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Tropas dos EUA não ficarão no Afeganistão

07/03/12 às 00:00

Estados Unidos — O presidente Barack Obama disse ontem que os Estados Unidos estão comprometidos em manter relações duradouras com o Afeganistão, mas não pretendem manter tropas no país além do período que for necessário para desarmar a rede terrorista Al Qaeda e assegurar um mínimo de estabilidade. "O presidente (Hamid) Karzai entende que estamos interessados em uma parceria estratégica com o povo afegão e o governo afegão", disse Obama em entrevista coletiva. "Não estamos interessados em permanecermos por lá além do que for necessário para assegurar que a Al Qaeda não esteja operando lá e que haja estabilidade suficiente para que não acabe sendo um vale-tudo depois que a Isaf (força da Otan) sair." O Afeganistão enfrenta uma onda de violência desde um incidente do mês passado em que soldados dos EUA foram flagrados queimando exemplares do Corão em um quartel. "Sim, a situação da queima do Corão me preocupa", disse Obama. "Acho que é uma indicação dos desafios naquele ambiente, e uma indicação de que agora é a hora de fazermos a transição."

Canhão
Estados Unidos — Uma mulher morreu ontem no sul da Califórnia vítima do impacto de uma bala de canhão de fabricação caseira que atravessou o trailer no qual vivia com seu marido e uma criança de 4 anos, segundo informou ontem o jornal "Los Angeles Times". O incidente aconteceu de madrugada em Potrero, no condado de San Diego, e suas causas estão sendo investigadas, embora tudo aponte para um acidente. Os fatos ocorreram quando o marido e outro homem, que haviam consumido álcool, manipulavam um canhão no exterior do trailer. O dispositivo detonou, atravessou a casa móvel e feriu mortalmente a mulher, de 33 anos. A criança, que dormia no momento da detonação, saiu ilesa. Os dois homens foram transferidos para um hospital para tratar ferimentos leves. Além disso, o marido da mulher sofreu um ataque de nervos após o incidente.

Crimes
Uruguai — O Uruguai assumirá, em ato público, a responsabilidade pelas violações aos direitos humanos cometidas durante a última ditadura (1973-1985), mas não pedirá perdão por elas, anunciaram as autoridades. A admissão de culpa está de acordo com uma exigência da Corte Interamericana de Dereitos Humanos (Corte-IDH) que, em março de 2011, emitiu uma sentença obrigando o Estado a investigar, julgar os crimes da ditadura, conceder reparações a vítimas e a seus familiares e realizar um ato público no qual reconheça sua responsabilidade no chamado "caso Gelman". "Houve posições divergentes no país quanto à necessidade ou não de pedir perdão, sem se chegar a um consenso", disse o secretário da Presidência, Alberto Breccia à rádio El Espectador. O ato será realizado no dia 21 de março, dirigido pelo presidente José Mujica, que pronunciará um discurso na Assembleia Geral para representantes de todos os poderes do Estado, convidados especiais do exterior e organizações de direitos humanos. "Vou falar em nome do Estado, assumindo a responsabilidade", disse Mujica, ex-guerrilheiro tupamaro que exerce há dois anos a segunda Presidência de esquerda da história do país.

Pedofilia
Inglaterra — Dois sacerdotes anglicanos aposentados foram presos ontem em Eastbourne,no sul da Inglaterra, por supostos abusos sexuais de crianças e jovens entre as décadas de 1960 e 1980. Gordon Rideout, 73, é suspeito de agredir sexualmente nove jovens e crianças entre 1965 e 1972, enquanto Robert Coles, 70, é suspeito do abuso de três menores entre o final dos anos 1970 e os 1980. A polícia indicou ontem que, em princípio, os dois casos não estão vinculados e as detenções foram efetuadas após uma complexa investigação que começou há seis meses e que segue em andamento. Além disso, as forças de segurança explicaram que as prisões estão relacionadas a casos antigos, motivo pelo qual não há suspeitas de que nenhuma criança esteja em perigo atualmente. Um dos detidos, o cônego Gordon Rideout, que celebrou missas até 2010, havia sido denunciado em várias ocasiões em 1972, mas não chegou a ser processado.

Castração química
Modávia — O Parlamento da Moldávia aprovou ontem uma lei sobre a castração química obrigatória para pedófilos, como consequência do recente aumento dos casos de abuso de menores no país. A castração química é a administração de medicamentos hormonais que reduzem a libido."Depois de cumprir a pena de prisão, os pedófilos voltam a cometer os mesmos crimes. Nos últimos cinco anos, quinze pedófilos voltaram a ser acusados de pedofilia", disse Valeri Muntianu, deputado pelo Partido Liberal da Moldávia em discussão no Parlamento. Segundo agências de notícias russas, a Moldávia se tornou nos últimos anos um destino para pedófilos dos países da União Europeia e dos Estados Unidos. "Pelas estatísticas, a adoção da castração química é eficaz. Por exemplo, na Alemanha recaída em violações diminuiu de 84% para 3%", disse Valeri.

Mina San José
Chile — Os donos da mina chilena San José, onde 33 mineiros foram resgatados em 2010 após permanecerem 70 dias abaixo da terra, a 700 metros de profundidade, pagarão US$ 5 milhões para contribuir com os gastos da operação de resgate dos trabalhadores, informaram nesta terça-feira fontes CDE (Conselho de Defesa do Estado).  O valor foi alcançado entre a empresa San Esteban, proprietária da mina e controlada por Alejandro Bohn e Marcelo Kemeny, e o CDE, que abriu um processo contra os empresários.

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