvez nunca tenha enfrentado alguém com o calibre de Shogun. Ou seja, luta muito perigosa. Caso vença, Shogun terá feito mais do que a obrigação, até porque luta em casa. Se perder, catapulta seu adversário para o alto. E, pior, terá que lidar com a maioria de seus fãs tentando aposentá-lo, mesmo que ele diga que não vai parar.

UFC: Shogun x St. Preux

8 de novembro de 2014, em Uberlândia (MG)

CARD PRINCIPAL

Peso-meio-pesado: Maurício Shogun x Ovince St. Preux

Peso-mosca: Ian McCall x John Lineker

Peso-meio-médio: Warlley Alves x Alan Jouban

Peso-meio-médio: Cláudio Hannibal x Leon Edwards

Peso-palha: Juliana Lima x Nina Ansaroff

CARD PRELIMINAR

Peso-pena: Diego Rivas x Rodolfo Rubio

Peso-médio: Caio Monstro x Trevor Smith

Peso-meio-médio: Dhiego Lima x Jorge Blade

Peso-leve: Leandro Buscapé x Charlie Brenneman

Peso-galo: Thomas Almeida x Tim Gorman

Peso-meio-médio: Wagnão Silva x Colby Covington

O canal Combate transmite o evento a partir das 22h30.

UFC Fight Night: Rockhold vs Bisping

7 novembro, 2014 às 14:43  |  por Gustavo Kipper

Nesta noite desta sexta-feira (07), a cidade de Sydney, Austrália, recebe o UFC Fight Night: Rockhold vs Bisping.

Depois de muita provocação de ambas as partes, finalmente a hora chegou. Os dois pesos-médios lutam para chegar mais próximos de um title shot. Quem perder volta para o fim da fila, engole as palavras e o sonho do cinturão.

O americano Luke Rockhold leva ligeira vantagem, mas vale lembrar que o inglês Michael Bisping vive uma excelente fase. Rockhold leva vantagem no solo, porém gosta da trocação. Já Bisping tem um excelente jogo em pé, mas nunca se saiu muito bem no solo. A trocação é o único caminho para o britânico.

Ambos perderam de forma avassaladora para Vitor Belfort e ainda não digeriram o fato. Até porque o tratamento com TRT serviu de desculpas. Uma possibilidade real é o vencedor pedir uma revanche com Vitor, especialmente em caso de derrota dele para Chris Weidman.

Luke Rockhold, com a vitória, enxerga quatro brasileiros à sua frente, antes de querer desafiar Weidman: Anderson Silva, Vitor Belfort, Ronaldo Jacaré e Lyoto Machida. Todas são lutas muito difíceis e com bom apelo. Bisping, nono no ranking, terá um caminho mais pesado para poder chegar ao topo.Yoel Romero, Tim Kennedy e Gerrad Mousasi são possíveis adversários em caso de vitória.

CARD PRINCIPAL

Luke Rockhold x Michael Bisping

Ross Pearson x Al Iaquinta

Robert Whittaker x Clint Hester

Soa Palelei x Walt Harris

CARD PRELIMINAR

Jake Matthews x Vagner Rocha

Anthony Perosh x Guto Inocente

Dylan Andrews x Sam Alvey

Richie Vaculik x Louis Smolka

Vik Grujic x Chris Clements

Luke Zachrich x Daniel Kelly

Jumabieke Tuerxun x Marcus Brimage

O UFC Fight Night começa às 22h de Brasília. O canal Combate transmite o evento ao vivo.

Anderson Silva e Maurício Shogun: os novos treinadores do TUF Brasil 4

30 outubro, 2014 às 11:13  |  por Gustavo Kipper

Acabou o mistério. Anderson Silva e Maurício Shogun serão os novos treinadores do The Ultimate Fighter Brasil 4. Essa edição traz alterações importantes: a primeira é a mudança do local de gravações para Las Vegas, excluindo São Paulo ou qualquer cidade brasileira da jogada. Creio que a dificuldade de locomoção e a estrutura que o UFC já criou em Nevada (Estados Unidos) fazem diferença na logística. Agora será mais difícil para os treinadores chegarem atrasados alegando problemas com o trânsito.

A segunda mudança é o fato de os treinadores das duas equipes não se enfrentarem nas finais do programa. Anderson Silva e Maurício Shogun lutarão contra adversários diferentes na mesma noite. Bom para o espetáculo, que ganha duas lutas ótimas para o público, ruim para quem gostaria de ver os dois ex-companheiros de treino se enfrentando.

Realmente, do ponto de vista competitivo, essa luta não seria boa para nenhum dos dois, tendo em vista que buscam o título de categorias de peso diferentes. Uma vitória não mexeria no ranking de nenhuma divisão, nem deixaria nenhum dos dois mais próximos a um title shot. Outro e talvez importante fator talvez seja que ex-companheiros de treinos da equipe Chute Boxe dificilmente se enfrentam. Ainda mais esses dois, que já conquistaram uma legião de fãs.

Mas, por que então que o UFC não escolheu dois atletas que pudessem lutar nas finais do programa? Se analisarmos o atual momento do MMA nacional, poderemos perceber que vivemos uma entressafra de atletas vitoriosos. Ainda vivemos à custa das lendas do Pride ou dos atletas da Nova União. As novas promessas ainda não deslancharam e os melhores brasileiros ranqueados estão com lutas marcadas e quase não competem entre si. Os únicos que sobraram com real apelo do público foram Anderson Silva e Shogun, que enfrenta Ovince St. Preux, em Uberlândia, no sábado (08).

Júnior Cigano e Fabrício Werdum um dia podem ser os treinadores de uma edição. Mas o momento atual não permite o confronto. Werdum tem title shot interino agendado contra Mark Hunt. Cigano enfrenta Miocic em busca da redenção. Nos meio-pesados, Glover sofreu a segunda derrota. Não tem apelo popular suficiente, além de ser praticamente nosso único representante da categoria perto do top 5. Caso contrário, um duelo com Shogun seria possível.

No peso-médio, Lyoto Machida seria um grande nome. Poderia enfrentar Ronaldo Jacaré ou até mesmo Vitor Belfort, duelo já cogitado anteriormente. Mas não neste momento. Quem sabe ano que vem, em caso de derrota de Vitor para Chris Weidman. Uma edição com Anderson Silva e Vitor Belfort seria fantástica. Mas Anderson tem luta agendada contra Nick Diaz e antes precisa provar que está recuperado da lesão na perna esquerda. Treinadores abaixo do peso- médio parecem não interessar ao UFC, até porque estamos carentes de atletas até 77 kg e 70 kg.

Enfim, a escolha de Anderson e Shogun, em termos de audiência e espetáculo, sem dúvida foi acertada. Talvez a rivalidade excessiva de Wanderlei Silva e Chael Sonnen tenha aberto uma nova proposta: sem stress desta vez. Os dois brasileiros se respeitam muito e dificilmente haverá atritos. Terá tudo para ser uma grande edição que revele grandes talentos, objetivo principal do programa. Cada um tem uma equipe poderosa para formação e treinamento dos atletas, que, com a estrutura já existente em Las Vegas, terão de tudo para ser o próximo The Ultimate Fighter Brasil.

Spider por mais 15 lutas

28 outubro, 2014 às 13:52  |  por Gustavo Kipper

O anúncio de que Anderson Silva teria “rasgado” seu contrato antigo e assinado um novo, garantindo o brasileiro por mais quinze lutas no UFC, pegou de surpresa o mundo das lutas.

Com quase 40 anos de idade e vindo de uma gravíssima lesão, Anderson tem luta marcada contra Nick Diaz, no UFC 183, dia 31 de janeiro. Mesmo que perca, não parece estar disposto a abrir mão de fazer o que mais gosta: lutar!

Se analisarmos as lutas disputadas por Anderson e as possíveis lutas dentro do UFC, vários adversários surgem como possibilidade, inclusive com algumas revanches e encontro explosivo com brasileiros.

Essa é uma lista fantasiosa de confrontos que podemos ter o prazer de ver, se o Spider lutar por mais cinco anos, fazendo três combates por ano. Se vencer todos, pode quase igualar seu recorde de 16 vitórias consecutivas.

1.      Anderson Silva vs Nick Diaz

2.      Anderson Silva vs Michael Bisping

3.      Anderson Silva vs Vitor Belfort

4.      Anderson Silva vs Chris Weidman (disputa do cinturão dos pesos-médios)

5.      Anderson Silva vs Luck Rockhold

6.      Anderson Silva vs Ronaldo Jacaré

7.      Anderson Silva vs Yoel Romero

8.      Anderson Silva vs Lyoto Machida

9.      Anderson Silva vs Gerard Mousasi

10.    Anderson Silva vs Dan Henderson

11.    Anderson Silva vs Anthony Johnson

13.    Anderson Silva vs Rashad Evans

14.    Anderson Silva vs Alexander Gustaffson

15.    Anderson Silva vs Jon Jones

O futuro de José Aldo

27 outubro, 2014 às 14:08  |  por Gustavo Kipper

Quem ficou acordado até a madrugada de domingo foi premiado com a melhor luta do ano, e, sem dúvida, a melhor já disputada entre os pesos-pena (até 66.2 kg).

José Aldo soube aproveitar a torcida toda a seu favor e impôs seu jogo. Como o Flamengo em uma final no antigo Maracanã, como em seus sonhos de torcedor. Poucas vezes a luta foi para o solo, e quando foi, quicava rapidamente e se punha em pé com facilidade. Restou a Chad jogar no terreno de Aldo, um terreno cheio de dor e violência. Mesmo com bons golpes e outros ilegais, Chad feriu o brasileiro, que parecia não se incomodar muito, salvo pelo olho esquerdo bastante machucado. Mas, a cada golpe do americano, várias respostas do campeão, inclusive com knock-down, no fim do primeiro round.

Chad sentiu a pressão de lutar com, talvez, o melhor atleta peso por peso do mundo. Um atleta completo que não perde há quase dez anos. Ser competitivo não bastou para o americano, que, mesmo com um excelente desempenho, voltou para casa com sua segunda derrota na carreira, para o mesmo rival. Chad volta para a fila, embora deva enfrentar um atleta top 5. Uma luta contra Frank Edgar seria fantástica.

José Aldo, por sua vez, limpou a categoria. Mesmo com muitos holofotes em Conor McGregor, e a quase certeza da realização da luta, caso Conor vença Denis Siver, nos faz relaxar, tendo em vista que Mendez é muito superior ao irlandês. Seria uma luta fácil para o brasileiro, sem sombra de dúvida, a maior promoção e a maior bolsa que já recebeu. Há rumores de que Dana White queira fazer na Irlanda. “Easy Money”!

Só existe uma ameaça para o reinado de Aldo no UFC, já que em sua categoria não tem adversários. Subir de peso ou fazer uma luta em um peso combinado, contra o campeão dos pesos-leves, o americano Anthony Pettis. Será seu maior desafio. Muito mais difícil inclusive que Chad Mendes, que já foi uma guerra. Com a dificuldade extrema de sempre bater o peso, poderia ser a chance de entrar mais forte e buscar outro cinturão de outra categoria. Só duas pessoas conseguiram o feito: Vitor Belfort e Randy Couture.

Acredito que José Aldo tenha, mais uma vez, provado que não é um campeão qualquer. Pode suportar a pressão mais extrema, pode levar golpes, pode ter todo um país em suas costas que sempre retorna vitorioso. Com tantos cinturões indo embora, foi um alento e esperança àqueles que acreditam que o talento pode superar as dificuldades externas. José Aldo agora deve planejar sua carreira. Está valorizado e precisa conseguir contratos melhores. É merecedor tanto das glórias quanto das bolsas recheadas, pagas a atletas com menos talento, mas com a boca maior. Precisa sim melhorar sua postura como produto, mas nunca entrando no mercado das provocações desrespeitosas para vender combates.

Está no ar

21 outubro, 2014 às 16:19  |  por Gustavo Kipper

Está no ar o vídeo do Countdown to UFC 179. Sábado (25), no Rio de Janeiro, José Aldo defende uma invencibilidade de quase dez anos no MMA, além é claro do seu precioso cinturão dos pesos-penas. É o único que restou para o Brasil.

Sem dúvida, Chad Mendes é outro atleta, comparado àquele que foi derrotado há dois anos e meio. José Aldo vai ter que lutar muito se quiser manter seu cinturão. O Brasil e seus lutadores têm acompanhando os cinturões indo embora para os americanos. Com a rivalidade acirrada entre a equipe Nova União e a Alpha Male, a luta tem ingredientes para uma verdadeira guerra.

É impressionante perceber como os americanos, especialmente os lutadores da Alpha Male Team, evoluíram na parte física e estratégias de luta. Com uma estrutura de treinamentos invejável e profissionais do mais alto gabarito, em diferentes áreas, eles estão elevando a categoria a patamares olímpicos. Se ainda podem melhorar na parte técnica, veremos. Mas o camping de treinamento parece assustador e a dificuldade que Chad trará a Aldo, desta vez, é incomparável.

Não podemos nos esquecer de que Aldo é o campeão. Suas armas são pesadas e em cima do octógono costuma crescer. Mas temo que seu auge já tenha passado, não creio que tenha evoluído tanto, até porque já alcançou algo próximo à perfeição. Em contraponto, Mendes é ainda muito novo, e sua evolução é nítida. Esse sim pode estar no auge. Torçamos para que eu esteja enganado. José Aldo tem que traçar uma estratégia perfeita para tentar anular a velocidade absurda de Chad. Além, é claro, de machucar o americano a todo instante.

Outro brasileiro em ação é Glover Teixeira, que tentará apagar a imagem da surra que levou de Jon Jones. Espera vencer bem o americano Phil Davis, famoso pelo excelente wrestling e jogo amarrado. Já frustrou antes Lyoto Machida, derrotado na decisão. Glover deverá partir pra cima e buscar o nocaute, já que ainda pensa em ser um dia o campeão da categoria dos meio-pesados.

UFC 179
25 de outubro de 2014, no Rio de Janeiro (RJ)
CARD PRINCIPAL
Peso-pena: José Aldo x Chad Mendes
Peso-meio-pesado: Glover Teixeira x Phil Davis
Peso-meio-pesado: Fábio Maldonado x Hans Stringer
Peso-pena: Darren Elkins x Lucas Mineiro
Peso-leve: Diego Ferreira x Beneil Dariush
CARD PRELIMINAR
Peso-meio-médio: William Patolino x Neil Magny
Peso-leve: Yan Cabral x Naoyuki Kotani
Peso-mosca: Wilson Reis x Scott Jorgensen
Peso-pena: Felipe Sertanejo x Andre Fili
Peso-leve: Gilbert Durinho x Christos Giagos
Peso-leve: Fabrício Morango x Tony Martin

 Assista ao vídeo: Countdown to UFC 179