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'The Ultimate Fighter Brasil'

A volta do cachorro louco

4 março, 2013
16:46

The Axe Murderer

O Curitibano Wanderlei Silva protagonizou na noite de sábado uma luta que nos fez lembrar seus melhores momentos na carreira lutando no palco de muitas glórias. A Saitama Super Arena, em Tóquio, teve a chance de presenciar mais uma vez um dos maiores ídolos do país, fama conquistada com o cinturão do Pride e uma invencibilidade que durou anos.

Lutando na categoria dos meio-pesados, Wanderlei ganhou ainda o bônus de nocaute e luta da noite. Seu adversário, o fuzileiro naval americano Brian Stann, é muito forte e logo no início do combate partiram para a trocação. Wand nitidamente mais forte que no peso-médio, encaixou a mão que lhe rendeu o apelido de machado assassino, ainda quando lutava no Japão, e nocauteou o americano, como nos velhos tempos.

Para quem acompanha a carreira de Wand, essa vitória mostrou que ele ainda pode lutar em alto nível e fazer superlutas. Não tem mais tempo a perder com adversários medíocres e a tendência é que faça ainda vários combates emocionantes. Muito bem preparado técnica e fisicamente, o curitibano possivelmente, fique nessa categoria de peso, já que deve ter menos dificuldades com a balança, além de sua força aumentar consideravelmente com quase 10 kg a mais.

É inevitável não perceber o bem que Rafael Cordeiro faz, tanto nos treinos quanto no córner. Não desmerecendo o bom trabalho de Dida, que foi o treinador principal, Cordeiro, eleito o melhor treinador de MMA do mundo em 2012, é uma lenda da academia Chute Boxe e do esporte curitibano, assim como Wanderlei Silva, Shogun e Anderson Silva. Hoje tem sua própria academia na Califórnia, a Kings MMA. Sua amizade e contribuição fazem Wanderlei lutar em seu limite.

Penso em vários nomes que possam ser a próximo desafio de Wand. Mas, confesso que ainda gostaria de ver aquela luta contra Vitor Belfort novamente.

Como foi o UFC Rio 3

15 outubro, 2012
10:10

(Reprodução/ site UFC)

Muita expectativa cercava o UFC Rio 3, que aconteceu neste sábado, na HSBC Arena, Barra da Tijuca. Não só pela participação dos astros Anderson Silva e Rodrigo Minotauro, mas também pela quantidade de brasileiros no card, muitos conhecidos pela participação do reality show The Ultimate Fighter. Diego Brandão, ganhador da edição americana, logo após vencer sua luta, desafiou o vencedor da edição brasileira, Rony Jason. Eles postaram vídeos na internet assinalando que esse pode ser o próximo combate do peso pena, envolvendo os dois cearenses campeões.

Demian Maia mais uma vez mostrou que sua mudança de categoria foi a melhor estratégia que sua carreira já viu desde sua mudança do jiu-jitsu para o MMA. Lutando nos meio-médios, venceu o americano Rick Story com facilidade, por finalização, e continua avançando no ranking. Se continuar assim, deverá ganhar mais uma chance de conquistar o cinturão, já que em seu antigo peso Anderson Silva reina.

Wagner Caldeirão não repetiu o bom início de combate contra Phil Davis, quando teve seu olho golpeado, obrigando a remarcação do combate. Mesmo lutando fora de casa, Phil Davis dessa vez preferiu não arriscar e usou de forma precisa seu wrestling, derrubando, dominando e finalizando sem maiores problemas.

Muita expectativa também em torno do prodígio brasileiro Erick Silva, que tinha pela frente seu maior desafio, fugir do carrapato John Fitch, um dos tops da categoria e conhecido por seu jogo chato, porém competitivo. Em uma luta movimentada em que ambos tiveram a chance de finalizar, o resultado veio por pontos a favor do americano, que venceu com dificuldades. Por ser muito novo e talentoso, Erick deverá voltar mais forte, embora tenha caído algumas posições no caminho ao cinturão.

Embora não tenha sido escolhida como a luta da noite, Glover Teixeira e Fábio Maldonado protagonizaram uma batalha épica. Glover começou com tudo e iniciou um castigo a Maldonado que poucos seres vivos poderiam suportar. O poder de aguentar o castigo fez com que Glover não acreditasse no que estava vendo, e mesmo com a luta interrompida pelo árbitro, Glover fez questão de levantar o braço do oponente com a frase “ele não é humano”. Mesmo com a derrota, Fabio Maldonado ganhou muito prestígio pela raça, determinação e resistência. Já Glover nada de braçadas rumo à tão sonhada luta contra Jon Jones.

Rodrigo Minotauro entrou com a missão de mostrar ao mundo que estava recuperado da terrível lesão no braço direito. Porém, com a falação do americano, que tentou minimizar as técnicas do jiu-jitsu, alegando que jamais havia sido finalizado, a missão passou a ser outra. No melhor estilo Gracie, a vitória seria muito mais gloriosa se fosse por desistência e finalização. Como um herói exemplar, não deu outra. Após castigar Dave Herman com seu boxe afiado, aproveitou a queda do americano para montar e partir para a chave de braço, melhor ajustada quando o americano tentou um rolamento para escapar. Desesperado, bateu três vezes fazendo a arena explodir como se fosse um gol da seleção de futebol. Lavou mais uma vez nossa alma.

Um parágrafo sempre será pouco para tentar explicar o que fez novamente Anderson Silva. Vou resumir dizendo que pudemos mais uma vez presenciar a história. A glória. Um show do melhor de todos os tempos. Posso dizer que para quem gosta de MMA ou qualquer tipo de luta, são indescritíveis a superioridade e a habilidade com que Anderson guia seus combates. Em mais uma exibição de gala, ele entrou definitivamente no ramo da genialidade.

Quando achávamos que já tínhamos visto tudo, o brasileiro mostrou por que dificilmente será superado na arte de lutar. É o humano que leva a sério o conceito de misturar e combinar todas as artes marciais. É o mais próximo que pude ver da perfeição. Acho que Anderson subiu muito alto e nenhum adversário que não seja Jon Jones nos interessa mais. Vida longa ao campeão.

Lyoto não aceita luta e Vitor Belfort será o novo desafiante no UFC

24 agosto, 2012
10:24

(Foto: Adriano Caldas / Globoesporte.com)

As últimas horas talvez tenham sido as mais difíceis da história do UFC. Neste ano foram incontáveis os cancelamentos e lesões que vieram à tona antes de eventos já confirmados. Dessa vez quem se machucou nos treinos e será substituído será Dan Henderson. O americano, que havia garantido a disputa do cinturão após derrotar lendas do MMA como Fedor Emelianenko e Maurício Shogun, sofreu uma lesão no joelho e obrigou Dana White a fazer uma tentativa desesperada de botar o falastrão Chael Sonnen no lugar de Henderson.

Dana White começou a semana ironizando a possibilidade de Chael Sonnen conseguir disputar o cinturão dos meio pesados, antes de fazer pelo menos duas lutas, sendo uma contra um TOP 5 da categoria. Disse com todas as letras que não faria sentido nenhum premiar alguém que acabou de perder na divisão de baixo. Jon Jones também ficou irritado com a falação de Sonnen – fortalecendo que não deixaria o falador lutar com a boca e que para lhe conceder a disputa Sonnen teria que merecer. Jones também acusou Sonnen de racismo contra os brasileiros. Porém, bastou Dan Henderson se machucar para Dana White se lembrar do poder da falação na venda de lutas e mudou de ideia rápido, na maior contradição que o vi cometer. Na tentativa de fazer a luta acontecer sem perder muito dinheiro, White passou por cima de todo o ranking e tentou colocar Sonnen em outra disputa de cinturão, só que agora no peso de cima, sem ter vencido nenhum combate para mostrar do que é capaz. Depois do fraco desempenho contra Anderson Silva, Chael disse que subiria para os meio-pesados, mas sua nova chance veio cedo demais.

O que irritou muito White foi que Jon Jones, a princípio, teria aceitado o combate. Mas, aconselhado por seu empresário e treinador Greg Jackson, voltou atrás e desistiu da luta, colocando o UFC em uma situação delicada. Jackson, que é considerado o melhor treinador de MMA do mundo, foi acusado por White de ser um dos maiores traidores do esporte e avisou que as relações com o campeão estavam estremecidas. Mas não precisa ser nenhum gênio para notar que a recusa de Jones foi muito acertada, tendo em vista que White só estava analisando o ponto de vista financeiro, abandonando por completo os critérios técnicos e o ranking do peso. Jon Jones foi bem orientado e não entrou na pilha, posicionando-se de forma correta – respeitando o ranking e os fãs.

Lyoto Machida, que vencera Ryan Bader com contundência, conquistou o direito de desafiar novamente o campeão, aguardando o vencedor de Jones contra Henderson. Sem levar nenhum golpe, fez uma luta perfeita, não levou suspensão médica e o desafio da luta foi anunciado na coletiva após o evento. Porém, quando chamado, Lyoto Machida também recusou o combate, alegando falta de tempo para se preparar, tendo em vista que acabara de lutar. Sendo esse o motivo, ou mágoa de ter visto Sonnen sendo colocado à sua frente sem merecimento, Lyoto também desagradou a cúpula do UFC. Esta, por sua vez, encontrou a saída em outro brasileiro, que ironicamente também desistiu às vésperas da final do primeiro The Ultimate Fighter Brasil, por conta de uma lesão na mão esquerda. Vitor Belfort é agora o novo desafiante ao cinturão dos meio-pesados e enfrentará Jon Jones dia 22 de setembro, em Toronto, Canadá.

A saída encontrada é acertada, levando-se em conta critérios técnicos e tempo de preparação. Será um grande combate. Para os brasileiros acabou sendo positivo, pois teremos dois compatriotas lutando na sequencia pelo título da categoria mais disputada do mundo. Mas o que ficará marcado nesse gerenciamento de crise é que as vendas do evento nos canais fechados estão falando mais alto do que o merecimento e a técnica. O que se falou no começo da semana foi aniquilado pela primeira crise que chegou, e pior, que a falação que Sonnen protagonizou veio pra ficar. Devemos respeito a Jon Jones por não ter aceitado a luta apenas por dinheiro, valorizando seu cinturão e mostrando que os campeões têm muito poder dentro do evento, pois carregam todos os fãs nas costas. Independentemente do vencedor, Jon Jones mostrou que, além de ser um grande campeão, tem personalidade.

Finais do TUF Brasil: como foi o UFC 147 em BH

25 junho, 2012
15:00

(Inovafoto/Divulgação)

Apesar de todos os problemas para a definição do local e das contusões de Vitor Belfort, que lutaria no evento principal, e Daniel Sarafian, na final dos pesos médios do TUF, o UFC BH, mesmo com a derrota do brasileiro Wanderlei Silva, terminou muito melhor do que se poderia imaginar. Com o card recheado de lutadores brasileiros, principalmente os atletas celebridades, que participaram da primeira edição do The Ultimate Fighter Brasil, o público mineiro fez a sua parte e encheu o ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, para apreciar a primeira edição do maior evento de MMA no estado de Minas Gerais.

No card preliminar as lutas foram muito movimentadas, com nocautes técnicos e finalizações, aumentando a possibilidade de outros atletas conseguirem um contrato com a organização. Mesmo que muitos especialistas afirmem que o programa é um jogo de cartas marcadas, nitidamente pode-se perceber o talento de muitos que não venceram o programa, mas venceram suas lutas de forma contundente, acabando por cair nos braços do povo e tendo seu trabalho reconhecido por todo o público fã de MMA.

As finais do TUF Brasil foram lutas muito disputadas, mas ficou a dúvida no resultado dos pesos médios: o que aconteceria se Daniel Sarafian tivesse enfrentado Cézar Mutante, que venceu o tri-campeão mundial de jiu-jitsu Serginho Moraes por decisão unânime dos juízes? Sarafian era o favorito no peso, mas sofreu uma lesão no bíceps dias antes da luta. Foi substituído por Serginho, que já estava morando em Curitiba e treinando com Shogun e André Dida, ajudando com seus conhecimentos no chão. Porém, Serginho mostrou pouca evolução na trocação e ficou limitado à luta no solo, que era evitada com facilidade por Mutante, que lutou melhor e venceu merecidamente a competição.

(foto: Bruno Magalhães/UOL)

Nos pesos penas a final foi marcada pela rivalidade entre os cearenses Godofredo Pepey e Rony Jason, que já haviam se enfrentado em um confronto de jiu-jitsu no passado, vencido por Pepey. Porém, MMA é outro papo e Jason, apoiado pelo público, venceu Pepey e conseguiu o primeiro contrato brasileiro da história do TUF Brasil.

(Foto: Getty Images)

No primeiro confronto internacional da noite, o gaúcho Fabrício Werdum não teve dificuldades em vencer o invicto há 5 anos Mike Russow, por nocaute técnico, após um uppercut fatal. A torcida empolgou o lutador aos gritos de seu apelido: “Uh, vai cavalo”. É a segunda vitória consecutiva de Fabrício desde sua volta à organização e a cada dia podemos ver seu jogo ficar mais completo com o treinador curitibano Rafael Cordeiro, da academia Black House, na Califórnia. Fabrício que já tem um dos melhores jogos de chão do planeta mostra agora um muay-thai afiado, com poderosas joelhadas e combinações de boxe quase perfeitas. Em breve, se continuar nesse ritmo, deverá ter a chance do disputar o cinturão, que ele quer que seja contra Júnior Cigano, a quem já o venceu uma vez por nocaute.

(Inovafoto/Divulgação)

A escolha de Rich Franklin, profetizada por mim neste blog, agradou aos fãs e a Wanderlei Silva. Com a contusão de Vitor Belfort, Franklin realmente era a melhor opção, mas na pesagem, quem conhece já percebeu que o americano estava bem maior que o brasileiro. Como o americano foi chamado na última hora, não teria tempo para alcançar o limite da categoria, de 84 kg, então a luta foi em um peso combinado de 86 kg. Wanderlei que afirmou estar de dieta há 3 meses, não teve dificuldades de bater o peso, estando inclusive quase 2 kg abaixo do limite. Na luta, a vantagem de tamanho e peso de Rich Franklin eram quase desproporcionais, e com certeza lhe garantiram pelo menos 10 kg de vantagem sobre Wand.

A luta principal ficou abaixo das expectativas, porém reservou um grande momento para o brasileiro, que quase lhe deu a vitória. Após ganhar com facilidade o primeiro round, Franklin sofreu uma combinação violenta de Wand que o levou ao chão e começou um duro castigo. O Brasil inteiro aguardava apenas o juiz Mário Yamazaki parar a luta, mas a força dos golpes foi diminuindo e o gongo soou antes de Wand conseguir aplicar o nocaute técnico.

Com um bom preparo físico e poder de absorção dos golpes, Franklin segurou a onda e voltou inteiro para o terceiro round. Mas bater também cansa, e Wand passou do ponto no segundo, gastando mais do que podia, faltando ainda três rounds pela frente. Depois, o que se viu foi Wand cansado e completamente dominado, recebendo muitos jabs e socos no rosto, que ficou bastante machucado. Um monólogo. De certa forma a torcida tentava apoiar o curitibano, mas podia-se perceber seu declínio físico e a falta de condições de suportar o resto do combate. Acho até que o americano foi um cavalheiro em não ter nocauteado Wand. Amigos. Rich cozinhou a luta, movimentando-se bastante e aplicando muitos golpes que pontuam, mas não colocam fim a nada.

Infelizmente, pela idade e metabolismo, Wand fica confortável nessa categoria de peso, mas todos que lutam na mesma categoria são maiores que ele, naturalmente. O próprio Vitor Belfort pesa normalmente quase 100 kg, e passa grandes dificuldades sempre para bater o peso, mas se consegue é a primeira vitória. Os lutadores se recuperam e podem chegar na hora da luta com 10 kg a mais do que na pesagem. Wand não passa mais dos 90 kg e sempre levará desvantagem nesse peso.

Se Wand conseguisse perder peso e descesse para os meio médios, 77 kg, ainda teria chances de fazer grandes lutas, mas como isso é quase impossível pelas suas condições atuais, deverá fazer mais algumas até se aposentar. Um confronto com Belfort poderia ser ainda mais amargo do que com Franklin, e deverá acontecer pela rivalidade e expectativa que o TUF gerou. Mas, em minha opinião, após sua luta com Belfort, Wand deveria analisar sua carreira e pensar em lutas mais adequadas, para que possa chegar à aposentadoria por cima, como fez o russo Fedor Emelianenko, nesse mesmo fim de semana.

(Foto: Getty Images)

Resultados:

CARD PRINCIPAL
Rich Franklin venceu Wanderlei Silva por decisão unânime
Cezar Mutante venceu Serginho Moraes por decisão unânime
Rony Jason venceu Godofredo Pepey por decisão unânime
Fabricio Werdum venceu Mike Russow por nocaute técnico
Hacran Dias venceu Yuri Marajó por decisão unânime

CARD PRELIMINAR
Rodrigo Damm venceu Gasparzinho por finalização (mata-leão)
Massaranduba venceu Delson Pé de Chumbo por nocaute técnico
Hugo Wolverine venceu John Macapá por decisão divida
Thiago Bodão venceu Leonardo Macarrão por nocaute técnico
Marcos Vina venceu Wagner Galeto por nocaute técnico
Miltinho Vieira e Felipe Sertanejo empataram

Fonte. globo.com

Bônus da noite
O bônus da noite é uma quantia estipulada de 65 mil dólares, dada de prêmio aos lutadores do evento com as melhores performances.
Rich Franklin, Wanderlei Silva – “Fight of the Night” – luta da noite
Rodrigo Damm – “Submission of the Night” – finalização da noite
Marcos “Vina” Vinicius – “Knockout of the Night” – nocaute da noite

Veja como foi a entrevista com os lutadores

 

Daniel Sarafian fora da final do TUF Brasil

19 junho, 2012
15:27

Esta edição com certeza ficará na memória dos brasileiros como o UFC das lesões. Muitos dos principais protagonistas do evento sofreram lesões nos treinos e não poderão se apresentar na final da primeira edição do
The Ultimate Fighter Brasil, dia 23 de junho, no Mineirinho. Vitor Belfort, que lutaria no evento principal, e Daniel Sarafian, finalista na categoria de 84 kg do programa, sofreram lesões e estão fora. Vitor quebrou a mão esquerda e Daniel rompeu o ligamento do bíceps direito.

Mesmo que o UFC tenha encontrado soluções interessantes para os problemas, ficou claro que a bruxa estava realmente solta e colocou-se em dúvida a metodologia de preparação de alguns
lutadores. Com a saída de Belfort e Sarafian, quem ganha novas oportunidades são o americano Rich Franklin, que enfrenta Wand na luta principal, e Serginho Moraes – treinando hoje com a equipe de André Dida e Shogun, na UDL -, que lutará contra o pupilo de Belfort, Cézar Mutante, para ver quem fica com o contrato.

Mutante avançou à final com um nocaute em Thiago Bodão, no último domingo. Sem dúvida torcerei por Wand e Serginho, mas serão lutas muito difíceis. Na outra final, a dos pesos penas até 66 kg, os dois cearenses Godofredo Pepey e Rony Jason lutam pelo segundo contrato.Diferentemente de edições americanas, todos os lutadores que participaram do programa lutarão no evento, menos René Forte, que, por falta de oponente, deverá ganhar uma oportunidade em um evento futuro do UFC. Para os atletas que ficaram fora da final, é a última chance de mostrar que poderão ser campeões em algum dia.

Card completo do evento: 23 de junho – ginásio do mineirinho – MG

Card principal
Rich Franklin vs Wanderlei Silva
Cezar Mutante vs Serginho Moraes
Rony Jason vs Godofredo Pepey
Mike Russow vs Fabricio Werdum
Hacran Dias vs Iuri Marajó

Card preliminar
Rodrigo Damm vs Anistávio Gasparzinho
Francisco Massaranduba vs Delson Pé de Chumbo
Hugo Wolverine vs John Teixeira
Leonardo Macarrão vs Thiago Bodão
Wagner Galeto vs Marcos Vinicius Vina
Milton Vieira vs Felipe Sertanejo

Com adversário definido Wand recupera a motivação

4 junho, 2012
15:38

Como eu havia previsto neste blog, Rich Franklin foi a solução encontrada para preencher o vazio que a contusão de Vitor Belfort causou na final do Tuf Brasil. A organização do evento americano não demorou e colocou um oponente a altura do desafio. Ex-campeão da categoria e vencedor do primeiro combate entre os dois, mesmo que por decisão polêmica dos juízes, sua escolha agradou os treinadores de Wand, que ressaltam o fato de ambos serem canhotos; então, o treinamento já estava voltado para esse detalhe.

Vitor Belfort já nocauteou Rich Franklin, no UFC 103, em setembro de 2009, e, mesmo sendo considerado um melhor lutador por Wand, acredito que Vitor é muito mais perigoso e estava mais motivado. A motivação pode ser a chave desse confronto, pois Wanderlei Silva já treina sério para o combate há meses e Franklin não luta há mais de um ano, além de ter descido de categoria. Mesmo que a luta seja em um peso combinado, no caso, por volta de 186 kg, o americano pode sentir na volta aos pesos médios. Rich Franklin iria lutar dia 7 de julho, mas foi colocado no card do evento brasileiro.

Será uma luta bem estratégica e não acredito que o “cachorro louco” vá com tudo pra cima, pelo menos nos primeiros rounds. Acredito que seja a primeira vez que Wand irá lutar em 5 rounds, portanto administrar o gás e proteger bem o queixo são lemas que não devem ser esquecidos. Mesmo com um card modesto, com poucas lutas, o UFC do dia 23 de junho no Mineirinho pode aguardar uma grande apresentação dos brasileiros Wanderlei Silva e Fabrício Werdum, que encara Mike Rossow, além das finais do TUF Brasil, que se dividem em dois pesos: médios e penas. Os lutadores Daniel Sarafian e Godofredo Pepey já estão na final. Eles aguardam as outras semifinais entre Tiago Bodão contra Cezar Mutante nos médios e Hugo Wolverine contra Rony Jason nos penas.

Card principal
Wanderlei Silva x Rich Franklin
Daniel Sarafian x finalista 2 do peso-médio do TUF Brasil
Godofredo Pepey x finalista 2 do peso-pena do TUF Brasil
Fabrício Werdum x Mike Russow

Card preliminar
Miltinho Vieira x Felipe Sertanejo
Iuri Marajó x Hacran Dias

 

Francisco Filho: a lenda do time de Belfort.

23 maio, 2012
14:56

O reality show The Ultimate Fighter não é apenas a chance de competidores alcançarem contratos e objetivos. É onde equipes de treinamento se formam para lapidar os participantes escolhidos. No time de Wand, principalmente para mim, que sou curitibano, os treinadores da equipe azul são rostos conhecidos, que há anos representam e fazem o esporte evoluir, construindo campeões. É o caso do mestre Rafael Cordeiro, que já esteve no corner de todos os campeões da Chute Box, incluindo Wand, Anderson e Shogun.

Mas o fato que me chamou a atenção foi uma das escolhas do time verde de Vitor. Seu nome é Francisco Filho. Alguns já sabem que há anos Belfort vem aperfeiçoando suas técnicas no karatê kyokushin, mudando inclusive sua postura e base nas lutas. Ao lado de nomes consagrados pelos excelentes trabalhos como o treinador de boxe Luís Dórea, que já treinou Popó Freitas e hoje treina o campeão Júnior Cigano, os treinadores do time verde mostraram competência e seus métodos fizeram a diferença. Sem tirar o mérito da “Chute Box Crew”, poucos conhecem Francisco Filho.

Francisco “Chiquinho” Filho nasceu em 1971 e fez sua estreia profissional no K-1 em 20 de julho de 1997, no K-1 Dreams, lutando contra o lendário e falecido Andy Huge. Esse foi seu segundo encontro com Andy, sendo o primeiro no 5º Torneio Mundial Kyokushin em 1991, que resultou em uma vitória por nocaute de Filho. Desde então, disputou o título em campeonatos como K-1 e o IKO – Kyokushin Kaikan. Não luta em uma grande competição desde 2004, mas continua trabalhando no desenvolvimento de jovens promessas e na supervisão da equipe nacional de Kyokushin do Brasil.

Mas o fato que torna a pessoa em mito é a seguinte história: Francisco Filho foi o único brasileiro a efetuar com êxito o teste das 100 lutas no Japão e o único no mundo a não precisar ser hospitalizado após o feito.
Bateu o recorde de duração (3 horas e 2 minutos) e de número de vitórias (76 vitórias e 24 empates).
O cara é o verdadeiro casca-grossa do TUF Brasil.

Fonte: Wikipédia

Veja a primeira parte do vídeo. As outras são encontradas no Youtube.

 

 

Ultimate Fighter Brasil

21 maio, 2012
14:52

Ontem foi ao ar mais uma edição do TUF Brasil, ou “Em busca de Campeões”. Apesar do fraco nome, o programa começa a chegar às fases mais agudas. Na luta que definiria a última vaga na semifinal dos médios, o atleta bi campeão mundial de Jiu-Jítsu Sérgio Moraes provou por que será responsável em afinar o chão da UDL de Maurício Shogun no projeto Evolution Thai, coordenado por André Dida. Serginho, mesmo enfrentando um oponente da arte suave, o carioca Pé de Chumbo, entrou concentrado e deixou o placar em 7×1 pro time verde de Vitor Belfort. O atleta do time azul de Wanderlei Silva cometeu erros que não se podem cometer contra um campeão mundial. Por finalização com mata-leão, Serginho avança.

O fato que chamou a atenção foi a comoção de Vitor Belfort e alguns atletas quando descobriram por uma teleconferência, com o big boss dana White, que teriam que dividir as equipes para avançarem nos treinos. Como apenas um atleta do time azul de Wand venceu as eliminatórias, Vitor foi obrigado a ceder dois atletas para o time azul. Nada de mais em se tratando de uma competição, mas a emoção tomou conta quando Vitor foi obrigado a fazer o anúncio de quais lutadores ele abriria mão. Para quem acompanha, sabe que Cézar Mutante é o pupilo de Vitor e Daniel Sarafian já havia se estranhado com Renato Babalu, do time azul. Portanto, foi muito choro para decisões óbvias. O atleta Thiago Bodão ficou visivelmente chateado por mudar seus treinadores, mas Sérgio Moraes assumiu outra postura. Sabendo que Vitor possivelmente venha a privilegiar seu pupilo, Cézar, Serginho pareceu animado com a mudança de treinadores, fato que acredito ter aproximado o atleta da equipe azul e permitiu essa parceria a longo prazo com Dida e a UDL de Shogun.

Frase do próprio Sérgio Moraes que já sabia que seria escolhido para mudar para o Wand Team: “Não curto nunca falsidade. Querer me enfrentar é uma coisa. Agora, articular com outro cara ‘deixa os dois para lá e nós para cá’ é outra coisa, fugiu do bagulho de time, da ideia de que todo mundo se ajuda. E falo: a partir de hoje quero treinar com o Time Wanderlei. Não é nada contra vocês, mas não rola mais. Vitor pregou todo o tempo um bagulho de verdade, disso e aquilo e não sei se ele faz parte disso. Se acontecer, com certeza o Vitor tem dedo nisso”, disse Serginho a Bodão.

Veja o episódio completo:

Lutas para esquentar a semana

15 maio, 2012
09:42

The Ultimate Fighter Brasil

Na noite de domingo foi ao ar mais um episódio do TUF Brasil, ainda com algumas discussões ríspidas acerca da luta entre os amigos Rony Jason e Gasparzinho, escolhida por Vítor Belfort. Francisco Massaranduba (time azul),
apelido originado a partir do personagem de um quadro do Casseta e Planeta, cujas falas são realmente muito parecidas, não resistiu ao forte atleta Thiago Bodão (time verde) e não conseguiu lutar até o fim. Visivelmente cansado desde a metade do segundo round, mesmo com muita raça foi eliminado. A cena ainda mostrou seu adversário o incentivando a voltar, em um gesto bacana. O campeão do povo, apelido que lhe foi concedido por meio de uma enquete, não estará na final do programa. Só restou agora uma vaga na semifinal dos médios, que será transmitida domingo que vem. É a última chance de Wand colocar pelo menos mais um atleta na próxima fase da competição. O Placar até agora é 6 x 1 para o time verde de Belfort.

Veja o vídeo: http://www.ufc.com/tuf-brasil-episode-1

Hoje tem UFC on Fuel 3

O evento desta noite no Patriot Center em Fairfax, Virginia (EUA), traz como luta principal The Korean Zombie vs. Dustin Poirier nos pesos penas. O brasileiro Rafael dos Anjos encara Kamal Shakorus nos pesos leves – além de lutas de Carlo Prater e do cowboy Donald Cerrone. Mesmo com um card modesto, promete turbinar a noite de terça-feira para quem gosta de esportes e fica limitado a alguns jogos da Taça Libertadores. Bom para o esporte, bom para a televisão americana, que assina e transmite o evento em canal aberto nos Estados Unidos.

Card Principal:
Dustin Poirier (USA)  vs. Chan Sung Jung (KOR)
Amir Sadollah (USA) vs. Jorge Lopez (USA)
Donald Cerrone (USA)  vs. Jeremy Stephens (USA)
Jeff Hougland (USA)  vs. Yves Jabouin (HTI)
Igor Pokrajac (HRV) vs. Fabio Maldonado (BRA)
Tom Lawlor (USA) vs. Jason MacDonald (CAN)

Card Preliminar:
Brad Tavares (USA) vs. Dongi Yang (KOR)
Cody McKenzie (USA) vs. Marcus LeVesseur (USA)
TJ Grant (CAN)  vs. Carlo Prater (BRA)
Rafael dos Anjos (BRA) vs. Kamal Shalorus (IRN)
Jeff Curran (USA)  vs. Johnny Eduardo (BRA)
Alex Soto (MEX)  vs. Francisco Rivera (USA)

O evento será transmitido no Brasil pelo canal Combat a partir das 18 hs.

UFC e TUF Brasil

7 maio, 2012
10:00

Nate Diaz em uma luta perfeita

Nate Diaz mostrou sábado por que será o próximo desafiante ao título dos pesos leves do UFC. Com um boxe clássico e um jiu-jítsu faixa preta, o aluno de Cezar Gracie não deu nenhuma chance a Jim Miller, mostrando um estilo muito parecido com o de seu irmão Nick. O mais novo dos irmãos Diaz estava muito tranquilo e o tempo todo intimidava seu adversário com gestos e palavras. Andando pra frente com a guarda baixa, tirou a concentração de Miller, que no segundo round se irritou e atacou forçando uma luta no solo. Nate encaixou uma guilhotina perfeita, rolando e obrigando Miller a bater e desistir. Agora Diaz disputa o cinturão com o oponente que sai da revanche entre o campeão Ben Henderson e o ex-campeão Frank Edgar. A luta deve acontecer ainda este ano.

Hendricks vence em luta equilibrada

Outro lutador que terá a chance de ser campeão é o americano Johny Hendricks. O barbudo venceu seu compatriota Josh Koscheck, nos meio-médios, na luta mais equilibrada do evento. Após perder o primeiro round, Hendricks foi pra cima no segundo e marcou bastante o rosto de seu adversário. No terceiro a luta continuou muito equilibrada, com ambos trocando golpes em pé. Porém, Hendricks foi mais contundente, e mesmo aplicando uma queda, Koscheck não conseguiu bater no ground and pound. Os golpes desferidos por Hendricks foram suficientes para a vitória por decisão unanime dos juízes. O triunfo lhe garantiu o “title shot” contra o vencedor entre Georges St Pierre e Carlos Condit no fim do ano, e creio que a luta entre Diaz e o campeão acontecerá apenas em 2013.
Imperdível.

Toquinho em mais uma chance desperdiçada

Tudo parecia como no script. Logo no início do combate, Rousimar Palhares, o Toquinho, levou a luta ao solo e partiu pra cima com o seu temido leg lock. Alan Belcher se defendia como dava, com uma expressão assustada e parecendo que não iria resistir. De repente os dois ficaram em uma posição muito estranha no solo, Toquinho parecia preso nos movimentos esquisitos, porém eficazes de Belcher. Quando o americano conseguiu entrar na guarda do brasileiro pudemos ver mais uma vez as limitações de Toquinho, que pareceu fora do eixo, desde o primeiro soco aplicado em seu rosto. Com as pernas moles, não impôs uma guarda defensiva nem ofensiva e não conseguia se defender das cotoveladas e socos que começaram a chover. Como um boneco, Toquinho, imóvel, não viu o juiz encerrar o combate por nocaute técnico e mais uma vez vai para o fim da fila, longe do cinturão dos médios.

The Ultimate Fighter Brasil esquenta

Na luta entre os amigos Gasparzinho, do time verde, e Rony Jason, do time azul, aconteceu algo desagradável. Jason encaixou uma chave de braço e após insistência de seu amigo e adversário, acabou causando um estiramento no braço e o fim do combate. Algo pior poderia ter acontecido. Um dos treinadores do time de Wanderlei Silva, preocupado com a situação, ainda alertou dizendo em alto e bom tom – “qualquer coisa bate”. Mas no clima acirrado gerado pelo combate entre os amigos não cabia a desistência, parecendo que alguém se machucaria de qualquer jeito. Isso irritou bastante Wanderlei, que iniciou uma discussão pesada com Vítor, alegando que a culpa pela lesão do atleta era do líder da equipe Verde. Vítor de defendeu dizendo que desconhecia o fato de que os dois eram amigos e disparou – “os dois estão aqui pra lutar”.

Amigos ou não, se querem levar o contrato, deveriam ser mais profissionais e não deixarem as emoções falarem mais alto. É uma competição onde só um vence, e todo mundo conhece as regras. Ao que parece, com o clima no programa ficando cada vez mais hostil, a luta entre os treinadores promete resolver muita coisa de uma rivalidade que já dura 14 anos.

Video da luta

http://www.tuf.tv/media/tuf-br-luta-integra-ep-07

 

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