Cursos para "reverter" homossexualidade viram moda

Tratamento preocupa o Instituto Nacional contra a Discriminação, Xenofobia e Racismo (Inadi)

24/12/10 às 16:10 Agência Estado

A proliferação dos chamados tratamentos de "restauração sexual", que pretendem "reverter" a orientação de homossexuais, preocupa o Instituto Nacional contra a Discriminação, Xenofobia e Racismo (Inadi) da Argentina, que se tornou o primeiro país latino-americano a aprovar, este ano, uma reforma legal para permitir a união entre pessoas do mesmo sexo.


"Oficinas de capacitação" sobre orientação sexual chamam a atenção de organizações sociais, que estudam empreender ações legais por considerar seu conteúdo discriminatório. A diretora do Inadi, Analia Mas, lembra que o objetivo de "curar o homossexual" viola o primeiro artigo da Lei contra a discriminação.

O chamado Ministério de Restauração Sexual da Igreja da Cidade oferece cursos de educação sexual em nível básico e avançado. "É uma educação sexual integral, emocional e espiritual, com valores religiosos e princípios de vida básicos", explica à Agência Efe Adriana Sanz, professora do centro que oferece palestras em diferentes pontos do país.

Adriana afirma que os gays representam uma "porcentagem grande" que vão à instituição para superar "problemas sexuais". "Se alguém sente que a homossexualidade lhe causa dor, damos recomendações e múltiplas soluções para mudar", diz a professora.

"A homossexualidade não é uma doença, é um desvio sexual. Se 'aprendemos' a função sexual, então podemos corrigir todos os desvios", escreve Sanz em seu site.

Outro grande centro de restauração sexual da Argentina é a Fundação Pró- Integração e Saúde Sexual, que organiza cursos e tratamentos em Buenos Aires para pessoas "em conflito com sua sexualidade", afirma a psicóloga da instituição, Magali Luengas.

A maioria de seus pacientes tem entre 18 e 30 anos e vai à entidade para tratar, entre outros assuntos, uma "orientação homossexual considerada prejudicial aos próprios indivíduos".

Segundo o presidente da Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (FALGBT), Esteban Paulón, a maioria das pessoas que procuram esses tratamentos é de adolescentes levados pelos pais.

1 Comentário
Rony
Que absurdo isso!

Tem que mandar prender quem dá esse tipo de palestra ou curso. Criminosos nojentos.
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