18º

PRF apreendeu quatro carretas

01/06/09 às 00:00
Se o cigarro já é considerado uma bomba pela saúde pública, imagine então o cigarro que entra ilegalmente no País, especialmente pelo Paraguai. O perigo, é que normalmente não há controle algum na fabricação dele. Sabe-se que um cigarro tem pelo menos 4 mil componentes. Já o cigarro ilegal, além disso pode conter outros elementos, a maioria impurezas, que potencializam o risco do fumante.
E a quantidade de cigarros apreendidos nos últimos meses pode ser um sinal do crescimento deste tipo de comércio. Muito por causa da alta no preço do maço do cigarro no Brasil, uma das formas encontradas pelo governo federal para conter o consumo.
Só a Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu cinco carretas de segunda a sexta-feira passadas. A primeira ocorrência foi registrada na segunda-feira em Douradina, próximo a fronteira com o Paraguai e o Mato Grosso do Sul. Duas carretas do tipo “bitrem” carregadas de cigarros contrabandeados do Paraguai foram localizadas pelo helicóptero da PRF, que fazia o patrulhamento da área. Elas estavam estacionadas em um posto de combustível na rodovia PR-082, área rural do município. No mesmo local, a atitude suspeita de um motorista levou os policiais a fiscalizar e apreender uma terceira carreta “tanque” em Porto Camargo (PR). Os três veículos tinham placas da região fronteiriça do Brasil. A estimativa dos policiais é que as três cargas somassem aproximadamente 1,3 milhão de carteiras.
Na noite de quinta-feira, um Ford Cargo tracionando um semi-reboque, foi abordado na BR-277, em Cascavel, com a carroceria repleta de cigarros paraguaios. O motorista paulista, de 29 anos, foi preso em flagrante. Um Astra com placa do Paraná, que servia de “batedor” para a carga também foi apreendido. A motorista paranaense, 41 anos que acabou presa, disse à polícia que era o responsável por alertar o caminhoneiro sobre eventuais atividades de fiscalização.
Finalmente, na sexta-feira, uma carreta repleta de cigarros contrabandeados do Paraguai foi apreendida em Mauá da Serra, região norte do Paraná. A apreensão aconteceu numa ação conjunta entre a Polícia Rodoviária Federal (PRF), Polícia Federal(PF) e a Receita Federal (PF) dentro da Operação “Gralha Azul”, que iniciou os trabalhos da PRF nas rodovias federais do Paraná antes fiscalizadas pelo Batalhão Rodoviário da Polícia Militar (BPRv). A carga estava no semi-reboque, com placa de Cascavel e está avaliada em R$ 1 milhão.
Contando todas as apreensões, estima-se que renderiam, no mínimo, R$ 4 milhões no varejo das grandes cidades.
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