Abrindo o Jogo – Coluna de 01/08/2012 no Jornal Metro Curitiba

01, agosto 2012 por Napoleão de Almeida

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De novo, chance de crescer

Imerso na transmissão da Olimpíada Londres 2012, confesso que tenho visto pouco do Brasileirão A e B. A internet ajuda, mas o difícil mesmo é ver que as perspectivas paranaenses já começam a ser reduzidas nas duas divisões (na B ainda mais preocupante, pois há estagnação em inferioridade) com 1/3 já disputado em ambas. No entanto, ontem teve início a Copa Sul-Americana para o Coritiba. A coluna foi fechada antes do resultado. Mas dá pra falar da oportunidade de internacionalizar a marca.

“Mind the gap”

Essa é mensagem do metrô de Londres a cada parada. Significa que você deve ver o espaço entre o trem e a plataforma na hora de desembarcar. Ver o espaço, “mind the gap” que a Sul-Americana proporciona, é necessário. No Brasileiro, o Coxa não deve recuperar terreno pela Libertadores. Vencer um torneio internacional e se classificar em uma competição sem gigantes latinos e que deve ser dominada por brasileiros é um belo “gap” a ser visto. Começou antes mesmo de ontem, com estratégia pela vaga. Ano após ano, os clubes desperdiçam essa competição em nome do Brasileiro. E no eterno looping local, lamenta-se mais tarde e comemora-se ao final do a vaga que é desperdiçada no ano seguinte. Em 2011, o Atlético, dando a chave do clube para Renato Gaúcho, jogou fora; acabou caindo no nacional. Já o Vasco, campeão da Copa do Brasil e disputando o título brasileiro, foi às semifinais. Dá pra correr em paralelo, com planejamento para um Brasileiro razoável, salvando o ano do Coritiba.

Bezona

Acho cruel o comparativo entre Paraná e Atlético – mas para o Tricolor. Tem 1/5 do valor pago pela TV, não tem a estrutura, o glamour e a atenção midiática do Furacão. E ainda assim faz uma campanha melhor na Série B que o rival. Não se pode cravar que irá terminar assim, mas vendo os resultados e ouvindo as análises de atuação, fica a clara impressão que o acerto nas escolhas na Vila foi maior que na Baixada. O Paraná tem mais ambiente, joga melhor, sonha mais. O Atlético decepciona e ninguém entende exatamente por que. De fato, o rubro-negro não começou o campeonato com expectativa maior apenas que a do Paraná, mas também que a dos outros 19 competidores. É, ao lado do Guarani, o campeão Série A na competição. Tem uma das maiores torcidas do País e, principalmente, a maior verba. Difícil dizer se foi apenas um sapo enterrado há pelo menos duas temporadas na Baixada ou se as feridas políticas seguem atrapalhando o caminho atleticano.

De volta à Londres

Emanuel, melhor do Mundo no Vôlei de Praia, atleticano; Giba, melhor na quadra, paranista. Wanderlei Silva, não olímpico, mas campeão mundial no UFC, coxa. Confesso que não entendo porque SPFC e Corinthians, por exemplo, aproveitam seus ídolos identificados pra promoção e os paranaenses não. Timidez?

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