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UFC 163: vitórias, derrotas, polêmicas e contusões

6 agosto, 2013 às 12:10  |  por Gustavo Kipper

O UFC 163, no Rio de Janeiro, sábado, não foi só de alegrias. Mas, com a vitória do campeão dos penas, o brasileiro José Aldo, o saldo acabou positivo. Definitivamente, não foi uma edição empolgante, com muitos atletas sofrendo contusões durante os combates, o que atrapalhou seu desempenho. Entre os feridos, José Aldo, que quebrou o pé logo no primeiro chute. Perdeu sua principal arma, mudou sua estratégia, mas não diminuiu sua motivação. Aldo continuou agredindo e sua luta contra o zumbi coreano foi boa, apesar da lesão. Sem perder a pressão e andando pra frente, machucou o coreano, que acabou deslocando o ombro. Aldo não perdeu a chance de finalizar a luta e venceu por nocaute técnico. Dessa vez não pode ir pra galera, sendo contido pelos seguranças. Agora só perde pra Anderson Silva em defesas de cinturão. Se somar mais três vitórias, será também o maior recordista.

Serginho Moraes foi outro brasileiro que se destacou, com uma linda finalização. Da mesma maneira, Cesar Mutante também venceu rapidamente seu combate, mostrando que os participantes do “The Ultimate Fighter Brasil” são melhores que os americanos. Principalmente no chão. Amanda Nunes, a primeira brasileira a vencer uma luta no UFC, também não passou despercebida e venceu bem a alemã, pra delírio do povo.

Mais uma vez os árbitros não escaparam da polêmica. Na luta entre Lyoto Machida e Phil Davis, todos os três árbitros deram vitória por unanimidade para o americano. Ao fim da luta, muitas vaias da torcida e o depoimento do brasileiro, ainda em cima do octógono, que afirmou não entender as regras do UFC. Dana White, nas redes sociais, também afirmou ter visto vitória do brasileiro e ressaltou que essa é uma consequência negativa de deixar a luta nas mãos dos juízes. Fato é que a recusa em aceitar a luta com pouco tempo de preparação, contra Jon Jones, fez com que o UFC dificultasse sua vida para uma nova chance de cinturão, quando escalou o sueco Alexander Gustafsson para enfrentar Jones.

Mas, conforme o tempo passou, as reclamações deram lugar às críticas. Lyoto não lutou bem. Foi burocrático e seu jogo de sempre esperar o contra-ataque foi muito chato de assistir. Sabemos como as coisas funcionam e realmente Davis estava com mais vontade, mesmo que os números tenham dado a vitória para o brasileiro. Foi um castigo merecido. Machida precisa recuperar sua agressividade e não pode mais ficar esperando o oponente errar. Quando o nível de competição aumenta, os lutadores erram menos, e se tem um cara no MMA que erra pouco é Phil Davis. Ainda acho que Davis precise passar por mais um desafio antes de desafiar Jones. Talvez uma revanche contra seu algoz Rashad Evans ou contra o vencedor de Shogun vs Chael Sonnen possa ser o passaporte para o sonhado cinturão.  Mas, para Lyoto, o caminho será mais longo. Se não vencer as próximas três lutas com convicção, não creio mais que chegue ao topo dessa divisão. Quem sabe não teremos Lyoto nos médios?

Dessa vez ficou claro que o público não compareceu com a mesma intensidade que em edições anteriores. Com a Copa de 2014, o UFC vai passar o mais longe possível do evento. Sem dúvida, precisam reavaliar as estratégias para que as arenas voltem a encher. Em breve teremos uma edição em BH e, ainda por ser novidade por lá, deverá ter bom público. Nas próximas edições, se os cards não forem incrementados, tendem a perder público. Enquanto isso, viva José Aldo. E viva Cesar Cielo, tricampeão mundial de natação. Orgulhos nacionais.

(mmabrasil.com.br)

Calendário movimentado e boas lutas

12 junho, 2013 às 15:46  |  por Gustavo Kipper

As finais do The Ultimate Fight Brasil foram disputadas no último sábado, em Fortaleza, Ceará. Além de um ótimo público, quem assistiu o evento vai se lembrar de muitas vitórias brasileiras, principalmente com finalizações sensacionais,mostrando que o jiu-jitsu ainda está em alta no MMA.

Mas nem só da arte suave vive o esporte, por isso a vitória de Thiago Silva por nocaute talvez tenha sido o ápice de um evento que prometia e cumpriu. A vitória de Fabrício Werdum sobre Rodrigo Minotauro deixou a maioria da mídia especializada sem reação, especialmente porque havia certa torcida para Minotauro, especialmente por tudo que já fez, mas achei um pouco exagerada a tristeza estampada nos comentaristas do Canal Combat, mais tristes pela derrota do amigo do que felizes pela vitória do outro brasileiro, que, de fato, representa um possível title shot. Se Minotauro vencesse, não mudaria muita coisa nos pesos- pesados, só atrapalhando a caminhada de um atleta que está próximo de seu objetivo. Como Minotauro é amigo de Júnior Cigano, ser campeão não é mais seu objetivo. Ele não tem mais nada a provar.

O segundo semestre promete movimentar várias categorias com muitas lutas decisivas.

Confira a programação dos próximos eventos do UFC:

UFC 151
15 de junho de 2013
Winnipeg (CAN)
CARD PRINCIPAL
Rashad Evans x Dan Henderson
Roy Nelson x Stipe Miocic
Ryan Jimmo x Igor Pokrajac
Alexis Davis x Rosi Sexton
Pat Barry x Shawn Jordan
CARD PRELIMINAR
Jake Shields x Tyron Woodley
Sam Stout x James Krause
Sean Pierson x Kenny Robertson
Roland Delorme x Edwin Figueroa
Mitch Clarke x John Maguire
Yves Jabouin x Dustin Pague

UFC 162
6 de julho de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Chris Weidman
Frankie Edgar x Charles Do Bronx
Tim Keneddy x Roger Gracie
Chan Sung Jung x Ricardo Lamas
Cub Swanson x Dennis Siver
CARD PRELIMINAR
Mark Muñoz x Tim Boetsch
Chris Leben x Andrew Craig
Norman Parke x Kazuki Tokudome
Edson Barboza x Rafaello Trator
Gabriel Napão x Dave Herman
Seth Baczynski x Brian Melancon
Mike Pearce x David Mitchel

UFC: Johnson x Moraga
27 de julho de 2013, em Seattle (EUA)
CARD DO EVENTO
Demetrious Johnson x John Moraga
Rory MacDonald x Jake Ellenberger
Robbie Lawler x Siyar Bahadurzada
Liz Carmouche x Jessica Andrade
Michael Chiesa x Jorge Masvidal
Bobby Green x Danny Castillo
Mac Danzig x Melvin Guillard
Brendan Schaub x Matt Mitrione
Yves Edwards x Spencer Fisher
Julie Kedzie x Germaine de Randamie
Ed Herman x Trevor Smith
Aaron Riley x Justin Salas
John Albert x Yaotzin Meza

UFC 163 (UFC Rio 4)
3 de agosto de 2013, no Rio de Janeiro
CARD DO EVENTO
José Aldo x Anthony Pettis
Lyoto Machida x Phil Davis
Demian Maia x Josh Koscheck
Clint Hester x Cezar Mutante
Vinny Magalhães x Anthony Perosh
Amanda Nunes x Sheila Gaff
Serginho Moraes x Neil Magny
Thales Leites x Tom Watson
Rani Yahia x Josh Clopton
Robert Drysdale x Ednaldo Lula
Ian McCall x Iliarde Santos
John Lineker x Phil Harris
Viscardi Andrade x Bristol Marunde

UFC: Shogun x Sonnen
17 de agosto de 2013, em Boston (EUA)
CARD PRINCIPAL
Mauricio Shogun x Chael Sonnen
Alistair Overeem x Travis Browne
Urijah Faber x Iuri Marajó
Matt Brown x Thiago Pitbull
Uriah Hall x Nick Ring
Joe Lauzon x Michael Johnson
CARD PRELIMINAR
Brad Pickett x Michael McDonald
Mike Brown x Akira Corassani
Conor McGregor x Andy Ogle
Diego Brandão x Daniel Pineda
Manny Gamburyan x Cole Miller
Ovince St. Preux x Cody Donovan
Ramsey Nijem x James Vick

UFC: Condit x Kampmann
28 de agosto de 2013, em Indianápolis (EUA)
CARD DO EVENTO
Carlos Condit x Martin Kampmann
Donald Cerrone x Rafael dos Anjos
Kelvin Gastelum x Paulo Thiago
Sara McMann x Sarah Kaufman
Court McGee x Robert Whittaker
Takeya Mizugaki x Erik Perez
Brad Tavares x Bubba McDaniel
Darren Elkins x Hatsu Hioki
James Head x Bobby Volker
Justin Edwards x Brandon Thatch

UFC 164
31 de agosto de 2013, em Milwaukee (EUA)
CARD DO EVENTO
Ben Henderson x TJ Grant
Josh Barnett x Frank Mir
Chad Mendes x Clay Guida
Diego Sanchez x adversário a ser divulgado *
Ben Rothwell x Brandon Vera
Dustin Poirier x Erik Koch
Soa Palelei x Nikita Krylov
Chico Camus x Kyung Ho Kang
Louis Gaudinot x Tim Elliott

UFC
4 de setembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC 165
21 de setembro de 2013, em Toronto (CAN).

UFC
14 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC
21 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

 

 

 

Goleada brasileira pode reeditar o clássico Shogun vs Minotouro

5 fevereiro, 2013 às 10:52  |  por Gustavo Kipper
Susumu Nagao's Photograph

Shogun vs Minotouro (PRIDE)

Quatro Brasileiros lideraram nesse sábado uma goleada contra os atletas americanos no UFC 156, em Las Vegas. O único revés brasileiro foi de Gleison Tibau, que perdeu para o americano Evan Dunhan nos pesos-leves. Mas no card principal os brasileiros sobraram. Não foi nem de perto o final que Dana White gostaria que acontecesse.

Demian Maia mostrou que o jiu-jitsu pode dominar o wrestling se usado da forma correta. Ele e John Fitch são lutadores do mais alto nível em suas especialidades, mas o brasileiro fez o que o americano costuma fazer em quase todas suas lutas. Frustrar seus adversários. Foi exatamente o que Demian fez, dominando os três rounds com facilidade, só não conseguindo finalizar pelo alto nível técnico do adversário.

Rogério Minotouro surpreendeu muito gringo que achava que Rashad Evans venceria o duelo. Ao contrário. Rogério dominou o centro do octógono e usou seu boxe muito superior para obter vantagem, e as defesas de queda bem treinadas não deram quase nenhuma chance ao americano. Rogério venceu por decisão unânime e frustra os planos do UFC de uma superluta de Rashad contra Anderson Silva ou até mesmo a tão sonhada revanche contra Jon Jones. Minotouro posiciona-se como um dos tops da categoria e sem dúvida terá uma grande luta pela frente. Quem sabe uma revanche contra Maurício Shogun ou o sueco Alexander Gustafsson, que tem uma luta duríssima contra o ex- campeão do Strikeforce Gerard Mousasi. Seria fantástico.

Antônio Pezão foi “o cara” da edição 156 do Ultimate Fighter. Se o falatório do gigante holandês, que sem as “bombas” nem estava tão grande assim foi combustível para o paraibano, os dois primeiros rounds não foram como planejado. Aí sobra a sempre esperada opção de ir pra cima e é tudo ou nada. Mas o tudo ou nada virou tudo quando Pezão iniciou combinações violentas que vazaram a guarda do holandês, que acusou um upper cut e desligou ainda em pé. Sobrou tempo de encaixar mais combinações que levaram à lona o falastrão. Mais que missão cumprida, Pezão arrancou seu respeito no soco. Nocaute da noite!

Não poderia finalizar esse review sem dizer que José Aldo Júnior é um monstro. Sua forma física, aliada a sua técnica perfeita, o torna o quarto lutador peso por peso do mundo, à frente inclusive do campeão do peso de cima, Ben Henderson. José Aldo dominou os cinco rounds, mesmo que algum juiz senil ainda tenha dado algum round para o americano. Aldo foi a fúria. Socos. Chutes cruéis, joelhadas. Pobre Edgar, nem teve chance. Inclusive por seu tamanho, deveria descer para os pesos-moscas, porque com o Renan Barão dominando os galos, também não tem chances.

Foi um sábado de glórias para o MMA brasileiro. Mostramos que podemos ir à casa deles e vencê-los, mesmo contra a torcida da organização por resultados que levem a lutas que faturam mais. Parabéns aos vencedores que honraram nosso país com sangue e suor. Esse UFC entrou pra história. Vida longa aos atletas brasileiros.

UFC 156: imperdível

1 fevereiro, 2013 às 16:10  |  por Gustavo Kipper

Neste sábado, em Las Vegas, a edição 156 do UFC promete um grande show. Com o card recheado de lutas muito bem combinadas, a edição traz como atração principal a disputa do cinturão dos pesos-penas entre o campeão brasileiro José Aldo e o ex-campeão dos pesos-leves Frank Edgar. Mas essa é apenas uma das cinco lutas principais que farão o octógono tremer.

O esperado retorno do gigante Alistair Overeem contra o brasileiro Antônio Pezão; a disputa nos meio-pesados de Rashad Evans contra o brasileiro Rogério Minotouro; a batalha entre dois estilos de lutas antagônicas no solo, entre Demian Maia e John Fitch; além da movimentada luta entre os pesos-moscas Joseph Benavidez e Yan McCall.

Sem dúvida, será uma das melhores edições do ano. Com a promessa da criação de um ranking legítimo do UFC, agora as lutas começarão a fazer mais sentido, fazendo-nos sonhar quais serão os próximos combates em todos os pesos. Se um dia o MMA pretende se tornar um esporte olímpico, a transparência e padronização de pontuações e julgamentos são o primeiro passo. Embora ache essa uma tarefa muito mais do que difícil, um dia, quem sabe.

Não podemos negar que o esporte vive o melhor de seus dias. As bolsas dos atletas semiprofissionais começam a tornar-se dignas, os patrocinadores estão investindo em suas marcas e atletas, cada dia temos mais eventos com boa estrutura para exportar campeões e, com as edições do The Ultimate Fighter, a exposição na mídia ganhou números impressionantes. A enxurrada de novos lutadores, muitos deles já consagrados, promete incendiar todas as categorias e manter-se campeão se tornará cada vez mais difícil.

UFC 156
2 de fevereiro de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
José Aldo x Frankie Edgar
Rashad Evans x Rogério Minotouro
Alistair Overeem x Antônio Pezão
Jon Fitch x Demian Maia
Joseph Benavidez x Ian McCall
CARD PRELIMINAR
Gleison Tibau x Evan Dunham
Tyron Woodley x Jay Hieron
Jacob Volkmann x Bobby Green
Yves Edwards x Isaac Vallie-Flagg
Chico Camus x Dustin Kimura
Edwin Figueroa x Francisco Rivera

O Canal Combate transmite ao vivo o evento completo, a partir das 21 horas.

Como foi o UFC 145: Jones vs Evans

22 abril, 2012 às 20:13  |  por Gustavo Kipper

Atlanta, estado da Geórgia, Estados Unidos. Foi no Phillips Arena que aconteceu uma das lutas mais aguardadas para o ano de 2012. Em jogo o título da categoria mais disputada do UFC, uma batalha de cinco rounds entre os meio pesados Jon Jones e Rashad Evans. Mesmo com toda a falação e troca de farpas, o combate foi o mais respeitoso possível, como se um resquício de amizade ainda existisse, de ambas as partes. Porém, Jones, aproveitando sua envergadura e sua técnica apurada, usou de forma inteligente seu arsenal, não sendo colocado sob pressão em nenhum momento. Controlou a luta com facilidade, deixando Rashad sem muitas opções. Jones ainda desferiu poderosas cotoveladas em pé, castigando o rosto do desafiante e garantindo mais uma defesa de cinturão. Agora Jon “Bones” Jones deverá enfrentar o imortal Dan Henderson, que vem de uma vitória contestada, porém histórica, sobre Maurício Shogun. É cosiderada uma das grandes lutas do UFC.

Nas lutas do card principal, alguns momentos muito interessantes, como o nocaute rápido e avassalador de Ben Rothwell sobre Brandon Schaub nos pesados, que sofreu seu segundo revés consecutivo e ficou em situação delicada. Outro que acumulou derrotas foi Mark Hominick, que foi derrotado pelo excelente jogo de Eddie Yagin. Quem promete sacudir os pesos meio médios é o canadense, companheiro de George St Pierre, Rory MacDonald, que pode ser em breve o desafiante da categoria. Mas quem espera ver a luta entre os amigos canadenses pode esquecer. St Pierre afirmou esta semana que pretende migrar para os pesos médios, deixando o caminho livre para seu pupilo. Mas antes, deverá botar em jogo seu cinturão contra Carlos Condit, ainda este ano. Isso que dizer que ainda veremos Anderson Silva vs Georges St Pierre. Já Pensou?

Confira os resultados do UFC 145: Jones vs Evans

Card principal:

- Jon Jones derrotou Rashad Evans por decisão unânime dos árbitros ;
- Rory MacDonald derrotou Che Mills por nocaute técnico no 2R;
- Ben Rothwell derrotou Brendan Schaub por nocaute técnico no 1R;
- Michael McDonald nocauteou Miguel Angel Torres no 1R;
- Eddie Yagin derrotou Mark Hominick por decisão unânime dos árbitros;
- Mark Bocek derrotou John Alessio por decisão unânime dos árbitros;

Card preliminar:

- Travis Browne finalizou Chad Griggs com um katagatame no 1R;
- Matt Brown derrotou Stephen Thompson por decisão unânime dos árbitros;
- Anthony Njokuani derrotou John Makdessi por decisão unânime dos árbitros;
- Mac Danzig derrotou Efrain Escudero por decisão unânime dos árbitros;
- Chris Clements derrotou Keith Wisniewski por decisão dividida dos árbitros;
- Marcus Brimage derrotou Maximo Blanco por decisão dividida dos árbitros;
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UFC 145 – Jones vs Evans

19 abril, 2012 às 23:00  |  por Gustavo Kipper

Sem brasileiros no card do evento, o UFC 145 chega nesse sábado a Atlanta, na Geórgia (EUA), para 12 combates e uma disputa de cinturão. Alguns lutadores, como Mark Hominick e Brendan Schaub, vêm de derrota e precisam vencer suas lutas para não acabarem no Strikeforce. Duas lutas poderão ser assistidas pelo Facebook, na página do evento. A expectativa é que seja superior em técnica à edição passada, realizada na Suécia, considerada por mim, e por muitos, uma edição fraca, apesar do card principal ter sido promissor. As lutas que envolvem disputa de títulos são disputadas em 5 rounds de 5 minutos, o que torna o confronto uma batalha quando colidem lutadores desse calibre.

Apesar do favoritismo de Jones nas bolsas de apostas, muito ex-campeões acreditam que se Rashad conseguir encurtar a distância e dominar as quedas, pode vencer o combate. Minha opinião: não passa do quarto round e, como Rampage, Jackson, será castigado com cotoveladas giratórias, high kicks e um ground and pound cruel.

Já estão disponíveis a edição do “Primetime” com os lutadores e o “Countdown”, documentários criados pela organização para promover as lutas e mostrar como foram a preparação e a superação dos atletas.

Tire sua própria conclusão.

UFC Primetime parte 1:

http://youtu.be/g6TfLpcOHEY

UFC Primetime parte 2:

http://youtu.be/3NR80bOxtVU

Countdown UFC 145:

http://youtu.be/KuecV6xsLEo

CARD PRINCIPAL
Categoria meio-pesado: Jon Jones (93kg) x Rashad Evans (92,5kg)
Categoria meio-médio: Rory MacDonald (76,9kg) x Che Mills (77,1kg)
Categoria pesado: Brendan Schaub (107,5kg) x Ben Rothwell (119,2kg)
Categoria galo: Miguel Angel Torres (61,4kg) x Michael McDonald (61,2kg)
Categoria pena: Mark Hominick (65,5kg) x Eddie Yagin (65,5kg)
Categoria leve: Mark Bocek (70,3kg) x John Alessio (70,5kg)

CARD PRELIMINAR
Categoria pesado: Travis Browne (114kg) x Chad Griggs (112,5kg)
Categoria meio-médio: Matt Brown (77,6kg) x Stephen Thompson (77,6kg)
Categoria leve: John Makdessi (71,7kg) x Anthony Njokuani (70,8kg)
Categoria leve: Mac Danzig (70,8kg) x Efrain Escudero (70,8kg)
Categoria meio-médio: Chris Clements (76,6kg) x Keith Wisniewski (77,3kg)
Categoria pena: Marcus Brimage (65,8kg) x Maximo Blanco (66,2kg

Quando um não quer…dois não lutam

19 abril, 2012 às 11:47  |  por Gustavo Kipper

Mais uma edição do UFC acontece em território americano, neste sábado. Nele estará em jogo o cinturão da categoria mais disputada do evento. Já foram donos desse cinturão nomes como Chuck Liddel, Randy Couture, Lyoto Machida, Maurício Shogun e Rashad Evans. O último dessa lista é também um dos lutadores mais menosprezados do MMA, segundo Dana White, e terá mais uma chance de ser campeão. Do outro lado, a maior revelação do esporte nos últimos anos – Jon “Bones” Jones. O combate entre os dois lutadores traz novamente uma discussão que gera muita polêmica, principalmente entre os coaches de equipes consagradas como a Jackson´s MMA. Companheiros de treino devem se enfrentar?

Foi nesse grupo que os dois foram formados e dividiram muitos momentos de treinos e descontração. Eram amigos, mas quando nenhum dos dois pensa em abrir mão de ser campeão, a luta está marcada. Rashad Evans abandonou a equipe e hoje treina na “Blackzilians”, sob o comando do mestre Zé Mario Sperry. O que gerou tamanha decepção está no fato de ter ouvido garantias do seu ex- treinador, o consagrado Greg Jackon, responsável por formar vários campeões e que sábado estará no córner de Jones. Ele teria dito a Rashad para não se preocupar, que o time era muito unido e que nunca iriam se enfrentar. Jon inclusive teria dito o mesmo semana antes de marcar a luta, mas quando Jones foi escalado para substituir Evans contra Maurício Shogun, os dois foram colocados em rota de colisão.

Muitos brasileiros já afirmaram que nunca enfrentariam companheiros de equipe. Wanderlei Silva disse que nunca enfrentaria Shogun, Rodrigo Minotauro disse que nunca lutaria com Júnior dos Santos, abrindo mão do título da categoria, e assim temos vários exemplos. Mas às vezes as coisas não funcionam com tanta tranquilidade. Vítor Belfort desafiou seu ex-companheiro de treino, o campeão Anderson Silva, e deixou o “Spider” furioso, gerando muita discussão e ânimos acirrados até o abraço ao final do combate. Aí todo mundo fica humilde. Cena parecida pode figurar no final da decisão. Os dois já trocaram farpas sérias em um programa na TV americana, mas ambos já afirmaram que a espera pela luta já acalmou os ânimos. A verdade é que quando há dois atletas de ponta no mesmo peso, é um desperdício um dos dois abdicar de chegar ao topo da carreira, preservando a amizade. Amizade é mais que isso. Segundo o ex-campeão, o americano Chuck Liddel, isso não existe e dois amigos podem se enfrentar e sair depois para tomar umas juntos numa boa. De qualquer forma, só um sairá campeão e talvez Rashad seja o único que pode parar Jon Jones. Caso fracasse, Jon Jones vai varrer a categoria dos meio pesados. Ele mesmo já cogita desafios contra pesos pesados, ideia descartada momentaneamente pelo UFC.