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Marasmo

30 junho, 2014 às 15:02  |  por Gustavo Kipper

Há duas décadas o The Ultimate Fighting Championship (UFC) vem arrebatando uma legião de fãs ao redor do mundo e revelando os melhores atletas de lutas marciais do momento. A quantidade de ídolos e campeões que já entraram no octógono fez da franquia uma referência. Mas a grande quantidade de lutadores obriga o UFC a realizar cada vez mais eventos, com qualidade discutível.

Infelizmente, o marasmo chegou. Nem mesmo na época do extinto Pride F.C., quando o UFC estava à beira de falência, viu-se o nível cair tanto. Não me refiro nem ao nível técnico das lutas em geral, mas da qualidade dos eventos, que são cada vez mais superficiais e valem cada vez menos em termos de competição. Com quase 500 lutadores sob contrato, a franquia é obrigada a realizar eventos de menor importância na televisão aberta americana, para tentar valorizar algo que não empolga.

As edições do UFC Fight Night normalmente são chatas, com muitos lutadores desconhecidos e lutas amarradas. Somente quando há disputas por cinturão, nos eventos numerados, é que podemos ver lutas de grande nível. É muito lutador pra pouco evento. Só no sábado passado (28), foram dois. Um na Austrália, que foi transmitido quase 4 da manhã, e o outro à noite, nos Estados Unidos. Em época de Copa do Mundo, ficam muito pequenos.

Nem mesmo as edições do reality show (TUF) serviram para melhorar a imagem no Brasil. Adorado por muitos, o UFC virou alvo frequente de críticas. Duas lutas principais com os treinadores não aconteceram, virando extrema frustração. Coincidentemente, Wanderlei Silva estava nas duas. Na primeira edição, Vitor Belfort quebrou a mão nos treinamentos e abandonou o card. Na terceira edição, mais um papelão. Na briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen no programa, o brasileiro fraturou o punho. Além disso, fugiu do teste da comissão atlética de Nevada e não deverá lutar em Las Vegas tão cedo. O americano falastrão também decepcionou. Falhou no teste antidoping e decidiu se aposentar. Ou seja, não existia a menor possibilidade de a luta acontecer. Os dois cairiam no exame antidoping. Os dois estavam com medo.

Acontecimentos como esse, além das lesões que antecedem as lutas, fizeram o evento perder muita credibilidade. Quando uma grande luta é anunciada, sabemos que a chance de não acontecer é grande. Muita explicação demanda a aparição frequente de Dana White, que, sempre dono da razão, acaba por se promover mais do que promove seus atletas. Dana sabe usar como ninguém as redes sociais. O chefão está sempre postando vídeos, fotos com carros, aviões e mulheres. É a cara do UFC. Uma cara que todos já não querem ver muito. Os fãs querem ver grandes lutas e isso está cada vez mais raro.

O formato de ranking e competição muitas vezes não tem um critério definido e fica difícil imaginar como será a evolução de cada atleta em menos de dois anos. A ausência completa dos Grand Prix (GP´s), as competições formato mata-mata, muito usadas no Pride, em torneios, blindam alguns atletas de confrontos realmente perigosos. Isso facilita uma postura de fuga, como a de Jon Jones, que acredita ter o poder de escolher seus adversários. A nova safra é mimada, reclama demais.

Do ponto de vista dos brasileiros, os últimos anos não têm sido bons. Vimos Maurício Shogun, Júnior Cigano, Anderson Silva e Renan Barão perderem seus cinturões para americanos. Outros ídolos, como Minotauro, Minotouro, Wanderlei Silva e Shogun, não vivem bons momentos, com muitas derrotas e lesões.

Porém, nem tudo está perdido. Novas disputas de cinturão estão a caminho. No próximo sábado (05), Lyoto Machida busca o dos médios. Fabrício Werdum pode ser campeão dos pesados. Renan Barão pode vencer sua revanche, além da aguardada segunda parte da batalha entre Jon Jones e Alexander Gustaffson. Tomara que sirva de trampolim para uma nova fase de grandes espetáculos.

 

 

UFC 173 e TUF Brasil 3.

26 maio, 2014 às 15:04  |  por Gustavo Kipper

Em um fim de semana movimentado pelo UFC 173 e pelas semifinais do TUF Brasil, acordamos na segunda-feira com um cinturão a menos.

Renan Barão perdeu o cinturão dos pesos-galos para T.J. Dillashaw. Companheiro de treinos de Urijah Faber e Chad Mendez, o atleta da equipe Alpha Male foi dominante. Quebrou uma invencibilidade de 32 lutas de Barão e conquistou o cinturão. Mais do que merecido: Dillashaw mostrou um jogo moderno, técnico, rápido e surpreendente.

Não ficar parado na frente de Barão. Com essa estratégia o americano anulou o ex-campeão. Usando bem as saídas diagonais, atacando sempre, chutando. Dillashaw machucou Barão ainda no primeiro round com um knockdown que mudaria os rumos da luta. A partir daí o brasileiro ligou o piloto automático e, irreconhecível, não achou o americano. Lento, sem explosão, sem equilíbrio. Sem as ferramentas que o consagraram. Não conseguia aplicar os chutes e joelhadas que são suas marcas registradas. Ficou vulnerável. Foi nocauteado.

Possivelmente qualquer outro lutador teria ficado pelo primeiro ou segundo round. Mas Barão lutou quase até o fim. Provou que, apesar do revés, é um campeão. Merece uma revanche imediata. O problema não está somente na preparação ou no mérito do americano. Passa também pelo excesso de confiança. Barão planejava manter o cinturão por mais dez anos. Deveria estar preocupado com a próxima luta. Sem dúvida essa derrota vai trazer Barão de volta a terra. Percebeu que não é invencível e tem grandes chances de recuperar o título perdido. Precisa mudar sua postura. Que sirva de lição para seu companheiro José Aldo, que fará a revanche contra Chad Mendez, no UFC 176, dia 2 de agosto, em Los Angeles.

Cormier é uma máquina

Daniel Cormier mostrou seu potencial de atleta olímpico e apagou Dan Henderson. Visivelmente maior, Cormier fez uma apresentação brilhante e anulou Henderson, que sobreviveu até onde pode. O atropelo terminou com uma finalização. Da maneira como lutou, caso Jon Jones vença a revanche contra Alexander Gustaffson, será o próximo desafiante. Invicto em duas categorias de peso diferentes, Cormier mostrou que há esperanças de alguém vencer Jones, algo considerado impossível há alguns dias.

A luta também se caracterizou pela discrepância de tamanho dos atletas. Tanto que Henderson anunciou que vai descer novamente para o peso-médio. Enquanto Cormier é um peso-pesado disfarçado. Isso fez muita diferença, apesar da resistência de Hendo, que, com 43 anos, parece não ter limites.

TUF Brasil 3

Chegou ao fim a terceira edição do The Ultimate Fighter Brasil 3. Com a liderança de Wanderlei Silva e Chael Sonnem foram definidas as finais, a serem disputadas no próximo sábado (31), no ginásio do Ibirapuera. Apesar do papelão protagonizado por Wand e Sonnen, os lutadores demonstraram muita disposição e profissionalismo. Estão de parabéns. Outros atletas também devem ser contratados, fazendo jus ao desempenho.

Confira o card das finais:

TUF Brasil 3 Final
31 de maio, em São Paulo
CARD PRINCIPAL
Peso-pesado: Fábio Maldonado x Stipe Miocic
Peso-médio: Vitor Miranda x Márcio Lyoto
Peso-pesado: Antônio Carlos “Cara de Sapato” x Warlley
Peso-meio-médio: Demian Maia x Alexander Yakovlev
Peso-pena: Rony Jason x Robbie Peralta

CARD PRELIMINAR
Elias Silvério x Ernest Chavez
Rodrigo Damm x Rashid Magomedov
Paulo Thiago x Gasan Umalatov
Kevin Souza x Mark Eddiva

Luta entre integrantes do TUF Brasil 3
Pedro Munhoz x Matt Hobar

TUF Brasil 3

19 maio, 2014 às 18:30  |  por Gustavo Kipper

Foram definidos no domingo (18) os primeiros finalistas do The Ultimate Fighter Brasil 3. O peso-médio Warlley, do time de Sonnen, e o peso-pesado Cara de Sapato, do time de Wanderlei, conquistaram suas vagas, ambos por finalização. Semana que vem será transmitido o último episódio do reality, com as duas últimas lutas. Mais um lutador peso-médio e mais um peso-pesado passarão para as finais, que serão disputadas no dia 31 de maio, no ginásio do Ibirapuera.

Um dos destaques da edição, Cara de Sapato é mais um atleta treinado por Luiz Dórea que surge como promessa. No domingo lutou pesando dez kg a menos que seu adversário e, mesmo assim, foi superior. Lutando entre os meio-pesados, deve ser ainda mais perigoso. Campeão mundial de jiu-jitsu, também mostrou poder de nocaute. O treinador Luiz Dórea voltou ao programa como um dos treinadores do time de Wanderlei, depois da expulsão de André Dida, devido à confusão e a agressão a Chael Sonnen. Dórea, além de mais experiente, traz um clima mais ameno. Está mais acostumado com a pressão.

Interessante foi ver a evolução de Hortência e Isabel dentro do programa. Entraram meio perdidas, Hortência sempre muito assustada. Agora estão soltinhas. Aprenderam as regras e até participam de algumas atividades com os lutadores. Finalmente estão conseguindo motivar. Experiência e competitividade as duas sempre tiveram. Se os caras da casa pegarem um pouco desse espírito já valeu a participação. Ainda creio na ideia de levar ex-atletas. Mas acho que deveriam ser ex-atletas de outras modalidades de luta.

 

Globo transforma TUF Brasil em Big Brother Brasil

15 abril, 2014 às 14:59  |  por Gustavo Kipper

Não se fala em outra coisa. A suposta briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen saiu como o esperado. Pelo menos para a emissora e para o UFC, que estão lucrando pesado nessa edição. Mas, ao contrário de todas as outras edições do TUF, que também fizeram da rivalidade de seus treinadores parte do show, essa só demonstra como somos vistos fora do país e como aqui tudo perde o valor moral. Chegou a vez do MMA.

Rede Globo, câmeras, mulheres de biquíni na piscina e muita confusão. O país do futebol e do MMA ainda não conseguiu se livrar do Big Brother Brasil. A emissora brasileira possui um dom: estragar formatos originais de programas e reallity shows estrangeiros. Criado pela empresa holandesa Endemol, o Big Brother, na Europa, teve sua primeiras edições comparadas à caixa de Skinner. Trata-se de um famoso experimento com ratos, realizado pelo escritor e psicólogo Burrhus Frederic Skinner, que usava caixas fechadas para estudar o comportamento de ratos dentro delas. Foi um grande estudioso e criou o conceito de condicionamento operante. Embora a pesquisa tenha seu lugar na ciência, o programa de televisão obviamente nunca acrescentou em nada.

Mas foi no Brasil que realmente pegou. O formato original foi sendo substituído por bundas, confusões e uma perda de tempo que só reflete a cultura de seu povo, que anda por baixo. A terceira edição do TUF Brasil conseguiu trazer elementos parecidos para criar o BBB do MMA. Quem acompanha as edições americanas e inglesas percebe que é outro programa, embora também usem o MMA como pano de fundo. O programa brasileiro passa em um horário desconfortável pra quem acorda cedo na segunda- feira. O espectador que espera até a madrugada para assistir tem sido castigado.

O tempo do programa é preenchido com futilidades que só servem pra fazer propaganda e matar tempo. O Concurso de ring girls não é o problema. Mas a festa do pijama com os lutadores é a prova de que aqui as coisas são diferentes. As mulheres logo viram objeto para aumentar a audiência. Quando venceram o desafio, os atletas do time verde imaginavam um prêmio que os ajudassem a chegar ao objetivo. Mas o que se viu foram muitos lutadores casados, querendo melhorar de vida, envergonhados com a situação. Embora um ou outro tenha se divertido, é assim que imaginam o Brasil.

Hortência e Isabel que merecem todo nosso respeito como atletas, ainda estão perdidas, tentando achar seus lugares. Mesmo vencendo por 4×0, o time de Wanderlei, principalmente um de seus treinadores, o curitibano André Dida, foi duramente criticado por seu envolvimento direto na agressão ao americano. Dana White ainda dirá na semana que vem que o brasileiro será expulso e deveria ser preso. Mas, mesmo com a expulsão, a única coisa que realmente aconteceu foi um contrato para que Dida, por ser treinador de lutadores do evento, não repita a atitude. Caso contrário será banido.

Na verdade, para a Rede Globo e o UFC a confusão foi perfeita. O show e o evento tiveram uma promoção sensacional. Mas e o esporte, onde fica nessa história? Não podemos nos esquecer de que Chael Sonnen estava de calça jeans e havaianas e em menos de cinco segundos derrubou Wanderlei. Seria assim tão fácil? Ou apenas uma grande encenação como muitos acreditam. A verdade é que nada disso interessa. Os vencedores do programa estão sendo ofuscados pela estratégia cruel da emissora de vulgarizar o esporte e o país. De certa forma acabamos voltando para o início de tudo. Se Chael Sonnen tivesse criticado esse ponto, Wanderlei não teria muito do que reclamar. Chael abordou os temas de forma preconceituosa e teve que aguentar as consequências. Mas para o MMA e para o povo que assistia, é igual ao BBB. Não acrescenta em nada.

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Guerra no TUF Brasil 3

18 março, 2014 às 19:06  |  por Gustavo Kipper

O The Ultimate Fighter Brasil definiu os lutadores médios e pesados que foram pra casa do reallity show. Os dois primeiros episódios com as lutas de eliminação já foram ao ar e parece que teremos mais uma ótima edição. Desta vez o UFC soube explorar a rivalidade entre o curitibano Wanderlei Silva e o americano Chael Sonnen, que ao fazer piadas sobre lutadores brasileiros e sobre o Brasil irritou Wanderlei, que promete um bullying classe A contra o americano. Vamos torcer pra que as defesas de quedas de Wand também estejam classe A no dia da luta entre os dois.

Uma suposta briga entre os treinadores vem sendo usada de teaser para promoção. Verdade ou não, o fato é que eles não se gostam. Boatos dão conta de que um lutador da equipe de Wand teria agredido Chael e foi expulso. As provocações prometem ser pesadas. Finalmente vão poder acertar as contas. Quanto aos lutadores da casa, ainda é cedo para fazer previsões. As lutas de eliminação costumam ser tensas e acabam ofuscando um pouco os lutadores. Às vezes a família pode atrapalhar.

O programa foi gravado antes do anúncio, pela Comissão Atlética de Nevada, do banimento do uso do tratamento de reposição hormonal (TRT), a que muitos lutadores vinham recorrendo para o treinamento alegando motivos médicos.  Agora vão ter que escolher se lutam ou se tratam. Especialistas e o próprio Chael disseram que a vida sem TRT é inviável. Então não se assustem se começar uma onda de aposentadorias. Vitor Belfort, Chael Sonnen e Dan Henderson são candidatos.

O fato é que Chael Sonnen foi flagrado com 14 vezes o limite de testosterona permitido na primeira luta contra Anderson Silva. Então na luta contra Wanderlei não estará com tanta testosterona sintética em seu organismo. Isso pode facilitar a vida de Wanderlei, principalmente no começo da luta, quando o americano costuma derrubar com facilidade seus adversários.

Sobre a participação de Hortência e Isabel no programa, achei totalmente desnecessária. Além de não entenderem nada de lutas, pareceram bem assustadas com os combates. Fico imaginando a hora que Wanderlei começar a guerra que prometeu.

Acho que seria mais justo e coerente levar atletas de combates olímpicos, que poderiam incrementar os treinamentos. Rafaela Silva, do judô, e Natália Falavigna, do taekwondo, por exemplo. Duas campeãs mundiais em suas modalidades.

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(Foto: Reprodução/ TUF Brasil 3)

 

O que esperar do MMA para o início de 2014.

6 janeiro, 2014 às 17:16  |  por Gustavo Kipper

Ano passado não foi um bom ano para o MMA brasileiro. Como muitos já sabiam o número 13 nunca foi confiável. Foi um ano de contusões, derrotas e novos campeões. Infelizmente nenhum brasileiro. Júnior Cigano não recuperou o cinturão de Cain Velásquez e Anderson também não venceu sua revanche, terminando o ano de forma melancólica. Restaram-nos Aldo e Barão, além de uma esperança chamada Vitor.

O que esperar do MMA para o início de 2014.

Não fosse à complacência de Dana White em relação ao tempo de afastamento de Dominick Cruz, Renan Barão poderia ser o campeão dos galos. Mas, em fevereiro, os dois poderão resolver de fato quem é o campeão indiscutível. O único campeão oficial do Brasil é José Aldo, que coloca mais uma vez seu cinturão em jogo no mesmo evento que Cruz vs Barão. O UFC 169 de 1º de fevereiro, além de imperdível, é crucial para a manutenção dos cinturões que sobraram. Outra luta de peso é o combate entre Alistair Overeem e Frank Mir. Os dois vêm de derrota.

José Aldo vs Ricardo Lamas

José Aldo é muito favorito. Particularmente não consigo imaginar ninguém nos pesos-penas capaz de ameaçar o reinado do brasileiro. O resultado mais provável é um nocaute até o terceiro round. Se vencer, Aldo deve começar a pensar em conquistar o título dos leves, derrotando quem quer que seja. Ele tem técnica e potência para dominar também a categoria de cima, nem que para isso precise deixar vago seu cinturão dos penas. É a hora de dar um passo maior.

Dominick Cruz vs Renan Barão

Enfim poderemos ver a unificação do título dos galos. Há quase dois anos sem lutar, creio que o ritmo de Barão fará a diferença. Apesar da movimentação de Cruz ser muito efetiva, em uma luta de cinco rounds, sem muito ritmo seu gás pode acabar. É uma das lutas mais aguardadas no ano. Será uma noite de vitórias para o Brasil e para a equipe Nova União.

Chris Weidman vs Vitor Belfort

Mesmo com a polêmica do uso de tratamento de reposição de testosterona (TRT) pelo brasileiro, a luta em Las Vegas é a melhor maneira de Vitor provar que seus últimos grandes resultados são fruto de sua competência e não da testosterona. Afinal, hormônios não sabem chutar. Agora mais campeão do que nunca, a confiança de Weidman, assim como a de Vitor, parece não ter limites. Weidman tem tudo a perder e o brasileiro, tudo a ganhar. Se vencer, será o primeiro lutador da história a ser campeão em três categorias de pesos diferentes dentro do UFC. O fenômeno será mais vitorioso do que nunca. Será uma batalha, embora ache que Weidman leve vantagem por ser maior e melhor no clinch e nas quedas. Mas a velocidade e explosão de Vitor, principalmente nos primeiros rounds, podem colocar o americano na panela de pressão.

Lyoto Machida vs Gerard Mousasi

Após a brilhante estreia nos médios com vitória sobre Mark Muñoz, Lyoto enfrenta agora o ex-campeão do Strikeforce o armênio Gerard Mousasi. Dois strikers de ponta. Será uma batalha entre o karatê e o kick-boxing. O jogo dos dois promete trazer um grande desfecho – um nocaute é esperado. A luta acontece no UFC Jaraguá, dia 15 de fevereiro. Quem vencer pode estar a apenas mais uma vitória da disputa pelo título. Sempre lembrando que Ronaldo Jacaré é outro grande candidato e luta no UFC Jaraguá 2 contra o francês Francis Carmont, outro top 10 da categoria.

Ronda Rousey vs Sarah McMann

Enfim a campeã dos galos do UFC vai enfrentar um desafio à altura. Outra atleta e medalhista olímpica. A wrestler Sarah McMann talvez seja a única atleta empregada pelo UFC a poder derrotar Ronda. É também a primeira atleta americana a conquistar uma medalha olímpica no wrestling. A luta será em Las Vegas, dia 22 de fevereiro. Será que Ronda vai conseguir aplicar novamente aqueles ippons? Após dominar Miesha Tate novamente e conquistar mais uma vitória com chave de braço, Ronda mostrou que na luta agarrada é quase imbatível. Impressionante como conseguiu trazer sua habilidade de judoca para o MMA.

Jon Jones vs Glover Teixeira

Glover Teixeira venceu todos seus adversários até chegar ao campeão Jon Jones. É merecedor da chance ao título e, além de grande pessoa, é um lutador completo e muito perigoso. Mas será o bastante para destronar Jones? O campeão americano dos meio-pesados enfrentou adversários muito complicados, a começar por sua última batalha contra Alexander Gustafsson. Isso faz Glover parecer menos ameaçador. Sua envergadura pode fazer diferença mais uma vez, tendo em vista que talvez Jones não queira trocar muitos golpes em pé com o brasileiro. Vai buscar a queda e as traumáticas cotoveladas. Não estou muito otimista. O combate será no UFC 172, ainda sem local e data definidos.

Johny Hendrics vs Robbie Lawler

Após a controversa vitória de GSP sobre Hendrics e sua aposentadoria por tempo indeterminado, o UFC foi obrigado a casar os dois principais candidatos a ocupar o lugar do ex-campeão canadense. O UFC 171, que acontece dia 15 de março, em Dallas, Texas (EUA), vai trazer finalmente um novo campeão para os meio-médios. Acredito no favoritismo de Hendrics, que está mais preparado para o lugar de campeão. Já vem em ritmo forte de treinos e é muito rápido e explosivo para a categoria. Deve vencer sem precisar da decisão dos juízes.

Wanderlei Silva vs Chael Sonnen

As gravações do The Ultimate Fighter Brasil 3 começam agora em janeiro, mas a rivalidade entre os dois vem desde o vídeo – em que Wanderlei aparece enquadrando o americano – que circulou na internet. Na época, Wanderlei dizia a Sonnen que falar mal dos irmãos Nogueira e do Brasil era perigoso. Após o episódio, Sonnen tornou-se ainda mais polêmico e falastrão devido aos confrontos contra Anderson Silva e Jon Jones. Tornou-se parte da marca UFC e já tem lugar garantido entre os comentaristas do evento. Já Wanderlei tenta provar que ainda tem condições que dar grandes espetáculos e vencer o programa e sua luta. O confronto promete muita ação e dificilmente chegará ao final sem um nocaute ou uma finalização.

UFC 163: vitórias, derrotas, polêmicas e contusões

6 agosto, 2013 às 12:10  |  por Gustavo Kipper

O UFC 163, no Rio de Janeiro, sábado, não foi só de alegrias. Mas, com a vitória do campeão dos penas, o brasileiro José Aldo, o saldo acabou positivo. Definitivamente, não foi uma edição empolgante, com muitos atletas sofrendo contusões durante os combates, o que atrapalhou seu desempenho. Entre os feridos, José Aldo, que quebrou o pé logo no primeiro chute. Perdeu sua principal arma, mudou sua estratégia, mas não diminuiu sua motivação. Aldo continuou agredindo e sua luta contra o zumbi coreano foi boa, apesar da lesão. Sem perder a pressão e andando pra frente, machucou o coreano, que acabou deslocando o ombro. Aldo não perdeu a chance de finalizar a luta e venceu por nocaute técnico. Dessa vez não pode ir pra galera, sendo contido pelos seguranças. Agora só perde pra Anderson Silva em defesas de cinturão. Se somar mais três vitórias, será também o maior recordista.

Serginho Moraes foi outro brasileiro que se destacou, com uma linda finalização. Da mesma maneira, Cesar Mutante também venceu rapidamente seu combate, mostrando que os participantes do “The Ultimate Fighter Brasil” são melhores que os americanos. Principalmente no chão. Amanda Nunes, a primeira brasileira a vencer uma luta no UFC, também não passou despercebida e venceu bem a alemã, pra delírio do povo.

Mais uma vez os árbitros não escaparam da polêmica. Na luta entre Lyoto Machida e Phil Davis, todos os três árbitros deram vitória por unanimidade para o americano. Ao fim da luta, muitas vaias da torcida e o depoimento do brasileiro, ainda em cima do octógono, que afirmou não entender as regras do UFC. Dana White, nas redes sociais, também afirmou ter visto vitória do brasileiro e ressaltou que essa é uma consequência negativa de deixar a luta nas mãos dos juízes. Fato é que a recusa em aceitar a luta com pouco tempo de preparação, contra Jon Jones, fez com que o UFC dificultasse sua vida para uma nova chance de cinturão, quando escalou o sueco Alexander Gustafsson para enfrentar Jones.

Mas, conforme o tempo passou, as reclamações deram lugar às críticas. Lyoto não lutou bem. Foi burocrático e seu jogo de sempre esperar o contra-ataque foi muito chato de assistir. Sabemos como as coisas funcionam e realmente Davis estava com mais vontade, mesmo que os números tenham dado a vitória para o brasileiro. Foi um castigo merecido. Machida precisa recuperar sua agressividade e não pode mais ficar esperando o oponente errar. Quando o nível de competição aumenta, os lutadores erram menos, e se tem um cara no MMA que erra pouco é Phil Davis. Ainda acho que Davis precise passar por mais um desafio antes de desafiar Jones. Talvez uma revanche contra seu algoz Rashad Evans ou contra o vencedor de Shogun vs Chael Sonnen possa ser o passaporte para o sonhado cinturão.  Mas, para Lyoto, o caminho será mais longo. Se não vencer as próximas três lutas com convicção, não creio mais que chegue ao topo dessa divisão. Quem sabe não teremos Lyoto nos médios?

Dessa vez ficou claro que o público não compareceu com a mesma intensidade que em edições anteriores. Com a Copa de 2014, o UFC vai passar o mais longe possível do evento. Sem dúvida, precisam reavaliar as estratégias para que as arenas voltem a encher. Em breve teremos uma edição em BH e, ainda por ser novidade por lá, deverá ter bom público. Nas próximas edições, se os cards não forem incrementados, tendem a perder público. Enquanto isso, viva José Aldo. E viva Cesar Cielo, tricampeão mundial de natação. Orgulhos nacionais.

(mmabrasil.com.br)

Calendário movimentado e boas lutas

12 junho, 2013 às 15:46  |  por Gustavo Kipper

As finais do The Ultimate Fight Brasil foram disputadas no último sábado, em Fortaleza, Ceará. Além de um ótimo público, quem assistiu o evento vai se lembrar de muitas vitórias brasileiras, principalmente com finalizações sensacionais,mostrando que o jiu-jitsu ainda está em alta no MMA.

Mas nem só da arte suave vive o esporte, por isso a vitória de Thiago Silva por nocaute talvez tenha sido o ápice de um evento que prometia e cumpriu. A vitória de Fabrício Werdum sobre Rodrigo Minotauro deixou a maioria da mídia especializada sem reação, especialmente porque havia certa torcida para Minotauro, especialmente por tudo que já fez, mas achei um pouco exagerada a tristeza estampada nos comentaristas do Canal Combat, mais tristes pela derrota do amigo do que felizes pela vitória do outro brasileiro, que, de fato, representa um possível title shot. Se Minotauro vencesse, não mudaria muita coisa nos pesos- pesados, só atrapalhando a caminhada de um atleta que está próximo de seu objetivo. Como Minotauro é amigo de Júnior Cigano, ser campeão não é mais seu objetivo. Ele não tem mais nada a provar.

O segundo semestre promete movimentar várias categorias com muitas lutas decisivas.

Confira a programação dos próximos eventos do UFC:

UFC 151
15 de junho de 2013
Winnipeg (CAN)
CARD PRINCIPAL
Rashad Evans x Dan Henderson
Roy Nelson x Stipe Miocic
Ryan Jimmo x Igor Pokrajac
Alexis Davis x Rosi Sexton
Pat Barry x Shawn Jordan
CARD PRELIMINAR
Jake Shields x Tyron Woodley
Sam Stout x James Krause
Sean Pierson x Kenny Robertson
Roland Delorme x Edwin Figueroa
Mitch Clarke x John Maguire
Yves Jabouin x Dustin Pague

UFC 162
6 de julho de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Chris Weidman
Frankie Edgar x Charles Do Bronx
Tim Keneddy x Roger Gracie
Chan Sung Jung x Ricardo Lamas
Cub Swanson x Dennis Siver
CARD PRELIMINAR
Mark Muñoz x Tim Boetsch
Chris Leben x Andrew Craig
Norman Parke x Kazuki Tokudome
Edson Barboza x Rafaello Trator
Gabriel Napão x Dave Herman
Seth Baczynski x Brian Melancon
Mike Pearce x David Mitchel

UFC: Johnson x Moraga
27 de julho de 2013, em Seattle (EUA)
CARD DO EVENTO
Demetrious Johnson x John Moraga
Rory MacDonald x Jake Ellenberger
Robbie Lawler x Siyar Bahadurzada
Liz Carmouche x Jessica Andrade
Michael Chiesa x Jorge Masvidal
Bobby Green x Danny Castillo
Mac Danzig x Melvin Guillard
Brendan Schaub x Matt Mitrione
Yves Edwards x Spencer Fisher
Julie Kedzie x Germaine de Randamie
Ed Herman x Trevor Smith
Aaron Riley x Justin Salas
John Albert x Yaotzin Meza

UFC 163 (UFC Rio 4)
3 de agosto de 2013, no Rio de Janeiro
CARD DO EVENTO
José Aldo x Anthony Pettis
Lyoto Machida x Phil Davis
Demian Maia x Josh Koscheck
Clint Hester x Cezar Mutante
Vinny Magalhães x Anthony Perosh
Amanda Nunes x Sheila Gaff
Serginho Moraes x Neil Magny
Thales Leites x Tom Watson
Rani Yahia x Josh Clopton
Robert Drysdale x Ednaldo Lula
Ian McCall x Iliarde Santos
John Lineker x Phil Harris
Viscardi Andrade x Bristol Marunde

UFC: Shogun x Sonnen
17 de agosto de 2013, em Boston (EUA)
CARD PRINCIPAL
Mauricio Shogun x Chael Sonnen
Alistair Overeem x Travis Browne
Urijah Faber x Iuri Marajó
Matt Brown x Thiago Pitbull
Uriah Hall x Nick Ring
Joe Lauzon x Michael Johnson
CARD PRELIMINAR
Brad Pickett x Michael McDonald
Mike Brown x Akira Corassani
Conor McGregor x Andy Ogle
Diego Brandão x Daniel Pineda
Manny Gamburyan x Cole Miller
Ovince St. Preux x Cody Donovan
Ramsey Nijem x James Vick

UFC: Condit x Kampmann
28 de agosto de 2013, em Indianápolis (EUA)
CARD DO EVENTO
Carlos Condit x Martin Kampmann
Donald Cerrone x Rafael dos Anjos
Kelvin Gastelum x Paulo Thiago
Sara McMann x Sarah Kaufman
Court McGee x Robert Whittaker
Takeya Mizugaki x Erik Perez
Brad Tavares x Bubba McDaniel
Darren Elkins x Hatsu Hioki
James Head x Bobby Volker
Justin Edwards x Brandon Thatch

UFC 164
31 de agosto de 2013, em Milwaukee (EUA)
CARD DO EVENTO
Ben Henderson x TJ Grant
Josh Barnett x Frank Mir
Chad Mendes x Clay Guida
Diego Sanchez x adversário a ser divulgado *
Ben Rothwell x Brandon Vera
Dustin Poirier x Erik Koch
Soa Palelei x Nikita Krylov
Chico Camus x Kyung Ho Kang
Louis Gaudinot x Tim Elliott

UFC
4 de setembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC 165
21 de setembro de 2013, em Toronto (CAN).

UFC
14 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC
21 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

 

 

 

A volta do cachorro louco

4 março, 2013 às 16:46  |  por Gustavo Kipper

The Axe Murderer

O Curitibano Wanderlei Silva protagonizou na noite de sábado uma luta que nos fez lembrar seus melhores momentos na carreira lutando no palco de muitas glórias. A Saitama Super Arena, em Tóquio, teve a chance de presenciar mais uma vez um dos maiores ídolos do país, fama conquistada com o cinturão do Pride e uma invencibilidade que durou anos.

Lutando na categoria dos meio-pesados, Wanderlei ganhou ainda o bônus de nocaute e luta da noite. Seu adversário, o fuzileiro naval americano Brian Stann, é muito forte e logo no início do combate partiram para a trocação. Wand nitidamente mais forte que no peso-médio, encaixou a mão que lhe rendeu o apelido de machado assassino, ainda quando lutava no Japão, e nocauteou o americano, como nos velhos tempos.

Para quem acompanha a carreira de Wand, essa vitória mostrou que ele ainda pode lutar em alto nível e fazer superlutas. Não tem mais tempo a perder com adversários medíocres e a tendência é que faça ainda vários combates emocionantes. Muito bem preparado técnica e fisicamente, o curitibano possivelmente, fique nessa categoria de peso, já que deve ter menos dificuldades com a balança, além de sua força aumentar consideravelmente com quase 10 kg a mais.

É inevitável não perceber o bem que Rafael Cordeiro faz, tanto nos treinos quanto no córner. Não desmerecendo o bom trabalho de Dida, que foi o treinador principal, Cordeiro, eleito o melhor treinador de MMA do mundo em 2012, é uma lenda da academia Chute Boxe e do esporte curitibano, assim como Wanderlei Silva, Shogun e Anderson Silva. Hoje tem sua própria academia na Califórnia, a Kings MMA. Sua amizade e contribuição fazem Wanderlei lutar em seu limite.

Penso em vários nomes que possam ser a próximo desafio de Wand. Mas, confesso que ainda gostaria de ver aquela luta contra Vitor Belfort novamente.

Como foi o UFC Rio 3

15 outubro, 2012 às 10:10  |  por Gustavo Kipper

(Reprodução/ site UFC)

Muita expectativa cercava o UFC Rio 3, que aconteceu neste sábado, na HSBC Arena, Barra da Tijuca. Não só pela participação dos astros Anderson Silva e Rodrigo Minotauro, mas também pela quantidade de brasileiros no card, muitos conhecidos pela participação do reality show The Ultimate Fighter. Diego Brandão, ganhador da edição americana, logo após vencer sua luta, desafiou o vencedor da edição brasileira, Rony Jason. Eles postaram vídeos na internet assinalando que esse pode ser o próximo combate do peso pena, envolvendo os dois cearenses campeões.

Demian Maia mais uma vez mostrou que sua mudança de categoria foi a melhor estratégia que sua carreira já viu desde sua mudança do jiu-jitsu para o MMA. Lutando nos meio-médios, venceu o americano Rick Story com facilidade, por finalização, e continua avançando no ranking. Se continuar assim, deverá ganhar mais uma chance de conquistar o cinturão, já que em seu antigo peso Anderson Silva reina.

Wagner Caldeirão não repetiu o bom início de combate contra Phil Davis, quando teve seu olho golpeado, obrigando a remarcação do combate. Mesmo lutando fora de casa, Phil Davis dessa vez preferiu não arriscar e usou de forma precisa seu wrestling, derrubando, dominando e finalizando sem maiores problemas.

Muita expectativa também em torno do prodígio brasileiro Erick Silva, que tinha pela frente seu maior desafio, fugir do carrapato John Fitch, um dos tops da categoria e conhecido por seu jogo chato, porém competitivo. Em uma luta movimentada em que ambos tiveram a chance de finalizar, o resultado veio por pontos a favor do americano, que venceu com dificuldades. Por ser muito novo e talentoso, Erick deverá voltar mais forte, embora tenha caído algumas posições no caminho ao cinturão.

Embora não tenha sido escolhida como a luta da noite, Glover Teixeira e Fábio Maldonado protagonizaram uma batalha épica. Glover começou com tudo e iniciou um castigo a Maldonado que poucos seres vivos poderiam suportar. O poder de aguentar o castigo fez com que Glover não acreditasse no que estava vendo, e mesmo com a luta interrompida pelo árbitro, Glover fez questão de levantar o braço do oponente com a frase “ele não é humano”. Mesmo com a derrota, Fabio Maldonado ganhou muito prestígio pela raça, determinação e resistência. Já Glover nada de braçadas rumo à tão sonhada luta contra Jon Jones.

Rodrigo Minotauro entrou com a missão de mostrar ao mundo que estava recuperado da terrível lesão no braço direito. Porém, com a falação do americano, que tentou minimizar as técnicas do jiu-jitsu, alegando que jamais havia sido finalizado, a missão passou a ser outra. No melhor estilo Gracie, a vitória seria muito mais gloriosa se fosse por desistência e finalização. Como um herói exemplar, não deu outra. Após castigar Dave Herman com seu boxe afiado, aproveitou a queda do americano para montar e partir para a chave de braço, melhor ajustada quando o americano tentou um rolamento para escapar. Desesperado, bateu três vezes fazendo a arena explodir como se fosse um gol da seleção de futebol. Lavou mais uma vez nossa alma.

Um parágrafo sempre será pouco para tentar explicar o que fez novamente Anderson Silva. Vou resumir dizendo que pudemos mais uma vez presenciar a história. A glória. Um show do melhor de todos os tempos. Posso dizer que para quem gosta de MMA ou qualquer tipo de luta, são indescritíveis a superioridade e a habilidade com que Anderson guia seus combates. Em mais uma exibição de gala, ele entrou definitivamente no ramo da genialidade.

Quando achávamos que já tínhamos visto tudo, o brasileiro mostrou por que dificilmente será superado na arte de lutar. É o humano que leva a sério o conceito de misturar e combinar todas as artes marciais. É o mais próximo que pude ver da perfeição. Acho que Anderson subiu muito alto e nenhum adversário que não seja Jon Jones nos interessa mais. Vida longa ao campeão.