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Countdown to UFC 187: Chris Weidman vs. Vitor Belfort

19 maio, 2015 às 10:21  |  por Gustavo Kipper

Sábado (23) o brasileiro Vitor Belfort pode fazer história e se consagrar campeão do UFC novamente. A primeira vez foi lutando nos meio-pesados.

Assista o vídeo promocional : Countdown to UFC 187: Chris Weidman vs. Vitor Belfort

 

 

Calendário de lutas do UFC

14 maio, 2015 às 09:53  |  por Gustavo Kipper

UFC Fight Night: Frankie Edgar vs. Urijah Faber. Sábado, 16 de maio. Manila (Filipinas).

UFC 187: Johnson vs. Cormier. Disputa do cinturão dos meio-pesados. Sábado, 23 de maio. Las Vegas (EUA).

Weidman vs. Belfort. Disputa do cinturão dos médios.

UFC Fight Night: Condit vs. Alves: Sábado, 30 de maio. Goiânia (Brasil).

UFC Fight Night New Orleans: Tim Boetsch vs. Dan Henderson. Domingo, 7 de junho. New Orleans (EUA).

UFC 188: Velásquez vs. Werdum. Disputa do cinturão dos pesados. Sábado, 13 de junho. Cidade do México (México).

UFC Fight Night: Jedrzejczyk vs. Penne. Sábado, 20 de junho. Berlim (Alemanha).

UFC 189: Aldo vs. McGregor. Disputa do cinturão dos penas. Sábado, 11 de junho. Las Vegas (EUA).

UFC Fight Night: Mir vs. Duffee. Quarta-feira, 15 de julho.

UFC Fight Night: Dillasgaw vs Barão 2. Disputa do cinturão dos galos. Sábado, 25 de julho. Chicago (EUA).

UFC 190: Rousey vs. Correia. Disputa do cinturão dos galos feminino. Sábado, 1º de agosto. Rio de Janeiro (Brasil).

http://www.ufc.com.br/media/ufc-187-a-new-light-heavyweight-champion-will-rise

 

Resumo da semana

21 fevereiro, 2015 às 12:30  |  por Gustavo Kipper

Anderson Silva banido?

O pesadelo de Anderson Silva parece não ter fim. Mais uma vez o ex-campeão dos pesos-médios testou positivo para o exame realizado às vésperas da luta. Mais uma vez as mesmas substâncias, agora com acréscimo de benzodiazepínicos, que também apareceram no exame. O uso de remédios deve ser comunicado a Comissão Atlética de Nevada (NSAC) com o preenchimento de um formulário.

O resultado de um novo doping enterra de vez qualquer possibilidade de Anderson reverter nos tribunais a pena que lhe será imposta. Pelo contrário, o novo fato deve complicar ainda mais sua situação. O mais provável é que a Anderson seja imposta uma pena exemplar. Sempre lembrando que Wanderlei Silva foi banido por fugir de um teste surpresa. Não luta  mais em Nevada. Será que Anderson será banido?

UFC 187

Na tentativa de mudar o foco de Anderson silva para os próximos eventos, o UFC foi rápido e anunciou um card absurdo para dia 23 de maio, no UFC 187. Duas disputas de cinturão e duas lutas pra lá de emocionantes. No evento principal, Jon Jones defende o cinturão dos meio-pesados contra Anthony Johnson. Antes, outra também valendo cinturão: Chris Weidman enfrenta Vitor Belfort. A noite ainda terá Donald Cerrone vs Khabib Nurmagomedov. Possivelmente, será o melhor evento do ano.

Antonio Pezão vs Frank Mir

Sábado (22), em Porto Alegre, os dois-pesos pesados medem forças em uma luta que pode definir seu futuro no MMA. Nenhum dos dois vem tendo vitórias seguidas e o cinturão fica a cada dia mais longe para ambos.  Tornaram-se coadjuvantes dentro do evento. Quem perder, definitivamente, entra na fase final da carreira.

Mesmo com ambos em declínio, a luta promete ser emocionante, justamente por ser em território brasileiro, que costuma mexer com o emocional dos atletas locais. Mais dez brasileiros lutam no evento, que começa às 22h de Brasília.

Robbie Lawler vs Rory McDonald

Finalmente, o canadense Rory McDonald conseguiu um title shot. Com o doping de Hector Lombard, Rory foi prestigiado e enfrenta o campeão dos meio-médios, Robbie Lawler, dia 11 de julho. No mesmo card, outra disputa de cinturão, entre José Aldo e Conor McGregor. Outro card monstruoso para 2015. Imperdível.

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Notícias da semana

12 fevereiro, 2015 às 12:28  |  por Gustavo Kipper

Anderson Silva

Mais uma vez o brasileiro foi pego no exame antidoping, realizado logo após a luta do UFC 183. Com o novo resultado positivo para substâncias proibidas, Anderson Silva vê distante a possibilidade de provar sua inocência. Mais que isso, além do gancho de até dois anos, quase um milhão de dólares serão retidos. A alegria durou muito pouco. Vamos ver até onde vai a superação.

Rashad Evans fora por seis meses

O ex-campeão dos meio pesados Rashad Evans mais uma vez teve seu combate cancelado. Escalado para enfrentar Glover Teixeira, também lesionado, optou por realizar mais um procedimento cirúrgico para corrigir a mesma lesão que o impediu de enfrentar Daniel Cormier. Mesmo ainda bem ranqueado, vai ser difícil Rashad recuperar o cinturão.

Daniel Cormier está de volta

Após a derrota para Jon Jones, Daniel Cormier volta à ação dia 6 de junho, contra Ryan Bader, que vem de vitória surpreendente contra Phil Davis. É o primeiro passo para a agora sonhada revanche contra o campeão. Com a derrota de Alexander Gustaffson para Anthony Johnson, Cormier é o terceiro melhor ranqueado. Sua determinação com certeza o colocará novamente frente a frente com Jon Jones.

Ronaldo Jacaré

Recuperado da pneumonia que o retirou de combate, Ronaldo Jacaré enfrenta Yoel Romero, dia 18 de abril. Um dos melhores pesos-médios da atualidade, Jacaré caminha a passos largos rumo ao seu primeiro title shot no UFC. Com o novo doping de Anderson Silva e a luta de Lyoto e Rockhold agendada, se vencer, Ronaldo Jacaré pode ser o próximo a disputar o cinturão, contra o vencedor de Weidman vs Belfort. Acredito que Jacaré tem totais condições de vencer qualquer um de sua categoria.

Hector Lombard

Não foi só Anderson Silva que ocupou as notícias sobre doping essa semana. O cubano Hector Lombard, que vinha em uma excelente fase nos meio-médios, testou positivo para esteroides anabolizantes e seu futuro na organização está ameaçado. Com luta marcada contra Rory Mcdonald, sua situação ainda é indefinida. Como disse Joe Rogan esta semana, o MMA vive uma epidemia de doping.

Vitor Belfort

A nova data para a disputa do cinturão dos médios será 23 de maio. O feriado em homenagem aos veteranos de guerra americanos é a data escolhida para finalmente conhecermos quem é o melhor da divisão. A impressionante sequencia de lesões de Weidman possibilitou uma disputa do cinturão interino, rejeitada por Belfort, que não aceitou enfrentar Lyoto. A decisão foi polêmica, mas Belfort segue na disputa, treinando firme.

Fim de semana agitado

2 fevereiro, 2015 às 11:02  |  por Gustavo Kipper

Anderson Silva

Para sua volta triunfal, Anderson Silva não poderia ter escolhido um adversário melhor. O motivo de a escolha ter sido acertada foi revelado logo no primeiro round. Acostumado a entrar na mente de seus adversários, Anderson se viu em uma situação até certo ponto desconfortável.

Nick Diaz conseguiu emular todas as suas famosas provocações e ainda deitou no chão literalmente. Anderson não comprou a ideia e continuou sério e concentrado, como tem de ser. Nick Diaz mostrou que pode enfrentar qualquer atleta dos pesos-médios. Os dois, apesar de alguns momentos de marasmo, fizeram uma boa luta. Mas que isso, Anderson mostrou que ainda está no jogo, recuperado.

Vitor Befort

Novamente Chris Weidman se lesionou e a disputa pelo cinturão dos médios foi adiada. Segundo Dana White, Vitor ligou para ele logo após a notícia e disse que queria lutar. Pediu a Dana que lhe arrumasse um adversário. Imediatamente White teria procurado Lyoto Machida, que aceitou de imediato.

Quando soube que o adversário era Lyoto, Belfort disse que não lutaria pelo título interino. Alegou também que não havia treinado para um adversário canhoto. Tire suas próprias conclusões.

UFC 183

O UFC 183, disputado em Las vegas, no último sábado (31), foi quase uma edição brasileira, feito para brasileiros. Tomando conta das arquibancadas, a torcida brasileira pôde comemorar as vitórias de Thiago de Lima, Ildemar Alcântara, Rafael Sapo, John Lineker, Thiago Alves, Thales Leites e Anderson Silva. Foi uma edição festiva para a volta da maior estrela da organização. Outra dessas pode demorar!

Notícias da semana

14 janeiro, 2015 às 15:38  |  por Gustavo Kipper

#1 Anderson Silva parece estar com motivação total para o duelo contra Nick Diaz. Apagou um de seus sparrings no treino dessa semana. O vídeo que foi ao ar dividiu a opinião de alguns atletas. Mas a motivação estava lá. Seria a notícia de que vai furar a fila e enfrentar o vencedor entre Weidman x Belfort o motivo de tanta motivação? Quem não deve estar feliz é Ronaldo Jacaré, que também quer a chance. Essa semana Anderson afirmou que não luta mais contra brasileiros. Se Vitor vencer, será que Anderson vai desafiar?

Tire suas próprias conclusões:

http://youtu.be/9RpPIx8MFxo

O cubano #5 Hector Lombard já percebeu que no MMA falar a vontade muitas vezes premia com grandes lutas. Após sua última vitória, Hector desafiou novamente o canadense #2 Rory McDonald e foi atendido. Com Lawler tendo pedido tempo para descanso, e o agendamento da luta entre Johnny Hendricks x Matt Brown, 14 de março, no UFC 185, o duelo possivelmente decidirá o próximo desafiante ao cinturão dos meio- médios, caso Hendricks não vença. McDonald x Lombard acontecerá no dia 25 de abril, no Canadá, pelo UFC 186.

#3 Lyoto Machida já tem novo adversário. Após ser derrotado pelo campeão Chris Weidman, Lyoto busca a redenção e enfrenta agora #5 Luke Rockhold, que vem de três vitórias consecutivas. Os dois se enfrentam no UFC on Fox, em Nova Jérsey, dia 18 de abril.

Muita gente ainda não digeriu o suposto uso de cocaína por Jon Jones. Mais que isso, muitos atletas se manifestaram revoltados coma postura do UFC, que normalmente manda embora usuários de maconha, mas passou a mão na cabeça de Jones, que usa cocaína. Mesmo que não possa ser punido por estar inativo, Jon Jones cometeu um grave deslize. Não creio que tirar seu cinturão seja o caso, mas repensar como tratar o assunto maconha, especialmente em estados que o consumo é legalizado, deveria entrar em pauta. Substancias que não aumentam o desempenho não deveriam ser consideradas doping. Os irmãos Diaz agradecem.

 

 

Anderson Silva e Maurício Shogun: os novos treinadores do TUF Brasil 4

30 outubro, 2014 às 11:13  |  por Gustavo Kipper

Acabou o mistério. Anderson Silva e Maurício Shogun serão os novos treinadores do The Ultimate Fighter Brasil 4. Essa edição traz alterações importantes: a primeira é a mudança do local de gravações para Las Vegas, excluindo São Paulo ou qualquer cidade brasileira da jogada. Creio que a dificuldade de locomoção e a estrutura que o UFC já criou em Nevada (Estados Unidos) fazem diferença na logística. Agora será mais difícil para os treinadores chegarem atrasados alegando problemas com o trânsito.

A segunda mudança é o fato de os treinadores das duas equipes não se enfrentarem nas finais do programa. Anderson Silva e Maurício Shogun lutarão contra adversários diferentes na mesma noite. Bom para o espetáculo, que ganha duas lutas ótimas para o público, ruim para quem gostaria de ver os dois ex-companheiros de treino se enfrentando.

Realmente, do ponto de vista competitivo, essa luta não seria boa para nenhum dos dois, tendo em vista que buscam o título de categorias de peso diferentes. Uma vitória não mexeria no ranking de nenhuma divisão, nem deixaria nenhum dos dois mais próximos a um title shot. Outro e talvez importante fator talvez seja que ex-companheiros de treinos da equipe Chute Boxe dificilmente se enfrentam. Ainda mais esses dois, que já conquistaram uma legião de fãs.

Mas, por que então que o UFC não escolheu dois atletas que pudessem lutar nas finais do programa? Se analisarmos o atual momento do MMA nacional, poderemos perceber que vivemos uma entressafra de atletas vitoriosos. Ainda vivemos à custa das lendas do Pride ou dos atletas da Nova União. As novas promessas ainda não deslancharam e os melhores brasileiros ranqueados estão com lutas marcadas e quase não competem entre si. Os únicos que sobraram com real apelo do público foram Anderson Silva e Shogun, que enfrenta Ovince St. Preux, em Uberlândia, no sábado (08).

Júnior Cigano e Fabrício Werdum um dia podem ser os treinadores de uma edição. Mas o momento atual não permite o confronto. Werdum tem title shot interino agendado contra Mark Hunt. Cigano enfrenta Miocic em busca da redenção. Nos meio-pesados, Glover sofreu a segunda derrota. Não tem apelo popular suficiente, além de ser praticamente nosso único representante da categoria perto do top 5. Caso contrário, um duelo com Shogun seria possível.

No peso-médio, Lyoto Machida seria um grande nome. Poderia enfrentar Ronaldo Jacaré ou até mesmo Vitor Belfort, duelo já cogitado anteriormente. Mas não neste momento. Quem sabe ano que vem, em caso de derrota de Vitor para Chris Weidman. Uma edição com Anderson Silva e Vitor Belfort seria fantástica. Mas Anderson tem luta agendada contra Nick Diaz e antes precisa provar que está recuperado da lesão na perna esquerda. Treinadores abaixo do peso- médio parecem não interessar ao UFC, até porque estamos carentes de atletas até 77 kg e 70 kg.

Enfim, a escolha de Anderson e Shogun, em termos de audiência e espetáculo, sem dúvida foi acertada. Talvez a rivalidade excessiva de Wanderlei Silva e Chael Sonnen tenha aberto uma nova proposta: sem stress desta vez. Os dois brasileiros se respeitam muito e dificilmente haverá atritos. Terá tudo para ser uma grande edição que revele grandes talentos, objetivo principal do programa. Cada um tem uma equipe poderosa para formação e treinamento dos atletas, que, com a estrutura já existente em Las Vegas, terão de tudo para ser o próximo The Ultimate Fighter Brasil.

A hora de parar

28 julho, 2014 às 15:07  |  por Gustavo Kipper

A derrota de Antônio Rogério “Minotouro” Nogueira para Anthony Johnson, no último sábado (26), levantou mais uma vez a questão que aflige a maioria dos atletas profissionais: qual a hora de parar de competir?

Paulo Roberto Falcão disse uma vez que o jogador de futebol morre duas vezes. A primeira, quando para de jogar. Assim deve ser com a maioria dos atletas. Por menor que tenha sido seu sucesso, enfrentam com dificuldades o momento, muitas vezes acompanhado por certa depressão. Outros se reinventam, vão dar aulas, tornam-se comentaristas ou apenas seguem suas vidas.

No final de uma carreira vitoriosa, o atleta ainda fatura uma boa grana, mesmo não estando mais em sua melhor forma. Mas, no MMA, o lutador expõe drasticamente sua saúde, acreditando que ainda pode vencer. No caso de Minotouro, parado há mais de um ano, o nocaute deve fazê-lo repensar seus próximos combates, tentando preservar o máximo sua saúde. Ainda pode fazer boas lutas, mas contra atletas no mesmo nível de competição.

Não há dúvidas que lutas contra os tops da divisão estão completamente fora de cogitação. Rodrigo Minotauro, Rogério Minotouro, Wanderlei Silva e outras lendas do Pride F.C, a partir de agora, devem escolher lutas com outro apelo que não seja o cinturão. Lutas com outras lendas ou com atletas de mesma faixa etária e história no esporte devem ser cogitadas. Contudo, combates contra atletas da nova geração trarão derrotas amargas. É preciso conhecer os limites para o corpo não pagar no futuro.

O planejamento da carreira passa também por saber como sair de cena. Como realizar combates em bom nível, contra adversários a altura. Poucos conseguem chegar perto dos quarenta anos em nível de campeão. Anderson Silva conseguiu, mas sabe que agora é melhor fazer shows do que batalhas. As lendas brasileiras não precisam provar nada a ninguém. Merecem se despedir de sua vida de combates. Mas, definitivamente, a hora de mudar de atividade está perto. Uma nova geração vem por aí. Em breve serão seus filhos que estarão lá.

Marasmo

30 junho, 2014 às 15:02  |  por Gustavo Kipper

Há duas décadas o The Ultimate Fighting Championship (UFC) vem arrebatando uma legião de fãs ao redor do mundo e revelando os melhores atletas de lutas marciais do momento. A quantidade de ídolos e campeões que já entraram no octógono fez da franquia uma referência. Mas a grande quantidade de lutadores obriga o UFC a realizar cada vez mais eventos, com qualidade discutível.

Infelizmente, o marasmo chegou. Nem mesmo na época do extinto Pride F.C., quando o UFC estava à beira de falência, viu-se o nível cair tanto. Não me refiro nem ao nível técnico das lutas em geral, mas da qualidade dos eventos, que são cada vez mais superficiais e valem cada vez menos em termos de competição. Com quase 500 lutadores sob contrato, a franquia é obrigada a realizar eventos de menor importância na televisão aberta americana, para tentar valorizar algo que não empolga.

As edições do UFC Fight Night normalmente são chatas, com muitos lutadores desconhecidos e lutas amarradas. Somente quando há disputas por cinturão, nos eventos numerados, é que podemos ver lutas de grande nível. É muito lutador pra pouco evento. Só no sábado passado (28), foram dois. Um na Austrália, que foi transmitido quase 4 da manhã, e o outro à noite, nos Estados Unidos. Em época de Copa do Mundo, ficam muito pequenos.

Nem mesmo as edições do reality show (TUF) serviram para melhorar a imagem no Brasil. Adorado por muitos, o UFC virou alvo frequente de críticas. Duas lutas principais com os treinadores não aconteceram, virando extrema frustração. Coincidentemente, Wanderlei Silva estava nas duas. Na primeira edição, Vitor Belfort quebrou a mão nos treinamentos e abandonou o card. Na terceira edição, mais um papelão. Na briga entre Wanderlei Silva e Chael Sonnen no programa, o brasileiro fraturou o punho. Além disso, fugiu do teste da comissão atlética de Nevada e não deverá lutar em Las Vegas tão cedo. O americano falastrão também decepcionou. Falhou no teste antidoping e decidiu se aposentar. Ou seja, não existia a menor possibilidade de a luta acontecer. Os dois cairiam no exame antidoping. Os dois estavam com medo.

Acontecimentos como esse, além das lesões que antecedem as lutas, fizeram o evento perder muita credibilidade. Quando uma grande luta é anunciada, sabemos que a chance de não acontecer é grande. Muita explicação demanda a aparição frequente de Dana White, que, sempre dono da razão, acaba por se promover mais do que promove seus atletas. Dana sabe usar como ninguém as redes sociais. O chefão está sempre postando vídeos, fotos com carros, aviões e mulheres. É a cara do UFC. Uma cara que todos já não querem ver muito. Os fãs querem ver grandes lutas e isso está cada vez mais raro.

O formato de ranking e competição muitas vezes não tem um critério definido e fica difícil imaginar como será a evolução de cada atleta em menos de dois anos. A ausência completa dos Grand Prix (GP´s), as competições formato mata-mata, muito usadas no Pride, em torneios, blindam alguns atletas de confrontos realmente perigosos. Isso facilita uma postura de fuga, como a de Jon Jones, que acredita ter o poder de escolher seus adversários. A nova safra é mimada, reclama demais.

Do ponto de vista dos brasileiros, os últimos anos não têm sido bons. Vimos Maurício Shogun, Júnior Cigano, Anderson Silva e Renan Barão perderem seus cinturões para americanos. Outros ídolos, como Minotauro, Minotouro, Wanderlei Silva e Shogun, não vivem bons momentos, com muitas derrotas e lesões.

Porém, nem tudo está perdido. Novas disputas de cinturão estão a caminho. No próximo sábado (05), Lyoto Machida busca o dos médios. Fabrício Werdum pode ser campeão dos pesados. Renan Barão pode vencer sua revanche, além da aguardada segunda parte da batalha entre Jon Jones e Alexander Gustaffson. Tomara que sirva de trampolim para uma nova fase de grandes espetáculos.

 

 

O que esperar do MMA para o início de 2014.

6 janeiro, 2014 às 17:16  |  por Gustavo Kipper

Ano passado não foi um bom ano para o MMA brasileiro. Como muitos já sabiam o número 13 nunca foi confiável. Foi um ano de contusões, derrotas e novos campeões. Infelizmente nenhum brasileiro. Júnior Cigano não recuperou o cinturão de Cain Velásquez e Anderson também não venceu sua revanche, terminando o ano de forma melancólica. Restaram-nos Aldo e Barão, além de uma esperança chamada Vitor.

O que esperar do MMA para o início de 2014.

Não fosse à complacência de Dana White em relação ao tempo de afastamento de Dominick Cruz, Renan Barão poderia ser o campeão dos galos. Mas, em fevereiro, os dois poderão resolver de fato quem é o campeão indiscutível. O único campeão oficial do Brasil é José Aldo, que coloca mais uma vez seu cinturão em jogo no mesmo evento que Cruz vs Barão. O UFC 169 de 1º de fevereiro, além de imperdível, é crucial para a manutenção dos cinturões que sobraram. Outra luta de peso é o combate entre Alistair Overeem e Frank Mir. Os dois vêm de derrota.

José Aldo vs Ricardo Lamas

José Aldo é muito favorito. Particularmente não consigo imaginar ninguém nos pesos-penas capaz de ameaçar o reinado do brasileiro. O resultado mais provável é um nocaute até o terceiro round. Se vencer, Aldo deve começar a pensar em conquistar o título dos leves, derrotando quem quer que seja. Ele tem técnica e potência para dominar também a categoria de cima, nem que para isso precise deixar vago seu cinturão dos penas. É a hora de dar um passo maior.

Dominick Cruz vs Renan Barão

Enfim poderemos ver a unificação do título dos galos. Há quase dois anos sem lutar, creio que o ritmo de Barão fará a diferença. Apesar da movimentação de Cruz ser muito efetiva, em uma luta de cinco rounds, sem muito ritmo seu gás pode acabar. É uma das lutas mais aguardadas no ano. Será uma noite de vitórias para o Brasil e para a equipe Nova União.

Chris Weidman vs Vitor Belfort

Mesmo com a polêmica do uso de tratamento de reposição de testosterona (TRT) pelo brasileiro, a luta em Las Vegas é a melhor maneira de Vitor provar que seus últimos grandes resultados são fruto de sua competência e não da testosterona. Afinal, hormônios não sabem chutar. Agora mais campeão do que nunca, a confiança de Weidman, assim como a de Vitor, parece não ter limites. Weidman tem tudo a perder e o brasileiro, tudo a ganhar. Se vencer, será o primeiro lutador da história a ser campeão em três categorias de pesos diferentes dentro do UFC. O fenômeno será mais vitorioso do que nunca. Será uma batalha, embora ache que Weidman leve vantagem por ser maior e melhor no clinch e nas quedas. Mas a velocidade e explosão de Vitor, principalmente nos primeiros rounds, podem colocar o americano na panela de pressão.

Lyoto Machida vs Gerard Mousasi

Após a brilhante estreia nos médios com vitória sobre Mark Muñoz, Lyoto enfrenta agora o ex-campeão do Strikeforce o armênio Gerard Mousasi. Dois strikers de ponta. Será uma batalha entre o karatê e o kick-boxing. O jogo dos dois promete trazer um grande desfecho – um nocaute é esperado. A luta acontece no UFC Jaraguá, dia 15 de fevereiro. Quem vencer pode estar a apenas mais uma vitória da disputa pelo título. Sempre lembrando que Ronaldo Jacaré é outro grande candidato e luta no UFC Jaraguá 2 contra o francês Francis Carmont, outro top 10 da categoria.

Ronda Rousey vs Sarah McMann

Enfim a campeã dos galos do UFC vai enfrentar um desafio à altura. Outra atleta e medalhista olímpica. A wrestler Sarah McMann talvez seja a única atleta empregada pelo UFC a poder derrotar Ronda. É também a primeira atleta americana a conquistar uma medalha olímpica no wrestling. A luta será em Las Vegas, dia 22 de fevereiro. Será que Ronda vai conseguir aplicar novamente aqueles ippons? Após dominar Miesha Tate novamente e conquistar mais uma vitória com chave de braço, Ronda mostrou que na luta agarrada é quase imbatível. Impressionante como conseguiu trazer sua habilidade de judoca para o MMA.

Jon Jones vs Glover Teixeira

Glover Teixeira venceu todos seus adversários até chegar ao campeão Jon Jones. É merecedor da chance ao título e, além de grande pessoa, é um lutador completo e muito perigoso. Mas será o bastante para destronar Jones? O campeão americano dos meio-pesados enfrentou adversários muito complicados, a começar por sua última batalha contra Alexander Gustafsson. Isso faz Glover parecer menos ameaçador. Sua envergadura pode fazer diferença mais uma vez, tendo em vista que talvez Jones não queira trocar muitos golpes em pé com o brasileiro. Vai buscar a queda e as traumáticas cotoveladas. Não estou muito otimista. O combate será no UFC 172, ainda sem local e data definidos.

Johny Hendrics vs Robbie Lawler

Após a controversa vitória de GSP sobre Hendrics e sua aposentadoria por tempo indeterminado, o UFC foi obrigado a casar os dois principais candidatos a ocupar o lugar do ex-campeão canadense. O UFC 171, que acontece dia 15 de março, em Dallas, Texas (EUA), vai trazer finalmente um novo campeão para os meio-médios. Acredito no favoritismo de Hendrics, que está mais preparado para o lugar de campeão. Já vem em ritmo forte de treinos e é muito rápido e explosivo para a categoria. Deve vencer sem precisar da decisão dos juízes.

Wanderlei Silva vs Chael Sonnen

As gravações do The Ultimate Fighter Brasil 3 começam agora em janeiro, mas a rivalidade entre os dois vem desde o vídeo – em que Wanderlei aparece enquadrando o americano – que circulou na internet. Na época, Wanderlei dizia a Sonnen que falar mal dos irmãos Nogueira e do Brasil era perigoso. Após o episódio, Sonnen tornou-se ainda mais polêmico e falastrão devido aos confrontos contra Anderson Silva e Jon Jones. Tornou-se parte da marca UFC e já tem lugar garantido entre os comentaristas do evento. Já Wanderlei tenta provar que ainda tem condições que dar grandes espetáculos e vencer o programa e sua luta. O confronto promete muita ação e dificilmente chegará ao final sem um nocaute ou uma finalização.