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Globo transforma TUF Brasil em Big Brother Brasil

15 abril, 2014 às 14:59  |  por Gustavo Kipper

Não se fala em outra coisa. A suposta briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen saiu como o esperado. Pelo menos para a emissora e para o UFC, que estão lucrando pesado nessa edição. Mas, ao contrário de todas as outras edições do TUF, que também fizeram da rivalidade de seus treinadores parte do show, essa só demonstra como somos vistos fora do país e como aqui tudo perde o valor moral. Chegou a vez do MMA.

Rede Globo, câmeras, mulheres de biquíni na piscina e muita confusão. O país do futebol e do MMA ainda não conseguiu se livrar do Big Brother Brasil. A emissora brasileira possui um dom: estragar formatos originais de programas e reallity shows estrangeiros. Criado pela empresa holandesa Endemol, o Big Brother, na Europa, teve sua primeiras edições comparadas à caixa de Skinner. Trata-se de um famoso experimento com ratos, realizado pelo escritor e psicólogo Burrhus Frederic Skinner, que usava caixas fechadas para estudar o comportamento de ratos dentro delas. Foi um grande estudioso e criou o conceito de condicionamento operante. Embora a pesquisa tenha seu lugar na ciência, o programa de televisão obviamente nunca acrescentou em nada.

Mas foi no Brasil que realmente pegou. O formato original foi sendo substituído por bundas, confusões e uma perda de tempo que só reflete a cultura de seu povo, que anda por baixo. A terceira edição do TUF Brasil conseguiu trazer elementos parecidos para criar o BBB do MMA. Quem acompanha as edições americanas e inglesas percebe que é outro programa, embora também usem o MMA como pano de fundo. O programa brasileiro passa em um horário desconfortável pra quem acorda cedo na segunda- feira. O espectador que espera até a madrugada para assistir tem sido castigado.

O tempo do programa é preenchido com futilidades que só servem pra fazer propaganda e matar tempo. O Concurso de ring girls não é o problema. Mas a festa do pijama com os lutadores é a prova de que aqui as coisas são diferentes. As mulheres logo viram objeto para aumentar a audiência. Quando venceram o desafio, os atletas do time verde imaginavam um prêmio que os ajudassem a chegar ao objetivo. Mas o que se viu foram muitos lutadores casados, querendo melhorar de vida, envergonhados com a situação. Embora um ou outro tenha se divertido, é assim que imaginam o Brasil.

Hortência e Isabel que merecem todo nosso respeito como atletas, ainda estão perdidas, tentando achar seus lugares. Mesmo vencendo por 4×0, o time de Wanderlei, principalmente um de seus treinadores, o curitibano André Dida, foi duramente criticado por seu envolvimento direto na agressão ao americano. Dana White ainda dirá na semana que vem que o brasileiro será expulso e deveria ser preso. Mas, mesmo com a expulsão, a única coisa que realmente aconteceu foi um contrato para que Dida, por ser treinador de lutadores do evento, não repita a atitude. Caso contrário será banido.

Na verdade, para a Rede Globo e o UFC a confusão foi perfeita. O show e o evento tiveram uma promoção sensacional. Mas e o esporte, onde fica nessa história? Não podemos nos esquecer de que Chael Sonnen estava de calça jeans e havaianas e em menos de cinco segundos derrubou Wanderlei. Seria assim tão fácil? Ou apenas uma grande encenação como muitos acreditam. A verdade é que nada disso interessa. Os vencedores do programa estão sendo ofuscados pela estratégia cruel da emissora de vulgarizar o esporte e o país. De certa forma acabamos voltando para o início de tudo. Se Chael Sonnen tivesse criticado esse ponto, Wanderlei não teria muito do que reclamar. Chael abordou os temas de forma preconceituosa e teve que aguentar as consequências. Mas para o MMA e para o povo que assistia, é igual ao BBB. Não acrescenta em nada.

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Guerra no TUF Brasil 3

18 março, 2014 às 19:06  |  por Gustavo Kipper

O The Ultimate Fighter Brasil definiu os lutadores médios e pesados que foram pra casa do reallity show. Os dois primeiros episódios com as lutas de eliminação já foram ao ar e parece que teremos mais uma ótima edição. Desta vez o UFC soube explorar a rivalidade entre o curitibano Wanderlei Silva e o americano Chael Sonnen, que ao fazer piadas sobre lutadores brasileiros e sobre o Brasil irritou Wanderlei, que promete um bullying classe A contra o americano. Vamos torcer pra que as defesas de quedas de Wand também estejam classe A no dia da luta entre os dois.

Uma suposta briga entre os treinadores vem sendo usada de teaser para promoção. Verdade ou não, o fato é que eles não se gostam. Boatos dão conta de que um lutador da equipe de Wand teria agredido Chael e foi expulso. As provocações prometem ser pesadas. Finalmente vão poder acertar as contas. Quanto aos lutadores da casa, ainda é cedo para fazer previsões. As lutas de eliminação costumam ser tensas e acabam ofuscando um pouco os lutadores. Às vezes a família pode atrapalhar.

O programa foi gravado antes do anúncio, pela Comissão Atlética de Nevada, do banimento do uso do tratamento de reposição hormonal (TRT), a que muitos lutadores vinham recorrendo para o treinamento alegando motivos médicos.  Agora vão ter que escolher se lutam ou se tratam. Especialistas e o próprio Chael disseram que a vida sem TRT é inviável. Então não se assustem se começar uma onda de aposentadorias. Vitor Belfort, Chael Sonnen e Dan Henderson são candidatos.

O fato é que Chael Sonnen foi flagrado com 14 vezes o limite de testosterona permitido na primeira luta contra Anderson Silva. Então na luta contra Wanderlei não estará com tanta testosterona sintética em seu organismo. Isso pode facilitar a vida de Wanderlei, principalmente no começo da luta, quando o americano costuma derrubar com facilidade seus adversários.

Sobre a participação de Hortência e Isabel no programa, achei totalmente desnecessária. Além de não entenderem nada de lutas, pareceram bem assustadas com os combates. Fico imaginando a hora que Wanderlei começar a guerra que prometeu.

Acho que seria mais justo e coerente levar atletas de combates olímpicos, que poderiam incrementar os treinamentos. Rafaela Silva, do judô, e Natália Falavigna, do taekwondo, por exemplo. Duas campeãs mundiais em suas modalidades.

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(Foto: Reprodução/ TUF Brasil 3)

 

O que esperar do MMA para o início de 2014.

6 janeiro, 2014 às 17:16  |  por Gustavo Kipper

Ano passado não foi um bom ano para o MMA brasileiro. Como muitos já sabiam o número 13 nunca foi confiável. Foi um ano de contusões, derrotas e novos campeões. Infelizmente nenhum brasileiro. Júnior Cigano não recuperou o cinturão de Cain Velásquez e Anderson também não venceu sua revanche, terminando o ano de forma melancólica. Restaram-nos Aldo e Barão, além de uma esperança chamada Vitor.

O que esperar do MMA para o início de 2014.

Não fosse à complacência de Dana White em relação ao tempo de afastamento de Dominick Cruz, Renan Barão poderia ser o campeão dos galos. Mas, em fevereiro, os dois poderão resolver de fato quem é o campeão indiscutível. O único campeão oficial do Brasil é José Aldo, que coloca mais uma vez seu cinturão em jogo no mesmo evento que Cruz vs Barão. O UFC 169 de 1º de fevereiro, além de imperdível, é crucial para a manutenção dos cinturões que sobraram. Outra luta de peso é o combate entre Alistair Overeem e Frank Mir. Os dois vêm de derrota.

José Aldo vs Ricardo Lamas

José Aldo é muito favorito. Particularmente não consigo imaginar ninguém nos pesos-penas capaz de ameaçar o reinado do brasileiro. O resultado mais provável é um nocaute até o terceiro round. Se vencer, Aldo deve começar a pensar em conquistar o título dos leves, derrotando quem quer que seja. Ele tem técnica e potência para dominar também a categoria de cima, nem que para isso precise deixar vago seu cinturão dos penas. É a hora de dar um passo maior.

Dominick Cruz vs Renan Barão

Enfim poderemos ver a unificação do título dos galos. Há quase dois anos sem lutar, creio que o ritmo de Barão fará a diferença. Apesar da movimentação de Cruz ser muito efetiva, em uma luta de cinco rounds, sem muito ritmo seu gás pode acabar. É uma das lutas mais aguardadas no ano. Será uma noite de vitórias para o Brasil e para a equipe Nova União.

Chris Weidman vs Vitor Belfort

Mesmo com a polêmica do uso de tratamento de reposição de testosterona (TRT) pelo brasileiro, a luta em Las Vegas é a melhor maneira de Vitor provar que seus últimos grandes resultados são fruto de sua competência e não da testosterona. Afinal, hormônios não sabem chutar. Agora mais campeão do que nunca, a confiança de Weidman, assim como a de Vitor, parece não ter limites. Weidman tem tudo a perder e o brasileiro, tudo a ganhar. Se vencer, será o primeiro lutador da história a ser campeão em três categorias de pesos diferentes dentro do UFC. O fenômeno será mais vitorioso do que nunca. Será uma batalha, embora ache que Weidman leve vantagem por ser maior e melhor no clinch e nas quedas. Mas a velocidade e explosão de Vitor, principalmente nos primeiros rounds, podem colocar o americano na panela de pressão.

Lyoto Machida vs Gerard Mousasi

Após a brilhante estreia nos médios com vitória sobre Mark Muñoz, Lyoto enfrenta agora o ex-campeão do Strikeforce o armênio Gerard Mousasi. Dois strikers de ponta. Será uma batalha entre o karatê e o kick-boxing. O jogo dos dois promete trazer um grande desfecho – um nocaute é esperado. A luta acontece no UFC Jaraguá, dia 15 de fevereiro. Quem vencer pode estar a apenas mais uma vitória da disputa pelo título. Sempre lembrando que Ronaldo Jacaré é outro grande candidato e luta no UFC Jaraguá 2 contra o francês Francis Carmont, outro top 10 da categoria.

Ronda Rousey vs Sarah McMann

Enfim a campeã dos galos do UFC vai enfrentar um desafio à altura. Outra atleta e medalhista olímpica. A wrestler Sarah McMann talvez seja a única atleta empregada pelo UFC a poder derrotar Ronda. É também a primeira atleta americana a conquistar uma medalha olímpica no wrestling. A luta será em Las Vegas, dia 22 de fevereiro. Será que Ronda vai conseguir aplicar novamente aqueles ippons? Após dominar Miesha Tate novamente e conquistar mais uma vitória com chave de braço, Ronda mostrou que na luta agarrada é quase imbatível. Impressionante como conseguiu trazer sua habilidade de judoca para o MMA.

Jon Jones vs Glover Teixeira

Glover Teixeira venceu todos seus adversários até chegar ao campeão Jon Jones. É merecedor da chance ao título e, além de grande pessoa, é um lutador completo e muito perigoso. Mas será o bastante para destronar Jones? O campeão americano dos meio-pesados enfrentou adversários muito complicados, a começar por sua última batalha contra Alexander Gustafsson. Isso faz Glover parecer menos ameaçador. Sua envergadura pode fazer diferença mais uma vez, tendo em vista que talvez Jones não queira trocar muitos golpes em pé com o brasileiro. Vai buscar a queda e as traumáticas cotoveladas. Não estou muito otimista. O combate será no UFC 172, ainda sem local e data definidos.

Johny Hendrics vs Robbie Lawler

Após a controversa vitória de GSP sobre Hendrics e sua aposentadoria por tempo indeterminado, o UFC foi obrigado a casar os dois principais candidatos a ocupar o lugar do ex-campeão canadense. O UFC 171, que acontece dia 15 de março, em Dallas, Texas (EUA), vai trazer finalmente um novo campeão para os meio-médios. Acredito no favoritismo de Hendrics, que está mais preparado para o lugar de campeão. Já vem em ritmo forte de treinos e é muito rápido e explosivo para a categoria. Deve vencer sem precisar da decisão dos juízes.

Wanderlei Silva vs Chael Sonnen

As gravações do The Ultimate Fighter Brasil 3 começam agora em janeiro, mas a rivalidade entre os dois vem desde o vídeo – em que Wanderlei aparece enquadrando o americano – que circulou na internet. Na época, Wanderlei dizia a Sonnen que falar mal dos irmãos Nogueira e do Brasil era perigoso. Após o episódio, Sonnen tornou-se ainda mais polêmico e falastrão devido aos confrontos contra Anderson Silva e Jon Jones. Tornou-se parte da marca UFC e já tem lugar garantido entre os comentaristas do evento. Já Wanderlei tenta provar que ainda tem condições que dar grandes espetáculos e vencer o programa e sua luta. O confronto promete muita ação e dificilmente chegará ao final sem um nocaute ou uma finalização.

UFC 163: vitórias, derrotas, polêmicas e contusões

6 agosto, 2013 às 12:10  |  por Gustavo Kipper

O UFC 163, no Rio de Janeiro, sábado, não foi só de alegrias. Mas, com a vitória do campeão dos penas, o brasileiro José Aldo, o saldo acabou positivo. Definitivamente, não foi uma edição empolgante, com muitos atletas sofrendo contusões durante os combates, o que atrapalhou seu desempenho. Entre os feridos, José Aldo, que quebrou o pé logo no primeiro chute. Perdeu sua principal arma, mudou sua estratégia, mas não diminuiu sua motivação. Aldo continuou agredindo e sua luta contra o zumbi coreano foi boa, apesar da lesão. Sem perder a pressão e andando pra frente, machucou o coreano, que acabou deslocando o ombro. Aldo não perdeu a chance de finalizar a luta e venceu por nocaute técnico. Dessa vez não pode ir pra galera, sendo contido pelos seguranças. Agora só perde pra Anderson Silva em defesas de cinturão. Se somar mais três vitórias, será também o maior recordista.

Serginho Moraes foi outro brasileiro que se destacou, com uma linda finalização. Da mesma maneira, Cesar Mutante também venceu rapidamente seu combate, mostrando que os participantes do “The Ultimate Fighter Brasil” são melhores que os americanos. Principalmente no chão. Amanda Nunes, a primeira brasileira a vencer uma luta no UFC, também não passou despercebida e venceu bem a alemã, pra delírio do povo.

Mais uma vez os árbitros não escaparam da polêmica. Na luta entre Lyoto Machida e Phil Davis, todos os três árbitros deram vitória por unanimidade para o americano. Ao fim da luta, muitas vaias da torcida e o depoimento do brasileiro, ainda em cima do octógono, que afirmou não entender as regras do UFC. Dana White, nas redes sociais, também afirmou ter visto vitória do brasileiro e ressaltou que essa é uma consequência negativa de deixar a luta nas mãos dos juízes. Fato é que a recusa em aceitar a luta com pouco tempo de preparação, contra Jon Jones, fez com que o UFC dificultasse sua vida para uma nova chance de cinturão, quando escalou o sueco Alexander Gustafsson para enfrentar Jones.

Mas, conforme o tempo passou, as reclamações deram lugar às críticas. Lyoto não lutou bem. Foi burocrático e seu jogo de sempre esperar o contra-ataque foi muito chato de assistir. Sabemos como as coisas funcionam e realmente Davis estava com mais vontade, mesmo que os números tenham dado a vitória para o brasileiro. Foi um castigo merecido. Machida precisa recuperar sua agressividade e não pode mais ficar esperando o oponente errar. Quando o nível de competição aumenta, os lutadores erram menos, e se tem um cara no MMA que erra pouco é Phil Davis. Ainda acho que Davis precise passar por mais um desafio antes de desafiar Jones. Talvez uma revanche contra seu algoz Rashad Evans ou contra o vencedor de Shogun vs Chael Sonnen possa ser o passaporte para o sonhado cinturão.  Mas, para Lyoto, o caminho será mais longo. Se não vencer as próximas três lutas com convicção, não creio mais que chegue ao topo dessa divisão. Quem sabe não teremos Lyoto nos médios?

Dessa vez ficou claro que o público não compareceu com a mesma intensidade que em edições anteriores. Com a Copa de 2014, o UFC vai passar o mais longe possível do evento. Sem dúvida, precisam reavaliar as estratégias para que as arenas voltem a encher. Em breve teremos uma edição em BH e, ainda por ser novidade por lá, deverá ter bom público. Nas próximas edições, se os cards não forem incrementados, tendem a perder público. Enquanto isso, viva José Aldo. E viva Cesar Cielo, tricampeão mundial de natação. Orgulhos nacionais.

(mmabrasil.com.br)

Calendário movimentado e boas lutas

12 junho, 2013 às 15:46  |  por Gustavo Kipper

As finais do The Ultimate Fight Brasil foram disputadas no último sábado, em Fortaleza, Ceará. Além de um ótimo público, quem assistiu o evento vai se lembrar de muitas vitórias brasileiras, principalmente com finalizações sensacionais,mostrando que o jiu-jitsu ainda está em alta no MMA.

Mas nem só da arte suave vive o esporte, por isso a vitória de Thiago Silva por nocaute talvez tenha sido o ápice de um evento que prometia e cumpriu. A vitória de Fabrício Werdum sobre Rodrigo Minotauro deixou a maioria da mídia especializada sem reação, especialmente porque havia certa torcida para Minotauro, especialmente por tudo que já fez, mas achei um pouco exagerada a tristeza estampada nos comentaristas do Canal Combat, mais tristes pela derrota do amigo do que felizes pela vitória do outro brasileiro, que, de fato, representa um possível title shot. Se Minotauro vencesse, não mudaria muita coisa nos pesos- pesados, só atrapalhando a caminhada de um atleta que está próximo de seu objetivo. Como Minotauro é amigo de Júnior Cigano, ser campeão não é mais seu objetivo. Ele não tem mais nada a provar.

O segundo semestre promete movimentar várias categorias com muitas lutas decisivas.

Confira a programação dos próximos eventos do UFC:

UFC 151
15 de junho de 2013
Winnipeg (CAN)
CARD PRINCIPAL
Rashad Evans x Dan Henderson
Roy Nelson x Stipe Miocic
Ryan Jimmo x Igor Pokrajac
Alexis Davis x Rosi Sexton
Pat Barry x Shawn Jordan
CARD PRELIMINAR
Jake Shields x Tyron Woodley
Sam Stout x James Krause
Sean Pierson x Kenny Robertson
Roland Delorme x Edwin Figueroa
Mitch Clarke x John Maguire
Yves Jabouin x Dustin Pague

UFC 162
6 de julho de 2013, em Las Vegas (EUA)
CARD PRINCIPAL
Anderson Silva x Chris Weidman
Frankie Edgar x Charles Do Bronx
Tim Keneddy x Roger Gracie
Chan Sung Jung x Ricardo Lamas
Cub Swanson x Dennis Siver
CARD PRELIMINAR
Mark Muñoz x Tim Boetsch
Chris Leben x Andrew Craig
Norman Parke x Kazuki Tokudome
Edson Barboza x Rafaello Trator
Gabriel Napão x Dave Herman
Seth Baczynski x Brian Melancon
Mike Pearce x David Mitchel

UFC: Johnson x Moraga
27 de julho de 2013, em Seattle (EUA)
CARD DO EVENTO
Demetrious Johnson x John Moraga
Rory MacDonald x Jake Ellenberger
Robbie Lawler x Siyar Bahadurzada
Liz Carmouche x Jessica Andrade
Michael Chiesa x Jorge Masvidal
Bobby Green x Danny Castillo
Mac Danzig x Melvin Guillard
Brendan Schaub x Matt Mitrione
Yves Edwards x Spencer Fisher
Julie Kedzie x Germaine de Randamie
Ed Herman x Trevor Smith
Aaron Riley x Justin Salas
John Albert x Yaotzin Meza

UFC 163 (UFC Rio 4)
3 de agosto de 2013, no Rio de Janeiro
CARD DO EVENTO
José Aldo x Anthony Pettis
Lyoto Machida x Phil Davis
Demian Maia x Josh Koscheck
Clint Hester x Cezar Mutante
Vinny Magalhães x Anthony Perosh
Amanda Nunes x Sheila Gaff
Serginho Moraes x Neil Magny
Thales Leites x Tom Watson
Rani Yahia x Josh Clopton
Robert Drysdale x Ednaldo Lula
Ian McCall x Iliarde Santos
John Lineker x Phil Harris
Viscardi Andrade x Bristol Marunde

UFC: Shogun x Sonnen
17 de agosto de 2013, em Boston (EUA)
CARD PRINCIPAL
Mauricio Shogun x Chael Sonnen
Alistair Overeem x Travis Browne
Urijah Faber x Iuri Marajó
Matt Brown x Thiago Pitbull
Uriah Hall x Nick Ring
Joe Lauzon x Michael Johnson
CARD PRELIMINAR
Brad Pickett x Michael McDonald
Mike Brown x Akira Corassani
Conor McGregor x Andy Ogle
Diego Brandão x Daniel Pineda
Manny Gamburyan x Cole Miller
Ovince St. Preux x Cody Donovan
Ramsey Nijem x James Vick

UFC: Condit x Kampmann
28 de agosto de 2013, em Indianápolis (EUA)
CARD DO EVENTO
Carlos Condit x Martin Kampmann
Donald Cerrone x Rafael dos Anjos
Kelvin Gastelum x Paulo Thiago
Sara McMann x Sarah Kaufman
Court McGee x Robert Whittaker
Takeya Mizugaki x Erik Perez
Brad Tavares x Bubba McDaniel
Darren Elkins x Hatsu Hioki
James Head x Bobby Volker
Justin Edwards x Brandon Thatch

UFC 164
31 de agosto de 2013, em Milwaukee (EUA)
CARD DO EVENTO
Ben Henderson x TJ Grant
Josh Barnett x Frank Mir
Chad Mendes x Clay Guida
Diego Sanchez x adversário a ser divulgado *
Ben Rothwell x Brandon Vera
Dustin Poirier x Erik Koch
Soa Palelei x Nikita Krylov
Chico Camus x Kyung Ho Kang
Louis Gaudinot x Tim Elliott

UFC
4 de setembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC 165
21 de setembro de 2013, em Toronto (CAN).

UFC
14 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

UFC
21 de dezembro de 2013, em local a ser divulgado.

 

 

 

A volta do cachorro louco

4 março, 2013 às 16:46  |  por Gustavo Kipper

The Axe Murderer

O Curitibano Wanderlei Silva protagonizou na noite de sábado uma luta que nos fez lembrar seus melhores momentos na carreira lutando no palco de muitas glórias. A Saitama Super Arena, em Tóquio, teve a chance de presenciar mais uma vez um dos maiores ídolos do país, fama conquistada com o cinturão do Pride e uma invencibilidade que durou anos.

Lutando na categoria dos meio-pesados, Wanderlei ganhou ainda o bônus de nocaute e luta da noite. Seu adversário, o fuzileiro naval americano Brian Stann, é muito forte e logo no início do combate partiram para a trocação. Wand nitidamente mais forte que no peso-médio, encaixou a mão que lhe rendeu o apelido de machado assassino, ainda quando lutava no Japão, e nocauteou o americano, como nos velhos tempos.

Para quem acompanha a carreira de Wand, essa vitória mostrou que ele ainda pode lutar em alto nível e fazer superlutas. Não tem mais tempo a perder com adversários medíocres e a tendência é que faça ainda vários combates emocionantes. Muito bem preparado técnica e fisicamente, o curitibano possivelmente, fique nessa categoria de peso, já que deve ter menos dificuldades com a balança, além de sua força aumentar consideravelmente com quase 10 kg a mais.

É inevitável não perceber o bem que Rafael Cordeiro faz, tanto nos treinos quanto no córner. Não desmerecendo o bom trabalho de Dida, que foi o treinador principal, Cordeiro, eleito o melhor treinador de MMA do mundo em 2012, é uma lenda da academia Chute Boxe e do esporte curitibano, assim como Wanderlei Silva, Shogun e Anderson Silva. Hoje tem sua própria academia na Califórnia, a Kings MMA. Sua amizade e contribuição fazem Wanderlei lutar em seu limite.

Penso em vários nomes que possam ser a próximo desafio de Wand. Mas, confesso que ainda gostaria de ver aquela luta contra Vitor Belfort novamente.

Como foi o UFC Rio 3

15 outubro, 2012 às 10:10  |  por Gustavo Kipper

(Reprodução/ site UFC)

Muita expectativa cercava o UFC Rio 3, que aconteceu neste sábado, na HSBC Arena, Barra da Tijuca. Não só pela participação dos astros Anderson Silva e Rodrigo Minotauro, mas também pela quantidade de brasileiros no card, muitos conhecidos pela participação do reality show The Ultimate Fighter. Diego Brandão, ganhador da edição americana, logo após vencer sua luta, desafiou o vencedor da edição brasileira, Rony Jason. Eles postaram vídeos na internet assinalando que esse pode ser o próximo combate do peso pena, envolvendo os dois cearenses campeões.

Demian Maia mais uma vez mostrou que sua mudança de categoria foi a melhor estratégia que sua carreira já viu desde sua mudança do jiu-jitsu para o MMA. Lutando nos meio-médios, venceu o americano Rick Story com facilidade, por finalização, e continua avançando no ranking. Se continuar assim, deverá ganhar mais uma chance de conquistar o cinturão, já que em seu antigo peso Anderson Silva reina.

Wagner Caldeirão não repetiu o bom início de combate contra Phil Davis, quando teve seu olho golpeado, obrigando a remarcação do combate. Mesmo lutando fora de casa, Phil Davis dessa vez preferiu não arriscar e usou de forma precisa seu wrestling, derrubando, dominando e finalizando sem maiores problemas.

Muita expectativa também em torno do prodígio brasileiro Erick Silva, que tinha pela frente seu maior desafio, fugir do carrapato John Fitch, um dos tops da categoria e conhecido por seu jogo chato, porém competitivo. Em uma luta movimentada em que ambos tiveram a chance de finalizar, o resultado veio por pontos a favor do americano, que venceu com dificuldades. Por ser muito novo e talentoso, Erick deverá voltar mais forte, embora tenha caído algumas posições no caminho ao cinturão.

Embora não tenha sido escolhida como a luta da noite, Glover Teixeira e Fábio Maldonado protagonizaram uma batalha épica. Glover começou com tudo e iniciou um castigo a Maldonado que poucos seres vivos poderiam suportar. O poder de aguentar o castigo fez com que Glover não acreditasse no que estava vendo, e mesmo com a luta interrompida pelo árbitro, Glover fez questão de levantar o braço do oponente com a frase “ele não é humano”. Mesmo com a derrota, Fabio Maldonado ganhou muito prestígio pela raça, determinação e resistência. Já Glover nada de braçadas rumo à tão sonhada luta contra Jon Jones.

Rodrigo Minotauro entrou com a missão de mostrar ao mundo que estava recuperado da terrível lesão no braço direito. Porém, com a falação do americano, que tentou minimizar as técnicas do jiu-jitsu, alegando que jamais havia sido finalizado, a missão passou a ser outra. No melhor estilo Gracie, a vitória seria muito mais gloriosa se fosse por desistência e finalização. Como um herói exemplar, não deu outra. Após castigar Dave Herman com seu boxe afiado, aproveitou a queda do americano para montar e partir para a chave de braço, melhor ajustada quando o americano tentou um rolamento para escapar. Desesperado, bateu três vezes fazendo a arena explodir como se fosse um gol da seleção de futebol. Lavou mais uma vez nossa alma.

Um parágrafo sempre será pouco para tentar explicar o que fez novamente Anderson Silva. Vou resumir dizendo que pudemos mais uma vez presenciar a história. A glória. Um show do melhor de todos os tempos. Posso dizer que para quem gosta de MMA ou qualquer tipo de luta, são indescritíveis a superioridade e a habilidade com que Anderson guia seus combates. Em mais uma exibição de gala, ele entrou definitivamente no ramo da genialidade.

Quando achávamos que já tínhamos visto tudo, o brasileiro mostrou por que dificilmente será superado na arte de lutar. É o humano que leva a sério o conceito de misturar e combinar todas as artes marciais. É o mais próximo que pude ver da perfeição. Acho que Anderson subiu muito alto e nenhum adversário que não seja Jon Jones nos interessa mais. Vida longa ao campeão.

Lyoto não aceita luta e Vitor Belfort será o novo desafiante no UFC

24 agosto, 2012 às 10:24  |  por Gustavo Kipper

(Foto: Adriano Caldas / Globoesporte.com)

As últimas horas talvez tenham sido as mais difíceis da história do UFC. Neste ano foram incontáveis os cancelamentos e lesões que vieram à tona antes de eventos já confirmados. Dessa vez quem se machucou nos treinos e será substituído será Dan Henderson. O americano, que havia garantido a disputa do cinturão após derrotar lendas do MMA como Fedor Emelianenko e Maurício Shogun, sofreu uma lesão no joelho e obrigou Dana White a fazer uma tentativa desesperada de botar o falastrão Chael Sonnen no lugar de Henderson.

Dana White começou a semana ironizando a possibilidade de Chael Sonnen conseguir disputar o cinturão dos meio pesados, antes de fazer pelo menos duas lutas, sendo uma contra um TOP 5 da categoria. Disse com todas as letras que não faria sentido nenhum premiar alguém que acabou de perder na divisão de baixo. Jon Jones também ficou irritado com a falação de Sonnen – fortalecendo que não deixaria o falador lutar com a boca e que para lhe conceder a disputa Sonnen teria que merecer. Jones também acusou Sonnen de racismo contra os brasileiros. Porém, bastou Dan Henderson se machucar para Dana White se lembrar do poder da falação na venda de lutas e mudou de ideia rápido, na maior contradição que o vi cometer. Na tentativa de fazer a luta acontecer sem perder muito dinheiro, White passou por cima de todo o ranking e tentou colocar Sonnen em outra disputa de cinturão, só que agora no peso de cima, sem ter vencido nenhum combate para mostrar do que é capaz. Depois do fraco desempenho contra Anderson Silva, Chael disse que subiria para os meio-pesados, mas sua nova chance veio cedo demais.

O que irritou muito White foi que Jon Jones, a princípio, teria aceitado o combate. Mas, aconselhado por seu empresário e treinador Greg Jackson, voltou atrás e desistiu da luta, colocando o UFC em uma situação delicada. Jackson, que é considerado o melhor treinador de MMA do mundo, foi acusado por White de ser um dos maiores traidores do esporte e avisou que as relações com o campeão estavam estremecidas. Mas não precisa ser nenhum gênio para notar que a recusa de Jones foi muito acertada, tendo em vista que White só estava analisando o ponto de vista financeiro, abandonando por completo os critérios técnicos e o ranking do peso. Jon Jones foi bem orientado e não entrou na pilha, posicionando-se de forma correta – respeitando o ranking e os fãs.

Lyoto Machida, que vencera Ryan Bader com contundência, conquistou o direito de desafiar novamente o campeão, aguardando o vencedor de Jones contra Henderson. Sem levar nenhum golpe, fez uma luta perfeita, não levou suspensão médica e o desafio da luta foi anunciado na coletiva após o evento. Porém, quando chamado, Lyoto Machida também recusou o combate, alegando falta de tempo para se preparar, tendo em vista que acabara de lutar. Sendo esse o motivo, ou mágoa de ter visto Sonnen sendo colocado à sua frente sem merecimento, Lyoto também desagradou a cúpula do UFC. Esta, por sua vez, encontrou a saída em outro brasileiro, que ironicamente também desistiu às vésperas da final do primeiro The Ultimate Fighter Brasil, por conta de uma lesão na mão esquerda. Vitor Belfort é agora o novo desafiante ao cinturão dos meio-pesados e enfrentará Jon Jones dia 22 de setembro, em Toronto, Canadá.

A saída encontrada é acertada, levando-se em conta critérios técnicos e tempo de preparação. Será um grande combate. Para os brasileiros acabou sendo positivo, pois teremos dois compatriotas lutando na sequencia pelo título da categoria mais disputada do mundo. Mas o que ficará marcado nesse gerenciamento de crise é que as vendas do evento nos canais fechados estão falando mais alto do que o merecimento e a técnica. O que se falou no começo da semana foi aniquilado pela primeira crise que chegou, e pior, que a falação que Sonnen protagonizou veio pra ficar. Devemos respeito a Jon Jones por não ter aceitado a luta apenas por dinheiro, valorizando seu cinturão e mostrando que os campeões têm muito poder dentro do evento, pois carregam todos os fãs nas costas. Independentemente do vencedor, Jon Jones mostrou que, além de ser um grande campeão, tem personalidade.

Finais do TUF Brasil: como foi o UFC 147 em BH

25 junho, 2012 às 15:00  |  por Gustavo Kipper

(Inovafoto/Divulgação)

Apesar de todos os problemas para a definição do local e das contusões de Vitor Belfort, que lutaria no evento principal, e Daniel Sarafian, na final dos pesos médios do TUF, o UFC BH, mesmo com a derrota do brasileiro Wanderlei Silva, terminou muito melhor do que se poderia imaginar. Com o card recheado de lutadores brasileiros, principalmente os atletas celebridades, que participaram da primeira edição do The Ultimate Fighter Brasil, o público mineiro fez a sua parte e encheu o ginásio do Mineirinho, em Belo Horizonte, para apreciar a primeira edição do maior evento de MMA no estado de Minas Gerais.

No card preliminar as lutas foram muito movimentadas, com nocautes técnicos e finalizações, aumentando a possibilidade de outros atletas conseguirem um contrato com a organização. Mesmo que muitos especialistas afirmem que o programa é um jogo de cartas marcadas, nitidamente pode-se perceber o talento de muitos que não venceram o programa, mas venceram suas lutas de forma contundente, acabando por cair nos braços do povo e tendo seu trabalho reconhecido por todo o público fã de MMA.

As finais do TUF Brasil foram lutas muito disputadas, mas ficou a dúvida no resultado dos pesos médios: o que aconteceria se Daniel Sarafian tivesse enfrentado Cézar Mutante, que venceu o tri-campeão mundial de jiu-jitsu Serginho Moraes por decisão unânime dos juízes? Sarafian era o favorito no peso, mas sofreu uma lesão no bíceps dias antes da luta. Foi substituído por Serginho, que já estava morando em Curitiba e treinando com Shogun e André Dida, ajudando com seus conhecimentos no chão. Porém, Serginho mostrou pouca evolução na trocação e ficou limitado à luta no solo, que era evitada com facilidade por Mutante, que lutou melhor e venceu merecidamente a competição.

(foto: Bruno Magalhães/UOL)

Nos pesos penas a final foi marcada pela rivalidade entre os cearenses Godofredo Pepey e Rony Jason, que já haviam se enfrentado em um confronto de jiu-jitsu no passado, vencido por Pepey. Porém, MMA é outro papo e Jason, apoiado pelo público, venceu Pepey e conseguiu o primeiro contrato brasileiro da história do TUF Brasil.

(Foto: Getty Images)

No primeiro confronto internacional da noite, o gaúcho Fabrício Werdum não teve dificuldades em vencer o invicto há 5 anos Mike Russow, por nocaute técnico, após um uppercut fatal. A torcida empolgou o lutador aos gritos de seu apelido: “Uh, vai cavalo”. É a segunda vitória consecutiva de Fabrício desde sua volta à organização e a cada dia podemos ver seu jogo ficar mais completo com o treinador curitibano Rafael Cordeiro, da academia Black House, na Califórnia. Fabrício que já tem um dos melhores jogos de chão do planeta mostra agora um muay-thai afiado, com poderosas joelhadas e combinações de boxe quase perfeitas. Em breve, se continuar nesse ritmo, deverá ter a chance do disputar o cinturão, que ele quer que seja contra Júnior Cigano, a quem já o venceu uma vez por nocaute.

(Inovafoto/Divulgação)

A escolha de Rich Franklin, profetizada por mim neste blog, agradou aos fãs e a Wanderlei Silva. Com a contusão de Vitor Belfort, Franklin realmente era a melhor opção, mas na pesagem, quem conhece já percebeu que o americano estava bem maior que o brasileiro. Como o americano foi chamado na última hora, não teria tempo para alcançar o limite da categoria, de 84 kg, então a luta foi em um peso combinado de 86 kg. Wanderlei que afirmou estar de dieta há 3 meses, não teve dificuldades de bater o peso, estando inclusive quase 2 kg abaixo do limite. Na luta, a vantagem de tamanho e peso de Rich Franklin eram quase desproporcionais, e com certeza lhe garantiram pelo menos 10 kg de vantagem sobre Wand.

A luta principal ficou abaixo das expectativas, porém reservou um grande momento para o brasileiro, que quase lhe deu a vitória. Após ganhar com facilidade o primeiro round, Franklin sofreu uma combinação violenta de Wand que o levou ao chão e começou um duro castigo. O Brasil inteiro aguardava apenas o juiz Mário Yamazaki parar a luta, mas a força dos golpes foi diminuindo e o gongo soou antes de Wand conseguir aplicar o nocaute técnico.

Com um bom preparo físico e poder de absorção dos golpes, Franklin segurou a onda e voltou inteiro para o terceiro round. Mas bater também cansa, e Wand passou do ponto no segundo, gastando mais do que podia, faltando ainda três rounds pela frente. Depois, o que se viu foi Wand cansado e completamente dominado, recebendo muitos jabs e socos no rosto, que ficou bastante machucado. Um monólogo. De certa forma a torcida tentava apoiar o curitibano, mas podia-se perceber seu declínio físico e a falta de condições de suportar o resto do combate. Acho até que o americano foi um cavalheiro em não ter nocauteado Wand. Amigos. Rich cozinhou a luta, movimentando-se bastante e aplicando muitos golpes que pontuam, mas não colocam fim a nada.

Infelizmente, pela idade e metabolismo, Wand fica confortável nessa categoria de peso, mas todos que lutam na mesma categoria são maiores que ele, naturalmente. O próprio Vitor Belfort pesa normalmente quase 100 kg, e passa grandes dificuldades sempre para bater o peso, mas se consegue é a primeira vitória. Os lutadores se recuperam e podem chegar na hora da luta com 10 kg a mais do que na pesagem. Wand não passa mais dos 90 kg e sempre levará desvantagem nesse peso.

Se Wand conseguisse perder peso e descesse para os meio médios, 77 kg, ainda teria chances de fazer grandes lutas, mas como isso é quase impossível pelas suas condições atuais, deverá fazer mais algumas até se aposentar. Um confronto com Belfort poderia ser ainda mais amargo do que com Franklin, e deverá acontecer pela rivalidade e expectativa que o TUF gerou. Mas, em minha opinião, após sua luta com Belfort, Wand deveria analisar sua carreira e pensar em lutas mais adequadas, para que possa chegar à aposentadoria por cima, como fez o russo Fedor Emelianenko, nesse mesmo fim de semana.

(Foto: Getty Images)

Resultados:

CARD PRINCIPAL
Rich Franklin venceu Wanderlei Silva por decisão unânime
Cezar Mutante venceu Serginho Moraes por decisão unânime
Rony Jason venceu Godofredo Pepey por decisão unânime
Fabricio Werdum venceu Mike Russow por nocaute técnico
Hacran Dias venceu Yuri Marajó por decisão unânime

CARD PRELIMINAR
Rodrigo Damm venceu Gasparzinho por finalização (mata-leão)
Massaranduba venceu Delson Pé de Chumbo por nocaute técnico
Hugo Wolverine venceu John Macapá por decisão divida
Thiago Bodão venceu Leonardo Macarrão por nocaute técnico
Marcos Vina venceu Wagner Galeto por nocaute técnico
Miltinho Vieira e Felipe Sertanejo empataram

Fonte. globo.com

Bônus da noite
O bônus da noite é uma quantia estipulada de 65 mil dólares, dada de prêmio aos lutadores do evento com as melhores performances.
Rich Franklin, Wanderlei Silva – “Fight of the Night” – luta da noite
Rodrigo Damm – “Submission of the Night” – finalização da noite
Marcos “Vina” Vinicius – “Knockout of the Night” – nocaute da noite

Veja como foi a entrevista com os lutadores

 

Daniel Sarafian fora da final do TUF Brasil

19 junho, 2012 às 15:27  |  por Gustavo Kipper

Esta edição com certeza ficará na memória dos brasileiros como o UFC das lesões. Muitos dos principais protagonistas do evento sofreram lesões nos treinos e não poderão se apresentar na final da primeira edição do
The Ultimate Fighter Brasil, dia 23 de junho, no Mineirinho. Vitor Belfort, que lutaria no evento principal, e Daniel Sarafian, finalista na categoria de 84 kg do programa, sofreram lesões e estão fora. Vitor quebrou a mão esquerda e Daniel rompeu o ligamento do bíceps direito.

Mesmo que o UFC tenha encontrado soluções interessantes para os problemas, ficou claro que a bruxa estava realmente solta e colocou-se em dúvida a metodologia de preparação de alguns
lutadores. Com a saída de Belfort e Sarafian, quem ganha novas oportunidades são o americano Rich Franklin, que enfrenta Wand na luta principal, e Serginho Moraes – treinando hoje com a equipe de André Dida e Shogun, na UDL -, que lutará contra o pupilo de Belfort, Cézar Mutante, para ver quem fica com o contrato.

Mutante avançou à final com um nocaute em Thiago Bodão, no último domingo. Sem dúvida torcerei por Wand e Serginho, mas serão lutas muito difíceis. Na outra final, a dos pesos penas até 66 kg, os dois cearenses Godofredo Pepey e Rony Jason lutam pelo segundo contrato.Diferentemente de edições americanas, todos os lutadores que participaram do programa lutarão no evento, menos René Forte, que, por falta de oponente, deverá ganhar uma oportunidade em um evento futuro do UFC. Para os atletas que ficaram fora da final, é a última chance de mostrar que poderão ser campeões em algum dia.

Card completo do evento: 23 de junho – ginásio do mineirinho – MG

Card principal
Rich Franklin vs Wanderlei Silva
Cezar Mutante vs Serginho Moraes
Rony Jason vs Godofredo Pepey
Mike Russow vs Fabricio Werdum
Hacran Dias vs Iuri Marajó

Card preliminar
Rodrigo Damm vs Anistávio Gasparzinho
Francisco Massaranduba vs Delson Pé de Chumbo
Hugo Wolverine vs John Teixeira
Leonardo Macarrão vs Thiago Bodão
Wagner Galeto vs Marcos Vinicius Vina
Milton Vieira vs Felipe Sertanejo