Nada tão diferente

25, junho 2011 por Napoleão de Almeida

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TNoticias, principal canal argentino: tem eleição, mas só se fala no River

Puerto Iguazu, Argentina – O drama do River Plate, derrotado por 0-2 pelo Belgrano no jogo de ida da repescagem do Campeonato Argentino, é destaque nacional, bem mais que as eleições municipais e estaduais que o país vizinho vive também no domingo.
A partida aconteceria hoje, 15h, mas ficou para amanhã por conta dos problemas aéreos causados pelo vulcão chileno. O país para pelo River; o Belgrano é tratado como se fosse um time… brasileiro. Já vimos isso entre Corinthians e Goiás, recordam?
Outra semelhança veio da política. No primeiro jogo, em Belgrano, a torcida do River invadiu o campo no final do jogo. Cogitou-se realizar se a partida em Buenos Aires com portões fechados, mas a presidente Cristina Kirchner intercedeu, garantindo 3 mil homens da polícia no campo (em dia de eleições) para a segurança. O dobro do normal nos superclássicos entre Boca-River.
A justificativa? O país não pode dar um recibo de incompetência em seguança às vésperas da Copa América. Mas é claro que ajudar o River a reverter o resultado (um 2-0 basta, pelo regulamento) pesa.
A imprensa até tenta manter-se imparcial – mais do que os brasileiros no episódio acima citado – mas é dificil comparar o peso das equipes. Apenas pelo lado boquense é que se vêem cobranças políticas. E, claro, provocações como esta:

http://mobile.ole.com.ar/noticias/?id_news=211&portada=1

Em campo, pode dar tudo. Mas acho difícil a pressão não afetar o Belgrano. Obviamente, sou mais o time “brasileiro” nessa.

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