Proteste faz alerta sobre taxas de administração

25/04/12 às 00:00

A Proteste Associação de Consumidores faz um alerta a quem tem aplicação em fundo de investimento para ficar atento à taxa de administração, que deve ficar abaixo de 2,5% ao ano. Segundo a associação, investir em fundos com taxas maiores significaria perder o rendimento para a poupança.
Com a tendência de queda da taxa básica da economia a Selic, que sofreu seu sexto decréscimo sucessivo, atingindo o patamar de 9% ao ano (dia 18), é muito provável que a rentabilidade dos fundos DI e Renda Fixa venha a cair. “Ambos os investimentos sofrem influência da Selic”, informa a Proteste em comunicado publicado em seu site.
Neste cenário, a caderneta de poupança pode vir a ser mais vantajosa porque diferentemente dos fundos de renda fixa, a caderneta rende a TR (taxa referencial) mais 6,17% ao ano, não recolhe imposto de renda (IR) sobre os rendimentos e é livre da taxa de administração cobrada pelos bancos.


No último ano os fundos que atingiram rentabilidade superior a 8,7% ao ano, tinham taxas de administração máximas de 2,5% ao ano. Para os gestores desses fundos mais conservadores vai ser mais difícil do que foi no último ano, conseguir retornos superiores a 8,7%, enquanto que a rentabilidade da caderneta de poupança não será tão impactada, já que a maior parte dela é uma componente fixa de 6,17% ao ano, conforme prevê a legislação.
Cerca de 90% dos fundos DI e Renda Fixa, no último ano, tiveram rentabilidade superior a caderneta de poupança. Eles seriam hoje o investimento mais vantajoso para investidor pessoa física com perfil mais conservador no mercado.
Considerando somente os fundos de Renda Fixa, a rentabilidade média no período foi um pouco maior, 10,68%, e se levar em conta apenas os fundos DI, a rentabilidade média foi um pouco menor, 10,20% para o período.
O investidor deve levar em consideração também o prazo do investimento devido ao cálculo do imposto de renda que é reduzido com o passar do tempo. Com a Selic em 9% ao ano o Brasil deixa o primeiro lugar do ranking mundial dos juros reais, que ocupava desde janeiro de 2010. A líder agora é a Rússia.

0 Comentário
Blogs
Ver na versão Desktop