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Noite decisiva para nossos últimos campeões

31 janeiro, 2014 às 09:49  |  por Gustavo Kipper
UFC 169

UFC 169

Quando subirem no octógono sábado à noite, José Aldo e Renan Barão irão carregar em seus ombros os últimos cinturões que nos restaram. Fomos acostumados a dominar o esporte desde os primórdios. Das lutas de vale-tudo de antigamente, quando Hélio Gracie e Carlos Gracie desafiaram os campeões japoneses do judô, quando Royce atropelou os americanos e europeus com nossa arma secreta, quando a Chute Boxe e a American Top Team protagonizaram uma rivalidade única no Pride, tornando-se campeões, sabíamos que tínhamos sido feitos para aquilo.

O tempo foi passando e, como diria o “pofexô” Wanderlei Luxemburgo, não existe mais bobo no MMA. Os muitos “Joões” que enfrentavam nossos campeões aos poucos foram se transformando em atletas completos, dominaram a arte suave, trouxeram o boxe e o wrestrling de níveis olímpicos e o esporte finalmente virou o que é hoje. Uma disputa palmo a palmo para quem domina a arte. E hoje, os americanos nos dominam. Em partes.

O Brasil já conquistou quase todos os cinturões do UFC. Já em um formato mais moderno, Vitor Belfort ganhou os pesados e meio-pesados, Anderson Silva os médios, Lyoto Machida e Maurício Shogun os meio-pesados, Minotauro e Júnior Cigano os pesados, José Aldo os penas e Renan Barão o peso-galo. John Lineker, se ajustar seu problema em perder peso, é o possível desafiante dos moscas. Enfrenta o fenômeno russo Ali Bagautinov. Além, é claro, de Vitor, que pode fazer história e se tornar o primeiro ser vivo a conquistar três cinturões em categorias diferentes de peso.

Fato mesmo é que hoje só nos sobraram dois campeões. O que torna tudo mais emocionante é que os dois são como irmãos, treinados pelo paizão Dedé Pederneiras, chefe da equipe Nova União, considerada por muitos a melhor do planeta. José Aldo e Renan Barão não sabem o que é a derrota há muitos anos. A última derrota de José Aldo foi em 2005, no Jungle Fight. De lá pra cá foram 16 vitórias consecutivas, sendo duas defesas de cinturão pelo extinto WEC e cinco pelo UFC. Renan Barão perdeu apenas em sua estreia, em 2005. Acumula a impressionante marca de 32 lutas sem derrotas, sendo 31 vitórias e uma luta sem resultado. No UFC, tornou-se campeão indiscutível com a nova lesão de Dominick Cruz.

Sábado os dois carregarão uma nação nos ombros e em ano de Copa do Mundo temos que mostrar quem manda. Sem aquele patriotismo exacerbado, do qual não sou muito fã, dessa vez é diferente. Precisamos segurar os últimos cinturões que nos restaram e torcer para que, até fim do ano, mais um ou dois volte pra nossas mãos. Os treinamentos de Aldo e Barão já são intensos por natureza, com os dois se enfrentando todos os dias. Não podemos esquecer que lá também tem Dudu Dantas, campeão dos penas do Bellator. Então sai faísca todo dia. Mas pra encorpar ainda mais as dificuldades, a Nova União trouxe também as lenda BJ Penn e Acelino Popó Freitas, o nosso campeão mundial de boxe. Faixas pretas em jiu-jitsu e muay- thai, José Aldo e Renan agora desenvolvem a exaustão suas técnicas no boxe. Seus treinadores enxergam neles pugilistas natos, o que os torna muito completos. Por isso são os campeões.

José Aldo só conhece seu adversário por vídeos. Não muito adepto da autopromoção, Ricardo Lamas teve seus movimentos e técnicas destrinchadas para traçar a estratégia perfeita. Creio que com o nível de intensidade do combate, não passe do quarto round, com um nocaute do brasileiro, que costuma diminuir o ritmo nos rounds finais. Por isso é bom não deixar nas mãos dos juízes. Renan Barão já conhece bem seu adversário. Ele já derrotou Urijah Faber e sabe bem as falhas do californiano, que, apesar da experiência e ótima fase, não tem ferramentas para surpreender Barão. Mas o americano é muito esperto, então acho difícil ser nocauteado. Mais provável que Barão domine todos os rounds e leve a luta por decisão unânime.

Além disso, ainda temos o choque dos pesos pesados Frank Mir e Alistair Overeem. Os dois vêm de derrotas e precisam mostrar que ainda têm lenha pra queimar. Acho que veremos um belo nocaute de Overeem, que já foi campeão do K-1 e do Strikeforce. Esse é um dos eventos imperdíveis que acontecem no UFC. Ao contrário das mornas edições do Fight Night, o UFC 169 vai entrar para história. Seja ela de glória ou pesadelo.

Vídeos: Countdown to UFC 169.

CARD COMPLETO:

UFC 169
Newark, Estados Unidos
Sábado, 1º de fevereiro de 2014.

Card Principal
Renan Barão x Urijah Faber
José Aldo x Ricardo Lamas
Frank Mir x Alistair Overeem
John Lineker x Ali Bagautinov
Jamie Varner x Abel Trujillo

Card Preliminar
John Makdessi x Alan Nuguette
Chris Cariaso x Kyoji Horiguch
Nick Catone x Tom Watson
Al Iaquinta x Kevin Lee
Clint Hester x Andy Enz
Tony Martin x Rashid Magomedov
Neil Magny x Gasan Umalatov

E evento começa às 21:30.

 

 

 

O que esperar do MMA para o início de 2014.

6 janeiro, 2014 às 17:16  |  por Gustavo Kipper

Ano passado não foi um bom ano para o MMA brasileiro. Como muitos já sabiam o número 13 nunca foi confiável. Foi um ano de contusões, derrotas e novos campeões. Infelizmente nenhum brasileiro. Júnior Cigano não recuperou o cinturão de Cain Velásquez e Anderson também não venceu sua revanche, terminando o ano de forma melancólica. Restaram-nos Aldo e Barão, além de uma esperança chamada Vitor.

O que esperar do MMA para o início de 2014.

Não fosse à complacência de Dana White em relação ao tempo de afastamento de Dominick Cruz, Renan Barão poderia ser o campeão dos galos. Mas, em fevereiro, os dois poderão resolver de fato quem é o campeão indiscutível. O único campeão oficial do Brasil é José Aldo, que coloca mais uma vez seu cinturão em jogo no mesmo evento que Cruz vs Barão. O UFC 169 de 1º de fevereiro, além de imperdível, é crucial para a manutenção dos cinturões que sobraram. Outra luta de peso é o combate entre Alistair Overeem e Frank Mir. Os dois vêm de derrota.

José Aldo vs Ricardo Lamas

José Aldo é muito favorito. Particularmente não consigo imaginar ninguém nos pesos-penas capaz de ameaçar o reinado do brasileiro. O resultado mais provável é um nocaute até o terceiro round. Se vencer, Aldo deve começar a pensar em conquistar o título dos leves, derrotando quem quer que seja. Ele tem técnica e potência para dominar também a categoria de cima, nem que para isso precise deixar vago seu cinturão dos penas. É a hora de dar um passo maior.

Dominick Cruz vs Renan Barão

Enfim poderemos ver a unificação do título dos galos. Há quase dois anos sem lutar, creio que o ritmo de Barão fará a diferença. Apesar da movimentação de Cruz ser muito efetiva, em uma luta de cinco rounds, sem muito ritmo seu gás pode acabar. É uma das lutas mais aguardadas no ano. Será uma noite de vitórias para o Brasil e para a equipe Nova União.

Chris Weidman vs Vitor Belfort

Mesmo com a polêmica do uso de tratamento de reposição de testosterona (TRT) pelo brasileiro, a luta em Las Vegas é a melhor maneira de Vitor provar que seus últimos grandes resultados são fruto de sua competência e não da testosterona. Afinal, hormônios não sabem chutar. Agora mais campeão do que nunca, a confiança de Weidman, assim como a de Vitor, parece não ter limites. Weidman tem tudo a perder e o brasileiro, tudo a ganhar. Se vencer, será o primeiro lutador da história a ser campeão em três categorias de pesos diferentes dentro do UFC. O fenômeno será mais vitorioso do que nunca. Será uma batalha, embora ache que Weidman leve vantagem por ser maior e melhor no clinch e nas quedas. Mas a velocidade e explosão de Vitor, principalmente nos primeiros rounds, podem colocar o americano na panela de pressão.

Lyoto Machida vs Gerard Mousasi

Após a brilhante estreia nos médios com vitória sobre Mark Muñoz, Lyoto enfrenta agora o ex-campeão do Strikeforce o armênio Gerard Mousasi. Dois strikers de ponta. Será uma batalha entre o karatê e o kick-boxing. O jogo dos dois promete trazer um grande desfecho – um nocaute é esperado. A luta acontece no UFC Jaraguá, dia 15 de fevereiro. Quem vencer pode estar a apenas mais uma vitória da disputa pelo título. Sempre lembrando que Ronaldo Jacaré é outro grande candidato e luta no UFC Jaraguá 2 contra o francês Francis Carmont, outro top 10 da categoria.

Ronda Rousey vs Sarah McMann

Enfim a campeã dos galos do UFC vai enfrentar um desafio à altura. Outra atleta e medalhista olímpica. A wrestler Sarah McMann talvez seja a única atleta empregada pelo UFC a poder derrotar Ronda. É também a primeira atleta americana a conquistar uma medalha olímpica no wrestling. A luta será em Las Vegas, dia 22 de fevereiro. Será que Ronda vai conseguir aplicar novamente aqueles ippons? Após dominar Miesha Tate novamente e conquistar mais uma vitória com chave de braço, Ronda mostrou que na luta agarrada é quase imbatível. Impressionante como conseguiu trazer sua habilidade de judoca para o MMA.

Jon Jones vs Glover Teixeira

Glover Teixeira venceu todos seus adversários até chegar ao campeão Jon Jones. É merecedor da chance ao título e, além de grande pessoa, é um lutador completo e muito perigoso. Mas será o bastante para destronar Jones? O campeão americano dos meio-pesados enfrentou adversários muito complicados, a começar por sua última batalha contra Alexander Gustafsson. Isso faz Glover parecer menos ameaçador. Sua envergadura pode fazer diferença mais uma vez, tendo em vista que talvez Jones não queira trocar muitos golpes em pé com o brasileiro. Vai buscar a queda e as traumáticas cotoveladas. Não estou muito otimista. O combate será no UFC 172, ainda sem local e data definidos.

Johny Hendrics vs Robbie Lawler

Após a controversa vitória de GSP sobre Hendrics e sua aposentadoria por tempo indeterminado, o UFC foi obrigado a casar os dois principais candidatos a ocupar o lugar do ex-campeão canadense. O UFC 171, que acontece dia 15 de março, em Dallas, Texas (EUA), vai trazer finalmente um novo campeão para os meio-médios. Acredito no favoritismo de Hendrics, que está mais preparado para o lugar de campeão. Já vem em ritmo forte de treinos e é muito rápido e explosivo para a categoria. Deve vencer sem precisar da decisão dos juízes.

Wanderlei Silva vs Chael Sonnen

As gravações do The Ultimate Fighter Brasil 3 começam agora em janeiro, mas a rivalidade entre os dois vem desde o vídeo – em que Wanderlei aparece enquadrando o americano – que circulou na internet. Na época, Wanderlei dizia a Sonnen que falar mal dos irmãos Nogueira e do Brasil era perigoso. Após o episódio, Sonnen tornou-se ainda mais polêmico e falastrão devido aos confrontos contra Anderson Silva e Jon Jones. Tornou-se parte da marca UFC e já tem lugar garantido entre os comentaristas do evento. Já Wanderlei tenta provar que ainda tem condições que dar grandes espetáculos e vencer o programa e sua luta. O confronto promete muita ação e dificilmente chegará ao final sem um nocaute ou uma finalização.

Calendário movimentado e boas lutas

12 junho, 2013 às 15:46  |  por Gustavo Kipper

As finais do The Ultimate Fight Brasil foram disputadas no último sábado, em Fortaleza, Ceará. Além de um ótimo público, quem assistiu o evento vai se lembrar de muitas vitórias brasileiras, principalmente com finalizações sensacionais,mostrando que o jiu-jitsu ainda está em alta no MMA.

Mas nem só da arte suave vive o esporte, por isso a vitória de Thiago Silva por nocaute talvez tenha sido o ápice de um evento que prometia e cumpriu. A vitória de Fabrício Werdum sobre Rodrigo Minotauro deixou a maioria da mídia especializada sem reação, especialmente porque havia certa torcida para Minotauro, especialmente por tudo que já fez, mas achei um pouco exagerada a tristeza estampada nos comentaristas do Canal Combat, mais tristes pela derrota do amigo do que felizes pela vitória do outro brasileiro, que, de fato, representa um possível title shot. Se Minotauro vencesse, não mudaria muita coisa nos pesos- pesados, só atrapalhando a caminhada de um atleta que está próximo de seu objetivo. Como Minotauro é amigo de Júnior Cigano, ser campeão não é mais seu objetivo. Ele não tem mais nada a provar.

O segundo semestre promete movimentar várias categorias com muitas lutas decisivas.

Confira a programação dos próximos eventos do UFC:

UFC 151
15 de junho de 2013
Winnipeg (CAN)
CARD PRINCIPAL
Rashad Evans x Dan Henderson
Roy Nelson x Stipe Miocic
Ryan Jimmo x Igor Pokrajac
Alexis Davis x Rosi Sexton
Pat Barry x Shawn Jordan
CARD PRELIMINAR
Jake Shields x Tyron Woodley
Sam Stout x James Krause
Sean Pierson x Kenny Robertson
Roland Delorme x Edwin Figueroa
Mitch Clarke x John Maguire
Yves Jabouin x Dustin Pague

UFC 162
6 de julho de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Chris Weidman
Frankie Edgar x Charles Do Bronx
Tim Keneddy x Roger Gracie
Chan Sung Jung x Ricardo Lamas
Cub Swanson x Dennis Siver
CARD PRELIMINAR
Mark Muñoz x Tim Boetsch
Chris Leben x Andrew Craig
Norman Parke x Kazuki Tokudome
Edson Barboza x Rafaello Trator
Gabriel Napão x Dave Herman
Seth Baczynski x Brian Melancon
Mike Pearce x David Mitchel

UFC: Johnson x Moraga
27 de julho de 2013, em Seattle (EUA)
CARD DO EVENTO
Demetrious Johnson x John Moraga
Rory MacDonald x Jake Ellenberger
Robbie Lawler x Siyar Bahadurzada
Liz Carmouche x Jessica Andrade
Michael Chiesa x Jorge Masvidal
Bobby Green x Danny Castillo
Mac Danzig x Melvin Guillard
Brendan Schaub x Matt Mitrione
Yves Edwards x Spencer Fisher
Julie Kedzie x Germaine de Randamie
Ed Herman x Trevor Smith
Aaron Riley x Justin Salas
John Albert x Yaotzin Meza

UFC 163 (UFC Rio 4)
3 de agosto de 2013, no Rio de Janeiro
CARD DO EVENTO
José Aldo x Anthony Pettis
Lyoto Machida x Phil Davis
Demian Maia x Josh Koscheck
Clint Hester x Cezar Mutante
Vinny Magalhães x Anthony Perosh
Amanda Nunes x Sheila Gaff
Serginho Moraes x Neil Magny
Thales Leites x Tom Watson
Rani Yahia x Josh Clopton
Robert Drysdale x Ednaldo Lula
Ian McCall x Iliarde Santos
John Lineker x Phil Harris
Viscardi Andrade x Bristol Marunde

UFC: Shogun x Sonnen
17 de agosto de 2013, em Boston (EUA)
CARD PRINCIPAL
Mauricio Shogun x Chael Sonnen
Alistair Overeem x Travis Browne
Urijah Faber x Iuri Marajó
Matt Brown x Thiago Pitbull
Uriah Hall x Nick Ring
Joe Lauzon x Michael Johnson
CARD PRELIMINAR
Brad Pickett x Michael McDonald
Mike Brown x Akira Corassani
Conor McGregor x Andy Ogle
Diego Brandão x Daniel Pineda
Manny Gamburyan x Cole Miller
Ovince St. Preux x Cody Donovan
Ramsey Nijem x James Vick

UFC: Condit x Kampmann
28 de agosto de 2013, em Indianápolis (EUA)
CARD DO EVENTO
Carlos Condit x Martin Kampmann
Donald Cerrone x Rafael dos Anjos
Kelvin Gastelum x Paulo Thiago
Sara McMann x Sarah Kaufman
Court McGee x Robert Whittaker
Takeya Mizugaki x Erik Perez
Brad Tavares x Bubba McDaniel
Darren Elkins x Hatsu Hioki
James Head x Bobby Volker
Justin Edwards x Brandon Thatch

UFC 164
31 de agosto de 2013, em Milwaukee (EUA)
CARD DO EVENTO
Ben Henderson x TJ Grant
Josh Barnett x Frank Mir
Chad Mendes x Clay Guida
Diego Sanchez x adversário a ser divulgado *
Ben Rothwell x Brandon Vera
Dustin Poirier x Erik Koch
Soa Palelei x Nikita Krylov
Chico Camus x Kyung Ho Kang
Louis Gaudinot x Tim Elliott

UFC
4 de setembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC 165
21 de setembro de 2013, em Toronto (CAN).

UFC
14 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC
21 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

 

 

 

UFC on Fox 7: Henderson vs Melendez

23 abril, 2013 às 13:51  |  por Gustavo Kipper
ESPN.go.com

UFC on Fox 7: Henderson vs melendez

A disputa do cinturão dos pesos-leves, em San José, Califórnia, trouxe na bagagem muitos nocautes e uma das mais equilibradas batalhas dos últimos tempos. O campeão Ben Henderson e o desafiante, ex- campeão do Strikeforce Gilbert Melendez, deixaram um verdadeiro pepino nas mãos dos juízes, que mantiveram o cinturão para Henderson por decisão dividida e muitas opiniões controversas. Acho que Bendo venceu a luta, pois venceu os últimos três rounds. Foi uma luta fantástica. Gostaria muito de ver a revanche. Luta muito técnica e difícil para os dois melhores pesos-leves da atualidade, sem sombra de dúvida.

Tirando a possibilidade de uma possível revanche, não vejo lutadores a não ser Gray Maynard para tentar a chance, mas Bendo, eleito o melhor lutador de 2012, promete ficar ainda muito tempo com o cinturão. Seu único azar seria se o campeão dos penas, José Aldo, subisse de categoria, fato pouco provável até agora.

A aguardada disputa dos pesos-pesados, entre Frank Mir e o estreante Daniel Cormier, o que se viu foi uma luta chata, os dois passando a maior parte do tempo no clinche nas grades e sem muito trabalho. Fou duro de aguentar. Luta fraquíssima, e Mir poderia pensar em se aposentar. Seu jogo não evolui mais e não o imagino mais brigando pelo cinturão. Daqui pra frente é só ladeira. Cormier, no entanto, está confortável. Caso seu amigo Cain Velasquez mantenha o cinturão na luta contra o brasileiro Pezão, o Bigfoot, Cormier pretende descer para os meio-pesados, deixando a categoria ainda mais competitiva. Veremos nos próximos capítulos.

Joe Silva por um dia

11 abril, 2013 às 13:38  |  por Gustavo Kipper

Mesmo com a criação do ranking oficial, muitos combates ainda serão marcados pelo apelo que a luta proporciona pelos fãs, além é claro da venda dos pay- per- views que fazem a roda girar. Fico imaginando que um dos empregos mais legais do mundo seja o do matchmaker do evento, Joe Silva, responsável por planejar quem lutará com quem. Embora o ranking seja uma boa referência, a imaginação de um combate com toda sua complexidade e confronto de estilos faz qualquer um imaginar como seria se…?

Pensei um pouco e imaginei 20 confrontos que ao menos eu gostaria de ver na tela. Não posso considerar eventos já marcados. Apenas possíveis confrontos.

  1. Anderson Silva vs Jon Jones (luta em peso combinado de 88 kg)
  2. Anderson Silva vs Georges St Pierre (luta em peso combinado de 80 kg)
  3. José Aldo vs Ben Henderson (luta em peso combinado de 68 kg)
  4. Wanderlei Silva vs Chael Sonnen (meio- pesado)
  5. Júnior Cigano vs Cain Velásquez III (peso- pesado)
  6. Renan Barão vs Dominik Cruz (peso- galo)
  7. Rodrigo Minotauro vs Fedor Emelianenko 4 (peso- pesado)
  8. Maurício Shogun vs Gerard Mousasi (meio- pesado)
  9. Lyoto Machida vs Alexander Gustafsson (meio- pesado)
  10. Michael Bisping vs Hector Lombard (peso- médio)
  11. Frank Edgar vs Chad Mendez (peso- pena)
  12. Vitor Belfort vs Wanderlei Silva (meio- pesado)
  13. Ronaldo Jacaré vs Roger Gracie (peso- médio)
  14. Ronda Rousey vs Chris Cyborg (peso- galo)
  15. Rogério Minotouro vs Dan Henderson (meio- pesado)
  16. Nate Diaz vs Anthony Pettis (peso- leve)
  17. Nick Diaz vs Rory McDonald (meio- médios)
  18. Rodrigo Minotauro vs Frank Mir 3 (peso-pesado)
  19. Maurício Shogun vs Glover Teixeira  (meio-pesado)
  20. Júnior dos Santos vs Jon Jones (peso- pesado)

Ranking Sherdog peso por peso no mundo

22 agosto, 2012 às 11:06  |  por Gustavo Kipper

Sherdog

  1. Anderson Silva (32-4)
  2. Georges St. Pierre (22-2)
  3. Jon Jones (16-1)
  4. Jose Aldo (21-1)
  5. Dan Henderson (29-8)
  6. Dominick Cruz (19-1)
  7. Benson Henderson (17-2)
  8. Gilbert Melendez (21-2)
  9. Junior dos Santos (15-1)
  10. Frankie Edgar (14-3-1)

UFC 146: Cigano brilha mais uma vez e lava a alma brasileira

27 maio, 2012 às 13:08  |  por Gustavo Kipper
(Foto: Getty Images)

(Foto: Getty Images)

Foi um UFC para ficar gravado na memória dos aficionados por MMA. Digo isso não pelas batalhas épicas, duelos disputados até o fim e equilíbrio. Sem tirar o mérito de Joe Silva, o homem que decide junto com Dana White os confrontos, o UFC 146 foi marcado pelo dinamismo e rapidez que os combates foram se desenhando e gravado ficará na memória dos brasileiros o dia em que fomos mais uma vez os maiores. Mesmo com o card principal recheado de pesos pesados, a estreia arrasadora de Glover Teixeira não deixou dúvidas de que ele tem potencial para enfrentar qualquer um na categoria, e quem sabe um dia, seja o próximo campeão dos meio-pesados. Veremos.

Nem tudo foi festa para os brazucas. Diego Brandão, lutando nos pesos penas, apesar do domínio no primeiro round, não mostrou sua agressividade original e foi dominado pelo ex campeão do WEC, tendo sua estreia frustrada. Mas o atleta cearense, último campeão do TUF americano ainda é novo e tem um longo caminho pela frente. O mesmo posso dizer de Edson Barboza, que sentiu a pressão e não conseguiu desenvolver seu jogo em pé, sendo nocauteado por Jamie Varner. Caindo em posição desfavorável, não conseguiu defender os socos que fizeram o combate ser encerrado. Porém, assim como Diego, deve treinar para voltar melhor. Afinal, ambos ainda têm contrato com a organização e muito para mostrar. Diego acabou perdendo por pontos.

Cigano

Muitos podem não ter reparado na música de entrada do catarinense de caçador, baiano de coração, mas aquilo era visivelmente um sonho, era toda uma vida de obstáculos, assim como no filme que certamente fez parte da infância de muitos e da vontade de ser o campeão, de ser o melhor do mundo. A música ao fundo, tema do filme do lutador Rocky, eternizado por Silvester Stallone, fez brilhar como olhos de tigre o nosso campeão. Com o rosto marcado pela concentração, desde a primeira encarada era visível à superioridade mental e física de Cigano. Frank Mir estava prestes a entrar em um mundo de dor. Seus olhos tentaram evitar por alguns segundos aquilo que viria pela frente. Uma luta em que suas armas não possuíram o menor efeito. Frank Mir ficou pequeno diante da técnica de Júnior Cigano dos Santos.

Deixando a emoção de lado, sou obrigado a dizer que Cigano fez aquilo que Minotauro por um castigo divino não fez. Feriu Frank Mir com um boxe precioso e quando todos imaginavam que viria o atropelo, ground and pound ou como quiserem chamar, ele faz mais, fez o país vibrar a cada vez que levava Mir à lona e o mandava se levantar. Pior que no boxe, Mir não tinha nem os dez segundos e via a cada instante seu fim chegar mais perto, adormecendo nas limitações que o levaram pela terceira vez ao solo, tempo suficiente para ainda aquele último golpe, antes do juiz encerrar a luta, o último golpe que todo brasileiro deu junto. Frank Mir tentou apenas uma vez levar o brasileiro para sua suposta zona de desconforto, mas Júnior Cigano rapidamente imprimiu seu ritmo em pé e o confronto no chão começou a ficar improvável. Com golpes precisos, Júnior Cigano provou que é o melhor peso-pesado do planeta. E que seu reinado do melhor boxeador do MMA dure por muitos anos.

Cain Velasquez: um monstro com sede de vingança

Assim como na bíblia, Cain fez jus a sua fama de mau e foi imponente na vitória contra Antonio “Big Foot”. Muito mais que isso, mostrou por que era o campeão dos pesados e venceu com facilidade o gigante brasileiro, especialista em jiu-jitsu. Cain derrubou por duas vezes seguidas Pezão com uma facilidade de impressionar e impôs o jogo cruel que o fez um dia ser o melhor. Com uma sequência traumática de cotoveladas e socos, Cain bateu muito e obrigou o brasileiro a virar de lado, sem conseguir mais se defender de tanta potência. Logo que a luta foi interrompida, o sangue no rosto de Antonio e a nítida impressão de que apenas um homem pode hoje parar Cain. Uma revanche entre Velásquez e Júnior dos Santos parece inevitável e provavelmente aconteça ainda este ano. Seria uma luta completamente diferente do primeiro encontro, no qual Cain estava havia quase um ano sem lutar. Sem dúvida será o confronto mais importante da história dos pesos-pesados do UFC. Vai rolar.

UFC 146: Júnior dos Santos vs Frank Mir

25 maio, 2012 às 12:57  |  por Gustavo Kipper

O UFC mais pesado de todos os tempos

Com um card principal dominado pela divisão dos pesados, o UFC 146 que acontece neste sábado no MGM Grand, em Las Vegas, promete mudar os rumos da categoria. Além da mais aguardada luta pelo título, vários atletas de ponta farão lutas que definirão o quão longe estão do cinturão. É o caso de Cain Velasquez, que encara o brasileiro recém-chegado do Strikeforce Antônio Pezão, que já tem vitórias importantes em seu cartel, como contra o russo Fedor Emelianenko no GP dos pesados, em 2011. Na ocasião, Pezão chegou à luta com 140 kg, o que pode dificultar o jogo de Wrestling de Cain.

Coletiva de imprensa sem trashtalk e sem Dana White 

O que se viu hoje na coletiva de imprensa do evento foram perguntas diretas e respostas profissionais e sinceras. Tanto Cigano quanto Mir mantiveram o nível da conversa, deixando claro a todos os presentes quais as qualidades e brechas no jogo de cada um, sem esconder em qual área se sentiam mais confortáveis. O certo é que ambos duvidam que a luta dure os cinco rounds e ambos ressaltaram o poder que vencer um primeiro round nos pesados pode ter no efeito da luta. Mesmo com uma trocação que já surpreendeu alguns strikers famosos (Mirko Crocop), Frank Mir parece ser lento nas tentativas de quedas que virão contra Cigano e as mãos do brasileiro, muito rápidas para a categoria, prometem encerrar o combate de forma breve. Uma ironia interessante foi levantada por Mir, que disse que os americanos têm vários campeões mundiais de boxe, mas o brasileiro leva vantagem. Assim como os brasileiros dominam o jiu-jitsu, mas o americano tem oito finalizações, enquanto Cigano não tem nenhuma. É MMA. É ver para crer. Imperdível.

Brasileiros completam card do UFC 146

Além do campeão Júnior dos Santos e do monstro Antônio Pezão, alguns brasileiros badalados farão lutas importantes que, se vencidas, projetarão nossos atletas rumo ao topo de suas categorias. Estou falando do peso pena, campeão da última edição do TUF americano, o traumático Diego Brandão, que promete ir pra porrada pra justificar sua conquista. Outro brasileiro, que já deveria estar há anos no hall dos grandes lutadores do UFC, Glover Teixeira, faz sua estreia nos meio-pesados e muitos comentam que ele pode passar o trator na categoria, podendo inclusive um dia ganhar o title shot. Para fechar a noitada, o autor do golpe cinematográfico do UFC Rio, Édson Barboza, tem mais uma caminhada rumo ao título dos pesos leves.

Ver ou não ver as preliminares

Muita gente não dá muito valor às lutas preliminares, concentrando-se apenas nas lutas principais, que invadem nossas madrugadas. E isso não é chatice, realmente as lutas preliminares são uma eternidade para quem quer ver seus ídolos em ação. Mas olhando com atenção no card do evento, podemos ver grandes figuras e lutas boas a noite toda. Acho que é o UFC do ano em que não deve se tirar os olhos da tela, principalmente na sequência dos pesados, e caso Cigano nocauteie, não há brasileiro que não se sinta vingado pelo ocorrido com Minotauro.

UFC 146 Primetime

http://youtu.be/DvZNTMyMg8w

http://youtu.be/wMWkx3sVatk

Veja na íntegra a entrevista dessa sexta com os atletas :

http://www.youtube.com/watch?v=wrq8nNwnXkE

No Brasil o evento completo será transmitida pelo canal Combate a partir das 19:30 horas.

Card Principal

Junior dos Santos vs. Frank Mir
Cain Velasquez vs. Antônio Silva
Roy Nelson vs. Dave Herman
Shane del Rosario vs. Stipe Miocic
Lavar Johnson vs. Stefan Struve

Card Preliminar
Diego Brandao vs. Darren Elkins
Jamie Varner vs. Edson Barboza
Jason Miller vs. C.B. Dollaway
Jacob Volkmann vs. Paul Sass
Dan Hardy vs. Duane Ludwig
Kyle Kingsbury vs. Glover Teixeira
Mike Brown vs. Daniel Pineda

O dia em que dominaremos todas as categorias do UFC

17 maio, 2012 às 12:13  |  por Gustavo Kipper

Do Pride ao UFC

Em mais de 150 torneios, muitos campeões surgiram e gravaram seu nome no hall da fama. Os eventos rústicos onde Royce Gracie e Marco Ruas reinaram, o aumento da popularidade do esporte crescendo nos Estados Unidos e a crise dos eventos japoneses, cujas transmissões em TV aberta foram suspensas devido à participação dos organizadores com membros da máfia japonesa, levaram o MMA a migrar definitivamente para Estados Unidos, com mais possibilidades e “know how” para o show. Muitos brasileiros gravaram seu nome no evento americano, como Vitor Belfort e Rodrigo Bustamante.

Após a aquisição do Pride pelos mesmos donos do UFC, o evento japonês foi literalmente colocado na geladeira, sendo seu formato ultrapassado, porém, com grande acervo da história mundial do esporte. Uma enxurrada de ídolos migrou para o UFC, deixando ainda mais interessante o evento americano. Muitas lutas aguardadas aconteceram, mas com uma gigante vantagem dos atletas da casa. Wanderlei pareceu ter perdido o queixo depois de sua cirurgia facial, deixando o cachorro louco com cara de pai de família bonzinho. Mirko Crocop, campeão de um dos GP´s do Pride, amargou derrotas cruéis, com direito a desmaiadas e surras. Minotauro, apesar de ter ganhado o título interino contra o decadente Tom Sylvia, não resistiu aos principais nomes da categoria, como Cain Velasquez e Frank Mir. O curitibano Maurício Shogun foi talvez o único brasileiro a ser campeão nos dois eventos, vencendo Lidell e Lyoto Machida. Mas o reinado não passou da primeira defesa contra Jon Jones.

Uma nova geração surgiu para tentar dominar o esporte e trazer o máximo de cinturões para o Brasil. São oito categorias de peso e no momento temos três campeões: José Aldo nos pesos penas, Anderson Silva nos médios e Júnior Cigano nos pesados. Mesmo sendo quase a metade, ainda falta chão para nossos atletas, tendo em vista que algumas categorias parecem dominadas. Caso dos meio-médios com Georges St Pierre e dos meio pesados com Jon Jones.

Renan Barão a duas lutas do cinturão inédito dos galos

Renan Barão é o brasileiro que parece estar mais perto de um “title shot”, mesmo que interino, devido à lesão de Dominick Cruz no joelho esquerdo. O campeão, que enfrentaria Urijah Faber no TUF americano, fica fora por pelo menos sete meses, e Dana White disse que há uma grande possibilidade de Renan Barão ser o desafiante. Caso vença, enfrentará Cruz quando ele se recuperar. Seria o primeiro título brasileiro na competição, que absorveu o extinto WEC, especializado em lutas de categorias mais leves.Será que um dia dominaremos todas as categorias de peso do UFC e nos tornaremos os maiores do planeta, mesmo com a diferença econômica abissal? Será o UFC nosso novo futebol?

Pesos penas em boas mãos

José Aldo é um verdadeiro campeão. Longa data sem saber o gosto amargo da derrota, é considerado um dos três melhores pesos por pesos do mundo e parece não ter adversários. Seu próximo adversário deve ser o Zombie coreano que venceu Junstin Poirier, pelo UFC on Fuel 3. O coreano mostrou grande técnica, mas ainda está longe de querer bater de frente com Aldo. Esse é uma certeza de que o título dos penas fica no Brasil por muito tempo, embora já fosse cogitada sua ida para os pesos leves.

Pesos leves e revanches

Há quase dois anos a categoria do penas vive rivalidades que obrigaram a organização a editar duas revanches, tamanho o equilíbrio dos combates. De certa forma, isso trava a categoria, deixando muita gente boa na fila. O ex-campeão Frank Edgar defendeu seu cinturão duas vezes contra Grey Maynard e agora irá fazer sua segunda luta seguida com o atual campeão Ben Henderson. Vencendo ou não, a única chance de título de um brasileiro é de Édson Barbosa, lutador que ficou marcado pelo nocaute plástico no UFC Rio. Barboza luta dia 27. Vamos ficar de olho.

Não vejo brasileiros em condições de brigarem pela categoria meio-médios… Por enquanto

Com o domínio de St Pierre há anos nesse cenário, nossos melhores atletas como Thiago Alves Pitt Bull e Paulo Thiago vêm de derrotas e terão ainda um longo caminho pela frente. A divisão é recheada de atletas muito competitivos como John Fitch, Johny Hendricks, Martin Kampmann e o maluco Nick Diaz. Nossa esperança no momento é o capixaba Erick Silva, pupilo de Andersom Silva. Ele tem feito apresentações perfeitas, mesmo com o incidente no UFC RIO. É o único brasileiro com chances na categoria, se embalar é claro uma sequência de pelo menos três vitórias.

Domínio extremo de Anderson Silva nos médios

Desde 2006 nos acostumamos com as grandes performances de Anderson. Mas sempre me perguntei. Será que a maioria de seus oponentes eram de fato caras que cheiram título? Alguns oponentes, confesso, têm enorme potencial, como Belfort, Sonnem e Henderson, mas a grande maioria não chega nem aos pés do spider. Quem talvez possa acabar com o reinado de Silva é o cubano que recentemente assinou com o UFC, Hector Lombard, invicto também desde 2006. É a única chance de a categoria não ser varrida até a aposentadoria de Anderson.

Jon Bones Jones choca os meio pesados

Há alguns meses esse americano com ar de adolescente vem chocando os fãs de MMA. Com seu jeito exêntrico que lembra Anderson, porém com um jogo não apenas imprevisível, mas desconcertante. Cotoveladas giratórias, high kicks, quedas sensacionais, clinches avassaladores e um perfeito controle da distância, Jones, em menos de um ano, parece não ter mais adversários. Caso vença sua luta contra Dan Henderson, no UFC 151, possivelmente deva subir de peso em 2013, abrindo assim novamente o caminho para brasileiros como Shogun, Lyoto, Thiago Silva e o estreante Glover Teixeira.

Pesos Pesados. Quem pode segurar esse cinturão por muito tempo?

Júnior dos Santos Cigano foi demolindo seus adversários com nocautes precisos, resultado de um boxe de campeão mundial. Afinal, seu treinador já afiou as mãos de ninguém menos que Acelino Popó Freitas. Esse boxe é o grande responsável pelo sucesso de Cigano, que ainda não precisou mostrar o que sabe da “arte suave” (Jiu-Jítsu). O título dos pesados vem trocando de mão em mão há anos. Nenhum lutador conseguiu segurá-lo por muito tempo. O doping de Overeem e a mudança no card do próximo evento fizeram com que Cigano mudasse sua tática contra Mir, mas ainda é favorito. Tem potencial para reinar por mais alguns anos sem ser incomodado, mesmo com brasileiros perigosos como Antônio Pezão e Fabrício Werdum, e os gringos Cain Velásquez e Lavar Johnson.

UFC confirma: Júnior Cigano enfrentará Frank Mir

21 abril, 2012 às 21:16  |  por Gustavo Kipper

Após toda a polêmica envolvendo o teste antidoping do holandês Alistair Overeem, o UFC voltou atrás e confirmou nesta madrugada o seu substituto pela disputa do cinturão dos pesos pesados, dia 26 de maio, em Las Vegas.
O americano Frank Mir foi anunciado, acalmando parte dos fãs e dando direção aos treinamentos do campeão, o brasileiro Júnior Cigano, que até então treinava para lutar contra o striker holandês. O jogo de Mir é muito diferente e com certeza deve afetar a estratégia de Cigano.

Considerado um dos melhores boxers do MMA, Cigano agora se depara com um lutador muito mais completo no jogo de wrestling e jiu-jitsu, justamente os pontos fracos de Overeem. Se antes o plano B era a finalização, creio que agora o plano A, mais do que nunca, é o nocaute. Não sei se existe um plano B. Uma luta de solo com o americano seria perigosa. Basta lembrarmos como Rodrigo Minotauro foi finalizado, mostrando que Mir não pode ser subestimado em nenhuma área. Mir também já havia nocauteado Minotauro no primeiro confronto, além de também vencer outros strikers famosos, como Mirko Cro Cop, por nocaute. Sua indicação faz justiça, pelo menos entre os pesos pesados e fãs do esporte. Para muitos brasileiros, inclusive para Cigano, Frank Mir é o nome mais coerente, devido à sequência de vitórias dentro do octógono. É a chance de Cigano vingar Minotauro, seu amigo e parceiro de treinos.

Ainda sobram indefinições que prometem ser esclarecidas na coletiva de imprensa marcada para o dia 24 de abril, no Rio. No evento, espera-se que Dana White anuncie o local das finais do Ultimate Fighter Brasil, originalmente marcado para o Engenhão, e, possivelmente, transferido para o Mineirinho, em Belo Horizonte. Mais o local da revanche entre Anderson Silva e Chael Sonnen, possivelmente em Las Vegas, e o novo adversário de Cain Velasquez. Dúvidas que vêm manchando a credibilidade da organização, pelo menos entre os brasileiros, os mais prejudicados com as indefinições.