Arquivos da categoria: MMA

UFC: ranking e próximos eventos

31 março, 2014 às 11:36  |  por Gustavo Kipper

Abril será agitado.  Serão quatro eventos com uma disputa por cinturão. Destaque para a volta de Rodrigo Minotauro e o title shot de Glover Teixeira.

11/04 – Fight Night: Rodrigo Minotauro vs Roy Nelson
16/04 – Fight Night: Michael Bisping vs Tim Kennedy
19/04 – Fight Night: Fabrício Werdum vs Travis Browne
26/04 – UFC 172: Jon Jones vs Glover Teixeira

Ranking peso por peso UFC
1 – Jon Jones
2 – Jose Aldo
3 – Renan Barão
4 – Cain Velasquez
5 – Demetrious Johnson
6 – Chris Weidman
7 – Anderson Silva
8 – Anthony Pettis
9 – Johny Hendricks
10 – Ronda Rousey
11 – Vitor Belfort
12 – Benson Henderson
13 – Gilbert Melendez
14 – Alexander Gustafsson
15 – Urijah Faber

UFC Natal e a revanche de Shogun

21 março, 2014 às 14:37  |  por Gustavo Kipper

Maurício Shogun e Dan Henderson já protagonizaram uma das maiores lutas da história do MMA. No primeiro encontro, o americano venceu por decisão dos juízes. Agora, no Brasil, o curitibano promete dar o troco em outra batalha de cinco rounds.

O UFC volta ao Brasil neste domingo, pela primeira vez em Natal, Rio Grande do Norte, para mais uma edição do UFC on Fox, transmitido para a TV aberta nos Estados Unidos. Com um card recheado de brasileiros, o destaque será a aguardada revanche entre Maurício Shogun e Dan Henderson. Os dois veteranos do MMA terão que mostrar muita ação para reviverem a batalha de 2011.

Ambos vivem momentos bem diferentes. A derrota para Chael Sonnen parece ter sacudido Shogun, que destruiu James Te Huna, ainda no primeiro round, e vem sedento pela revanche contra Henderson. Já o americano foi nocauteado brutalmente, pela primeira vez, nas mãos e pés de Vitor Belfort. Porém, na época, ambos faziam uso da Terapia de Reposição Hormonal (TRT), portanto, estavam em condições iguais. Agora banida, a terapia não consta mais no arsenal de Henderson, o que pode torná-lo menos impetuoso.

Apesar da experiência, Shogun é consideravelmente mais novo do que o americano: 32 anos contra 43. Acredito inclusive que Shogun pode aposentar Hendo dependendo da forma com que o combate acabar. Se for nocauteado novamente, deverá pendurar as luvas. Sem dúvida, foi uma carreira vitoriosa. Ambos já enfrentaram os maiores de todos. Então talvez seja um dos últimos clássicos do antigo Pride, senão o último. Shogun, ao contrário, ainda tem lenha pra queimar.

Minha preocupação pra variar é em relação aos treinamentos e estratégia do curitibano. Pouco se falou sobre seus treinamentos. Embora ache animador ele ter se unido à equipe de Demian Maia, após ser finalizado por Sonnen, ainda tem muito que recuperar. Suas aulas de boxe com Freddie Roach fizeram efeito na última luta. Mas o Shogun com sequencias de socos e chutes está desaparecido. Acho que deveria se aproximar novamente de Rafael Cordeiro, já que Lyoto desceu de categoria e não está mais no radar. Rafael sabe o caminho da vitória. Além de um ótimo treinador, é um estrategista.

UFC Fight Night: Shogun x Henderson 2

CARD PRINCIPAL
Peso-meio-pesado: Maurício Shogun x Dan Henderson
Peso-médio: Cezar Mutante x CB Dollaway
Peso-leve: Léo Santos x Norman Parke
Peso-meio-pesado: Fábio Maldonado x Gian Villante
Peso-leve: Michel Trator x Mairbek Taisumov
Peso-pena: Rony Jason x Steven Siler
CARD PRELIMINAR
Peso-pena: Diego Brandão x Will Chope
Peso-médio: Ronny Markes x Thiago Marreta
Peso-mosca: Jussier Formiga x Scott Jorgensen
Peso-meio-médio: Thiago Bodão x Kenny Robertson
Peso-pena: Godofredo Pepey x Noad Lahat
Peso-meio-pesado: Francimar Bodão x Hans Stringer

Noite decisiva para nossos últimos campeões

31 janeiro, 2014 às 09:49  |  por Gustavo Kipper
UFC 169

UFC 169

Quando subirem no octógono sábado à noite, José Aldo e Renan Barão irão carregar em seus ombros os últimos cinturões que nos restaram. Fomos acostumados a dominar o esporte desde os primórdios. Das lutas de vale-tudo de antigamente, quando Hélio Gracie e Carlos Gracie desafiaram os campeões japoneses do judô, quando Royce atropelou os americanos e europeus com nossa arma secreta, quando a Chute Boxe e a American Top Team protagonizaram uma rivalidade única no Pride, tornando-se campeões, sabíamos que tínhamos sido feitos para aquilo.

O tempo foi passando e, como diria o “pofexô” Wanderlei Luxemburgo, não existe mais bobo no MMA. Os muitos “Joões” que enfrentavam nossos campeões aos poucos foram se transformando em atletas completos, dominaram a arte suave, trouxeram o boxe e o wrestrling de níveis olímpicos e o esporte finalmente virou o que é hoje. Uma disputa palmo a palmo para quem domina a arte. E hoje, os americanos nos dominam. Em partes.

O Brasil já conquistou quase todos os cinturões do UFC. Já em um formato mais moderno, Vitor Belfort ganhou os pesados e meio-pesados, Anderson Silva os médios, Lyoto Machida e Maurício Shogun os meio-pesados, Minotauro e Júnior Cigano os pesados, José Aldo os penas e Renan Barão o peso-galo. John Lineker, se ajustar seu problema em perder peso, é o possível desafiante dos moscas. Enfrenta o fenômeno russo Ali Bagautinov. Além, é claro, de Vitor, que pode fazer história e se tornar o primeiro ser vivo a conquistar três cinturões em categorias diferentes de peso.

Fato mesmo é que hoje só nos sobraram dois campeões. O que torna tudo mais emocionante é que os dois são como irmãos, treinados pelo paizão Dedé Pederneiras, chefe da equipe Nova União, considerada por muitos a melhor do planeta. José Aldo e Renan Barão não sabem o que é a derrota há muitos anos. A última derrota de José Aldo foi em 2005, no Jungle Fight. De lá pra cá foram 16 vitórias consecutivas, sendo duas defesas de cinturão pelo extinto WEC e cinco pelo UFC. Renan Barão perdeu apenas em sua estreia, em 2005. Acumula a impressionante marca de 32 lutas sem derrotas, sendo 31 vitórias e uma luta sem resultado. No UFC, tornou-se campeão indiscutível com a nova lesão de Dominick Cruz.

Sábado os dois carregarão uma nação nos ombros e em ano de Copa do Mundo temos que mostrar quem manda. Sem aquele patriotismo exacerbado, do qual não sou muito fã, dessa vez é diferente. Precisamos segurar os últimos cinturões que nos restaram e torcer para que, até fim do ano, mais um ou dois volte pra nossas mãos. Os treinamentos de Aldo e Barão já são intensos por natureza, com os dois se enfrentando todos os dias. Não podemos esquecer que lá também tem Dudu Dantas, campeão dos penas do Bellator. Então sai faísca todo dia. Mas pra encorpar ainda mais as dificuldades, a Nova União trouxe também as lenda BJ Penn e Acelino Popó Freitas, o nosso campeão mundial de boxe. Faixas pretas em jiu-jitsu e muay- thai, José Aldo e Renan agora desenvolvem a exaustão suas técnicas no boxe. Seus treinadores enxergam neles pugilistas natos, o que os torna muito completos. Por isso são os campeões.

José Aldo só conhece seu adversário por vídeos. Não muito adepto da autopromoção, Ricardo Lamas teve seus movimentos e técnicas destrinchadas para traçar a estratégia perfeita. Creio que com o nível de intensidade do combate, não passe do quarto round, com um nocaute do brasileiro, que costuma diminuir o ritmo nos rounds finais. Por isso é bom não deixar nas mãos dos juízes. Renan Barão já conhece bem seu adversário. Ele já derrotou Urijah Faber e sabe bem as falhas do californiano, que, apesar da experiência e ótima fase, não tem ferramentas para surpreender Barão. Mas o americano é muito esperto, então acho difícil ser nocauteado. Mais provável que Barão domine todos os rounds e leve a luta por decisão unânime.

Além disso, ainda temos o choque dos pesos pesados Frank Mir e Alistair Overeem. Os dois vêm de derrotas e precisam mostrar que ainda têm lenha pra queimar. Acho que veremos um belo nocaute de Overeem, que já foi campeão do K-1 e do Strikeforce. Esse é um dos eventos imperdíveis que acontecem no UFC. Ao contrário das mornas edições do Fight Night, o UFC 169 vai entrar para história. Seja ela de glória ou pesadelo.

Vídeos: Countdown to UFC 169.

CARD COMPLETO:

UFC 169
Newark, Estados Unidos
Sábado, 1º de fevereiro de 2014.

Card Principal
Renan Barão x Urijah Faber
José Aldo x Ricardo Lamas
Frank Mir x Alistair Overeem
John Lineker x Ali Bagautinov
Jamie Varner x Abel Trujillo

Card Preliminar
John Makdessi x Alan Nuguette
Chris Cariaso x Kyoji Horiguch
Nick Catone x Tom Watson
Al Iaquinta x Kevin Lee
Clint Hester x Andy Enz
Tony Martin x Rashid Magomedov
Neil Magny x Gasan Umalatov

E evento começa às 21:30.

 

 

 

Quando a arbitragem bate mais forte que o lutador

27 janeiro, 2014 às 16:06  |  por Gustavo Kipper

Em mais uma decisão polêmica envolvendo os juízes laterais do UFC, o ex-campeão dos pesos leves Ben Henderson venceu o ex-campeão do Strikeforce Josh Thomson, por decisão dividida. Porém, mais uma vez, a vitória ficou em segundo plano e logo surgiram muitos comentários negativos acerca da decisão de dois dos três juízes. Um deles inclusive marcou quatro rounds a favor de Henderson e levantou novamente a dúvida a respeito da intenção da classe que julga os combates, tendo em vista sua influência no mercado do MMA e do boxe.

“Nunca deixe nas mãos dos juízes”. Constantemente repetida por Dana White, essa frase chega a decorar a porta de entrada dos lutadores do T.U.F, já deixando claro qual a postura que o lutador deve ter para não ser surpreendido por um julgamento errado. Mas para tudo há limites. Em esportes de alto rendimento, o equilíbrio é a prova de que os atletas treinaram forte para chegar até o combate. Portanto, decisões divididas são normais. Mas o que intriga são os rounds marcados por alguns árbitros e a quantidade dessas decisões polêmicas que chegam a ser absurdas. Nesse caso, dizer que Henderson venceu quatro rounds é um desses absurdos. Outra falta de discernimento é não enxergar algo muito comum em esportes que preveem o empate. Ele muitas vezes coroa uma bela disputa e quase não é visto no MMA.

No caso de Henderson vs Thomson, até um empate seria aceitável, ainda mais com a fratura na mão que Josh sofreu no primeiro round. Porém, quem assistiu não percebeu e o americano foi superior no solo e na trocação. Venceu possivelmente quatro dos cinco rounds. Nessa hora entram os juízes para definir os possíveis combates que virão. Mesmo que Dana White diga que não gostou do desempenho de Henderson e que a vitória não o credencia ao title shot, o fato é que Josh perdeu a chance de sua vida de enfrentar o campeão Anthony Pettis. Após a luta, Josh demonstrou toda sua frustração com a decisão e disse que possivelmente vai se aposentar.

Embora pareça um fenômeno recente, erros de juízes laterais vêm acontecendo sistematicamente no boxe e no MMA. Alguns erros são tão chocantes que são comentados por anos, além, é claro, daquela sonora vaia no anúncio da decisão. A quantidade de dinheiro é tão grande na realização desses eventos, principalmente no boxe, que é fácil suspeitar que, se o lutador não nocautear seu adversário, estará sujeito à lei do mercado e de como as próximas lutas serão marcadas. Os lutadores não têm culpa. Ao contrário. São os mais prejudicados, ao lado do público. Os únicos que têm a ganhar são os promotores e empresários, que usam essas decisões para promoverem outros eventos e ganharem mais dinheiro.

Hoje tenho certeza que as grandes lutas serão decididas pelo mercado, caso não seja decidida pelas mãos dos lutadores. Não há mais limites para a distorção dos fatos. Com um sistema de pontuação com tamanha subjetividade, os esportes como boxe e MMA ficarão reféns do dinheiro dos promotores, que certamente tem influenciado os juízes. Como temos memória curta, quando chegar a próxima luta vamos acreditar novamente que o melhor vai vencer.

(www.mmaspace.net)

(www.mmaspace.net)

Brasileiros

Hugo Viana, o Wolverine, foi o único brasileiro a brilhar. Vencendo os dois primeiros rounds, apenas administrou o terceiro e se recuperou da última derrota. Adriano Martins foi nocauteado por um lindo chute do cowboy Donald Cerrone. Gabriel Napão foi derrotado por Stipe Miocic por decisão unânime. Napão também fraturou a mão no primeiro round, o que prejudicou demais seu desempenho. Cansou no segundo round e foi dominado. Seu futuro no UFC é incerto, oscilando vitórias e derrotas. Se não melhorar seu condicionamento físico, não há futuro.

Veja algumas das lutas que geraram polêmica no boxe e no MMA nos últimos tempos.

Carl Froch vs George Groves

Júlio Cesar Chavez Jr vs Brandon Vera

Georges St Pierre vs Johny Hendrics

Many Pacquiao vs Timothy Bradley

UFC Fight Night: Rockhold vs Philippou

15 janeiro, 2014 às 16:56  |  por Gustavo Kipper

Não só de grandes espetáculos vive o MMA. Até mesmo a maior franquia do mundo precisa realizar eventos menores, afinal, os lutadores com menos fama também precisam comer.

Em parceria com a rede americana FOX, o UFC vem realizando com sucesso as edições do Fight Night, dando a chance aos atletas de um dia chegarem ao topo. Nesta quarta-feira (13) à noite, em Duluth, Geórgia (EUA), acontece o UFC Fight Night: Rockhold vs Philippou. Após a derrota por nocaute para Vitor Belfort, o ex-campeão dos médios do Strikeforce Luke Rockhold busca sua redenção. Se vencer coloca sua carreira nos trilhos e passa a ser um futuro desafiante ao cinturão. Seu oponente, o cipriota Costa Philippou, também vem de derrota. Foi nocauteado por Francis Carmont, no UFC 165. Carmont é o futuro adversário do brasileiro Ronaldo Jacaré no UFC Jaraguá do Sul 2, em fevereiro.
UFC: Rockhold x Philippou.

15 de janeiro de 2014, em Atlanta (EUA)

CARD PRINCIPAL
Peso-médio: Luke Rockhold x Costa Philippou
Peso-médio: Lorenz Larkin x Brad Tavares
Peso-galo: TJ Dillashaw x Mike Easton
Peso-médio: Yoel Romero x Derek Brunson
Peso-mosca: John Moraga x Dustin Ortiz
Peso-pena: Cole Miller x Sam Sicilia
CARD PRELIMINAR
Peso-leve: Ramsey Nijem x Justin Edwards
Peso-leve: Isaac Vallie-Flagg x Elias Silvério
Peso-médio: Trevor Smith x Brian Houston
Peso-mosca: Alptekin Ozkilic x Louis Smolka
Peso-leve: Vinc Pichel x Garett Whiteley
Peso-leve: Charlie Brenneman x Beneil Dariush

O canal Combat transmite o evento a partir das 18h30.

Novo ranking UFC

7 janeiro, 2014 às 12:51  |  por Gustavo Kipper

Com a nova lesão de Dominick Cruz, o UFC se viu obrigado a declarar Renan Barão o novo campeão do peso-galo. Agora defenderá seu cinturão contra Urijah Faber. Os dois já lutaram em 2012, com vitória por pontos do brasileiro, que não perde desde 2005.

Confira como ficou o ranking do UFC:

(ranking UFC)

O que esperar do MMA para o início de 2014.

6 janeiro, 2014 às 17:16  |  por Gustavo Kipper

Ano passado não foi um bom ano para o MMA brasileiro. Como muitos já sabiam o número 13 nunca foi confiável. Foi um ano de contusões, derrotas e novos campeões. Infelizmente nenhum brasileiro. Júnior Cigano não recuperou o cinturão de Cain Velásquez e Anderson também não venceu sua revanche, terminando o ano de forma melancólica. Restaram-nos Aldo e Barão, além de uma esperança chamada Vitor.

O que esperar do MMA para o início de 2014.

Não fosse à complacência de Dana White em relação ao tempo de afastamento de Dominick Cruz, Renan Barão poderia ser o campeão dos galos. Mas, em fevereiro, os dois poderão resolver de fato quem é o campeão indiscutível. O único campeão oficial do Brasil é José Aldo, que coloca mais uma vez seu cinturão em jogo no mesmo evento que Cruz vs Barão. O UFC 169 de 1º de fevereiro, além de imperdível, é crucial para a manutenção dos cinturões que sobraram. Outra luta de peso é o combate entre Alistair Overeem e Frank Mir. Os dois vêm de derrota.

José Aldo vs Ricardo Lamas

José Aldo é muito favorito. Particularmente não consigo imaginar ninguém nos pesos-penas capaz de ameaçar o reinado do brasileiro. O resultado mais provável é um nocaute até o terceiro round. Se vencer, Aldo deve começar a pensar em conquistar o título dos leves, derrotando quem quer que seja. Ele tem técnica e potência para dominar também a categoria de cima, nem que para isso precise deixar vago seu cinturão dos penas. É a hora de dar um passo maior.

Dominick Cruz vs Renan Barão

Enfim poderemos ver a unificação do título dos galos. Há quase dois anos sem lutar, creio que o ritmo de Barão fará a diferença. Apesar da movimentação de Cruz ser muito efetiva, em uma luta de cinco rounds, sem muito ritmo seu gás pode acabar. É uma das lutas mais aguardadas no ano. Será uma noite de vitórias para o Brasil e para a equipe Nova União.

Chris Weidman vs Vitor Belfort

Mesmo com a polêmica do uso de tratamento de reposição de testosterona (TRT) pelo brasileiro, a luta em Las Vegas é a melhor maneira de Vitor provar que seus últimos grandes resultados são fruto de sua competência e não da testosterona. Afinal, hormônios não sabem chutar. Agora mais campeão do que nunca, a confiança de Weidman, assim como a de Vitor, parece não ter limites. Weidman tem tudo a perder e o brasileiro, tudo a ganhar. Se vencer, será o primeiro lutador da história a ser campeão em três categorias de pesos diferentes dentro do UFC. O fenômeno será mais vitorioso do que nunca. Será uma batalha, embora ache que Weidman leve vantagem por ser maior e melhor no clinch e nas quedas. Mas a velocidade e explosão de Vitor, principalmente nos primeiros rounds, podem colocar o americano na panela de pressão.

Lyoto Machida vs Gerard Mousasi

Após a brilhante estreia nos médios com vitória sobre Mark Muñoz, Lyoto enfrenta agora o ex-campeão do Strikeforce o armênio Gerard Mousasi. Dois strikers de ponta. Será uma batalha entre o karatê e o kick-boxing. O jogo dos dois promete trazer um grande desfecho – um nocaute é esperado. A luta acontece no UFC Jaraguá, dia 15 de fevereiro. Quem vencer pode estar a apenas mais uma vitória da disputa pelo título. Sempre lembrando que Ronaldo Jacaré é outro grande candidato e luta no UFC Jaraguá 2 contra o francês Francis Carmont, outro top 10 da categoria.

Ronda Rousey vs Sarah McMann

Enfim a campeã dos galos do UFC vai enfrentar um desafio à altura. Outra atleta e medalhista olímpica. A wrestler Sarah McMann talvez seja a única atleta empregada pelo UFC a poder derrotar Ronda. É também a primeira atleta americana a conquistar uma medalha olímpica no wrestling. A luta será em Las Vegas, dia 22 de fevereiro. Será que Ronda vai conseguir aplicar novamente aqueles ippons? Após dominar Miesha Tate novamente e conquistar mais uma vitória com chave de braço, Ronda mostrou que na luta agarrada é quase imbatível. Impressionante como conseguiu trazer sua habilidade de judoca para o MMA.

Jon Jones vs Glover Teixeira

Glover Teixeira venceu todos seus adversários até chegar ao campeão Jon Jones. É merecedor da chance ao título e, além de grande pessoa, é um lutador completo e muito perigoso. Mas será o bastante para destronar Jones? O campeão americano dos meio-pesados enfrentou adversários muito complicados, a começar por sua última batalha contra Alexander Gustafsson. Isso faz Glover parecer menos ameaçador. Sua envergadura pode fazer diferença mais uma vez, tendo em vista que talvez Jones não queira trocar muitos golpes em pé com o brasileiro. Vai buscar a queda e as traumáticas cotoveladas. Não estou muito otimista. O combate será no UFC 172, ainda sem local e data definidos.

Johny Hendrics vs Robbie Lawler

Após a controversa vitória de GSP sobre Hendrics e sua aposentadoria por tempo indeterminado, o UFC foi obrigado a casar os dois principais candidatos a ocupar o lugar do ex-campeão canadense. O UFC 171, que acontece dia 15 de março, em Dallas, Texas (EUA), vai trazer finalmente um novo campeão para os meio-médios. Acredito no favoritismo de Hendrics, que está mais preparado para o lugar de campeão. Já vem em ritmo forte de treinos e é muito rápido e explosivo para a categoria. Deve vencer sem precisar da decisão dos juízes.

Wanderlei Silva vs Chael Sonnen

As gravações do The Ultimate Fighter Brasil 3 começam agora em janeiro, mas a rivalidade entre os dois vem desde o vídeo – em que Wanderlei aparece enquadrando o americano – que circulou na internet. Na época, Wanderlei dizia a Sonnen que falar mal dos irmãos Nogueira e do Brasil era perigoso. Após o episódio, Sonnen tornou-se ainda mais polêmico e falastrão devido aos confrontos contra Anderson Silva e Jon Jones. Tornou-se parte da marca UFC e já tem lugar garantido entre os comentaristas do evento. Já Wanderlei tenta provar que ainda tem condições que dar grandes espetáculos e vencer o programa e sua luta. O confronto promete muita ação e dificilmente chegará ao final sem um nocaute ou uma finalização.

Aposentadoria, domínio, derrota, doping.

19 dezembro, 2013 às 18:51  |  por Gustavo Kipper

A aposentadoria de Georges St Pierre, a dominação de Demetrious Johnson, a derrota de Adrian Broner no boxe e o doping de Antônio Pezão foram os destaques da semana.

A possível aposentadoria de Georges St Pierre.

Após a vitória conturbada sobre Johny Hendrics, o canadense demonstrou estar consternado sobre a pressão de manter-se no topo durante tantos anos. Realmente St Pierre enfrentou todos os oponentes possíveis de sua categoria e venceu todos. Desde seus primeiros algozes no UFC – Matt Hughes e Matt Serra – até Hendrics, o último grande desafio de uma longa e vitoriosa carreira. Foram batalhas físicas e mentais que aos poucos foram minando o espírito do campeão. Após a lesão, Carlos Condit, Nick Diaz e Johny Hendrics propiciaram confrontos que mudaram St Pierre para sempre. Mesmo vencendo, apanhou muito.

Esta semana, o agora ex-campeão anunciou que vai parar por tempo indeterminado, vagando o cinturão dos meio-médios, que deverá ser disputado entre Johny Hendrics e Robbie Lawler. Porém, a aposentadoria pode não ser definitiva. Pode ser uma maneira de conseguir motivação novamente. Assim como Anderson Silva, que precisou perder para se renovar, e, pelo menos em teoria, voltar um campeão motivado. St Pierre pode optar por umas férias, esfriar a cabeça, deixar que outros se matem pelo cinturão e um dia voltar. Treinar duro e recuperar o que já foi seu. Honrosa é a maneira com que saiu do jogo. Vencendo, mesmo que de forma contestada. Agora vamos esperar o anúncio da luta.

O domínio de Demetrious Johnson nos moscas.

Mais uma vez o campeão dos pesos-moscas, Demetrious Johnson, enfrentou seu maior rival, Joseph Benavidez. Vitorioso no confronto que lhe deu o cinturão contra Benavidez, Johnson esperava – como todos – uma luta com todos os ingredientes de uma batalha de cinco rounds. Mas, o que se viu foi a rapidez e a agressividade do campeão, que aproveitou uma brecha e nocauteou logo no primeiro round. Isso o coloca em uma posição de quase dominação. Ainda falta enfrentar poucos nomes para provar seu valor e ser um dos melhores pesos por pesos do mundo.

O próximo desafio possivelmente sairá do confronto entre o brasileiro John Lineker e o russo Ali Bagautinov, dia 1º de fevereiro, no UFC 169.

A chocante derrota de Adrian Broner.

Assim como no MMA, no boxe também existem os grandes campeões, alguns campeões olímpicos e raros casos de campeões invictos. Era o caso do americano Adrian Broner, ex-campeão dos leves do Conselho Mundial de Boxe (WBC) e agora ex-campeão dos meio-médios da Associação Mundial de Boxe (WBA). Com 27 vitórias e nenhuma derrota, Adrian Broner era considerado um dos futuros candidatos a tomar o trono de Floyd Maywheather como o melhor lutador de boxe da atualidade. Sábado passado, em San Antonio, Texas, a marra e a invencibilidade de Broner vieram abaixo chocando muita gente e deixando a plateia em polvorosa. O desafiante, o argentino Marcos Maidana, era obviamente o azarão, mas soube aproveitar a primeira defesa de Adrian no peso para levá-lo a lona pela primeira vez em sua carreira, logo no segundo round. Novamente no oitavo round e na decisão unânime, tornou-se o novo campeão mundial dos meio-médios pela Associação Mundial de Boxe (WBA).

Após a luta, uma chuva de críticas direcionadas a Broner, deixando clara a decepção de muita gente com sua postura em relação ao camp e ao adversário. Broner ainda é novo, apenas 24 anos. Portanto, mesmo sem sua invencibilidade pode recuperar seu cinturão. Mas, saiu do foco dos especialistas como um dos futuros lutadores de todos os tempos. Só o tempo dirá.

Veja a luta completa Adrian Broner vs Marcos Maidana:

http://youtu.be/onnqiRg8gn8

O doping de Antonio Pezão

Mais uma vez assuntos de fora do octógono mancham a carreira de lutadores e prejudicam a credibilidade dos eventos. Após a épica batalha contra Mark Hunt, Antonio Pezão foi pego no antidoping e vai pagar punição de nove meses, além de perder os 50 mil dólares do bônus da noite e patrocínios. A notícia vem de encontro com o polêmico tema da terapia de reposição de testosterona (TRT), que não deixa de ser um doping autorizado.

Mas, parece que o médico exagerou na dose e queimou o filme do brasileiro, que estava com prestígio no UFC. Pezão se defendeu e jogou a responsabilidade no dr. Márcio Tannure, diretor médico da comissão atlética brasileira de MMA. Aos 34 anos de idade, Pezão prometeu recorrer à justiça contra o médico e afirmou que vai continuar o uso de TRT, porém nos Estados Unidos. Em entrevista ao R7, Pezão procura esclarecer o assunto.

Link para ler a entrevista:

http://forum.portaldovt.com.br/forum/index.php?showtopic=165572

 

A semana foi agitada no MMA.

30 novembro, 2013 às 18:16  |  por Gustavo Kipper

A semana foi agitada no MMA. Finais do T.U.F, a possível morte do lutador Shane del Rosário e o possível card do UFC Jaraguá do Sul 2 ganharam destaque.

The Ultimate Fighter América

A décima oitava edição do T.U.F americano chega a seu fim neste sábado. Pelo menos em relação à conquista do reality show. A luta entre as treinadoras Ronda Rousey e Miesha Tate está marcada para o co- main event do UFC 168, que terá como luta principal a revanche entre Anderson Silva e Chris Weidman. Ambas já lutaram e Rousey finalizou logo no começo, com facilidade. Sua tradicional chave de braço parece ser impossível parar.

Foi uma temporada turbulenta dentro da casa. O temperamento de Ronda, a campeã, apagou um pouco aquela imagem construída pela franquia. Finalmente pode mostrar que não gosta muito de brincadeiras, se exaltando em vários momentos. Em certo ponto até ficou chato, tirando um pouco a atenção dos competidores. Mas, o que chamou a atenção foi o comportamento indisciplinado de alguns lutadores, que exageraram na comilança e não bateram o peso em suas lutas, obrigando Dana a expulsá-los da casa e classificar direto o outro lutador para as fases seguintes. Um dos envolvidos inclusive havia garantido a vaga para a semifinal dessa forma, mas na semifinal relaxou e cometeu o mesmo erro.

A fúria de Dana White em ter perdido duas lutas, ou dois programas inteiros, não se reverteu em um card de peso. As únicas lutas que criam certa expectativa são as finais do programa e a terceira luta entre Nate Diaz e Gray Maynard. Cada um venceu uma. Acho que a luta entre as treinadoras também deveria ser no dia nas finais do programa, tendo em vista que elas têm toda a estrutura para treinos, além do tempo de mais de um mês após o programa. Elevaria o nível de competição e venderia mais pay per view. Mas, do ponto de vista das atletas é complicado. Esse confronto, aliás, promete. Embora ache que a desafiante não tem a mínima chance, infelizmente.

TUF 18 Finale
30 de novembro de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Peso-leve (até 70,8kg): Gray Maynard (70,8kg) x Nate Diaz (70,8kg)
Peso-galo (até 61,7kg): Julianna Peña (60,8kg) x Jessica Rakoczy (59,9kg)
Peso-galo (até 61,7kg): Chris Holdsworth (61,7kg) x David Grant (61,2kg)
Peso-galo (até 61,7kg): Jessamyn Duke (61,5kg) x Peggy Morgan (61,7kg)
Peso-galo (até 61,7kg): Roxanne Modafferi (60,8kg) x Raquel Pennington (61,2kg)
CARD PRELIMINAR
Peso-pena (até 66,2kg): Akira Corassani (66,2kg) x Maximo Blanco (66,2kg)
Peso-pena (até 66,2kg): Rani Yahya (66kg) x Tom Niinimaki (65,8kg)
Peso-pesado (até 120,7kg): Jared Rosholt (108,9kg) x Walt Harris (110,7kg)
Peso-meio-médio (até 77,6kg): Sean Spencer (77,6kg) x Drew Dober (77,1kg)
Peso-mosca (até 57,2kg): Josh Sampo (57,8kg)* x Ryan Benoit (57,2kg)
* Sampo foi multado em 10% do valor de sua bolsa de luta

O evento terá transmissão do canal combate.

Shane Del Rosário

Foi noticiado na quinta-feira, dia 28, que o peso pesado do UFC Shane del Rosário havia morrido. O lutador de 30 anos sofreu um ataque cardíaco e estava internado em estado grave. Shane supostamente teve morte cerebral e não resistiu. A notícia circulou na maioria de portais e fóruns especializados e deixou muitos fãs de lutas entristecidos. Apesar do americano não ter tanta fama, muitas pessoas se solidarizaram com a família e a equipe do lutador.

UFC Jaraguá 2
O card do UFC Jaraguá 2, que será realizado dia 15 de fevereiro, está sendo montado e mais dois brasileiros foram confirmados. Charles do Bronx e Francisco “Massaranduba” enfrentam o inglês Andy Ogle e o canadense Jesse Ronson.  O evento que terá a segunda luta de Lyoto machida entre os médios, será um grande desafio para o Dragão. Mousasi já foi campeão do Strikeforce e seu jogo em pé pode beneficiar o brasileiro.

CARD DO EVENTO (até agora):
Lyoto Machida x Gegard Mousasi
Ronaldo Jacaré x Francis Carmont
Francisco Massaranduba x Jesse Ronson
Viscardi Andrade x Nicholas Musoke
Cristiano Marcello x Joe Proctor
Charles do Bronx x Andy Ogle

Pelé Landi e seus planos de encerrar a carreira no UFC

Lenda do vale- tudo brasileiro tenta mais uma vez reconstruir sua carreira no MMA. Vindo de uma safra consagrada de lutadores, o atleta da equipe Chute Boxe luta neste sábado, no Power Fight 10 – no Ginásio do Círculo Militar – para tentar seguir lutando. Pelé acredita que se conquistar boas vitórias nos eventos nacionais poderá chegar ao UFC. Com quarenta anos enfrenta Frederico Torres “El Infante”.

Realmente, se vencer bem poderá chegar a algum evento um pouco maior, até alcançar o Jungle Fight ou o Shooto. Aí sim, se vencer umas três ou quatro lutas seguidas poderá quem sabe despertar o interesse de algum evento americano. Acho legal a motivação de Pelé, mas vai ter que mostrar muito serviço nos próximos três anos, se realmente quiser chegar ao UFC. Tem bons contatos, uma boa equipe, além de talento. Agora é ver se o corpo aguenta lutar em alto nível.

 

 

Notícias do mundo das lutas

27 novembro, 2013 às 14:00  |  por Gustavo Kipper

Maurício Shogun

Finalizado por Chael Sonnen no primeiro round, Maurício Shogun decidiu afiar seu jiu-jitsu e entrou para a equipe de Demian Maia, considerado por muitos um dos melhores atletas da arte suave no MMA. Após os treinos de boxe com o consagrado treinador Freddie Roach, o curitibano agora se prepara para mais uma batalha, dia 7 de dezembro, na Austrália, quando enfrentará James Te-Huna no UFC Fight Night. O evento principal será o confronto de Antônio Pezão contra Mark Hunt.

Shogun comentou a possibilidade de descer de peso e de lutar nos médios, em caso de nova derrota. Acho que ele deveria considerar essa possibilidade mesmo com a vitória. Os tempos são outros. A era do Pride se encerrou. Hoje os lutadores que atuam nos meio-pesados são muito maiores. Quando enfrentou Alexander Gustafsson e Jon Jones, Shogun sofreu demais com a envergadura de seus oponentes.

Embora pese normalmente mais de 100 kg, fazer uma preparação física para chegar aos 84 kg de forma saudável é fundamental para a continuidade de sua carreira, que sofre com a irregularidade. Nos médios terá muito mais chances de  disputar novamente o cinturão de uma categoria no UFC. Mas, antes, terá que passar por Te-Huna. Caso perca novamente, encontrar motivação poderá ser mais difícil do que se imagina.

Saulo Cavalari

O curitibano Saulo Cavalari, atleta da Thai Brasil, conquistou mais uma vitória no Glory, maior evento de luta em pé do mundo, disputado no lendário Madison Square Garden, em Nova York. Saulo aplicou um nocaute avassalador no holandês Mourad Bouzini, no primeiro round, e é agora o terceiro do ranking mundial em seu peso. Ainda jovem, Saulo não vai demorar a chegar ao topo do mundo.

Veja o vídeo o nocaute:

Jon Jones vs Cain Velasquez

Essa possível superluta luta tem sido cogitada pelo UFC e os atletas, campeões em seus pesos. Caso vençam seus próximos combates, poderia ser uma grande oportunidade pra testar Jones em um peso maior, já que pesa quase 110 kg normalmente . Já Velasquez, habituado ao peso, teria que encarar um adversário muito mais habilidoso do que costuma enfrentar. Seria um belo show.