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Proteste avalia 8 marcas de tintura para cabelo

Análise envolveu a coloração de tonalidade vermelha, por ser uma da mais usadas no inverno

21/07/10 às 00:00 - Atualizado às 20:50   |  Da Redação
Avaliação de tintura da Proteste: profissional analisa resultado final da tintura aplicada (foto: Foto: Divulgação)

Para quem quer pintar os cabelos de vermelho, uma das cores mais em alta neste inverno, existem diversas opções no mercado. Mas, além de colorir os fios, algumas também deixam marcas em roupas e toalhas e outras ainda vêm com informações não muito claras na embalagem. E a qualidade também preocupa quando o assunto é fidelidade da cor. Por isso, a Proteste – Associação de Defesa dos Consumidores , que já realizou um teste com as principais marcas de tintas pretas, comparou os tons vermelhos, cada vez mais usados.
Foram comparadas no estudo oito marcas de tinta permanente vermelha em mechas padronizadas brancas e castanhas, e também foram realizados testes dos produtos com voluntários (um cabeleireiro aplicou os produtos). A equipe da Proteste avaliou, entre outros itens, a resistência à lavagem, a eficiência na coloração, a homogeneidade, o brilho e a intensidade da cor.
Entre os oito produtos avaliados, Koleston se destacou por ser o que melhor cobre os cabelos brancos, além de proporcionar a coloração mais duradoura. Também foi o que recebeu a melhor avaliação dos cabeleireiros quanto ao volume, à tonicidade dos cabelos, ao brilho e à homogeneidade. Curiosamente, esta é a tinta que mais mancha a pele e as roupas na primeira lavagem.
Já a Biocolor, eleita a escolha certa pela equipe, também cobre bem os fios brancos e proporciona coloração intensa, brilhante e correspondente à indicada na embalagem. A principal diferença em relação à Koleston é que após 15 lavagens a cor já não está tão homogênea.


No Brasil, oito em cada dez mulheres são adeptas da coloração para os cabelos. O país detém a liderança do ranking de consumo de tintas para cabelos com 14% do mercado, e a tendência é que esse índice cresça ainda mais, por conta do interesse dos jovens pelo assunto e pela inovação dos fabricantes no lançamento de novos produtos.
Embalagens — A variedade de marcas e a quantidade de tons seduzem o consumidor ávido por novidades. Mas, de acordo com a Proteste, não há um padrão oficial para as nuances nas embalagens, o que dificulta a vida de quem não encontra o produto que está acostumado a usar ou deseja trocar a marca sem mudar a cor. Foi por essa razão que a equipe testou tons similares, e não equivalentes, uma vez que os fabricantes não seguem uma regra.


A forma de apresentação da classificação dos produtos também confunde. Em uma pesquisa realizada com os associados da Proteste, a metade afirmou que usa produtos tonalizantes (os famosos “xampus tonalizantes”, com água oxigenada e sem amônia, que não fixam tão bem a cor quanto as tinturas), mas, quando questionados sobre a marca, muitos citaram nomes de tintas permanentes.
Ainda segundo a avaliação da Proteste, embora os fabricantes não apresentem a informação sobre o tipo de tintura de forma clara, os rótulos contêm outros dados exigidos por lei, como SAC, validade, lote, composição, advertências e modo de uso.

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