Arquivos da categoria: Strikeforce

Especial parte 2 – O MMA virou o UFC: entenda porque as siglas estão cada vez mais unidas

5 dezembro, 2012 às 16:18  |  por Gustavo Kipper

Embora o UFC já colecionasse fãs ao redor do mundo, especialmente no Brasil, onde nomes do MMA nacional consagraram-se em território americano, como Royce Gracie, Vitor Belfort, Marco Ruas, Murilo Bustamante, Pedro Rizzo e outros, os grandes nomes ainda estavam lutando no Japão. O Pride F.C era um evento grandioso, com muita personalidade e atletas que eram a mina de ouro para batalhas épicas que ainda ecoam na mente dos entusiastas do MMA antigo.

Quando foi descoberta uma suposta ligação do evento com a máfia japonesa, as transmissões na TV aberta foram canceladas, criando uma crise financeira e moral insustentável para a franquia, que foi obrigada a fechar suas portas e vender a marca ao UFC com todo o arsenal de grandes lutadores. Realmente foi um acontecimento mágico, graças ao qual finalmente poderíamos ver batalhas tão sonhadas no mesmo palco – o octógono. Wanderlei Silva, Maurício Shogun, Minotauro, Minotouro, Rampage Jackson, todos foram levados pelo evento americano, que passou a ter praticamente o monopólio dos espetáculos de grande porte no mundo e dos atletas de ponta, as celebridades.

Mesmo os eventos Cage Rage na Inglaterra, onde Anderson Silva foi campeão e conquistou projeção internacional, ou os fracassados eventos da M-1, empresa russa que impediu de todas as formas a contratação da lenda Fedor Emelianenko pelo UFC, além do Strikeforce e Affliction, nunca fizeram frente à grandiosidade que o UFC passou a demonstrar. Quantidades absurdas de pay per view vendidos, eventos extremamente bem produzidos, uma estrutura de produtos e marketing jamais vista, transformando atletas em celebridades.

O MMA agora era definitivamente um esporte, apoiado por regras, categorias bem definidas de peso, aval das comissões atléticas e eventos realizados em outros países. Tudo isso tornou a marca UFC bilionária. O Pride F.C agora tinha um substituto à altura e melhor – com um planejamento muito mais ousado (podem ainda ser discutidas muitas regras, como as famosas cotoveladas, das quais, sou a favor, pois a regra vale para ambos), mas após a aquisição do Pride e Strikeforce pelo UFC, o monopólio de um esporte ganhou forma.

 

O corpo humano é uma máquina

A maioria dos lutadores profissionais quando estão em períodos de treino pesam muito mais do que o limite de suas categorias. Inclusive é um tema polêmico, pois muitos lutadores se desgastam a níveis perigosos para chegar à balança no peso ideal, às vezes não conseguem, mas normalmente quando vencida a batalha da balança, o lutador pode ganhar peso extra pra luta, tendo em vista que é apenas um processo controlado de desidratação, podendo ser facilmente reposto com alimentos pastosos, isotônicos, carboidrato e proteína.

O diferencial de muitos lutadores é conseguir bater o peso sem haver muito desgaste e chegar à luta com potencial máximo. Como as divisões de peso são muito bem definidas, e os lutadores quase sempre cumprem uma dieta rigorosa, alguns atletas geneticamente privilegiados conseguem chegar ao limite de suas categorias, obtendo supremacia total. É o caso de José Aldo que já cogitou super para os leves, Jon Jones que pretende subir para os pesados, Anderson Silva e Georges St Pierre. Eles não são apenas campeões. Eles têm o biótipo certo para a categoria certa. Quase imbatíveis.

Com o domínio do UFC na realização dos grandes eventos, os eventos brasileiros ou de outras marcas, como o americano Bellator, soam como uma espécie de segunda divisão do MMA, sendo apenas uma vitrine para chegar aonde todos querem chegar. No UFC. Mesmo os eventos nacionais com uma produção honesta como o Jungle Fight e Shooto Brasil, são espécies de filiais do UFC. Lyoto Machida, Renan Barão, Júnior Cigano, todos começaram em eventos menores, conquistaram seu espaço e hoje são campeões. Mas quando a sigla UFC é mais citada que o nome do próprio esporte – começo a questionar o tamanho do esquema que sustenta essa indústria bilionária, que nos dias de hoje, tem até reality show na rede Globo. Serão os critérios técnicos distorcidos pela grana?

Ainda há muito para falar. A entrada do UFC do mercado asiático, o MMA na olimpíada e temas que ainda irão moldar o rumo do esporte. Fique ligado!

 

 

 

Dia de Strikeforce

18 agosto, 2012 às 11:31  |  por Gustavo Kipper

Ronda Rousey e Sarah Kaufman duelam pelo cinturão dos pesos galo no Strikeforce

Maior evento que exibe lutas de MMA feminino, o Strikeforce acontece nesse sábado em San Diego, Califórnia (EUA), com mais uma apresentação da nova queridinha da mídia mundial, a ex- judoca, campeã pan americana e medalhista olímpica pela seleção americana em Pequim, Ronda Rousey. Com um cartel impecável no MMA, não sabe ainda o que é perder, é a campeã mundial em seu peso e suas lutas na grande maioria terminam no primeiro round – com chaves de braço implacáveis. Parceira de treinos dos irmãos Nick e Nate Diaz, Ronda parece ser uma estrela em um universo ainda pouco explorado. Se vencer mais esse combate, com certeza o MMA feminino só tem a crescer.

Segunda principal luta do evento, o brasileiro peso médio Ronaldo Jacaré pode estar a uma vitória sobre Derek Brunson para tentar recuperar o cinturão que já foi seu, e hoje pertence ao americano Luck Rockhold.

Infelizmente o evento não será transmitido para o Brasil.

Para saber mais acesse o site do Strikeforce: www.strikeforce.com

 

Cris Cyborg quer recuperar o posto de número um

A lutadora brasileira Cris Cyborg não está nada satisfeita em torno de toda a badalação em relação à atual campeã mundial dos galos Ronda Rousey. Cris, que foi flagrada em um exame anti-doping, perdeu seu cinturão dos pesos penas do Strikeforce, além de pegar um gancho de um ano de suspensão, que ainda a mantém longe dos cages. Mesmo assim, continua com uma série forte de treinamentos e deverá voltar em breve. Porém, para enfrentar Ronda, Cris teria que mudar de categoria de peso, e, dificilmente atingirá o limite da categoria abaixo da sua. Então partiu para uma estratégia que passa por desafios e bate boca em redes sociais e uma tentativa de marcar uma luta em um peso combinado. Ronda minimizou as declarações de Cris alegando que existe uma fila de lutadoras que também querem o desafio. O fato é que Cris, se realmente conseguir chegar aos pesos galos, poderá protagonizar a maior luta da história do MMA feminino. Seria uma batalha de duas supercampeãs. Cris a melhor striker e Ronda a melhor grappler.

 

Strikeforce: Rockhold e Nate Marquadt campeões

16 julho, 2012 às 15:29  |  por Gustavo Kipper

Aconteceu no sábado (14), em Portland, estado do Oregon (EUA), mais uma edição do evento americano Strikeforce. Na luta principal, o campeão Luke Rockhold venceu por pontos Tim Kennedy e manteve o cinturão nos pesos médios. Luke, que havia criticado a postura de Anderson Silva, a qual considerava suja, em sua luta contra Chael Sonnen, não mostrou nada demais, além de sua superioridade diante de um adversário mediano. A luta foi aquém do esperado e a qualidade dos lutadores desse peso é bem contestável.

Na disputa do cinturão dos meio-médios, o ex-atleta do UFC Nate Marquadt, justificou a excelente estratégia. Ao descer de peso, não encontrou dificuldades em derrotar seu adversário, o americano Tyron Woodley. Creio que alguns atletas estagnados em seus pesos e sem chance de uma briga direta pelo título deveriam pensar em um bom plano para uma subida ou descida de categoria. A decisão pode ser o caminho mais fácil para chegar ao topo. Já vimos vários exemplos de lutadores que se reinventaram em outras categorias. Randy Couture tornou-se campeão dos meio-pesados, Vitor Belfort tornou-se competitivo novamente quando saiu dos pesados e lutou nos meio-pesados. Hoje luta nos médios e já cogita subir de categoria novamente. Rashad Evans é outro que pretende descer de categoria para poder ter a chance de ser campeão. Já vimos BJ Penn mudando de peso e até mesmo o campeão dos meio-pesados, Jon Jones, gostaria de fazer lutas com lutadores mais pesados. Apenas quem deve ficar confortável é quem detém o cinturão ou quem tem uma chance real. Caso contrário uma carreira curta pode tornar-se inútil.

Vídeo resumo

Strikeforce agrada com boas lutas

21 maio, 2012 às 14:49  |  por Gustavo Kipper

Para a alegria dos fãs brasileiros no HP Pavilion em San José, Califórnia, Rafael Cavalcante “Feijão” atropelou seu adversário, vingando sua derrota para o mesmo Myke Kyle em 2009. Feijão, que já foi campeão, aproxima-se agora do segundo ”title shot”. Muito bem preparado por seu treinador Josuel Distak, encaixou uma poderosa joelhada que levou Mike ao chão, e após castigar no ground and pound, conseguiu a abertura para a finalização em menos de 40 segundos.

Foi uma vitória espetacular. Em breve Feijão deverá recuperar esse cinturão pro Brasil nos meio-pesados.No duelo dos pesos leves, Gilbert Melendez mostrou por que é um dos três melhores do mundo na categoria e venceu por pontos Josh Thomson, seu último algoz no que seria uma luta de desempate. Mesmo com a vitória e a soberania, não há indícios que Melendez deva ir pro UFC. Mesmo com sua técnica apurada, deve continuar no Strikeforce por mais um tempo.

Na luta principal, Daniel Cormier surpreendeu muitos e dominou amplamente o combate, castigando o rosto de Barnett, que perdeu por decisão unânime dos juízes. Muitos esperavam mais de Barnett, que parecia em boa forma, mas Cormier foi implacável e é de novo campeão do Grand Prix dos peos pesados do Strikeforce. Caso seja contratado pelo UFC, Cormier já chega com posto de top five da categoria. Após a luta, Barnett mostrou uma radiografia de sua mão quebrada.

Veja o vídeo da luta de Feijão.

Rafael Feijão vs Myke Kyle:

http://www.123video.nl/playvideos.asp?EMB=EmbedLayer&MovieID=1173459

 

Confrontos imperdíveis em 2012

2 maio, 2012 às 13:07  |  por Gustavo Kipper

UFC Diaz vs Miller
5 de maio
East Rutherford | New Jersey, EUA

Strikeforce: Final do Grand Prix pesos pesados: Barnet vs Cormier
19 de maio
San José, Califórnia, EUA

UFC 146: Júnior dos Santos vs Frank Mir (disputa do cinturão dos pesos pesados)
26 de maio
Las Vegas, Nevada, EUA

Vítor Belfort vs Wanderlei Silva
Finais do The Ultimate Fighter Brasil
23 de junho
Local indefinido | Brasil

UFC 148: Anderson Silva vs Sonnen (disputa do cinturão dos pesos médios)
Cruz vs Faber (disputa do cinturão dos pesos galos)
7 de julho
Las Vegas, Nevada, EUA

UFC 149: Jose Aldo vs. Erik Koch (disputa do cinturão dos pesos penas)
Maurício “Shogun Rua vs Thiago Silva
21 de julho
Calgary, Canadá

UFC on Fox 4: Hector Lombard vs Brian Stann
Lyoto Machida vs Ryan Bader
4 de agosto
Staples Center, Los Angeles, EUA