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Quem quer dinheiro?

30 março, 2015 às 14:32  |  por Gustavo Kipper

A turnê de promoção da luta entre o campeão José Aldo e o falastrão Conor McGregor parece ter elevado um pouco o patamar de divulgação de outras disputas. É claro que o personagem de McGregor é um vendedor nato, mas a sequência de eventos e materiais audiovisuais deixa claro que o investimento aumentou consideravelmente.

Porém, uma questão levantada por um jornalista canadense deixou Dana White furioso. Quando o jornalista perguntou a Aldo sobre a bolsa dos atletas, White se irritou e mandou o repórter calar a boca. Na mesma semana, Wanderlei Silva começou uma campanha pelo Twitter para que o UFC o libere de seu contrato, tendo em vista que se diz aposentado. Mais que isso, ha alguns meses vem tentando expor a relação do UFC e os lutadores, a quem considera escravos da organização.

Por que a pergunta teria irritado tanto Dana White? Antes devemos olhar a história da relação do UFC com suas estrelas: Wanderlei Silva, Tito Ortiz, Quinton Jackson, Randy Couture, entre outros, já manifestaram em público seus descontentamentos a respeito da contrapartida financeira dada pelo UFC. A ideia de que o UFC não valoriza seus campeões é velha. Mas o que devemos nos concentrar não é apenas na bolsa dos atletas, e sim, a visibilidade que a organização oferece.

José Aldo sabe disso. Apesar de ainda não ganhar o que acredita ser o justo, Aldo sabe que se estivesse em outra franquia, certamente não teria a mesma visibilidade que tem hoje. Inclusive percebeu, ao lado de sua equipe, que aquela atitude respeitosa, de quem treinou jiu-jítsu, não dá dinheiro e não vende luta. Quer ganhar mais, tem que vender mais pay per view.

O atleta tem que botar na cabeça que se quiser ganhar aquilo que acha justo, tem que ficar maior que a própria organização. Tem que virar uma lenda esportiva para poder exigir algo. É evidente que em países em desenvolvimento como o Brasil, as bolsas são uma vergonha. Existem atletas lutando por duzentos reais e isso tem que melhorar.

Porém estamos falando do nível elite. De atletas de ponta, que caso não estejam satisfeitos, podem procurar abrigo em outros eventos como o Bellator ou o WSOF que não pagam mal. A diferença está na visibilidade. Na promoção. Poucos nomes conseguiram ficar maior que a marca e hoje lucram com isso. Royce Gracie, Anderson Silva e Georges St Pierre, além de Jon Jones, são os únicos que ficaram maiores que o UFC.

Não ser uma lenda obriga que seja um trabalhador. Que conquiste seu espaço e o lucro virá. Comparado ao boxe e suas bolsas estratosféricas o MMA sempre estará atrás. E certamente o UFC poderia valorizar mais seus lutadores, tendo em vista que é uma organização bilionária. Mas ainda é para 95% dos lutadores um sonho, uma maneira de melhorar a vida e um objetivo diário para ir para a academia treinar.

Veja os videos promocionais da luta entre:  Aldo vs McGregor

 

 

Lutas que gostaríamos de ver

23 março, 2015 às 12:50  |  por Gustavo Kipper

Embora muitas disputas já tenham sido agendadas, alguns combates que residem no imaginário dos fãs de MMA permanecem inéditos.

Mas, sonhar não custa nada. O Conexão MMA fez uma lista de combates que todo mundo gostaria de assistir. Muitos possivelmente um dia ocorrerão, outros ficarão apenas na nossa imaginação.

Confira alguns combates que com certeza pegariam fogo:

Peso-mosca: John Dodson vs John Lineker (disputa de cinturão)

Peso-galo: Renan Barão vs T.J Dillashaw 3 (disputa de cinturão)

Peso-galo: Raphael Assunção vs Urijan Faber

Peso-pena: Chad Mendes vs Frankie Edgar

Peso-pena: Conor McGregor vs Ricardo Lamas

Peso-leve: Rafael Dos Anjos vs Khabib Nurmagomedov 2 (disputa de cinturão)

Peso-leve: Ben Henderson vs Gilbert Melendez 2

Peso-leve: Anthony Pettis vs Donald Cerrone 2

Peso-meio-médio: Robbie Lawler vs Johnny Hendricks 3 (disputa de cinturão)

Peso-médio: Vitor Belfort vs Ronaldo Jacaré (disputa de cinturão)

Peso-médio: Chris Weidman vs Lyoto Machida 2

Peso-meio-pesado: Anthony Johnson vs Daniel Cormier

Peso-pesado: Fabrício Werdum vs Júnior dos Santos (disputa de cinturão)

Peso-pesado: Cain Velásquez vs Alistair Overeen

Alguma outra luta que gostaria de assistir?

 

 

 

 

Campeões

16 março, 2015 às 14:47  |  por Gustavo Kipper

Rafael Dos Anjos

O brasileiro Rafael Dos Anjos sagrou-se campeão dos pesos-leves do UFC ao derrotar o ex-campeão Anthony Pettis. Com um desempenho avassalador, venceu todos os cinco rounds e obteve uma vitória dominante. Rafael é o primeiro brasileiro a conquistar um cinturão da categoria.

A vitória do brasileiro surpreendeu muita gente. Pettis é considerado um dos melhores lutadores da atualidade e não encontrou sem jogo em nenhum momento da luta. Dos Anjos o dominou na trocação, no wrestling e no jiu-jitsu. A luta perfeita e o melhor desempenho da carreira de Rafael.

Um dos segredos do campeão já é um velho conhecido dos brasileiros. O mestre Rafael Cordeiro, responsável pelo muay-thai e estratégia de Dos Anjos, conhece como ninguém o processo de formar campeões. Foi assim com Wanderlei Silva, Shogun, Werdum e agora Rafael Dos Anjos.

Hoje o desafio é outro. Aguarda a batalha entre Donald Cerrone e Khabib Nurmagomedov, atleta russo que já o venceu anteriormente. Enquanto isso deve descansar um pouco e comemorar a conquista.

Sergei Kovalev

Campeão dos meio-pesados pela WBA, IFB e WBO, o russo conquistou uma vitória importantíssima contra o canadense Jean Pascal, e levou pra casa também o cinturão Diamond do WBC. Foi a quinta defesa da WBO e primeira da IBF e WBA, conquistados contra a lenda Bernard Hopkins.

Mesmo com uma paralisação contestável do juiz do combate, Kovalev foi dominante e mostrou por que é um dos melhores boxeadores da atualidade. Invicto em 27 combates, ficou longe do radar dos principais promoters, mas agora definitivamente entrou no seleto grupo de atletas russos que fazem sucesso nos EUA.

Agora, um confronto com o campeão linear do WBC, outro haitiano naturalizado canadense, Adonis Stevenson, é inevitável. Assim, uma unificação com os quatro principais cinturões do boxe promete agitar o verão americano. Stevenson tem luta agendada para 4 de abril, contra o ex-campeão Sakio Bika. Se vencer, enfrenta Kovalev pela supremacia dos meio-pesados.

WBA – Associação Mundial de Boxe.

WBC – Conselho Mundial de Boxe

IBF – Federação Internacional de Boxe

WBO – organização Mundial de Boxe

MMA Olímpico

5 março, 2015 às 12:55  |  por Gustavo Kipper

Embora muitas pessoas ainda não reconheçam o MMA como esporte, para quem é fã da modalidade, deve acreditar que esse pode ser um dos melhores anos para o mundo das lutas, incluindo o boxe e o MMA.

Grandes disputas de cinturão, unificação e superlutas já tomam conta do calendário de 2015. Números nunca antes alcançados pelas artes marciais mistas. Mas, embora muita coisa tenha sido feita em relação aos eventos, lutadores, uniformes e doping, o esporte ainda precisa evoluir.

Mesmo que não seja um esporte olímpico, tarefa impossível pelos métodos atuais de pontuação, subjetivos e quase lúdicos, vem crescendo em termos de profissionalismo em todas as áreas. A preparação física dos lutadores de ponta, incluindo suplementação e esforço são superiores a maioria dos esportes de alto rendimento, e cada vez mais atletas de outros esportes migram para o MMA.

O melhor exemplo da atualidade é a campeã dos galos do UFC, Ronda Rousey. Judoca, medalhista olímpica, Ronda encontrou no UFC sua melhor forma e potencial. Outros exemplos a seguem: a multicampeã mundial de boxe Holly Holm, Daniel Cormier, Sarah McMann, Hector Lombard entre outros, somam à lista de atletas olímpicos que hoje fazem parte do mundo do MMA.

Mesmo que os números de televisão e bolsas sejam imensamente inferiores ao boxe, o MMA hoje consegue números muito bons, se tratando de um esporte que tem apenas vinte anos e apenas uma grande franquia. Porém, já alcançou todos os continentes e as competições acontecem em todo mundo.

A diferença, em princípio, é que o lutador de MMA busca chegar ao UFC para poder ter uma boa condição financeira, e quem sabe, um dia vestir o cinturão. Enquanto os esportes olímpicos a meta é a Olimpíada, a medalha, de quatro em quatro anos. A vantagem do MMA é que o atleta não precisa abrir mão do sonho olímpico. Pode ter vida olímpica e depois do ciclo de seu esporte migrar para o MMA.

Acho que falta boa vontade por parte do UFC e das comissões atléticas dos países para se tentar chegar a regras de pontuação mais bem definidas, e assim, um dia ser um esporte reconhecidamente Olímpico. Mas, como a maioria dos lutadores americanos tem base de luta olímpica, os critérios subjetivos muitas vezes beneficiam as quedas, mesmo que com elas não se tenha nenhum proveito.

Faltam no MMA critérios bem definidos de pontuação. Quanto vale uma queda, quanto vale uma tentativa de finalização, um soco limpo, uma canelada bem dada da coxa. O boxe olímpico conta com um placar. Como na esgrima, cada golpe limpo é um ponto. No MMA olímpico um placar seria necessário. Assim, definidas as pontuações, o lutador e todos os envolvidos saberiam o placar da luta durante seu andamento.

No MMA lutar em casa tem feito muita diferença, o que é um absurdo. Em uma luta equilibrada, decidida nos detalhes, os jurados nunca querem se complicar, e sempre dão a vitória ao atleta da casa. Com pontuações mais definidas, isso seria impossível, e os jurados teriam cada vez menos poder de decisão sobre os resultados. No modelo atual, polêmicas não faltarão ao longo dos anos.

Não digo que um modelo parecido deva ser aplicado ao UFC e ao MMA profissional, mas pensar em um modelo de MMA adaptado as competições olímpicas poderia facilitar a formação de seleções nacionais, com campeonatos mundiais e copas do mundo com atletas que não pertençam a nenhuma franquia  ou organização.

Em um país pobre como o Brasil, o MMA passa a ser uma segunda válvula de escape para jovens que procuram um esporte como sustento, já que no futebol a competitividade é absurda. O MMA pode contribuir de forma positiva na formação de atletas e cidadãos.

Precisamos reconhecer o talento natural dos brasileiros para o MMA. Muitos atletas com condições imensamente inferiores aos americanos, hoje, dominam suas categorias pelo talento e não pelo incentivo que recebeu ao longo de sua vida. Como seria se o governo reconhecesse esse potencial ainda na adolescência e ajudasse a formar novos campeões?

 

 

Passando a régua

27 fevereiro, 2015 às 12:44  |  por Gustavo Kipper

Ronda Rousey vs Cat Zingano

Neste sábado (28), em Los Angeles (EUA), a campeã dos galos do UFC, a superstar Ronda Rousey, luta mais uma vez pela hegemonia absoluta no esporte. Nunca conheceu a derrota no MMA. Caso passe por Cat Zingano, quem sabe alcance a maior hegemonia da história do esporte, segundo o comentarista Joe Rogan.

Definitivamente, esse reinado não vem pelo tempo como campeã, apenas dois anos e seis meses. Número muito inferior ao alcançado por Anderson Silva, Georges St Pierre ou Jon Jones. O reinado vem pela intensidade como a atleta e celebridade Ronda Rousey se posiciona diante dos desafios a ela impostos como: filmes, mídia, fãs, Cris Cyborg e suas defesas de cinturão. É uma máquina.

As vitórias sobre Alexis Davis e Sarah McMann a colocaram em um patamar nunca antes alcançado por uma mulher no MMA, a não ser por Cris Cyborg, que tem um currículo manchado pelo doping, além de nunca ter lutado ainda no UFC. Um dia Cris pode dar a volta por cima, mas até lá tem muito chão.

O fato de o inglês ser a língua nativa de Ronda, além, é claro, de morar ao lado do UFC e de Hollywood, a tornaram a queridinha da América. Já havia representado o país lutando judô nas Olimpíadas. Feito muito valorizado, ainda mais quando se traz uma medalha. Os compromissos aumentaram, as responsabilidades cresceram, mas Ronda permaneceu inabalável.

Agora a campeã tem a chance de mostrar que não é apenas a melhor grappler. Pode mostrar que é também a melhor striker. Sua velocidade, potência e precisão têm acabado suas lutas de maneira avassaladora. Mesmo adversárias com nível olímpico, como McMann, primeira mulher a conquistar uma medalha na luta olímpica, não resistiu ao primeiro round.

Outra adversária invicta se aproxima. Cat Zingano também não conheça a derrota. As duas já haviam sido escolhidas para serem as treinadoras da vigésima edição do TUF americano, em 2013. Mas, Cat teve uma grave lesão no joelho, que a forçou a dar lutar a Miescha Tate. O fim dessa história você já sabe.

Recuperada, Zingano venceu a brasileira Amanda Nunes em setembro e agora diz estar em sua melhor forma. Com nove vitórias em nove lutas pode ser a última grande adversária da categoria. A cada ano vai ficando mais difícil acreditar que qualquer adversária de Ronda consiga aguentar tanta pressão por cinco rounds.

Só existe uma maneira de derrotar Ronda. Encaixando um golpe fulminante eu seu queixo. Um nocaute. Qualquer outra possibilidade, como finalizações, pontos ou T.K.O. podem ser descartadas. Será que Cat Zingano tem as armas para completar a tarefa?

Só existe uma mulher viva capaz de nocautear Rousey, que não foge da briga. Chama-se Cris Cyborg e ela luta hoje, sexta, defendendo seu cinturão do Invicta F.C. Com as duas mulheres mais letais do mundo lutando no mesmo fim de semana, fica mais fácil projetar uma possível superluta ainda este ano. Se Mayweather vs Pacquiao tornou-se realidade, agora tudo é possível!

Resumo da semana

21 fevereiro, 2015 às 12:30  |  por Gustavo Kipper

Anderson Silva banido?

O pesadelo de Anderson Silva parece não ter fim. Mais uma vez o ex-campeão dos pesos-médios testou positivo para o exame realizado às vésperas da luta. Mais uma vez as mesmas substâncias, agora com acréscimo de benzodiazepínicos, que também apareceram no exame. O uso de remédios deve ser comunicado a Comissão Atlética de Nevada (NSAC) com o preenchimento de um formulário.

O resultado de um novo doping enterra de vez qualquer possibilidade de Anderson reverter nos tribunais a pena que lhe será imposta. Pelo contrário, o novo fato deve complicar ainda mais sua situação. O mais provável é que a Anderson seja imposta uma pena exemplar. Sempre lembrando que Wanderlei Silva foi banido por fugir de um teste surpresa. Não luta  mais em Nevada. Será que Anderson será banido?

UFC 187

Na tentativa de mudar o foco de Anderson silva para os próximos eventos, o UFC foi rápido e anunciou um card absurdo para dia 23 de maio, no UFC 187. Duas disputas de cinturão e duas lutas pra lá de emocionantes. No evento principal, Jon Jones defende o cinturão dos meio-pesados contra Anthony Johnson. Antes, outra também valendo cinturão: Chris Weidman enfrenta Vitor Belfort. A noite ainda terá Donald Cerrone vs Khabib Nurmagomedov. Possivelmente, será o melhor evento do ano.

Antonio Pezão vs Frank Mir

Sábado (22), em Porto Alegre, os dois-pesos pesados medem forças em uma luta que pode definir seu futuro no MMA. Nenhum dos dois vem tendo vitórias seguidas e o cinturão fica a cada dia mais longe para ambos.  Tornaram-se coadjuvantes dentro do evento. Quem perder, definitivamente, entra na fase final da carreira.

Mesmo com ambos em declínio, a luta promete ser emocionante, justamente por ser em território brasileiro, que costuma mexer com o emocional dos atletas locais. Mais dez brasileiros lutam no evento, que começa às 22h de Brasília.

Robbie Lawler vs Rory McDonald

Finalmente, o canadense Rory McDonald conseguiu um title shot. Com o doping de Hector Lombard, Rory foi prestigiado e enfrenta o campeão dos meio-médios, Robbie Lawler, dia 11 de julho. No mesmo card, outra disputa de cinturão, entre José Aldo e Conor McGregor. Outro card monstruoso para 2015. Imperdível.

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Notícias da semana

12 fevereiro, 2015 às 12:28  |  por Gustavo Kipper

Anderson Silva

Mais uma vez o brasileiro foi pego no exame antidoping, realizado logo após a luta do UFC 183. Com o novo resultado positivo para substâncias proibidas, Anderson Silva vê distante a possibilidade de provar sua inocência. Mais que isso, além do gancho de até dois anos, quase um milhão de dólares serão retidos. A alegria durou muito pouco. Vamos ver até onde vai a superação.

Rashad Evans fora por seis meses

O ex-campeão dos meio pesados Rashad Evans mais uma vez teve seu combate cancelado. Escalado para enfrentar Glover Teixeira, também lesionado, optou por realizar mais um procedimento cirúrgico para corrigir a mesma lesão que o impediu de enfrentar Daniel Cormier. Mesmo ainda bem ranqueado, vai ser difícil Rashad recuperar o cinturão.

Daniel Cormier está de volta

Após a derrota para Jon Jones, Daniel Cormier volta à ação dia 6 de junho, contra Ryan Bader, que vem de vitória surpreendente contra Phil Davis. É o primeiro passo para a agora sonhada revanche contra o campeão. Com a derrota de Alexander Gustaffson para Anthony Johnson, Cormier é o terceiro melhor ranqueado. Sua determinação com certeza o colocará novamente frente a frente com Jon Jones.

Ronaldo Jacaré

Recuperado da pneumonia que o retirou de combate, Ronaldo Jacaré enfrenta Yoel Romero, dia 18 de abril. Um dos melhores pesos-médios da atualidade, Jacaré caminha a passos largos rumo ao seu primeiro title shot no UFC. Com o novo doping de Anderson Silva e a luta de Lyoto e Rockhold agendada, se vencer, Ronaldo Jacaré pode ser o próximo a disputar o cinturão, contra o vencedor de Weidman vs Belfort. Acredito que Jacaré tem totais condições de vencer qualquer um de sua categoria.

Hector Lombard

Não foi só Anderson Silva que ocupou as notícias sobre doping essa semana. O cubano Hector Lombard, que vinha em uma excelente fase nos meio-médios, testou positivo para esteroides anabolizantes e seu futuro na organização está ameaçado. Com luta marcada contra Rory Mcdonald, sua situação ainda é indefinida. Como disse Joe Rogan esta semana, o MMA vive uma epidemia de doping.

Vitor Belfort

A nova data para a disputa do cinturão dos médios será 23 de maio. O feriado em homenagem aos veteranos de guerra americanos é a data escolhida para finalmente conhecermos quem é o melhor da divisão. A impressionante sequencia de lesões de Weidman possibilitou uma disputa do cinturão interino, rejeitada por Belfort, que não aceitou enfrentar Lyoto. A decisão foi polêmica, mas Belfort segue na disputa, treinando firme.

Uma sombra eterna

7 fevereiro, 2015 às 10:31  |  por Gustavo Kipper

O suposto doping de Anderson Silva levantou uma onda de questionamentos em busca do que poderá acontecer, caso o exame de contraprova confirme o uso de substâncias ilegais pelo ex- campeão dos médios do UFC.

De cara, a primeira derrota: falhou a primeira tentativa de Anderson na busca de provar sua inocência. Seus advogados não conseguiram emplacar o pedido de que o exame fosse realizado em outro laboratório. A Comissão Atlética de Nevada (NSAC) recusou o pedido e convidou a equipe do brasileiro a estar presente ao exame para constatar que as amostras não foram contaminadas.

A outra derrota está por vir. A NSAC, ainda por cima, pretende barrar o brasileiro na próxima edição do The Ultimate Fighter. Pelo fato de o programa ser gravado em Las Vegas, a comissão tem esse poder e possivelmente o exercerá. Nesse caso, a edição perde prestígio com a saída de Anderson. Um novo treinador deve ser anunciado. De preferência algum nome disposto a enfrentar Maurício Shogun, que esperava ter uma edição tranquila.

Os patrocínios também estão na mira. Suas quatro principais apoiadoras se manifestaram em favor do brasileiro e, assim como o UFC, vão esperar a continuidade do processo para tocar decisões mais drásticas. A verdade é que, se confirmado, o doping vai arrancar muito dinheiro de Anderson, que vai perder patrocínios milionários como da Budweiser e da Nike.

A parte mais pesada, quem sabe a mais triste, talvez seja o fato de que sua carreira possa ter sido uma farsa, a exemplo das de tantos outros atletas vencedores, como Lance Armstrong, que assumiram trapacear, usando anabolizantes, para vencer em seus esportes. Se Anderson usou drogas potencializadoras de desempenho ao longo de sua carreira, o fez muito bem feito. Nunca havia sido flagrado em toda a sua carreira, além de ser um dos maiores críticos da prática.

O mais provável é que tenha agora apelado ao artifício para fugir de medos internos e insegurança que a terrível lesão lhe causou. Nos tribunais e com a ciência, poderá provar sua inocência. Apoio do UFC ele tem. Se for inocente, muita gente vai dever desculpas eternas à lenda. Se for culpado, Anderson Silva deverá desculpas a muita gente e sua condição de lenda poderá ser apagada.

Acho quase impossível Anderson Silva provar sua inocência, que acaba passando por teorias conspiratórias, tendo em vista que há muita grana e fama envolvidas. No caso de culpa, Spider ganhará um gancho de nove meses sem poder lutar.

O mais provável, com a perda dos patrocínios e 39 anos, é que se aposente. Mas por ter lutas ainda em contrato, poderá usar o fato como combustível e ainda fazer bons combates. A essa altura do campeonato, Anderson Silva e o MMA não precisavam disso. O esporte e o UFC perdem credibilidade a cada ano. Está ficando chato.

Sangue, suor e doping

4 fevereiro, 2015 às 14:42  |  por Gustavo Kipper

Durou pouco a alegria de Anderson Silva e seus fãs ao redor do mundo.

Logo após o anúncio do doping, muita gente se manifestou nas redes sociais, demonstrando indignação e frustração pelo ocorrido. Outros preferiram as piadinhas para se expressar. A verdade é que o fato pode manchar a carreira do maior lutador brasileiro de todos os tempos.

Alegando inocência, Anderson afirma não entender como isso aconteceu. Mas, para quem é do ramo, acredita-se que o Spider possa ter usado substâncias ilegais durante os treinos, que demoraram mais do que o esperado para sair do sangue. Nick Diaz, por sua vez, caiu mais uma vez por uso de maconha.

Convenhamos, embora a maconha seja proibida no UFC, Nick Diaz possui licença médica, todo o mundo todo sabe que ele é usuário, além é claro da melhora no desempenho, que não existe. Já a substância encontrada no sangue de Anderson Silva é famosa entre halterofilistas e atletas que utilizam anabolizantes. Usada exclusivamente para melhorar o desempenho.

Anderson Silva, como todo atleta, terá amplo direito à defesa. Porém, esse tipo de substância não é como jogar um pó na sua bebida, ou fácil de ser usada como sabotagem. A chance de Anderson Silva realmente ter seguido alguma orientação errada é enorme. Seu médico Márcio Tannure e seu preparador físico Rogério Camões são os suspeitos.

A verdade é que, com 39 anos, depois de uma grave lesão e o lado psicológico abalado, Anderson Silva apelou para uma substância que poderia acelerar seu retorno, auxiliando com a melhora do desempenho nos treinos. Um ciclo errado e a casa caiu.

Atrás disso tudo está o espectador. Muitos pagam TV por assinatura, muitos vão a bares assistir aos combates, que normalmente passam de madrugada. Será que nesse ritmo o público vai continuar animado para assistir ao UFC? Creio que, com tantas lesões, dopings e fiascos, a tendência é que os lutadores percam cada vez mais credibilidade, levando junto o MMA e o UFC.

Fim de semana agitado

2 fevereiro, 2015 às 11:02  |  por Gustavo Kipper

Anderson Silva

Para sua volta triunfal, Anderson Silva não poderia ter escolhido um adversário melhor. O motivo de a escolha ter sido acertada foi revelado logo no primeiro round. Acostumado a entrar na mente de seus adversários, Anderson se viu em uma situação até certo ponto desconfortável.

Nick Diaz conseguiu emular todas as suas famosas provocações e ainda deitou no chão literalmente. Anderson não comprou a ideia e continuou sério e concentrado, como tem de ser. Nick Diaz mostrou que pode enfrentar qualquer atleta dos pesos-médios. Os dois, apesar de alguns momentos de marasmo, fizeram uma boa luta. Mas que isso, Anderson mostrou que ainda está no jogo, recuperado.

Vitor Befort

Novamente Chris Weidman se lesionou e a disputa pelo cinturão dos médios foi adiada. Segundo Dana White, Vitor ligou para ele logo após a notícia e disse que queria lutar. Pediu a Dana que lhe arrumasse um adversário. Imediatamente White teria procurado Lyoto Machida, que aceitou de imediato.

Quando soube que o adversário era Lyoto, Belfort disse que não lutaria pelo título interino. Alegou também que não havia treinado para um adversário canhoto. Tire suas próprias conclusões.

UFC 183

O UFC 183, disputado em Las vegas, no último sábado (31), foi quase uma edição brasileira, feito para brasileiros. Tomando conta das arquibancadas, a torcida brasileira pôde comemorar as vitórias de Thiago de Lima, Ildemar Alcântara, Rafael Sapo, John Lineker, Thiago Alves, Thales Leites e Anderson Silva. Foi uma edição festiva para a volta da maior estrela da organização. Outra dessas pode demorar!