Pé diabético merece atenção redobrada

Ferimentos podem evoluir para lesões de cicatrização demorada e até amputações

31/01/11 às 13:03 Redação Bem Paraná

Prevenir o aparecimento de feridas que, segundo a Federação Internacional de Diabetes, afetam os pés de 1 em cada 6 pessoas no mundo que convivem com a doença é o objetivo do serviço colocado em funcionamento, esse mês, na Unidade de Saúde Ouvidor Pardinho. A iniciativa é importante porque, segundo a entidade, até 85% das amputações relacionadas à doença são precedidas de úlceras. A estimativa é de que, no mundo, ocorra 1 amputação relacionada a diabete a cada 30 segundos.

Segundo a chefe da US, enfermeira Inês Cecília Deggerone, cerca de 20 pacientes por semana têm se beneficiado do atendimento, que complementa o que era prestado, até então, pela equipe médica e de enfermagem.  “Agora, eles também passam por consultas preventivas com fisioterapeuta, que avalia os pés do paciente – a região do corpo mais exposta a lesões - e também com dentista, que checa as condições de saúde bucal”, explica.

A nova estratégia de trabalho decorre da Diretriz de Atenção à Pessoa com Diabete Melito - um abrangente guia de cuidados em uso na rede municipal de saúde há apenas 1 mês e que, em parceria com ao pacientes esclarecidos sobre a importância do autocuidado, visa impedir que as lesões se transformem em casos graves e até amputações.

Fisioterapeuta

A abordagem é simples. No consultório de fisioterapia, durante aproximadamente 30 minutos, os pacientes passam por uma completa avaliação de sensibilidade – que tende a ficar comprometida pela má circulação de sangue nos membros inferiores de quem sofre a doença. Além disso, recebem dicas para proteger os pés e estimular a circulação na região. Pacientes com lesões são encaminhados imediatamente para o médico, enquanto quem é classificado como de baixo risco tem o retorno programado para pelo menos 3 meses.

Examinar constantemente os pés, hidratá-los e não deixá-los de molho, não andar descalço, ter boa higiene e retirar a umidade entre os dedos com toalha macia, evitar a retirada de calosidades e fazer atividade física adequada estão entre as recomendações repassadas aos pacientes. Eles também devem  usar calçados confortáveis e que protejam dedos e calcanhares de acidentes com pedras e outros materiais.

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