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UFC Natal e a revanche de Shogun

21 março, 2014 às 14:37  |  por Gustavo Kipper

Maurício Shogun e Dan Henderson já protagonizaram uma das maiores lutas da história do MMA. No primeiro encontro, o americano venceu por decisão dos juízes. Agora, no Brasil, o curitibano promete dar o troco em outra batalha de cinco rounds.

O UFC volta ao Brasil neste domingo, pela primeira vez em Natal, Rio Grande do Norte, para mais uma edição do UFC on Fox, transmitido para a TV aberta nos Estados Unidos. Com um card recheado de brasileiros, o destaque será a aguardada revanche entre Maurício Shogun e Dan Henderson. Os dois veteranos do MMA terão que mostrar muita ação para reviverem a batalha de 2011.

Ambos vivem momentos bem diferentes. A derrota para Chael Sonnen parece ter sacudido Shogun, que destruiu James Te Huna, ainda no primeiro round, e vem sedento pela revanche contra Henderson. Já o americano foi nocauteado brutalmente, pela primeira vez, nas mãos e pés de Vitor Belfort. Porém, na época, ambos faziam uso da Terapia de Reposição Hormonal (TRT), portanto, estavam em condições iguais. Agora banida, a terapia não consta mais no arsenal de Henderson, o que pode torná-lo menos impetuoso.

Apesar da experiência, Shogun é consideravelmente mais novo do que o americano: 32 anos contra 43. Acredito inclusive que Shogun pode aposentar Hendo dependendo da forma com que o combate acabar. Se for nocauteado novamente, deverá pendurar as luvas. Sem dúvida, foi uma carreira vitoriosa. Ambos já enfrentaram os maiores de todos. Então talvez seja um dos últimos clássicos do antigo Pride, senão o último. Shogun, ao contrário, ainda tem lenha pra queimar.

Minha preocupação pra variar é em relação aos treinamentos e estratégia do curitibano. Pouco se falou sobre seus treinamentos. Embora ache animador ele ter se unido à equipe de Demian Maia, após ser finalizado por Sonnen, ainda tem muito que recuperar. Suas aulas de boxe com Freddie Roach fizeram efeito na última luta. Mas o Shogun com sequencias de socos e chutes está desaparecido. Acho que deveria se aproximar novamente de Rafael Cordeiro, já que Lyoto desceu de categoria e não está mais no radar. Rafael sabe o caminho da vitória. Além de um ótimo treinador, é um estrategista.

UFC Fight Night: Shogun x Henderson 2

CARD PRINCIPAL
Peso-meio-pesado: Maurício Shogun x Dan Henderson
Peso-médio: Cezar Mutante x CB Dollaway
Peso-leve: Léo Santos x Norman Parke
Peso-meio-pesado: Fábio Maldonado x Gian Villante
Peso-leve: Michel Trator x Mairbek Taisumov
Peso-pena: Rony Jason x Steven Siler
CARD PRELIMINAR
Peso-pena: Diego Brandão x Will Chope
Peso-médio: Ronny Markes x Thiago Marreta
Peso-mosca: Jussier Formiga x Scott Jorgensen
Peso-meio-médio: Thiago Bodão x Kenny Robertson
Peso-pena: Godofredo Pepey x Noad Lahat
Peso-meio-pesado: Francimar Bodão x Hans Stringer

Em rota de colisão

11 novembro, 2013 às 18:57  |  por Gustavo Kipper

Quando Vitor Belfort desafiou Anderson Silva, em 2011, gerou uma polêmica que resiste até hoje. Amigos ou parceiros de treinos devem se enfrentar? Hoje, principalmente após a chocante derrota de Anderson para Chris Weidman, todos parecem querer o cinturão dos médios. Lyoto Machida desceu de peso, Ronaldo Jacaré migrou para o UFC e acumula vitórias – além de Vitor, que, sem dúvida, está no seu auge físico e mental. Com a revanche entre Anderson e Weidman marcada para dezembro, Vitor ficará esperando no camarote por mais uma disputa por cinturão.

O que deixa essa futura disputa emocionante, mesmo sem conhecermos o adversário, é o fato de Vitor Belfort não ser o mesmo lutador que levou aquele golpe. Aquele, que por fim, foi parar no clipe milionário de abertura do UFC que, aliás, poderia ser substituído por qualquer um dos três últimos nocautes aplicados pelo fenômeno. Todos com chutes potentes e arrasadores. Esse Vitor de sábado passado é, como disse Chael Sonnen, assustador. Hoje é um lutador completo. Sem os fantasmas das tragédias da vida, sua mente talvez seja seu trunfo. Confiança sobrando e sangue nos olhos.

Assim como o de Anderson, o caminho de Vitor Belfort será de grandes lutas. Está indo pra reta final de sua carreira e experimenta pela primeira vez a regularidade. Mesmo com boatos de que Anderson Silva vai abandonar o cinturão se vencer Weidman, com Vitor na mira, a primeira superluta de tantas que quer disputar está a caminho. Dana White pretende fazer essa luta em um estádio de futebol, tamanha será a audiência de um confronto como esse.

Eu particularmente gostaria muito de ver. Acho que Vitor Belfort é hoje muito melhor do que há dois anos. Já Anderson precisa vencer pra provar que ainda está no topo da cadeia. Com tantos lutadores de ponta na mesma categoria, é fácil prever colisões históricas em 2013 e 2014. Em ano de Copa do Mundo, o MMA promete dar um salto na dimensão de suas ambições. Só nos resta torcer pra nenhuma lesão atrapalhar o espetáculo.
Ranking Sherdog dos médios

  1. Chris Weiman (10-0)
  2. Anderson Silva (33-5)
  3. Vitor Belfort (24-10)
  4. Ronaldo Souza (10-3-1)
  5. Yushin Okami (29-8)
  6. Michael Bisping (24-5)
  7. Lyoto Machida (20-4)
  8. Mark Muñoz (13-4)
  9. Luke Rockhold (10-2)
  10. Named Khalidov (27-4-2)

(Vitórias- derrotas- sem resultado)

http://youtu.be/-4JxdmfUn5U

 

Anderson “The Spider” Silva

8 julho, 2013 às 14:47  |  por Gustavo Kipper

(esporte.uol.com.br)

Eu sou curitibano e conheci Anderson Silva pessoalmente, ainda na época em que ele treinava muay thai na academia do mestre Noguchi. Na época, um grande amigo treinava com ele, e um dia fui assistir a um treino. No meio de vários excelentes lutadores, um deles se destacava pela técnica e perfil, que se encaixava perfeitamente para o esporte marcial. Era Anderson. Não muito mais tarde se juntou ao vitorioso time da academia Chute Boxe e assim o tempo passou.

Quem conheceu Anderson no meio de tantos grandes lutadores curitibanos como Wanderlei Silva, Rafael Cordeiro e José Pelé Landi, nunca realmente imaginou que ele poderia chegar ao patamar técnico e de exposição que ganhou nos últimos sete anos, mesmo sempre tendo seu talento reconhecido. Anderson Silva conquistou um legado quando já estava em uma idade que muitos atletas já estão se aposentando. Ao longo de seu reinado, Anderson nunca teve uma contusão que o deixou fora do octógono por um longo período de tempo como teve Georges St Pierre. Esse tempo, apesar de ser difícil pela recuperação mental e física, é bom ao menos para o atleta se juntar à família e limpar a mente, enxergar o futuro e decidir realmente o que quer. Ao não recusar lutas, Anderson começou a devastar a categoria dos médios e sua evolução técnica atingiu níveis que só os grandes alcançam. Isso fez com que sua responsabilidade em manter o cinturão provocasse certos comportamentos que passaram a fazer parte do produto Anderson Silva, o maior lutador de MMA de todos os tempos.

Esses comportamentos começam com a ideia de criar uma falsa sensação que o cinturão pertence ao Brasil, portanto lutar contra brasileiros sempre foi algo que afetou muito Anderson. Em suas lutas contra Thales Leite, Demian Maia e Vitor Belfort, Anderson estava bastante agitado. Com a vitória sobre os três, criou uma cultura em que o desafio feito por brasileiros era levado como insulto. Logo, muitos ótimos lutadores acabaram por ficar, além de amigos, admiradores de Anderson e com o desejo de serem campeões guardados a sete chaves. No esporte em que amigos e compatriotas não lutam entre si, Anderson acabou por ser o representante oficial do Brasil no MMA com fãs como Ronaldo e a rede Globo.

Os atletas costumam fazer nas lutas o que fizeram nos treinos. E os treinos de MMA, principalmente para lutas como disputas de cinturão, costumam ser muito fortes. Anderson desenvolveu um estilo em que ficava à vontade, ao mesmo tempo em que destruía mentalmente seus adversários, que sempre acabavam cometendo erros, abrindo brechas para contra-ataques mortais e plásticos. Anderson transformou a luta em show, algo que somente Jon Jones pode fazer, mas o curitibano o faz com mais sabedoria, com mais estratégia. Porém, a linha entre a autoconfiança e desrespeito em que ele anda é tênue, e assim como na luta contra Demian Maia, passou do limite, perdeu a referência do respeito e do perigo. Muitos atletas e treinadores, como Renzo Gracie, não acreditam nesse estilo de Anderson, e acham que isso é uma das suas maneiras de desdenhar de seus adversários. Portanto, sua derrota foi muito comemorada no mundo da luta, principalmente pelos estrangeiros. O próprio Chris Weidman no instante após a vitória soltou um “seu desrespeitoso de m…”.

Chris Weidman sabia o que iria enfrentar. Ao contrário da maioria dos desafiantes do ex- campeão, Weidman é de outra geração. Mesmo tendo caído por instantes nas artimanhas de Anderson, continuou reto em seu caminho e ficou provado que Anderson é um humano e tem queixo, que, se acertado, desmontará suas pernas como de um João qualquer.

Mas algo dessa vez estava diferente. A apatia instantes antes da luta e o tédio do brasileiro foram cruciais para Anderson não lutar, apenas provocar e entregar de forma melancólica o mesmo cinturão que dizia ser de todos os brasileiros. Por isso muita gente se sentiu traída, envergonhada e enganada. Até mesmo seus companheiros de corner estavam arrasados. Para os brasileiros, foi como se Neymar rebolasse antes do pênalti decisivo e recuasse a bola para o goleiro. Nas redes sociais muitos dizem que a luta já tinha sido acertada antes. Não acredito, mas o desempenho do ex-campeão foi tão patético que realmente dá margens para discussão, principalmente com o futuro do brasileiro, que chegou a dizer que poderia até mesmo se aposentar. Discurso bem diferente de quem queria fazer três superlutas. Talvez não quisesse mais lutar com Jones. O fato é que muita gente, pelo menos ontem, ganhou muito dinheiro, principalmente Anderson Silva. Só não sei se venderá mais tantos ingressos como antes.

A verdade é que a derrota deixou muitos brasileiros chateados e iniciou um novo ciclo no UFC. Anderson Silva terá suas merecidas férias e tenho certeza que lhe fará bem curtir sua família e o conforto que conquistou com os punhos. Nada como um dia após o outro. O mundo sabe que se Anderson estivesse com gana, ganharia a luta. Então não descarto uma revanche, embora acredite que a atitude de Anderson, de abrir mão de um cinturão “chato”, como seu filho Kalyl definiu nas redes sociais, seja uma tentativa de deixar o caminho aberto a outros brasileiros, como Ronaldo Jacaré. Anderson Silva perdeu o “olho de tigre” pelo menos para as defesas de cinturão dos pesos-médios, que dominou por quase sete anos.

Vitor Belfort pediu Weidman, mas Dana White descartou a luta dizendo que quer a revanche. Mas a negativa a Vitor não faz sentido do ponto de vista do ranking, onde ele ocupa a segunda colocação. O problema é que a luta teria que ser realizada no Brasil, pois no estado de Nevada, onde são realizados os maiores eventos, o tratamento de reposição hormonal não é tolerado. Portanto, Vitor não conseguiria a licença para lutar. A revanche seria o melhor caminho, caso contrário vai começar a chuva de desafios. De Wanderlei Silva, passando por Chael Sonnen, todo mundo agora vai querer pegar esse vácuo.

(ftw.usatoday.com)

 

Calendário movimentado e boas lutas

12 junho, 2013 às 15:46  |  por Gustavo Kipper

As finais do The Ultimate Fight Brasil foram disputadas no último sábado, em Fortaleza, Ceará. Além de um ótimo público, quem assistiu o evento vai se lembrar de muitas vitórias brasileiras, principalmente com finalizações sensacionais,mostrando que o jiu-jitsu ainda está em alta no MMA.

Mas nem só da arte suave vive o esporte, por isso a vitória de Thiago Silva por nocaute talvez tenha sido o ápice de um evento que prometia e cumpriu. A vitória de Fabrício Werdum sobre Rodrigo Minotauro deixou a maioria da mídia especializada sem reação, especialmente porque havia certa torcida para Minotauro, especialmente por tudo que já fez, mas achei um pouco exagerada a tristeza estampada nos comentaristas do Canal Combat, mais tristes pela derrota do amigo do que felizes pela vitória do outro brasileiro, que, de fato, representa um possível title shot. Se Minotauro vencesse, não mudaria muita coisa nos pesos- pesados, só atrapalhando a caminhada de um atleta que está próximo de seu objetivo. Como Minotauro é amigo de Júnior Cigano, ser campeão não é mais seu objetivo. Ele não tem mais nada a provar.

O segundo semestre promete movimentar várias categorias com muitas lutas decisivas.

Confira a programação dos próximos eventos do UFC:

UFC 151
15 de junho de 2013
Winnipeg (CAN)
CARD PRINCIPAL
Rashad Evans x Dan Henderson
Roy Nelson x Stipe Miocic
Ryan Jimmo x Igor Pokrajac
Alexis Davis x Rosi Sexton
Pat Barry x Shawn Jordan
CARD PRELIMINAR
Jake Shields x Tyron Woodley
Sam Stout x James Krause
Sean Pierson x Kenny Robertson
Roland Delorme x Edwin Figueroa
Mitch Clarke x John Maguire
Yves Jabouin x Dustin Pague

UFC 162
6 de julho de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Chris Weidman
Frankie Edgar x Charles Do Bronx
Tim Keneddy x Roger Gracie
Chan Sung Jung x Ricardo Lamas
Cub Swanson x Dennis Siver
CARD PRELIMINAR
Mark Muñoz x Tim Boetsch
Chris Leben x Andrew Craig
Norman Parke x Kazuki Tokudome
Edson Barboza x Rafaello Trator
Gabriel Napão x Dave Herman
Seth Baczynski x Brian Melancon
Mike Pearce x David Mitchel

UFC: Johnson x Moraga
27 de julho de 2013, em Seattle (EUA)
CARD DO EVENTO
Demetrious Johnson x John Moraga
Rory MacDonald x Jake Ellenberger
Robbie Lawler x Siyar Bahadurzada
Liz Carmouche x Jessica Andrade
Michael Chiesa x Jorge Masvidal
Bobby Green x Danny Castillo
Mac Danzig x Melvin Guillard
Brendan Schaub x Matt Mitrione
Yves Edwards x Spencer Fisher
Julie Kedzie x Germaine de Randamie
Ed Herman x Trevor Smith
Aaron Riley x Justin Salas
John Albert x Yaotzin Meza

UFC 163 (UFC Rio 4)
3 de agosto de 2013, no Rio de Janeiro
CARD DO EVENTO
José Aldo x Anthony Pettis
Lyoto Machida x Phil Davis
Demian Maia x Josh Koscheck
Clint Hester x Cezar Mutante
Vinny Magalhães x Anthony Perosh
Amanda Nunes x Sheila Gaff
Serginho Moraes x Neil Magny
Thales Leites x Tom Watson
Rani Yahia x Josh Clopton
Robert Drysdale x Ednaldo Lula
Ian McCall x Iliarde Santos
John Lineker x Phil Harris
Viscardi Andrade x Bristol Marunde

UFC: Shogun x Sonnen
17 de agosto de 2013, em Boston (EUA)
CARD PRINCIPAL
Mauricio Shogun x Chael Sonnen
Alistair Overeem x Travis Browne
Urijah Faber x Iuri Marajó
Matt Brown x Thiago Pitbull
Uriah Hall x Nick Ring
Joe Lauzon x Michael Johnson
CARD PRELIMINAR
Brad Pickett x Michael McDonald
Mike Brown x Akira Corassani
Conor McGregor x Andy Ogle
Diego Brandão x Daniel Pineda
Manny Gamburyan x Cole Miller
Ovince St. Preux x Cody Donovan
Ramsey Nijem x James Vick

UFC: Condit x Kampmann
28 de agosto de 2013, em Indianápolis (EUA)
CARD DO EVENTO
Carlos Condit x Martin Kampmann
Donald Cerrone x Rafael dos Anjos
Kelvin Gastelum x Paulo Thiago
Sara McMann x Sarah Kaufman
Court McGee x Robert Whittaker
Takeya Mizugaki x Erik Perez
Brad Tavares x Bubba McDaniel
Darren Elkins x Hatsu Hioki
James Head x Bobby Volker
Justin Edwards x Brandon Thatch

UFC 164
31 de agosto de 2013, em Milwaukee (EUA)
CARD DO EVENTO
Ben Henderson x TJ Grant
Josh Barnett x Frank Mir
Chad Mendes x Clay Guida
Diego Sanchez x adversário a ser divulgado *
Ben Rothwell x Brandon Vera
Dustin Poirier x Erik Koch
Soa Palelei x Nikita Krylov
Chico Camus x Kyung Ho Kang
Louis Gaudinot x Tim Elliott

UFC
4 de setembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC 165
21 de setembro de 2013, em Toronto (CAN).

UFC
14 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC
21 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

 

 

 

Joe Silva por um dia

11 abril, 2013 às 13:38  |  por Gustavo Kipper

Mesmo com a criação do ranking oficial, muitos combates ainda serão marcados pelo apelo que a luta proporciona pelos fãs, além é claro da venda dos pay- per- views que fazem a roda girar. Fico imaginando que um dos empregos mais legais do mundo seja o do matchmaker do evento, Joe Silva, responsável por planejar quem lutará com quem. Embora o ranking seja uma boa referência, a imaginação de um combate com toda sua complexidade e confronto de estilos faz qualquer um imaginar como seria se…?

Pensei um pouco e imaginei 20 confrontos que ao menos eu gostaria de ver na tela. Não posso considerar eventos já marcados. Apenas possíveis confrontos.

  1. Anderson Silva vs Jon Jones (luta em peso combinado de 88 kg)
  2. Anderson Silva vs Georges St Pierre (luta em peso combinado de 80 kg)
  3. José Aldo vs Ben Henderson (luta em peso combinado de 68 kg)
  4. Wanderlei Silva vs Chael Sonnen (meio- pesado)
  5. Júnior Cigano vs Cain Velásquez III (peso- pesado)
  6. Renan Barão vs Dominik Cruz (peso- galo)
  7. Rodrigo Minotauro vs Fedor Emelianenko 4 (peso- pesado)
  8. Maurício Shogun vs Gerard Mousasi (meio- pesado)
  9. Lyoto Machida vs Alexander Gustafsson (meio- pesado)
  10. Michael Bisping vs Hector Lombard (peso- médio)
  11. Frank Edgar vs Chad Mendez (peso- pena)
  12. Vitor Belfort vs Wanderlei Silva (meio- pesado)
  13. Ronaldo Jacaré vs Roger Gracie (peso- médio)
  14. Ronda Rousey vs Chris Cyborg (peso- galo)
  15. Rogério Minotouro vs Dan Henderson (meio- pesado)
  16. Nate Diaz vs Anthony Pettis (peso- leve)
  17. Nick Diaz vs Rory McDonald (meio- médios)
  18. Rodrigo Minotauro vs Frank Mir 3 (peso-pesado)
  19. Maurício Shogun vs Glover Teixeira  (meio-pesado)
  20. Júnior dos Santos vs Jon Jones (peso- pesado)

Faltam um ranking oficial e critérios

30 janeiro, 2013 às 11:58  |  por Gustavo Kipper

Ninguém pode duvidar da capacidade do UFC em gerenciar a marca e principalmente na padronização da alta qualidade nos eventos da franquia, com estrutura e lutas quase sempre impecáveis. Porém, o número de lutadores se multiplicou nos últimos anos. A compra do Strikeforce, a absorção do WEC, a contratação de atletas do Bellator e a importação de promessas, como por exemplo os irmãos Marajó, campeões dos nossos eventos nacionais como Jungle Fight, fizeram inchar a organização de atletas, e mesmo com o visível aumento no número dos eventos, muitos lutadores não têm a menor ideia de qual será o rumo de suas carreiras. Sempre escutamos a frase: “Não escolho adversário, deixo nas mãos do Dana e do Joe Silva”.

Isso se deve ao fato de as lutas serem combinadas, tendo como principal critério a venda do pay per view. Embora as lutas quase sempre façam sentido, quem acompanha ou trabalha diretamente com o evento é impedido de trabalhar com um planejamento mais longo, pois fica à deriva aguardando instruções dos chefões que anunciam os cards sem que haja muita contestação por parte de atletas e fãs. Faltam critérios técnicos e interação com o público, para que sejam marcadas as lutas mais justas e não as mais vendáveis. Falta um ranking oficial do UFC em todas as categorias, para que seja mais transparente a missão da organização de criar campeões.

Já vimos nas principais categorias o campeão se dar ao luxo de negar desafios, embora em alguns casos, pelos motivos citados anteriormente. Por coincidência, Anderson Silva e Jon Jones, à primeira vista, negaram o combate contra o falastrão Chael Sonnen. Ambos por motivos parecidos, mas o principal: os campeões achavam que Sonnen não merecia estar ali, que tinha ganhado a oportunidade com a garganta e vendia pay per view. Esses foram os casos mais recentes de crises entre os campeões e a organização. Tudo isso poderia ser evitado com a criação de um ranking oficial com critérios de pontuação.

Estabelecer critérios e organizar os egos em posições deixaria mais nítidas para os fãs as lutas mais justas e impediria que os campeões travassem a categoria escolhendo as lutas que melhor encaixam no seu perfil vitorioso. Fogem de desafios. Poucos campeões realmente não escolhem adversários. Anderson Silva vem se especializando em enfrentar adversários medíocres, muito abaixo de seu potencial, para poder dar show em lutas fáceis. Realmente só o vi sendo testado duas ou três vezes em todas as defesas de cinturão. Talvez o único que obrigou Anderson a se superar tenha sido Dan Henderson, muitos anos atrás.

A moda agora para evitar a defesa do cinturão são as chamadas superlutas contra adversários da categoria acima. Mas, como Spider não luta contra amigos, parceiros de treino, ex- colegas e qualquer ser vivo que tenha feito um treino junto, eliminam-se as superlutas mais emocionantes como contra os amigos Lyoto Machida, Maurício Shogun, Rogério Minotouro, Glover Teixeira e assim vai. Aí sobram Stephan Bonnar, Forrest Griffin, Cung Le. Sinceramente, superlutas seriam contra os campeões ou ex- campeões, atletas que algum dia já souberam o que era ser o melhor. Até mesmo Vitor Belfort anda se aproveitando do nome para ganhar disputa de cinturão em pesos diferentes, furando literalmente a fila de atletas que há anos vem tentando subir em um ranking que não existe.

Enquanto os critérios subjetivos e financeiros estiverem à frente de um julgamento técnico, veremos lutas armadas que não movimentam a categoria, apenas protegem os campeões e os lucros da televisão.

Murilo Ninja vs Paulão Filho: uma revanche, duas carreiras vitoriosas

6 setembro, 2012 às 15:40  |  por Gustavo Kipper

Divulgação/Pride

Esta noite poderá ficar marcada com um grande e honrado final de carreira para dois lutadores brasileiros que defenderam o país mundo afora e enfrentaram os melhores do mundo. O curitibano Murilo Ninja e o carioca Paulão Filho muito se respeitam e farão um duelo de muita história em Belém, capital do Pará. Ambos já enfrentaram nomes como Dan Henderson, Chael Sonnen, Kevin Randleman e saíram vitoriosos.

No início da explosão do MMA no mundo, principalmente no Japão, os dois representavam uma das maiores rivalidades entre academias do mundo. A Chute Boxe dos curitibanos Wanderlei Silva, José Pelé Landy, Rafael Cordeiro, Maurício Shogun, Murilo Ninja e até mesmo Anderson Silva travava uma disputa dentro e muitas vezes fora dos ringues contra a elite dos lutadores cariocas, a B.T.T (Brazillian Top Team), representada por Minotauro e Rogério Minotouro, José Mario Sperry, Ricardo Arona, Murilo Bustamante e Paulão Filho. Fato é que nunca houve maiores complicações nos bastidores, mas dentro do ringue houve batalhas épicas de ambos os lados, como os duelos de Wanderlei contra Arona, Shogun vs Minotouro, Ninja vs Paulão, Shogun vs Arona, entre outras que fizeram a história do nosso esporte e elevaram o MMA ao patamar que hoje alcançou.

Murilo Ninja já foi derrotado por Paulo Filho, no Pride, mas hoje, às 21 horas, no evento Best of the Best, os dois atletas farão sua luta de despedida e essa revanche, pela rivalidade e tudo que ambos já conquistaram, merece nosso respeito.

Detalhe para Maurício Shogun, que ficará no corner do irmão Murilo Ninja, e Ricardo Arona, que estará presente no canto oposto como nos velhos e bons tempos. É a despedida de uma geração.

Card do evento
Best of the Best
Hangar, Belém do Pará
Quinta-feira, 06 de setembro de 2012

 
Paulo Filho enfrentará Murilo Ninja;
Marcio Parazinho enfrentará Bruno Cro Cop;
André Lobato enfrentará André Mikito;
Bruno Carioca enfrentará Alberto Pantoja;
Lincon Sá enfrentará Joriedson Fein;
Silmar Sombra enfrentará Fabricio Strike;
Samuel Paiva enfrentará Bruno Miranda;
Alexandre Leão enfrentará Jacob Quintana.

O evento será transmitido pelo canal Combat a partir das 21 horas.

Assista o vídeo da primeira luta dos dois no Pride Bushido 10

 

 

Lyoto não aceita luta e Vitor Belfort será o novo desafiante no UFC

24 agosto, 2012 às 10:24  |  por Gustavo Kipper

(Foto: Adriano Caldas / Globoesporte.com)

As últimas horas talvez tenham sido as mais difíceis da história do UFC. Neste ano foram incontáveis os cancelamentos e lesões que vieram à tona antes de eventos já confirmados. Dessa vez quem se machucou nos treinos e será substituído será Dan Henderson. O americano, que havia garantido a disputa do cinturão após derrotar lendas do MMA como Fedor Emelianenko e Maurício Shogun, sofreu uma lesão no joelho e obrigou Dana White a fazer uma tentativa desesperada de botar o falastrão Chael Sonnen no lugar de Henderson.

Dana White começou a semana ironizando a possibilidade de Chael Sonnen conseguir disputar o cinturão dos meio pesados, antes de fazer pelo menos duas lutas, sendo uma contra um TOP 5 da categoria. Disse com todas as letras que não faria sentido nenhum premiar alguém que acabou de perder na divisão de baixo. Jon Jones também ficou irritado com a falação de Sonnen – fortalecendo que não deixaria o falador lutar com a boca e que para lhe conceder a disputa Sonnen teria que merecer. Jones também acusou Sonnen de racismo contra os brasileiros. Porém, bastou Dan Henderson se machucar para Dana White se lembrar do poder da falação na venda de lutas e mudou de ideia rápido, na maior contradição que o vi cometer. Na tentativa de fazer a luta acontecer sem perder muito dinheiro, White passou por cima de todo o ranking e tentou colocar Sonnen em outra disputa de cinturão, só que agora no peso de cima, sem ter vencido nenhum combate para mostrar do que é capaz. Depois do fraco desempenho contra Anderson Silva, Chael disse que subiria para os meio-pesados, mas sua nova chance veio cedo demais.

O que irritou muito White foi que Jon Jones, a princípio, teria aceitado o combate. Mas, aconselhado por seu empresário e treinador Greg Jackson, voltou atrás e desistiu da luta, colocando o UFC em uma situação delicada. Jackson, que é considerado o melhor treinador de MMA do mundo, foi acusado por White de ser um dos maiores traidores do esporte e avisou que as relações com o campeão estavam estremecidas. Mas não precisa ser nenhum gênio para notar que a recusa de Jones foi muito acertada, tendo em vista que White só estava analisando o ponto de vista financeiro, abandonando por completo os critérios técnicos e o ranking do peso. Jon Jones foi bem orientado e não entrou na pilha, posicionando-se de forma correta – respeitando o ranking e os fãs.

Lyoto Machida, que vencera Ryan Bader com contundência, conquistou o direito de desafiar novamente o campeão, aguardando o vencedor de Jones contra Henderson. Sem levar nenhum golpe, fez uma luta perfeita, não levou suspensão médica e o desafio da luta foi anunciado na coletiva após o evento. Porém, quando chamado, Lyoto Machida também recusou o combate, alegando falta de tempo para se preparar, tendo em vista que acabara de lutar. Sendo esse o motivo, ou mágoa de ter visto Sonnen sendo colocado à sua frente sem merecimento, Lyoto também desagradou a cúpula do UFC. Esta, por sua vez, encontrou a saída em outro brasileiro, que ironicamente também desistiu às vésperas da final do primeiro The Ultimate Fighter Brasil, por conta de uma lesão na mão esquerda. Vitor Belfort é agora o novo desafiante ao cinturão dos meio-pesados e enfrentará Jon Jones dia 22 de setembro, em Toronto, Canadá.

A saída encontrada é acertada, levando-se em conta critérios técnicos e tempo de preparação. Será um grande combate. Para os brasileiros acabou sendo positivo, pois teremos dois compatriotas lutando na sequencia pelo título da categoria mais disputada do mundo. Mas o que ficará marcado nesse gerenciamento de crise é que as vendas do evento nos canais fechados estão falando mais alto do que o merecimento e a técnica. O que se falou no começo da semana foi aniquilado pela primeira crise que chegou, e pior, que a falação que Sonnen protagonizou veio pra ficar. Devemos respeito a Jon Jones por não ter aceitado a luta apenas por dinheiro, valorizando seu cinturão e mostrando que os campeões têm muito poder dentro do evento, pois carregam todos os fãs nas costas. Independentemente do vencedor, Jon Jones mostrou que, além de ser um grande campeão, tem personalidade.

Dan Henderson machucado, UFC 151 adiado

23 agosto, 2012 às 16:59  |  por Gustavo Kipper

 

Foto:UFC

Na tarde de hoje, quinta-feira, 23 de agosto, Dana White anunciou em uma coletiva de imprensa que Dan Henderson havia se lesionado. O evento marcado para o dia 1º de setembro em Bankers Life Fieldhouse, Indianapolis,  foi adiado para o dia 22 de setembro, em Toronto, Canadá. O adversário de Jon Jones agora será Lyoto Machida. Muitos dizem que foi oferecido Chael Sonnen, mas Jones e sua equipe, caso realmente tenha havido o contato, obviamente recusaram a luta.

Mais informações em breve.

http://br.ufc.com/news/ufc-on-fx-5-change-announced

Ranking Sherdog peso por peso no mundo

22 agosto, 2012 às 11:06  |  por Gustavo Kipper

Sherdog

  1. Anderson Silva (32-4)
  2. Georges St. Pierre (22-2)
  3. Jon Jones (16-1)
  4. Jose Aldo (21-1)
  5. Dan Henderson (29-8)
  6. Dominick Cruz (19-1)
  7. Benson Henderson (17-2)
  8. Gilbert Melendez (21-2)
  9. Junior dos Santos (15-1)
  10. Frankie Edgar (14-3-1)