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'Pride'

Vídeo: Pride F.C – Shogun vs Minotouro

25 março, 2013
10:22

Com a luta entre Shogun e Minotouro marcada cresce a expectativa do combate. Mas, tudo isso porque a primeira luta entre os dois, no Pride Critical Countdown, em 2005, entrou para a história como uma das melhores lutas de todos os tempos.

Assista o combate:

 

A volta do cachorro louco

4 março, 2013
16:46

The Axe Murderer

O Curitibano Wanderlei Silva protagonizou na noite de sábado uma luta que nos fez lembrar seus melhores momentos na carreira lutando no palco de muitas glórias. A Saitama Super Arena, em Tóquio, teve a chance de presenciar mais uma vez um dos maiores ídolos do país, fama conquistada com o cinturão do Pride e uma invencibilidade que durou anos.

Lutando na categoria dos meio-pesados, Wanderlei ganhou ainda o bônus de nocaute e luta da noite. Seu adversário, o fuzileiro naval americano Brian Stann, é muito forte e logo no início do combate partiram para a trocação. Wand nitidamente mais forte que no peso-médio, encaixou a mão que lhe rendeu o apelido de machado assassino, ainda quando lutava no Japão, e nocauteou o americano, como nos velhos tempos.

Para quem acompanha a carreira de Wand, essa vitória mostrou que ele ainda pode lutar em alto nível e fazer superlutas. Não tem mais tempo a perder com adversários medíocres e a tendência é que faça ainda vários combates emocionantes. Muito bem preparado técnica e fisicamente, o curitibano possivelmente, fique nessa categoria de peso, já que deve ter menos dificuldades com a balança, além de sua força aumentar consideravelmente com quase 10 kg a mais.

É inevitável não perceber o bem que Rafael Cordeiro faz, tanto nos treinos quanto no córner. Não desmerecendo o bom trabalho de Dida, que foi o treinador principal, Cordeiro, eleito o melhor treinador de MMA do mundo em 2012, é uma lenda da academia Chute Boxe e do esporte curitibano, assim como Wanderlei Silva, Shogun e Anderson Silva. Hoje tem sua própria academia na Califórnia, a Kings MMA. Sua amizade e contribuição fazem Wanderlei lutar em seu limite.

Penso em vários nomes que possam ser a próximo desafio de Wand. Mas, confesso que ainda gostaria de ver aquela luta contra Vitor Belfort novamente.

Goleada brasileira pode reeditar o clássico Shogun vs Minotouro

5 fevereiro, 2013
10:52
Susumu Nagao's Photograph

Shogun vs Minotouro (PRIDE)

Quatro Brasileiros lideraram nesse sábado uma goleada contra os atletas americanos no UFC 156, em Las Vegas. O único revés brasileiro foi de Gleison Tibau, que perdeu para o americano Evan Dunhan nos pesos-leves. Mas no card principal os brasileiros sobraram. Não foi nem de perto o final que Dana White gostaria que acontecesse.

Demian Maia mostrou que o jiu-jitsu pode dominar o wrestling se usado da forma correta. Ele e John Fitch são lutadores do mais alto nível em suas especialidades, mas o brasileiro fez o que o americano costuma fazer em quase todas suas lutas. Frustrar seus adversários. Foi exatamente o que Demian fez, dominando os três rounds com facilidade, só não conseguindo finalizar pelo alto nível técnico do adversário.

Rogério Minotouro surpreendeu muito gringo que achava que Rashad Evans venceria o duelo. Ao contrário. Rogério dominou o centro do octógono e usou seu boxe muito superior para obter vantagem, e as defesas de queda bem treinadas não deram quase nenhuma chance ao americano. Rogério venceu por decisão unânime e frustra os planos do UFC de uma superluta de Rashad contra Anderson Silva ou até mesmo a tão sonhada revanche contra Jon Jones. Minotouro posiciona-se como um dos tops da categoria e sem dúvida terá uma grande luta pela frente. Quem sabe uma revanche contra Maurício Shogun ou o sueco Alexander Gustafsson, que tem uma luta duríssima contra o ex- campeão do Strikeforce Gerard Mousasi. Seria fantástico.

Antônio Pezão foi “o cara” da edição 156 do Ultimate Fighter. Se o falatório do gigante holandês, que sem as “bombas” nem estava tão grande assim foi combustível para o paraibano, os dois primeiros rounds não foram como planejado. Aí sobra a sempre esperada opção de ir pra cima e é tudo ou nada. Mas o tudo ou nada virou tudo quando Pezão iniciou combinações violentas que vazaram a guarda do holandês, que acusou um upper cut e desligou ainda em pé. Sobrou tempo de encaixar mais combinações que levaram à lona o falastrão. Mais que missão cumprida, Pezão arrancou seu respeito no soco. Nocaute da noite!

Não poderia finalizar esse review sem dizer que José Aldo Júnior é um monstro. Sua forma física, aliada a sua técnica perfeita, o torna o quarto lutador peso por peso do mundo, à frente inclusive do campeão do peso de cima, Ben Henderson. José Aldo dominou os cinco rounds, mesmo que algum juiz senil ainda tenha dado algum round para o americano. Aldo foi a fúria. Socos. Chutes cruéis, joelhadas. Pobre Edgar, nem teve chance. Inclusive por seu tamanho, deveria descer para os pesos-moscas, porque com o Renan Barão dominando os galos, também não tem chances.

Foi um sábado de glórias para o MMA brasileiro. Mostramos que podemos ir à casa deles e vencê-los, mesmo contra a torcida da organização por resultados que levem a lutas que faturam mais. Parabéns aos vencedores que honraram nosso país com sangue e suor. Esse UFC entrou pra história. Vida longa aos atletas brasileiros.

O declínio de Shogun

21 dezembro, 2012
12:24

O curitibano Maurício Shogun Rua, 31 anos, é possivelmente o último atleta dos lendários lutadores do extinto evento japonês Pride que ainda tem chance de conquistar o cinturão de sua categoria no UFC – Feito conquistado anteriormente contra Lyoto Machida em duas lutas. Mas depois perdeu para Jon Jones e sua chance de recuperar o título foi diminuindo. Desde que migrou para o UFC, em 2007 enfrenta altos e baixos e precisa rever alguns conceitos.

Shogun não vence duas lutas seguidas desde que derrotou Chuck Liddel no UFC 97 em 2009, quando ainda tinha Rafael Cordeiro em seu corner. Desde então vem oscilando entre vitórias suadas e derrotas frustrantes, em quase todos os casos saindo muito machucado. Treinando diariamente em sua academia, a Universidade da Luta (UDL), com apoio de seu amigo e treinador, André Dida, vem buscando soluções para a melhora no seu desempenho, trazendo inclusive o campeão mundial de jiu-jitsu Serginho Moraes, participante do TUF Brasil, para morar em Curitiba, incrementando a arte suave de Shogun, que não está a usando como deveria.

Lembro bem da época que Wanderlei e Shogun treinavam com Rafael Cordeiro. Eram lutadores mais agressivos, chutavam muito forte, usavam o muay-thai com precisão. Vale lembrar que nas vitórias de Wanderlei contra Michael Bisping e Chung Le, Rafael cuidou da preparação e treinos técnicos. Vimos por aí o exemplo de vários atletas como Vitor Belfort e Georges St Pierre fazendo treinos pesados, usando o intercâmbio com outras academias para sua evolução.

Shogun deve continuar treinando na UDL, porém, acredito que deva sair da zona de conforto e também realizar treinos com outras academias para buscar o ajuste fino, aquele detalhe estratégico ou técnico que faz a diferença. Precisa treinar mais sua defesa para levar menos golpes. Sabemos que nunca lutará no estilo Lyoto, de campeonato de karatê, mas evitar ser castigado e ter seu gás comprometido cedo não cabe mais. Precisa aprender wrestling para amarrar uma situação desfavorável e melhorar sua defesa de quedas. Tem encontrado problemas quando enfrenta adversários com envergadura maior e com wrestling superior. Deve melhorar seu ataque de quedas e usar melhor seu jiu-jitsu para finalizar lutas no solo e não apenas por nocaute.

Maurício Shogun ainda é novo, muito técnico e fortíssimo. Alguns sugeriram que deveria descer para os médios, mas sua estrutura física impossibilita a decisão. Acho que sentiria muito desgaste e poderia perder força.
Deve continuar nessa divisão, tendo em vista que o campeão Jon Jones pretende migrar para os pesados em 2014, abrindo as portas novamente para muitos atletas derrotados pelo americano. Até lá, deve buscar velhas e novas parcerias para melhorar. Precisa melhorar rápido, senão, ao contrário do que planeja, será sempre o coadjuvante.

 

Maurício Shogun Rua

Especial parte 2 – O MMA virou o UFC: entenda porque as siglas estão cada vez mais unidas

5 dezembro, 2012
16:18

Embora o UFC já colecionasse fãs ao redor do mundo, especialmente no Brasil, onde nomes do MMA nacional consagraram-se em território americano, como Royce Gracie, Vitor Belfort, Marco Ruas, Murilo Bustamante, Pedro Rizzo e outros, os grandes nomes ainda estavam lutando no Japão. O Pride F.C era um evento grandioso, com muita personalidade e atletas que eram a mina de ouro para batalhas épicas que ainda ecoam na mente dos entusiastas do MMA antigo.

Quando foi descoberta uma suposta ligação do evento com a máfia japonesa, as transmissões na TV aberta foram canceladas, criando uma crise financeira e moral insustentável para a franquia, que foi obrigada a fechar suas portas e vender a marca ao UFC com todo o arsenal de grandes lutadores. Realmente foi um acontecimento mágico, graças ao qual finalmente poderíamos ver batalhas tão sonhadas no mesmo palco – o octógono. Wanderlei Silva, Maurício Shogun, Minotauro, Minotouro, Rampage Jackson, todos foram levados pelo evento americano, que passou a ter praticamente o monopólio dos espetáculos de grande porte no mundo e dos atletas de ponta, as celebridades.

Mesmo os eventos Cage Rage na Inglaterra, onde Anderson Silva foi campeão e conquistou projeção internacional, ou os fracassados eventos da M-1, empresa russa que impediu de todas as formas a contratação da lenda Fedor Emelianenko pelo UFC, além do Strikeforce e Affliction, nunca fizeram frente à grandiosidade que o UFC passou a demonstrar. Quantidades absurdas de pay per view vendidos, eventos extremamente bem produzidos, uma estrutura de produtos e marketing jamais vista, transformando atletas em celebridades.

O MMA agora era definitivamente um esporte, apoiado por regras, categorias bem definidas de peso, aval das comissões atléticas e eventos realizados em outros países. Tudo isso tornou a marca UFC bilionária. O Pride F.C agora tinha um substituto à altura e melhor – com um planejamento muito mais ousado (podem ainda ser discutidas muitas regras, como as famosas cotoveladas, das quais, sou a favor, pois a regra vale para ambos), mas após a aquisição do Pride e Strikeforce pelo UFC, o monopólio de um esporte ganhou forma.

 

O corpo humano é uma máquina

A maioria dos lutadores profissionais quando estão em períodos de treino pesam muito mais do que o limite de suas categorias. Inclusive é um tema polêmico, pois muitos lutadores se desgastam a níveis perigosos para chegar à balança no peso ideal, às vezes não conseguem, mas normalmente quando vencida a batalha da balança, o lutador pode ganhar peso extra pra luta, tendo em vista que é apenas um processo controlado de desidratação, podendo ser facilmente reposto com alimentos pastosos, isotônicos, carboidrato e proteína.

O diferencial de muitos lutadores é conseguir bater o peso sem haver muito desgaste e chegar à luta com potencial máximo. Como as divisões de peso são muito bem definidas, e os lutadores quase sempre cumprem uma dieta rigorosa, alguns atletas geneticamente privilegiados conseguem chegar ao limite de suas categorias, obtendo supremacia total. É o caso de José Aldo que já cogitou super para os leves, Jon Jones que pretende subir para os pesados, Anderson Silva e Georges St Pierre. Eles não são apenas campeões. Eles têm o biótipo certo para a categoria certa. Quase imbatíveis.

Com o domínio do UFC na realização dos grandes eventos, os eventos brasileiros ou de outras marcas, como o americano Bellator, soam como uma espécie de segunda divisão do MMA, sendo apenas uma vitrine para chegar aonde todos querem chegar. No UFC. Mesmo os eventos nacionais com uma produção honesta como o Jungle Fight e Shooto Brasil, são espécies de filiais do UFC. Lyoto Machida, Renan Barão, Júnior Cigano, todos começaram em eventos menores, conquistaram seu espaço e hoje são campeões. Mas quando a sigla UFC é mais citada que o nome do próprio esporte – começo a questionar o tamanho do esquema que sustenta essa indústria bilionária, que nos dias de hoje, tem até reality show na rede Globo. Serão os critérios técnicos distorcidos pela grana?

Ainda há muito para falar. A entrada do UFC do mercado asiático, o MMA na olimpíada e temas que ainda irão moldar o rumo do esporte. Fique ligado!

 

 

 

Especial – O MMA virou o UFC: entenda porque as siglas estão cada vez mais unidas

28 novembro, 2012
16:03

Parte 1

No início dos desafios entre lutadores de estilos e artes marciais diferentes, a fama e a atenção eram exclusivamente para os lutadores e sua arte. As lutas eram muito mais violentas, sendo o amadorismo a estrutura e o palco ideais para representar a situação real de combate, onde você não espera o quê e quando irá acontecer. Isso vai de encontro à filosofia dos guerreiros antigos, que disputavam batalhas em qualquer situação e tempo, pois não tinham opção e consideravam-se sempre preparados.

No Brasil, os desafios de antigamente muitas vezes se misturavam às rivalidades pessoais e os combates, na verdade, eram brigas com o mínimo de regras possíveis, mas entre duas pessoas preparadas, com técnica, tornando os confrontos menos violentos pela anulação e boa defesa dos lutadores. Transformavam o evento com certa plástica em algo interessante, pois, para quem gosta de saber quais os estilos de luta e quais os melhores lutadores, é perfeito.

Esse cenário pode ser representado no Rio de Janeiro pela família Gracie e os desafios contra lutadores de outros estilos durante quase todo o século passado. Mas, quem gostava do tema, na grande maioria, eram apenas praticantes de artes marciais. A proposta excluía o público em geral, pela ausência de um show, regras, uma marca, uma estrutura que viabilizasse que o evento chegasse até os lares do mundo todo e uma bolsa que permitisse a profissionalização dos lutadores, para que pudessem dedicar-se exclusivamente à sua profissão.

Quando o UFC realizou seu primeiro evento em solo americano, com transmissão na televisão, o vale-tudo, ou MMA antigo, já tinha encontrado solo fértil. O evento japonês Pride FC tinha o contrato dos principais lutadores da época e o evento, além da média de público superior a 40 mil pessoas, era transmitido em TV aberta, sendo uma febre em território japonês. Tinha regras bem definidas, poucas lesões sérias e ótimas bolsas para os atletas.

No Brasil, os eventos nunca possuíam essa estrutura. Mas grandes lutadores, que hoje ainda dominam sua categoria, como Anderson Silva, encontravam espaço no IVC, Meca e o que aparecesse e tivesse desafiantes. O próximo passo desses lutadores era ir para o Japão e consagrar-se como Minotauro, Wanderlei Silva e Maurício Shogun. Época da histórica rivalidade entre a carioca Brazillian Top Team e a curitibana Chute Boxe.

Enquanto isso, na América, o UFC começa a ganhar espaço. Com a venda da franquia para os irmãos Fertitta – donos de cassinos em Las Vegas – e com a cara de Dana White, o cabeça e presidente da organização, o UFC se aproxima do público de massa quando emplaca o Reality Show “The Ultimate Fighter”. As licenças das comissões atléticas dos estados americanos começam a aprovar a realização do UFC em diversos estados, permitindo que o evento percorra várias cidades, conquistando grande público por onde passa.

Com um formato de ringue diferenciado, sendo um octógono com grades o palco da disputa, todos os problemas encontrados no ringue convencional de boxe desapareciam, deixando os combates mais dinâmicos. O modelo foi criado por Roryon Gracie e parceiros para o 1.º Ultimate Fighting Championship, vencido por Royce Gracie. Grandes lutadores começam a ganhar destaque em diversas categorias e ídolos como Randy Couture, Chuck Liddel e Tito Ortiz alimentam grandes rivalidades, tornando o evento cada dia mais próximo de um esporte, conquistando fãs do mundo todo.

Porém, no Japão, os ventos começam a mudar de direção quando um escândalo envolvendo a máfia japonesa e o Pride FC empurram todo um novo mercado para cima do UFC, mudando para sempre o rumo do esporte que mais cresceu neste século.

UFC 1: Royce Gracie

Pride F.C: Wanderlei Silva

Pride F.C: Rodrigo Minotauro

UFC: Chuck Liddel vs Randy Couture

 

Nada é por acaso

5 outubro, 2012
10:24

Pride F.C

Nada é por acaso. A família Gracie sem dúvida carrega o sobrenome com maior peso dentro da história do MMA. Não apenas pelo legado de Carlos, Hélio e Carlson, mas pelas vitórias dentro dos ringues de Royce e Rickson, que encerrou sua carreira sem conhecer o gosto da derrota.

Muitos acreditam que antigamente as coisas eram mais fáceis, pois os lutadores defendiam apenas uma técnica de luta, sendo presas fáceis para os mestres do jiu-jitsu. Mas o documentário Choke, que significa estrangulamento, é perfeito para dar nome à história de vida de Rickson, o mais perigoso lutador de toda a história da família.

O vídeo acompanha a preparação física e mental, a interação com alunos e familiares e lutas que Rickson fez no Brasil e Japão, antes mesmo do Pride surgir. Uma aula de técnica e preparação para nunca nos esquecermos dos grandes lutadores do passado, principalmente dos criadores oficiais do MMA.

 

 

Murilo Ninja vs Paulão Filho: uma revanche, duas carreiras vitoriosas

6 setembro, 2012
15:40

Divulgação/Pride

Esta noite poderá ficar marcada com um grande e honrado final de carreira para dois lutadores brasileiros que defenderam o país mundo afora e enfrentaram os melhores do mundo. O curitibano Murilo Ninja e o carioca Paulão Filho muito se respeitam e farão um duelo de muita história em Belém, capital do Pará. Ambos já enfrentaram nomes como Dan Henderson, Chael Sonnen, Kevin Randleman e saíram vitoriosos.

No início da explosão do MMA no mundo, principalmente no Japão, os dois representavam uma das maiores rivalidades entre academias do mundo. A Chute Boxe dos curitibanos Wanderlei Silva, José Pelé Landy, Rafael Cordeiro, Maurício Shogun, Murilo Ninja e até mesmo Anderson Silva travava uma disputa dentro e muitas vezes fora dos ringues contra a elite dos lutadores cariocas, a B.T.T (Brazillian Top Team), representada por Minotauro e Rogério Minotouro, José Mario Sperry, Ricardo Arona, Murilo Bustamante e Paulão Filho. Fato é que nunca houve maiores complicações nos bastidores, mas dentro do ringue houve batalhas épicas de ambos os lados, como os duelos de Wanderlei contra Arona, Shogun vs Minotouro, Ninja vs Paulão, Shogun vs Arona, entre outras que fizeram a história do nosso esporte e elevaram o MMA ao patamar que hoje alcançou.

Murilo Ninja já foi derrotado por Paulo Filho, no Pride, mas hoje, às 21 horas, no evento Best of the Best, os dois atletas farão sua luta de despedida e essa revanche, pela rivalidade e tudo que ambos já conquistaram, merece nosso respeito.

Detalhe para Maurício Shogun, que ficará no corner do irmão Murilo Ninja, e Ricardo Arona, que estará presente no canto oposto como nos velhos e bons tempos. É a despedida de uma geração.

Card do evento
Best of the Best
Hangar, Belém do Pará
Quinta-feira, 06 de setembro de 2012

 
Paulo Filho enfrentará Murilo Ninja;
Marcio Parazinho enfrentará Bruno Cro Cop;
André Lobato enfrentará André Mikito;
Bruno Carioca enfrentará Alberto Pantoja;
Lincon Sá enfrentará Joriedson Fein;
Silmar Sombra enfrentará Fabricio Strike;
Samuel Paiva enfrentará Bruno Miranda;
Alexandre Leão enfrentará Jacob Quintana.

O evento será transmitido pelo canal Combat a partir das 21 horas.

Assista o vídeo da primeira luta dos dois no Pride Bushido 10

 

 

O dia em que dominaremos todas as categorias do UFC

17 maio, 2012
12:13

Do Pride ao UFC

Em mais de 150 torneios, muitos campeões surgiram e gravaram seu nome no hall da fama. Os eventos rústicos onde Royce Gracie e Marco Ruas reinaram, o aumento da popularidade do esporte crescendo nos Estados Unidos e a crise dos eventos japoneses, cujas transmissões em TV aberta foram suspensas devido à participação dos organizadores com membros da máfia japonesa, levaram o MMA a migrar definitivamente para Estados Unidos, com mais possibilidades e “know how” para o show. Muitos brasileiros gravaram seu nome no evento americano, como Vitor Belfort e Rodrigo Bustamante.

Após a aquisição do Pride pelos mesmos donos do UFC, o evento japonês foi literalmente colocado na geladeira, sendo seu formato ultrapassado, porém, com grande acervo da história mundial do esporte. Uma enxurrada de ídolos migrou para o UFC, deixando ainda mais interessante o evento americano. Muitas lutas aguardadas aconteceram, mas com uma gigante vantagem dos atletas da casa. Wanderlei pareceu ter perdido o queixo depois de sua cirurgia facial, deixando o cachorro louco com cara de pai de família bonzinho. Mirko Crocop, campeão de um dos GP´s do Pride, amargou derrotas cruéis, com direito a desmaiadas e surras. Minotauro, apesar de ter ganhado o título interino contra o decadente Tom Sylvia, não resistiu aos principais nomes da categoria, como Cain Velasquez e Frank Mir. O curitibano Maurício Shogun foi talvez o único brasileiro a ser campeão nos dois eventos, vencendo Lidell e Lyoto Machida. Mas o reinado não passou da primeira defesa contra Jon Jones.

Uma nova geração surgiu para tentar dominar o esporte e trazer o máximo de cinturões para o Brasil. São oito categorias de peso e no momento temos três campeões: José Aldo nos pesos penas, Anderson Silva nos médios e Júnior Cigano nos pesados. Mesmo sendo quase a metade, ainda falta chão para nossos atletas, tendo em vista que algumas categorias parecem dominadas. Caso dos meio-médios com Georges St Pierre e dos meio pesados com Jon Jones.

Renan Barão a duas lutas do cinturão inédito dos galos

Renan Barão é o brasileiro que parece estar mais perto de um “title shot”, mesmo que interino, devido à lesão de Dominick Cruz no joelho esquerdo. O campeão, que enfrentaria Urijah Faber no TUF americano, fica fora por pelo menos sete meses, e Dana White disse que há uma grande possibilidade de Renan Barão ser o desafiante. Caso vença, enfrentará Cruz quando ele se recuperar. Seria o primeiro título brasileiro na competição, que absorveu o extinto WEC, especializado em lutas de categorias mais leves.Será que um dia dominaremos todas as categorias de peso do UFC e nos tornaremos os maiores do planeta, mesmo com a diferença econômica abissal? Será o UFC nosso novo futebol?

Pesos penas em boas mãos

José Aldo é um verdadeiro campeão. Longa data sem saber o gosto amargo da derrota, é considerado um dos três melhores pesos por pesos do mundo e parece não ter adversários. Seu próximo adversário deve ser o Zombie coreano que venceu Junstin Poirier, pelo UFC on Fuel 3. O coreano mostrou grande técnica, mas ainda está longe de querer bater de frente com Aldo. Esse é uma certeza de que o título dos penas fica no Brasil por muito tempo, embora já fosse cogitada sua ida para os pesos leves.

Pesos leves e revanches

Há quase dois anos a categoria do penas vive rivalidades que obrigaram a organização a editar duas revanches, tamanho o equilíbrio dos combates. De certa forma, isso trava a categoria, deixando muita gente boa na fila. O ex-campeão Frank Edgar defendeu seu cinturão duas vezes contra Grey Maynard e agora irá fazer sua segunda luta seguida com o atual campeão Ben Henderson. Vencendo ou não, a única chance de título de um brasileiro é de Édson Barbosa, lutador que ficou marcado pelo nocaute plástico no UFC Rio. Barboza luta dia 27. Vamos ficar de olho.

Não vejo brasileiros em condições de brigarem pela categoria meio-médios… Por enquanto

Com o domínio de St Pierre há anos nesse cenário, nossos melhores atletas como Thiago Alves Pitt Bull e Paulo Thiago vêm de derrotas e terão ainda um longo caminho pela frente. A divisão é recheada de atletas muito competitivos como John Fitch, Johny Hendricks, Martin Kampmann e o maluco Nick Diaz. Nossa esperança no momento é o capixaba Erick Silva, pupilo de Andersom Silva. Ele tem feito apresentações perfeitas, mesmo com o incidente no UFC RIO. É o único brasileiro com chances na categoria, se embalar é claro uma sequência de pelo menos três vitórias.

Domínio extremo de Anderson Silva nos médios

Desde 2006 nos acostumamos com as grandes performances de Anderson. Mas sempre me perguntei. Será que a maioria de seus oponentes eram de fato caras que cheiram título? Alguns oponentes, confesso, têm enorme potencial, como Belfort, Sonnem e Henderson, mas a grande maioria não chega nem aos pés do spider. Quem talvez possa acabar com o reinado de Silva é o cubano que recentemente assinou com o UFC, Hector Lombard, invicto também desde 2006. É a única chance de a categoria não ser varrida até a aposentadoria de Anderson.

Jon Bones Jones choca os meio pesados

Há alguns meses esse americano com ar de adolescente vem chocando os fãs de MMA. Com seu jeito exêntrico que lembra Anderson, porém com um jogo não apenas imprevisível, mas desconcertante. Cotoveladas giratórias, high kicks, quedas sensacionais, clinches avassaladores e um perfeito controle da distância, Jones, em menos de um ano, parece não ter mais adversários. Caso vença sua luta contra Dan Henderson, no UFC 151, possivelmente deva subir de peso em 2013, abrindo assim novamente o caminho para brasileiros como Shogun, Lyoto, Thiago Silva e o estreante Glover Teixeira.

Pesos Pesados. Quem pode segurar esse cinturão por muito tempo?

Júnior dos Santos Cigano foi demolindo seus adversários com nocautes precisos, resultado de um boxe de campeão mundial. Afinal, seu treinador já afiou as mãos de ninguém menos que Acelino Popó Freitas. Esse boxe é o grande responsável pelo sucesso de Cigano, que ainda não precisou mostrar o que sabe da “arte suave” (Jiu-Jítsu). O título dos pesados vem trocando de mão em mão há anos. Nenhum lutador conseguiu segurá-lo por muito tempo. O doping de Overeem e a mudança no card do próximo evento fizeram com que Cigano mudasse sua tática contra Mir, mas ainda é favorito. Tem potencial para reinar por mais alguns anos sem ser incomodado, mesmo com brasileiros perigosos como Antônio Pezão e Fabrício Werdum, e os gringos Cain Velásquez e Lavar Johnson.