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'Dan Henderson'

Joe Silva por um dia

11 abril, 2013
13:38

Mesmo com a criação do ranking oficial, muitos combates ainda serão marcados pelo apelo que a luta proporciona pelos fãs, além é claro da venda dos pay- per- views que fazem a roda girar. Fico imaginando que um dos empregos mais legais do mundo seja o do matchmaker do evento, Joe Silva, responsável por planejar quem lutará com quem. Embora o ranking seja uma boa referência, a imaginação de um combate com toda sua complexidade e confronto de estilos faz qualquer um imaginar como seria se…?

Pensei um pouco e imaginei 20 confrontos que ao menos eu gostaria de ver na tela. Não posso considerar eventos já marcados. Apenas possíveis confrontos.

  1. Anderson Silva vs Jon Jones (luta em peso combinado de 88 kg)
  2. Anderson Silva vs Georges St Pierre (luta em peso combinado de 80 kg)
  3. José Aldo vs Ben Henderson (luta em peso combinado de 68 kg)
  4. Wanderlei Silva vs Chael Sonnen (meio- pesado)
  5. Júnior Cigano vs Cain Velásquez III (peso- pesado)
  6. Renan Barão vs Dominik Cruz (peso- galo)
  7. Rodrigo Minotauro vs Fedor Emelianenko 4 (peso- pesado)
  8. Maurício Shogun vs Gerard Mousasi (meio- pesado)
  9. Lyoto Machida vs Alexander Gustafsson (meio- pesado)
  10. Michael Bisping vs Hector Lombard (peso- médio)
  11. Frank Edgar vs Chad Mendez (peso- pena)
  12. Vitor Belfort vs Wanderlei Silva (meio- pesado)
  13. Ronaldo Jacaré vs Roger Gracie (peso- médio)
  14. Ronda Rousey vs Chris Cyborg (peso- galo)
  15. Rogério Minotouro vs Dan Henderson (meio- pesado)
  16. Nate Diaz vs Anthony Pettis (peso- leve)
  17. Nick Diaz vs Rory McDonald (meio- médios)
  18. Rodrigo Minotauro vs Frank Mir 3 (peso-pesado)
  19. Maurício Shogun vs Glover Teixeira  (meio-pesado)
  20. Júnior dos Santos vs Jon Jones (peso- pesado)

Faltam um ranking oficial e critérios

30 janeiro, 2013
11:58

Ninguém pode duvidar da capacidade do UFC em gerenciar a marca e principalmente na padronização da alta qualidade nos eventos da franquia, com estrutura e lutas quase sempre impecáveis. Porém, o número de lutadores se multiplicou nos últimos anos. A compra do Strikeforce, a absorção do WEC, a contratação de atletas do Bellator e a importação de promessas, como por exemplo os irmãos Marajó, campeões dos nossos eventos nacionais como Jungle Fight, fizeram inchar a organização de atletas, e mesmo com o visível aumento no número dos eventos, muitos lutadores não têm a menor ideia de qual será o rumo de suas carreiras. Sempre escutamos a frase: “Não escolho adversário, deixo nas mãos do Dana e do Joe Silva”.

Isso se deve ao fato de as lutas serem combinadas, tendo como principal critério a venda do pay per view. Embora as lutas quase sempre façam sentido, quem acompanha ou trabalha diretamente com o evento é impedido de trabalhar com um planejamento mais longo, pois fica à deriva aguardando instruções dos chefões que anunciam os cards sem que haja muita contestação por parte de atletas e fãs. Faltam critérios técnicos e interação com o público, para que sejam marcadas as lutas mais justas e não as mais vendáveis. Falta um ranking oficial do UFC em todas as categorias, para que seja mais transparente a missão da organização de criar campeões.

Já vimos nas principais categorias o campeão se dar ao luxo de negar desafios, embora em alguns casos, pelos motivos citados anteriormente. Por coincidência, Anderson Silva e Jon Jones, à primeira vista, negaram o combate contra o falastrão Chael Sonnen. Ambos por motivos parecidos, mas o principal: os campeões achavam que Sonnen não merecia estar ali, que tinha ganhado a oportunidade com a garganta e vendia pay per view. Esses foram os casos mais recentes de crises entre os campeões e a organização. Tudo isso poderia ser evitado com a criação de um ranking oficial com critérios de pontuação.

Estabelecer critérios e organizar os egos em posições deixaria mais nítidas para os fãs as lutas mais justas e impediria que os campeões travassem a categoria escolhendo as lutas que melhor encaixam no seu perfil vitorioso. Fogem de desafios. Poucos campeões realmente não escolhem adversários. Anderson Silva vem se especializando em enfrentar adversários medíocres, muito abaixo de seu potencial, para poder dar show em lutas fáceis. Realmente só o vi sendo testado duas ou três vezes em todas as defesas de cinturão. Talvez o único que obrigou Anderson a se superar tenha sido Dan Henderson, muitos anos atrás.

A moda agora para evitar a defesa do cinturão são as chamadas superlutas contra adversários da categoria acima. Mas, como Spider não luta contra amigos, parceiros de treino, ex- colegas e qualquer ser vivo que tenha feito um treino junto, eliminam-se as superlutas mais emocionantes como contra os amigos Lyoto Machida, Maurício Shogun, Rogério Minotouro, Glover Teixeira e assim vai. Aí sobram Stephan Bonnar, Forrest Griffin, Cung Le. Sinceramente, superlutas seriam contra os campeões ou ex- campeões, atletas que algum dia já souberam o que era ser o melhor. Até mesmo Vitor Belfort anda se aproveitando do nome para ganhar disputa de cinturão em pesos diferentes, furando literalmente a fila de atletas que há anos vem tentando subir em um ranking que não existe.

Enquanto os critérios subjetivos e financeiros estiverem à frente de um julgamento técnico, veremos lutas armadas que não movimentam a categoria, apenas protegem os campeões e os lucros da televisão.

Murilo Ninja vs Paulão Filho: uma revanche, duas carreiras vitoriosas

6 setembro, 2012
15:40

Divulgação/Pride

Esta noite poderá ficar marcada com um grande e honrado final de carreira para dois lutadores brasileiros que defenderam o país mundo afora e enfrentaram os melhores do mundo. O curitibano Murilo Ninja e o carioca Paulão Filho muito se respeitam e farão um duelo de muita história em Belém, capital do Pará. Ambos já enfrentaram nomes como Dan Henderson, Chael Sonnen, Kevin Randleman e saíram vitoriosos.

No início da explosão do MMA no mundo, principalmente no Japão, os dois representavam uma das maiores rivalidades entre academias do mundo. A Chute Boxe dos curitibanos Wanderlei Silva, José Pelé Landy, Rafael Cordeiro, Maurício Shogun, Murilo Ninja e até mesmo Anderson Silva travava uma disputa dentro e muitas vezes fora dos ringues contra a elite dos lutadores cariocas, a B.T.T (Brazillian Top Team), representada por Minotauro e Rogério Minotouro, José Mario Sperry, Ricardo Arona, Murilo Bustamante e Paulão Filho. Fato é que nunca houve maiores complicações nos bastidores, mas dentro do ringue houve batalhas épicas de ambos os lados, como os duelos de Wanderlei contra Arona, Shogun vs Minotouro, Ninja vs Paulão, Shogun vs Arona, entre outras que fizeram a história do nosso esporte e elevaram o MMA ao patamar que hoje alcançou.

Murilo Ninja já foi derrotado por Paulo Filho, no Pride, mas hoje, às 21 horas, no evento Best of the Best, os dois atletas farão sua luta de despedida e essa revanche, pela rivalidade e tudo que ambos já conquistaram, merece nosso respeito.

Detalhe para Maurício Shogun, que ficará no corner do irmão Murilo Ninja, e Ricardo Arona, que estará presente no canto oposto como nos velhos e bons tempos. É a despedida de uma geração.

Card do evento
Best of the Best
Hangar, Belém do Pará
Quinta-feira, 06 de setembro de 2012

 
Paulo Filho enfrentará Murilo Ninja;
Marcio Parazinho enfrentará Bruno Cro Cop;
André Lobato enfrentará André Mikito;
Bruno Carioca enfrentará Alberto Pantoja;
Lincon Sá enfrentará Joriedson Fein;
Silmar Sombra enfrentará Fabricio Strike;
Samuel Paiva enfrentará Bruno Miranda;
Alexandre Leão enfrentará Jacob Quintana.

O evento será transmitido pelo canal Combat a partir das 21 horas.

Assista o vídeo da primeira luta dos dois no Pride Bushido 10

 

 

Lyoto não aceita luta e Vitor Belfort será o novo desafiante no UFC

24 agosto, 2012
10:24

(Foto: Adriano Caldas / Globoesporte.com)

As últimas horas talvez tenham sido as mais difíceis da história do UFC. Neste ano foram incontáveis os cancelamentos e lesões que vieram à tona antes de eventos já confirmados. Dessa vez quem se machucou nos treinos e será substituído será Dan Henderson. O americano, que havia garantido a disputa do cinturão após derrotar lendas do MMA como Fedor Emelianenko e Maurício Shogun, sofreu uma lesão no joelho e obrigou Dana White a fazer uma tentativa desesperada de botar o falastrão Chael Sonnen no lugar de Henderson.

Dana White começou a semana ironizando a possibilidade de Chael Sonnen conseguir disputar o cinturão dos meio pesados, antes de fazer pelo menos duas lutas, sendo uma contra um TOP 5 da categoria. Disse com todas as letras que não faria sentido nenhum premiar alguém que acabou de perder na divisão de baixo. Jon Jones também ficou irritado com a falação de Sonnen – fortalecendo que não deixaria o falador lutar com a boca e que para lhe conceder a disputa Sonnen teria que merecer. Jones também acusou Sonnen de racismo contra os brasileiros. Porém, bastou Dan Henderson se machucar para Dana White se lembrar do poder da falação na venda de lutas e mudou de ideia rápido, na maior contradição que o vi cometer. Na tentativa de fazer a luta acontecer sem perder muito dinheiro, White passou por cima de todo o ranking e tentou colocar Sonnen em outra disputa de cinturão, só que agora no peso de cima, sem ter vencido nenhum combate para mostrar do que é capaz. Depois do fraco desempenho contra Anderson Silva, Chael disse que subiria para os meio-pesados, mas sua nova chance veio cedo demais.

O que irritou muito White foi que Jon Jones, a princípio, teria aceitado o combate. Mas, aconselhado por seu empresário e treinador Greg Jackson, voltou atrás e desistiu da luta, colocando o UFC em uma situação delicada. Jackson, que é considerado o melhor treinador de MMA do mundo, foi acusado por White de ser um dos maiores traidores do esporte e avisou que as relações com o campeão estavam estremecidas. Mas não precisa ser nenhum gênio para notar que a recusa de Jones foi muito acertada, tendo em vista que White só estava analisando o ponto de vista financeiro, abandonando por completo os critérios técnicos e o ranking do peso. Jon Jones foi bem orientado e não entrou na pilha, posicionando-se de forma correta – respeitando o ranking e os fãs.

Lyoto Machida, que vencera Ryan Bader com contundência, conquistou o direito de desafiar novamente o campeão, aguardando o vencedor de Jones contra Henderson. Sem levar nenhum golpe, fez uma luta perfeita, não levou suspensão médica e o desafio da luta foi anunciado na coletiva após o evento. Porém, quando chamado, Lyoto Machida também recusou o combate, alegando falta de tempo para se preparar, tendo em vista que acabara de lutar. Sendo esse o motivo, ou mágoa de ter visto Sonnen sendo colocado à sua frente sem merecimento, Lyoto também desagradou a cúpula do UFC. Esta, por sua vez, encontrou a saída em outro brasileiro, que ironicamente também desistiu às vésperas da final do primeiro The Ultimate Fighter Brasil, por conta de uma lesão na mão esquerda. Vitor Belfort é agora o novo desafiante ao cinturão dos meio-pesados e enfrentará Jon Jones dia 22 de setembro, em Toronto, Canadá.

A saída encontrada é acertada, levando-se em conta critérios técnicos e tempo de preparação. Será um grande combate. Para os brasileiros acabou sendo positivo, pois teremos dois compatriotas lutando na sequencia pelo título da categoria mais disputada do mundo. Mas o que ficará marcado nesse gerenciamento de crise é que as vendas do evento nos canais fechados estão falando mais alto do que o merecimento e a técnica. O que se falou no começo da semana foi aniquilado pela primeira crise que chegou, e pior, que a falação que Sonnen protagonizou veio pra ficar. Devemos respeito a Jon Jones por não ter aceitado a luta apenas por dinheiro, valorizando seu cinturão e mostrando que os campeões têm muito poder dentro do evento, pois carregam todos os fãs nas costas. Independentemente do vencedor, Jon Jones mostrou que, além de ser um grande campeão, tem personalidade.

Dan Henderson machucado, UFC 151 adiado

23 agosto, 2012
16:59

 

Foto:UFC

Na tarde de hoje, quinta-feira, 23 de agosto, Dana White anunciou em uma coletiva de imprensa que Dan Henderson havia se lesionado. O evento marcado para o dia 1º de setembro em Bankers Life Fieldhouse, Indianapolis,  foi adiado para o dia 22 de setembro, em Toronto, Canadá. O adversário de Jon Jones agora será Lyoto Machida. Muitos dizem que foi oferecido Chael Sonnen, mas Jones e sua equipe, caso realmente tenha havido o contato, obviamente recusaram a luta.

Mais informações em breve.

http://br.ufc.com/news/ufc-on-fx-5-change-announced

Ranking Sherdog peso por peso no mundo

22 agosto, 2012
11:06

Sherdog

  1. Anderson Silva (32-4)
  2. Georges St. Pierre (22-2)
  3. Jon Jones (16-1)
  4. Jose Aldo (21-1)
  5. Dan Henderson (29-8)
  6. Dominick Cruz (19-1)
  7. Benson Henderson (17-2)
  8. Gilbert Melendez (21-2)
  9. Junior dos Santos (15-1)
  10. Frankie Edgar (14-3-1)

O dia em que dominaremos todas as categorias do UFC

17 maio, 2012
12:13

Do Pride ao UFC

Em mais de 150 torneios, muitos campeões surgiram e gravaram seu nome no hall da fama. Os eventos rústicos onde Royce Gracie e Marco Ruas reinaram, o aumento da popularidade do esporte crescendo nos Estados Unidos e a crise dos eventos japoneses, cujas transmissões em TV aberta foram suspensas devido à participação dos organizadores com membros da máfia japonesa, levaram o MMA a migrar definitivamente para Estados Unidos, com mais possibilidades e “know how” para o show. Muitos brasileiros gravaram seu nome no evento americano, como Vitor Belfort e Rodrigo Bustamante.

Após a aquisição do Pride pelos mesmos donos do UFC, o evento japonês foi literalmente colocado na geladeira, sendo seu formato ultrapassado, porém, com grande acervo da história mundial do esporte. Uma enxurrada de ídolos migrou para o UFC, deixando ainda mais interessante o evento americano. Muitas lutas aguardadas aconteceram, mas com uma gigante vantagem dos atletas da casa. Wanderlei pareceu ter perdido o queixo depois de sua cirurgia facial, deixando o cachorro louco com cara de pai de família bonzinho. Mirko Crocop, campeão de um dos GP´s do Pride, amargou derrotas cruéis, com direito a desmaiadas e surras. Minotauro, apesar de ter ganhado o título interino contra o decadente Tom Sylvia, não resistiu aos principais nomes da categoria, como Cain Velasquez e Frank Mir. O curitibano Maurício Shogun foi talvez o único brasileiro a ser campeão nos dois eventos, vencendo Lidell e Lyoto Machida. Mas o reinado não passou da primeira defesa contra Jon Jones.

Uma nova geração surgiu para tentar dominar o esporte e trazer o máximo de cinturões para o Brasil. São oito categorias de peso e no momento temos três campeões: José Aldo nos pesos penas, Anderson Silva nos médios e Júnior Cigano nos pesados. Mesmo sendo quase a metade, ainda falta chão para nossos atletas, tendo em vista que algumas categorias parecem dominadas. Caso dos meio-médios com Georges St Pierre e dos meio pesados com Jon Jones.

Renan Barão a duas lutas do cinturão inédito dos galos

Renan Barão é o brasileiro que parece estar mais perto de um “title shot”, mesmo que interino, devido à lesão de Dominick Cruz no joelho esquerdo. O campeão, que enfrentaria Urijah Faber no TUF americano, fica fora por pelo menos sete meses, e Dana White disse que há uma grande possibilidade de Renan Barão ser o desafiante. Caso vença, enfrentará Cruz quando ele se recuperar. Seria o primeiro título brasileiro na competição, que absorveu o extinto WEC, especializado em lutas de categorias mais leves.Será que um dia dominaremos todas as categorias de peso do UFC e nos tornaremos os maiores do planeta, mesmo com a diferença econômica abissal? Será o UFC nosso novo futebol?

Pesos penas em boas mãos

José Aldo é um verdadeiro campeão. Longa data sem saber o gosto amargo da derrota, é considerado um dos três melhores pesos por pesos do mundo e parece não ter adversários. Seu próximo adversário deve ser o Zombie coreano que venceu Junstin Poirier, pelo UFC on Fuel 3. O coreano mostrou grande técnica, mas ainda está longe de querer bater de frente com Aldo. Esse é uma certeza de que o título dos penas fica no Brasil por muito tempo, embora já fosse cogitada sua ida para os pesos leves.

Pesos leves e revanches

Há quase dois anos a categoria do penas vive rivalidades que obrigaram a organização a editar duas revanches, tamanho o equilíbrio dos combates. De certa forma, isso trava a categoria, deixando muita gente boa na fila. O ex-campeão Frank Edgar defendeu seu cinturão duas vezes contra Grey Maynard e agora irá fazer sua segunda luta seguida com o atual campeão Ben Henderson. Vencendo ou não, a única chance de título de um brasileiro é de Édson Barbosa, lutador que ficou marcado pelo nocaute plástico no UFC Rio. Barboza luta dia 27. Vamos ficar de olho.

Não vejo brasileiros em condições de brigarem pela categoria meio-médios… Por enquanto

Com o domínio de St Pierre há anos nesse cenário, nossos melhores atletas como Thiago Alves Pitt Bull e Paulo Thiago vêm de derrotas e terão ainda um longo caminho pela frente. A divisão é recheada de atletas muito competitivos como John Fitch, Johny Hendricks, Martin Kampmann e o maluco Nick Diaz. Nossa esperança no momento é o capixaba Erick Silva, pupilo de Andersom Silva. Ele tem feito apresentações perfeitas, mesmo com o incidente no UFC RIO. É o único brasileiro com chances na categoria, se embalar é claro uma sequência de pelo menos três vitórias.

Domínio extremo de Anderson Silva nos médios

Desde 2006 nos acostumamos com as grandes performances de Anderson. Mas sempre me perguntei. Será que a maioria de seus oponentes eram de fato caras que cheiram título? Alguns oponentes, confesso, têm enorme potencial, como Belfort, Sonnem e Henderson, mas a grande maioria não chega nem aos pés do spider. Quem talvez possa acabar com o reinado de Silva é o cubano que recentemente assinou com o UFC, Hector Lombard, invicto também desde 2006. É a única chance de a categoria não ser varrida até a aposentadoria de Anderson.

Jon Bones Jones choca os meio pesados

Há alguns meses esse americano com ar de adolescente vem chocando os fãs de MMA. Com seu jeito exêntrico que lembra Anderson, porém com um jogo não apenas imprevisível, mas desconcertante. Cotoveladas giratórias, high kicks, quedas sensacionais, clinches avassaladores e um perfeito controle da distância, Jones, em menos de um ano, parece não ter mais adversários. Caso vença sua luta contra Dan Henderson, no UFC 151, possivelmente deva subir de peso em 2013, abrindo assim novamente o caminho para brasileiros como Shogun, Lyoto, Thiago Silva e o estreante Glover Teixeira.

Pesos Pesados. Quem pode segurar esse cinturão por muito tempo?

Júnior dos Santos Cigano foi demolindo seus adversários com nocautes precisos, resultado de um boxe de campeão mundial. Afinal, seu treinador já afiou as mãos de ninguém menos que Acelino Popó Freitas. Esse boxe é o grande responsável pelo sucesso de Cigano, que ainda não precisou mostrar o que sabe da “arte suave” (Jiu-Jítsu). O título dos pesados vem trocando de mão em mão há anos. Nenhum lutador conseguiu segurá-lo por muito tempo. O doping de Overeem e a mudança no card do próximo evento fizeram com que Cigano mudasse sua tática contra Mir, mas ainda é favorito. Tem potencial para reinar por mais alguns anos sem ser incomodado, mesmo com brasileiros perigosos como Antônio Pezão e Fabrício Werdum, e os gringos Cain Velásquez e Lavar Johnson.

UFC 151: Jon Jones vs Dan Henderson

11 maio, 2012
11:23

Agora é pra valer. Jon Jones defende mais uma vez seu posto de campeão, agora contra o casca-grossa Dan Henderson. A luta foi confirmada e deve acontecer no UFC 151 – dia 1.º de setembro, possivelmente em Las Vegas.

Jones, que derrotou recentemente os brasileiros Maurício Shogun e Lyoto Machida, deverá encontrar mais dificuldades que em sua luta contra Rashad Evans. Como Evans é retranqueiro, normalmente amarrando suas lutas, o combate fez Jones lutar pela primeira vez os cinco rounds. Mas agora o desafio é outro.

Henderson já passeou por três categorias de peso, saindo-se bem em todas elas. Venceu recentemente a lenda russa Fedor Emelianenko nos pesados, e venceu a batalha épica contra Shogun nos meios-pesados. Foi também campeão de eventos como o extinto Pride e Strikeforce. Vem muito bem credenciado, além de ter o queixo duro e uma resistência acima da média. Caso Jon Jones vença Henderson, terá eliminado os todos seus oponentes em pouco mais de um ano.

Com 17 vitórias e apenas uma derrota, fica perto de entrar para a história do esporte. Quem pode parar esse cara?

Como foi o UFC 145: Jones vs Evans

22 abril, 2012
20:13

Atlanta, estado da Geórgia, Estados Unidos. Foi no Phillips Arena que aconteceu uma das lutas mais aguardadas para o ano de 2012. Em jogo o título da categoria mais disputada do UFC, uma batalha de cinco rounds entre os meio pesados Jon Jones e Rashad Evans. Mesmo com toda a falação e troca de farpas, o combate foi o mais respeitoso possível, como se um resquício de amizade ainda existisse, de ambas as partes. Porém, Jones, aproveitando sua envergadura e sua técnica apurada, usou de forma inteligente seu arsenal, não sendo colocado sob pressão em nenhum momento. Controlou a luta com facilidade, deixando Rashad sem muitas opções. Jones ainda desferiu poderosas cotoveladas em pé, castigando o rosto do desafiante e garantindo mais uma defesa de cinturão. Agora Jon “Bones” Jones deverá enfrentar o imortal Dan Henderson, que vem de uma vitória contestada, porém histórica, sobre Maurício Shogun. É cosiderada uma das grandes lutas do UFC.

Nas lutas do card principal, alguns momentos muito interessantes, como o nocaute rápido e avassalador de Ben Rothwell sobre Brandon Schaub nos pesados, que sofreu seu segundo revés consecutivo e ficou em situação delicada. Outro que acumulou derrotas foi Mark Hominick, que foi derrotado pelo excelente jogo de Eddie Yagin. Quem promete sacudir os pesos meio médios é o canadense, companheiro de George St Pierre, Rory MacDonald, que pode ser em breve o desafiante da categoria. Mas quem espera ver a luta entre os amigos canadenses pode esquecer. St Pierre afirmou esta semana que pretende migrar para os pesos médios, deixando o caminho livre para seu pupilo. Mas antes, deverá botar em jogo seu cinturão contra Carlos Condit, ainda este ano. Isso que dizer que ainda veremos Anderson Silva vs Georges St Pierre. Já Pensou?

Confira os resultados do UFC 145: Jones vs Evans

Card principal:

- Jon Jones derrotou Rashad Evans por decisão unânime dos árbitros ;
- Rory MacDonald derrotou Che Mills por nocaute técnico no 2R;
- Ben Rothwell derrotou Brendan Schaub por nocaute técnico no 1R;
- Michael McDonald nocauteou Miguel Angel Torres no 1R;
- Eddie Yagin derrotou Mark Hominick por decisão unânime dos árbitros;
- Mark Bocek derrotou John Alessio por decisão unânime dos árbitros;

Card preliminar:

- Travis Browne finalizou Chad Griggs com um katagatame no 1R;
- Matt Brown derrotou Stephen Thompson por decisão unânime dos árbitros;
- Anthony Njokuani derrotou John Makdessi por decisão unânime dos árbitros;
- Mac Danzig derrotou Efrain Escudero por decisão unânime dos árbitros;
- Chris Clements derrotou Keith Wisniewski por decisão dividida dos árbitros;
- Marcus Brimage derrotou Maximo Blanco por decisão dividida dos árbitros;
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