14º

Inverno dentro da piscina a 32 graus no Clube da Gente

Complexo de lazer criado pela Prefeitura é uma alternativa para pessoas de baixa renda na periferia da Capital

29/07/09 às 00:00
Piscinas aquecidas no Sítio Cercado recebem cerca de 800 pessoas de todas as idades por dia (foto: Joel Rocha/SMCS)
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Oito graus de temperatura lá fora, 32 graus nas piscinas do Clube da Gente Bairro Novo, em Curitiba. O Clube da Gente é um complexo de piscinas aquecidas, para atividades esportivas, lazer e hidroginástica construído pela Prefeitura de Curitiba no Sítio Cercado, bairro onde a faixa de renda das famílias é uma das menores da capital. As piscinas, aquecidas a 32 graus no período mais forte deste inverno, recebem cerca de 800 pessoas por dia. O acesso às atividades é gratuito.

A intenção da Prefeitura é construir complexos de piscinas em bairros das nove Administrações Regionais de Curitiba. O próximo será na Cidade Industrial, onde o terreno do novo Clube da Gente já está em obras. Para os moradores do Sítio Cercado, um clube com piscinas ao lado de casa, inaugurado pelo prefeito Beto Richa em março, significou uma grande transformação na qualidade de vida. “Tenho me levantado mais disposta, sem a dor na perna que atormentou minha vida desde a adolescência, e feliz por estar fazendo parte deste clube”, diz Maria Alzira Melo, 74 anos, aposentada. Ela freqüenta aulas de hidroginástica. “Ninguém falta às aulas. Todos chegam com antecedência, se esforçam bastante e estão aproveitando o que o Clube oferece”, afirma Vanessa de Fátima Rosário, coordenadora do Clube.

Para Richa, que teve a idéia do clube com piscinas para a população mais carente ao lembrar das aulas de natação na escola de sua infância em Londrina, o sucesso da iniciativa é recompensador. “Estamos incentivando o esporte, o lazer, as práticas saudáveis e, mais importante, a inclusão social e a cidadania”, afirma o prefeito.

O instrutor de natação e professor de educação física Vinícius Marques de Souza tem visto a importância das piscinas aquecidas para a população a cada novo dia de aula. “Atendo a turminha mirim, com idade entre 9 e 11 anos. No início, tivemos que adaptá-los a água, ensiná-los a colocar o rosto e mergulhar, pois 90% das crianças nunca tinham entrado em uma piscina. Não sabiam nadar, tinham medo da água e até da piscina”, conta.
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