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Violência na Síria é “inaceitável”, diz a ONU

25/04/12 às 00:00

Líbano — Rebeldes que tentam derrubar o regime do presidente sírio Bashar Assad lançaram três ataques separados contra forças de segurança do governo ao redor de Damasco ontem, causando a morte de dois oficiais e abalando a capital com um carro-bomba, segundo ativistas e a mídia estatal. O enviado especial da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, disse mais tarde ontem que a Síria continua a ver níveis “inaceitáveis” de violência. Já a Liga Síria pelos Direitos Humanos, um grupo opositor, afirmou nesta terça-feira que o governo “executou sumariamente” nove ativistas na cidade de Hama, um dia após os monitores da ONU terem visitado o local. Annan fez eco a declarações do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o qual disse que a situação na Síria é “inaceitável”. Ban pediu ao governo sírio que imediatamente implemente o plano de cessar-fogo negociado por Annan. O cessar-fogo entrou em vigor no dia 12, mas dezenas de pessoas foram mortas desde então, tanto do governo quanto da oposição.

Protestos
Bolívia — A capital boliviana, La Paz, enfrentou ontem uma jornada de protestos dos trabalhadores contra o governo, que precisou lançar a polícia para dispersar manifestações de mineiros e também de médicos e estudantes de medicina. O protesto dos mineiros, convocado pela Central Operária Boliviana (COB) reuniu pela manhã milhares de trabalhadores, que jogaram pedras e bananas de dinamite contra a polícia na praça Murillo, informou o diário boliviano La Razón. Cinco policiais ficaram feridos. Os trabalhadores querem um aumento salarial superior a 8% e protestaram também contra o aumento no custo de vida. A manifestação começou em El Alto, bairro operário da capital boliviana, e prosseguiu até o centro de La Paz. Mais tarde, estudantes de medicina e médicos tentaram tomar a sede do Ministério da Saúde, em protesto contra o aumento da jornada de trabalho dos médicos e enfermeiros, que o governo passou de seis para oito horas diárias.

Extrema direita
França — Os candidatos à presidência da França, o socialista François Hollande e o conservador Nicolas Sarkozy, voltaram à campanha ontem, com estratégias radicalmente diferentes para conquistar os quase 18% do eleitorado que votaram na extrema direita. Enquanto Sarkozy reforçou um discurso contra a imigração, Hollande afirmou que combaterá o desemprego e tentará melhorar a situação econômica. Hollande viajou para Hirson, uma pequena cidade na fronteira com a Bélgica e onde a candidata da extrema direita, Marine Le Pen, foi a mais votada no primeiro turno. Hollande atacou Sarkozy em um duro discurso. O segundo turno ocorrerá em 6 de maio. “O homem que gostaria de ser o candidato ‘verdadeiro’ dos trabalhadores foi na realidade o candidato do desemprego durante os últimos cinco anos”, disse Hollande, em referência a Sarkozy. Hirson fica na região da Picardia, que como outras no norte da França sofre com a desindustrialização.

Assentamentos
Estados Unidos — O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, está “profundamente preocupado” com a decisão de Israel de aprovar novos assentamentos na Cisjordânia, disse um porta-voz ontem. “O secretário-geral reitera que todas as atividades em assentamentos são ilegais sob a lei internacional”, disse o porta-voz adjunto da ONU, Eduardo del Buey. “O secretário-geral está profundamente preocupado com a decisão do governo de Israel de aprovar formalmente três postos avançados na Cisjordânia: Sansana, Rechelim e Bruchin.” Ban disse que a decisão é “contrária” às promessas de Israel fez ao Quarteto para o Oriente Médio (formado por Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU) e “repetiu os pedidos do Quarteto para que os lados abstenham-se de provocações”.

Al-Qaeda
Iêmen — O presidente do Iêmen, Abed Rabo Mansour Hadi, se reuniu ontem com o diretor do FBI, Robert Mueller, para discutir como combater os militantes da Al-Qaeda, principalmente na província sulista de Abyan, segundo um porta-voz do governo. Hadi e Mueller tiveram um encontro de 45 minutos na capital iemenita, Sanaa, durante o qual também discutiram o apoio político ao presidente, que assumiu há dois meses após a renúncia do ex-ditador Ali Abdullah Saleh. O FBI é a principal agência de investigação dos Estados Unidos, mas mantém escritórios de ligação em vários países. O anúncio da visita de Mueller ocorreu horas depois de as forças do governo iemenita reconquistarem o centro da cidade de Zinjibar, a capital de Abyan que está sob domínio da Al-Qaeda desde maio do ano passado.

Eleições
Holanda — O primeiro-ministro da Holanda, Mark Rutte, continuará interinamente no cargo até que um novo governo seja formado. Ontem, em discurso no Parlamento, ele afirmou que as eleições antecipadas podem ocorrer no dia 12 de setembro. Após a escolha do novo governo, a rainha Beatriz da Holanda aceitará formalmente a renúncia de Rutte, apresentada ontem. No Parlamento, o primeiro-ministro buscou conquistar o apoio da oposição para aprovar um conjunto de medidas de austeridade que visa reduzir o déficit orçamentário para menos de 3% do PIB em 2013. Ele afirmou que todos os partidos políticos devem assumir a responsabilidade de resolver os problemas. O projeto precisa explicar como o país planeja reduzir seu déficit público de 4,6% do Produto Interno Bruto (PIB) para 3%.

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