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Tucano confirma intenção de antecipar eleição da Mesa

25/04/12 às 00:00

O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), informou ontem que vai apresentar um projeto de resolução para antecipar, de dezembro para outubro próximo, a eleição para os cargos de direção da Casa. O tucano confirmou ainda que pretende disputar a reeleição para o cargo. “Se tiver voto, vou ser candidato”, afirmou.

Rossoni alega que a antecipação tem o objetivo de garantir uma transição mais tranquila. “Até para dar tempo da nova Mesa se adaptar”, afirmou. Nos bastidores da Assembleia, porém, o comentário é de que a antecipação faz parte da estratégia do atual presidente de evitar a formação de uma chapa adversária. 

O tucano afirmou ter obtido o apoio dos líderes partidários, inclusive do PMDB. Em março, a bancada peemedebista, que é a maior da Assembleia, com 13 deputados, divulgou nota oficial questão contra a antecipação da eleição da Mesa Executiva. Na época, o líder do partido, deputado Caíto Quintana, afirmou que a bancada não descartava disputar a eleição para a presidência da Casa. Entre os cotados como potenciais candidatos à presidência estariam dois parlamentares peemedebistas: o atual 1º vice-presidente, Artagão Júnior e o 3º secretário, Reinhold Stephanes Júnior.

Rossoni começou a articular a antecipação depois que um grupo de deputados, insatisfeitos com a forma como ele tem administrado a Casa, iniciou um movimento para apresentar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que proíbe a reeleição para a presidência da Assembleia. Segundo fontes da Casa, a PEC já teria recebido as assinaturas de 32 dos 54 parlamentares e estaria apenas à espera do momento certo para ser apresentada.

Ontem, ele afirmou que a maioria dos deputados é favorável a extinguir a possibilidade reeleição para a presidência do Legislativo. Segundo Rossoni, porém, os deputados estão divididos entre os que querem a proibição de qualquer reeleição, e os que defendem a restrição a no máximo dois mandatos. “Acabar com a reeleição agora seria golpe. O que alguns defendem é limitar a uma reeleição. Assim, que fosse reeleito não poderia se candidatar de novo na próxima Legislatura. Com isso criaríamos um mecanismo para que ninguém se eternize na presidência”, defendeu. (IS)

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