Abrindo o Jogo – Coluna no Jornal Metro Curitiba de 25/07/2012

25, julho 2012 por Napoleão de Almeida

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Visão de longo prazo

Começa hoje o futebol olímpico, competição que abre Londres 2012 mesmo antes da cerimônia de abertura de sexta-feira. Até 12 de agosto, o Brasil vai ampliar o guarda-roupa esportivo: chuteiras ganham companhia de raquetes, toucas, luvas e redes, na atenção dos torcedores. A cada quatro anos é assim; entre eles, infelizmente, o esporte olímpico (por vezes chamado de amador) não consegue o mesmo espaço do futebol – salvo exceções. A obscuridade de outras modalidades é por falta de apoio ou interesse? Ovo ou galinha? Não importa: em quatro anos, somos nós, brasileiros, que receberemos os Jogos Olímpicos. Seja ovo ou galinha, é hora de planejar o aumento da produção.

Paraná 2016, Curitiba 2016

Engana-se quem pensa que apenas o Rio de Janeiro será sede e terá lucro e desenvolvimento com os jogos. Curitiba também pode. Mas para isso, tem que querer e começar já (de fato, está atrasada). Anotem, políticos. Dois anos depois de receber a Copa 2014 – megaevento ainda ligeiramente desprezado na capital, sabe-se lá porque – a cidade pode ser parte da Olimpíada 2016. Nesse ano, Londres receberá 203 delegações, com 10500 atletas. Terá quase 1 milhão de pessoas a mais na população durante os jogos. Mesmo a capital britânica não suporta o volume de delegações que precisam de infraestrutura de treinamentos. Não a toa dividirá com outras cidades. O futebol, por exemplo, terá sedes em seis cidades – até mesmo Glasgow, na Escócia. A renovação do Tarumã (ou um novo ginásio), a Arena da Copa e os demais estádios, os CTs dos clubes, a Sociedade Hípica, os clubes sociais e suas quadras, piscinas e tatames, o velódromo do Jardim Botânico – se reformado. Locais que, se planejados com quatro anos de antecedência, podem abrigar uma ou mais delegações em Curitiba, que está 1h30 distante do Rio, de avião. Obras que deixarão um legado esportivo para a cidade – se os dirigentes tiverem cabeça, interesse e planejamento para fazê-lo.

Pensar grande

Edgar Hubner, curitibano, é o coordenador do COB no Crystal Palace, o “CT” brasileiro em Londres. Apresentei um evento voltado ao segmento hoteleiro e alimentício de Curitiba no qual ele foi o principal palestrante. Fez o alerta, deu a dica: pensar grande, se estruturar e se oferecer para que países se hospedem na capital em 2016. Gente que vai precisar de ambientação no Brasil e pode encontrar local familiar em Curitiba, como canadenses, alemães, etc. Geração de renda e infraestrutura. Bom para todos.

As chances em 2012

Em campo (ou quadras, etc), a promessa é de que o Brasil faça sua melhor olimpíada, antes do próximo ciclo olímpico, que será em casa – o que costuma ser reflexo de muitas medalhas. Futebol feminino e masculino, vôlei, de quadra e praia nos dois gêneros, basquete masculino, judô, boxe, vela e natação devem trazer medalhas. Reais possibilidades de termos entre 6 e 10 ouros – um recorde.

P.S.: Estarei na transmissão de Honduras x Marrocos, quinta 26/07, 7h45 da manhã, pelo futebol masculino, grupo D, no portal Terra. Imagem em HD, disponível para computadores, tablets e celulares. Veja mais abaixo.

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