Pesquisas mostram violência em alta nas escolas

Curitiba é a terceira capital brasileira em porcentagem de casos de bullying nas escolas

16/06/10 às 00:00 - Atualizado às 21:14 Da Redação com agências
A secretária de Educação, Eleonora Fruet, durante debate sobre o bullying feito em maio (foto: César Brustolin/SMCS)

Desde o começo deste ano, pesquisas diferentes remetem à mesma realidade. O alto índice de violência — física ou verbal — nas escolas brasileiras, o chamado bullying. Uma das pesquisas, divulgada em maio, mostrou que um terço dos estudantes brasileiros e 5ª à 8ª série já sofreram alguma agrssão. Outra pesquisa, de março, revelou que 70% do estudantes já haviam presenciado algum tipo de violência contra colegas. A mais recente, coloca Curitiba como a terceira Capital brasileira em porcentagem de casos.
Conforme pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 35,2% dos estudantes responderam que sofrem algum tipo de violência, seja ela moral ou física, com certa frequencia. A primeira colocada foi o Distrito Federal. A pesquisa avaliou escolas públicas e privadas em todas as capitais. O bullying designa todo o tipo de atitudes agressivas, verbais ou físicas, praticadas repetidamente por um ou mais estudantes contra outro aluno.


Uma particularidade das pesquisas é que todas as regiões aparecem com números alarmantes. Ou seja, é um problema social de todo o País. Uma pesquisa da organização não governamental (ONG) Plan Brasil, divulgada em maio, mostrou que as regiões onde a prática se mostrou mais frequente foram a Sudeste, com 12,1% dos estudantes assumindo ter praticado o bullying, e Centro-Oeste, onde 14% confessaram esse tipo de atitude.
Em outra pesquisa da Plan Brasil mostrou que cerca de 70% dos alunos do país já viram algum colega ser maltratado pelo menos uma vez na escola. Na Região Sudeste, o índice chega a 81%, revela o estudo feito pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats), a pedido da Plan.
“O bullying não é uma simples brincadeira de criança ou apelido que às vezes constrange. Tem casos que são gravíssimos, chegam a espancamentos. A criança não pode ir na escola, porque sabe que vai apanhar”, diz a coordenadora da Plan, Cléo Fante.
Essas práticas violentas acabam por causar prejuízos na aprendizagem dos agredidos, os sintomas mais citados pelos jovens ouvidos foram a perda do entusiasmo, perda da concentração e o medo de ir à escola. Os agressores também têm problemas, segundo Cléo. Muitos acabam ficando deslocados ao chegar ao ensino médio, quando o bullying é menos tolerado.


Curitiba — Preocupada com esse problema, no final de maio a Secretaria Municipal de Educação de Curitiba promoveu um seminário para discutir o bullying e o cyberbullying.  Os avanços das tecnologias e a propagação de diferentes formas de assédio, principalmente entre os estudantes das turmas de 5ª e 8ª séries também ganhou espaço no seminário.
A organização do Seminário partiu da possibilidade do ambiente escolar ser tomado de riscos e oportunidades. Abordou o ambiente educativo como espaço onde ocorre a socialização de meninos e meninas, com a manifestação de diversas culturas, a percepção das diferenças, e as ações de solidariedade.

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